Arquivo da tag: Tarrafal

10 páginas Facebook que merecem suas curtidas!

Hoje em dia dar uma curtida em uma página no Facebook representa uma enorme ajuda para quem quer divulgar o trabalho, e não custa nada para quem dá a curtida! Por isso veja abaixo 10 páginas que estão sempre atrás de fãs e de curtidas e que merecem as suas ! Contamos com sua força: curta e compartilhe!

Aproveitamos para agradecer todo mundo que já curte alguma dessas páginas, e convidamos o pessoal a nos enviar os links de suas páginas ou de páginas interessantes encontradas no Facebook! Quem sabe sua(s) página(s) esteja(m) em nosso próximo artigo!

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Boas festas

Zarpante deseja a todos um feliz natal e um próspero ano novo!

Nossos votos para todos os amigos e parceiros!

Nossos votos para todos os amigos e parceiros!

Aproveite para entrar em nosso site e ajudar o projeto Tarrafal – um Campo em Morte Lenta. 

Um projeto sério que vai ajudar a preservar uma parte tão esquecida da história de Cabo Verde!

Tanto o projeto quanto Zarpante precisam realmente de sua ajuda! Natal é época de solidariedade: vamos incentivar a produção artística e cultural de nossos países! Entre no link acima e contribua com o que puder. Sua participação faz toda a diferença!

Que tal agora algumas músicas para o Natal? Tem para todos os gostos:

E para quem goste de ler:

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE – Os Animais do Presépio

Salve, reino animal:
todo o peso celeste
suportas no teu ermo.
Toda a carga terrestre
Carregas como se
fosse feita de vento.
Teus cascos lacerados
na lixa do caminho
e tuas cartilagens
e teu rude focinho
e tua cauda zonza,
teu pelo matizado,
tua escama furtiva
as cores com que iludes
teu negrume geral,
teu vôo limitado,
teu rastro melancólico,
tua pobre verônica
em mim, que nem pastor
soube ser, ou serei,
se incorporam num sopro.
Para tocar o extremo
de minha natureza,
limito-me: sou burro.
Para trazer ao feno
o senso da escultura,
concentro-me: sou burro.
A vária condição
por onde se atropela
essa ânsia de explicar-me
agora se apascenta
à sombra do galpão
neste sinal: sou anjo.

MÁRIO QUINTANA – Poesia de Natal

“Nossa senhora
Na beira do rio
Lavando os paninhos
Do bento filhinho…
São João estendia,
São José enxugava
e a criança chorava
do frio que fazia
Dorme criança
dorme meu amor
que a faca que corta
dá talho sem do”
(de uma cantiga de ninar)
Tudo tão vago…Sei que havia um rio…
Um choro aflito…Alguém cantou, no entanto…
E ao monótono embalo do acalanto
O choro pouco a pouco se extinguiu…
O menino dormira…Mas o canto
Natural como as águas prosseguiu…
E ia purificando como um rio
Meu coração que enegrecera tanto…
E era a voz que eu ouvi em pequenino…
E era Maria junto à correnteza,
Lavando as roupas de Jesus Menino…
Eras tu…que ao me ver neste abandono
Daí do céu cantavas com certeza
Para embalar inda uma vez meu sono!…

