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Pacíficos pero no mucho…

Hoje falaremos dos “manifestantes pacíficos” que dizem representar os desejos e reivindicações do povo brasileiro.

Parece que somente uma minoria dos manifestantes é violenta e que a grande maioria sabe bem o que quer, e acima de tudo, não quer violência!

Para começar, vamos compartilhar um texto de Chico Alves muito bem escrito e compartilhado em uma de suas redes sociais. Dessa forma poderão ver o que achamos das reivindicações confusas dessa manifestação.

Segue abaixo o texto de Chico Alves:

“EU ESTIVE LÁ (E NÃO GOSTEI DO QUE VI)

Estive ontem na Rio Branco para ver a passeata. Pra começar, é bonito ter as ruas cheias de gente outra vez, a garotada se mobilizando, sem precisar de intermediários para dizer que os políticos passaram das medidas e tal… Mas para mim, que sou chato, os pontos positivos se resumem a isso. Vi uma confusão de faixas e cartazes, com menções às mais variadas causas, do fim da jornada dupla de motoristas de onibus à mudança da saúde e educação no país. Tinha de tudo. Era como se, no meio dos 100 mil, cada grupo de cem pessoas estivesse ali para defender uma causa. Ou duas. Ou três. A pergunta é: que resultado pode dar isso? Reivindicar tudo é o mesmo que não reivindicar nada. Se não há uma pauta, se não há negociação com quem pode realizar a mudança, se não há lideranças para negociar com os governantes, onde essas reivindicações vão chegar? Volto ao que disse antes: falta política a essas manifestaçõs. Política no sentido de dar praticidade a tudo e transformar as reivindicações em algo concreto, que realmente beneficie a população. Uma pauta com uma ou duas reivindicações apenas, para indicar os prazos e os meios de se chegar ao objetivo. Sem isso, as passeatas serão apenas grandes points de encontro de amigos, a garotada vai sorrir e chorar emocionada, tirar fotos, fazer vídeos… e só. Como num desfile do Monobloco ou no Rock in Rio. Enquanto isso o povo sofrido continuará sofrendo sem educação, sem saúde, sem transporte decente. Mas todos dormiremos felizes, achando que somos os novos revolucionários.”

Prefeitura de Sampa depois das manifestações de ontem...

Prefeitura de Sampa depois das manifestações de ontem…

No que diz respeito ao carácter não violento dos manifestantes, devemos discordar porque sentimos na pele a violência dos manifestantes… Sim, porque violência verbal não deixa de ser violência! Porque discordamos das manifestações, recebemos comentários muito violentos nas redes sociais… Não se trata aqui de dar nome aos bois ( ou trogloditas), mas sim de mostrar claramente que as pessoas pacíficas estão xingando todos os que não pensam como eles…Xingando e batendo muito também por vezes.

Os policiais que foram violentos tem que ser afastados com certeza da força policial, mas e quanto a população violenta? Afastamos também? De que corporação? De que partido? Do povo? Pode se afastar alguém do povo como se afasta um policial do emprego?

Manifestar suas ideias de forma pacífica não significa sair por ai xingando quem não pensa como você! Vimos gente falando de “neutralizar esses vândalos “que não representam o movimento pacífico. Neutralizar como? Com pétalas de rosas ou com mais violência?

Para quem acha que somos reaccionários, lembramos que estivemos em Portugal e fizemos parte de várias manifestações durante os dois meses que por lá estivemos… Não vimos sequer uma micro gota de violência. Então quando nos falam de um Brasil exemplar por estar indo as ruas sem violência (fora focos minoritários), discordamos plenamente! Até porque Portugal vive no momento actual uma situação económica bem mais difícil que a brasileira e nem por isso eles saem por ai quebrando tudo. A violência no Brasil acontece por motivos lógicos: essa manifestação que se diz de carácter popular, nada mais é que uma bagunça na qual as pessoas reivindicam milhares de coisas diferentes e muitas delas sem sentido! Se existisse organização, uma pauta comum, e objetivos claros e concretos com um plano de acção para atingi-los, ai sim teríamos manifestações bem organizadas…

Para terminar vamos falar de umas pessoas que se acham muito engraçadas e ficam divulgando e fazendo circular notícias que sabem ser falsas apenas para alarmar ainda mais o povo e contribuir para o clima tenso e improdutivo. Um blog brasileiro divulgou ontem um artigo em que dizia que a Dilma teria ameaçado de cortar a internet no Brasil! O que nos espanta é que muita gente acreditou e compartilhou gritando e xingando a presidente de tudo quanto é nome! Hora vejam bem isso é impossível de ser feito, mesmo que ela desejasse fazer isso, isso é tecnicamente impossível! Se fosse piada seria até engraçado, mas o problema é que muita gente acreditou e saiu compartilhando o artigo sem sequer ler até o fim e ver que era uma piada! É nesse tipo de argumento que os manifestantes se apoiam? Essas declarações falsas são o que legitima as manifestações?

Ousamos acreditar que existe algo mais concreto que esse tipo de discurso e convidamos quem quiser participar desse diálogo de maneira construtiva a enviar suas opiniões! Afinal ainda vivemos em um estado democrático e podemos expressar nossa opiniões sem necessidade de perder a paz!

Outros artigos sobre o tema:

– Manifesto por uma Arte Revolucionária Independente

– Violência e razão.

– Manifestar ou não manifestar?

– Uma panela prestes a explodir!

– Para assistir entre uma manifestação e outra

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África!

Hoje celebramos o dia da África! Continente de onde surgiu a origem da humanidade!

the street and