VINICIUS DE MORAES – Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

LUIS FERNANDO VERÍSSIMO – Natal

Natal é uma época difícil para cronistas. 
Eles não podem ignorar a data e ao mesmo tempo 
não há mais maneiras originais de tratar do assunto.
Os cronistas, principalmente os que estão no métier há tanto tempo, que ainda usam a palavra métier – já fizeram tudo que havia para fazer com o Natal. Já recontaram a história do nascimento de Jesus de todas as formas: versão moderna (Maria tem o bebê numa fila do SUS), versão coloquial (“Pô, cara, aí Herodes radicalizou e mandou apagá as pinta recém-nascida, baita mauca”), versão socialmente relevante (os três reis magos são detidos pela polícia a caminho da manjedoura, mas só o negro precisa explicar o que tem no saco) versão on-line (jotace@salvad.com.bel conta sua vida num chat sitc), etc.
Papai Noel, então, nem se fala. Eu mesmo já escrevi a história do casal moderno que flagra o Papai Noel deixando presentes sob a árvore de Natal, corre com o Papai Noel e não conta nada da sua visita para o filho porque querem criá-lo sem qualquer tipo de superstição várias vezes.
Poucos cronistas estão inocentes de inventar cartas fictícias com pedidos para o Papai Noel: patéticas (paz para o mundo, bom senso para os governantes), políticas (“Só mais um mandato e eu juro que acerto, ass. Fernando”) ou práticas (“Algo novo para escrever sobre o Natal, por amor de Deus!”).
Já fomos sentimentais, já fomos amargos, já fomos sarcásticos e blasfemos, já fomos simples, já fomos pretensiosos – não há mais nada a escrever sobre o Natal! Espera um pouquinho. Tive uma idéia. Uma reunião de noéis! Noel Rosa, Noel Coward e Papai Noel. Acho que sai alguma coisa.
Noel Rosa, Noel Coward e Papai Noel estão reunidos… onde? Na mesa de um bar? Papai Noel não freqüenta bares para não dar mau exemplo. Pelo menos não com a roupa de trabalho. No Pólo Norte? Noel Coward, acostumado com o inverno de Londres, talvez agüentasse, mas Noel Rosa congelaria. Não interessa onde é o encontro. Uma das primeiras lições da crônica é: não especifica. Noel Rosa, Noel Coward e Papai Noel estão reunidos em algum lugar. Os três conversam. Noel Rosa – Ahm… Sim… Hmm…
Noel Rosa diz o quê?
Noel Rosa – E então?
Noel Coward e Papai Noel se entreolham. Papai Noel cofia a barba. Ninguém sabe, exatamente, o que é “cofiar”, mas é o que Papai Noel faz, enquanto Noel Coward olha em volta com evidente desgosto por estar em algum lugar. Preferia estar em outro. A todas essas eu penso em alguma coisa para eles dizerem.
Noel Rosa (tentando de novo) – E aí?
Papai Noel – Aqui, na luta.
Noel Coward – What?
Esquece. Não há mais nada a escrever sobre o Natal.
Salvo isto, se dão vênia: que seu Natal em nada lembre o da Chechênia.
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Participar coletivamente

Financiamento coletivo em poucas palavras...

Financiamento colectivo em poucas palavras…

Ajude por exemplo o projecto Tarrafal – um campo em morte lenta!
É responsabilidade de todos nós não deixar a história ser esquecida!

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Atenção Cabo Verde

Como podem ver pelo trailer acima, o filme “Tarrafal – Um Campo em Morte Lenta” terá um alto nível qualitativo! Trata-se de falar de um espaço que pertence ao passado recente de Cabo Verde e que representa um dos momentos mais terríveis da história do país! Não deixemos o tempo apagar esse período! O filme irá refletir sobre esse processo de esquecimento, perguntando se a existência do espaço físico do Campo de Concentração garante a memória da sua história e do papel que teve como elemento de destruição da oposição ao regime de Salazar.

E o melhor de tudo é que todos podem ajudar este filme! Seja de onde for, esteja onde estiver, sua contribuição é muito importante para que o filme possa ser concluído e ganhe a visibilidade merecida!
Venha participar deste projeto único, que merece a atenção de todos os cabo-verdianos, dos portugueses e de qualquer pessoa que se interesse por história! Você pode fazer toda a diferença ao contribuir (seja como puder) para o resgate de uma parte tão importante da história de Cabo Verde.

Saiba mais sobre este  projeto e contribua no link seguinte: Tarrafal – Um Campo em Morte Lenta

https://i2.wp.com/www.zarpante.com/theme/zarpante/files/pitch_pics/thumbs/296x197/1/1_43e16767e33bb9324410000103de75cd.jpg

– Saiba mais sobre Tarrafal.

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Conhece Tarrafal?

“O Concelho do Tarrafal é um concelho/município na ilha de Santiago, em Cabo Verde. Tem cerca de 20.000 habitantes e ocupa uma superfície de 112,4 km².

A sede do concelho é a vila do Tarrafal.

A própria vila do Tarrafal tem das poucas praias de areia branca da ilha, e certamente das mais paradisíacas do arquipélago, numa baía rodeada de coqueiros.

Mas engana-se quem pensa que esta é a única de todo o concelho, pois bastam alguns minutos e estamos noutras praias, estas já menos concorridas pelos turistas mas igualmente lindas, nas aldeias de Chão Bom e Ribeira da Prata.

Esta zona, da maior ilha de Cabo Verde, é famosa pela chamada Colónia Penal do Tarrafal ou Campo de Concentração do Tarrafal, construída entre as décadas 20 e 30 do século passado, para albergar os opositores ao regime português. É também famosa por ser o concelho de Cabo Verde onde vive a comunidade dos rabelados.

Quem chega a este concelho fica deliciado, não só pela sua beleza natural, como pela simpatia do seu povo, que vive principalmente do comércio, construção e serviços para a colectividade, e que conserva os valores tradicionais das suas gentes, destacando-se a olaria, a tecelagem, a utilização da cimboa e a música, uma vez que, ninguém lá passa sem dançar um funaná ou ver alguém a dar ku tornu, numa roda de batuque.

O Dia do Município é 15 de janeiro, data que coincide com a celebração de Santo Amaro.

Desde 2008, o município do Tarrafal é governado pelo Movimento para a Democracia.”

Fonte: Wykipédia

Português: Campo de Concentração do Tarrafal, ...

Português: Campo de Concentração do Tarrafal, muro de vedação, ilha de Santiago, Cabo Verde (Photo credit: Wikipedia)

 Campo do Tarrafal

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Colónia Penal do Tarrafal, situada no lugar de Chão Bom do concelho do Tarrafal, na ilha de Santiago (Cabo Verde), foi criada pelo Governo português do Estado Novo ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936[1].

Em 18 de Outubro de 1936 partiram de Lisboa os primeiros 152 detidos, entre os quais se contavam participantes do 18 de Janeiro de 1934 na Marinha Grande (37) e alguns dos marinheiros que tinham participado na Revolta dos Marinheiros ocorrida a bordo de navios de guerra no Tejo em 8 de Setembro daquele ano de 1936.

O Campo do Tarrafal, ou Campo de Concentração do Tarrafal, como ficou conhecido, começou a funcionar em 29 de Outubro de 1936, com a chegada dos primeiros prisioneiros.

Objectivos

O Estado Novo, sob a capa da reorganização dos estabelecimentos prisionais, ao criar este campo pretende atingir dois objectivos ligados entre si: afastar da metrópole presos problemáticos, e, através das deliberadas más condições de encarceramento, enviar um sinal de que a repressão dos contestatários será levada ao extremo.

Esta visão está claramente definida nos primeiros parágrafos do Decreto-Lei n.º 26 539, ao afirmar que serve para receber os presos políticos e sociais, sobre quem recai o dever de cumprir o desterro, aqueles que internados em outros estabelecimentos prisionais se mostram refractários à disciplina e ainda os elementos perniciosos para outros reclusos. Este diploma abrange também os condenados a pena maior por crimes praticados com fins políticos, os presos preventivos, e, por fim, os presos por crime de rebelião.

Mortos no Tarrafal

Foram 37 os prisioneiros políticos que morreram no Tarrafal; os seus corpos só depois do 25 de Abril puderam voltar à pátria:

  • Francisco José Pereira: Marinheiro, 28 anos (Lisboa, 1909 – Tarrafal 20 de Setembro de 1937)
  • Pedro de Matos Filipe: Descarregador, 32 anos (Almada, 19 de Junho de 1905 – Tarrafal, 20 de Setembro de 1937)
  • Francisco Domingues Quintas: Industrial, 48 anos (Grijó, Porto, Abril de 1889 – Tarrafal, 22 de Setembro de 1937)
  • Rafael Tobias Pinto da Silva: Relojoeiro, 26 anos (Lisboa, 1911 – Tarrafal 22 de Setembro de 1937)
  • Augusto Costa: Operário vidreiro (Leiria, ? – Tarrafal, 22 de Setembro de 1937)
  • Cândido Alves Barja: Marinheiro, 27 anos (Castro Verde, Abril de 1910 – Tarrafal, 29 (24?) de Setembro de 1937)
  • Abílio Augusto Belchior: Marmorista, 40 anos (?, 1897 – Tarrafal, 29 de Outubro de 1937)
  • Francisco do Nascimento Esteves: Torneiro mecânico, 24 anos (Lisboa, 1914 – Tarrafal, 21 (29?) de Janeiro de 1938)
  • Arnaldo Simões Januário: Barbeiro, 41 anos (Coimbra, 1897 – Tarrafal, 27 de Março de 1938)
  • Alfredo Caldeira: Pintor decorador, 30 anos (Lisboa, 1908 – Tarrafal, 1 de Dezembro de 1938)
  • Fernando Alcobia: Vendedor de jornais, 24 anos (Lisboa, 1915 – Tarrafal, 19 de Dezembro de 1939)
  • Jaime da Fonseca e Sousa: Impressor, 38 anos (Tondela, 1902 – Tarrafal, 7 de Julho de 1940)
  • Albino António de Oliveira Coelho: Motorista, 43 anos (?, 1897 – Tarrafal, 11 de Agosto de 1940)
  • Mário dos Santos Castelhano: Empregado de escritório, 44 anos (Lisboa, Maio de 1896 – Tarrafal, 12 de Outubro de 1936)
  • Jacinto de Melo Faria Vilaça: Marinheiro, 26 anos (?, Maio de 1914 – Tarrafal, 3 de Janeiro de 1941)
  • Casimiro Júlio Ferreira: Funileiro, 32 anos (Lisboa, 4 de Fevereiro de 1909 – Tarrafal, 24 de Setembro de 1941)
  • Albino António de Oliveira de Carvalho: Comerciante, 57 anos (Póvoa do Lanhoso, 1884 – Tarrafal, 22 (23?) de Outubro de 1941)
  • António Guedes de Oliveira e Silva: Motorista, 40 anos (Vila Nova de Gaia, 1 de Maio de 1901 – Tarrafal, 3 de Novembro de 1941)
  • Ernesto José Ribeiro: Padeiro ou servente de pedreiro, 30 anos (Lisboa, Março de 1911 – Tarrafal, 8 de Dezembro de 1941)
  • João Lopes Dinis: Canteiro, 37 anos (Sintra, 1904 – Tarrafal, 12 de Dezembro de 1941)
  • Henrique Vale Domingues Fernandes: Marinheiro, 28 anos (?, Agosto de 1913 – Tarrafal, 7 de Janeiro (Julho?) de 1942)
  • Bento António Gonçalves: Torneiro mecânico, 40 anos (Fiães do Rio (Montalegre), 2 de Março de 1902 – Tarrafal, 11 de Setembro de 1942)
  • Damásio Martins Pereira: Operário (? – Tarrafal, 11 de Novembro de 1942)
  • António de Jesus Branco: Descarregador, 36 anos (Carregosa, 25 de Dezembro de 1906 – Tarrafal, 28 de Dezembro de 1942)
  • Paulo José Dias: Fogueiro marítimo, 39 anos (Lisboa, 24 de Janeiro de 1904 – Tarrafal, 13 de Janeiro de 1943)
  • Joaquim Montes: Operário corticeiro, 30 anos (Almada, 11 de Setembro de 1912 – Tarrafal, 14 de Fevereiro de 1943)
  • Manuel Alves dos Reis (? – Tarrafal, 11 de Junho de 1943)
  • Francisco Nascimento Gomes: Condutor, 34 anos (Vila Nova de Foz Côa, 28 de Agosto de 1909 – Tarrafal, 15 de Novembro de 1943)
  • Edmundo Gonçalves: 44 anos (Lisboa, Fevereiro de 1900 – Tarrafal, 13 de Junho de 1944)
  • Manuel Augusto da Costa: Pedreiro (? – Tarrafal, 3 de Junho de 1945)
  • Joaquim Marreiros: Marinheiro, 38 anos (Lagos, 1910 – Tarrafal, 3 de Novembro de 1948)
  • António Guerra: Empregado de comércio, 35 anos (Marinha Grande, 23 de Junho de 1913 – Tarrafal, 28 de Dezembro de 1948)

Encerramento e reactivação

O Campo do Tarrafal encerrou em 1954, tendo sido reactivado em 1961, sob a denominação de Campo de Trabalho do Chão Bom, para receber prisioneiros oriundos das colónias portuguesas[2].

Museu da Resistência

O Museu da Resistência integra-se no projecto de preservação e musealização do ex-Campo de Concentração do Tarrafal, com o objectivo, a longo prazo, da sua declaração como Património da Humanidade.

Campo de Concentração do Tarrafal

Campo de Concentração do Tarrafal (Photo credit: Wikipedia

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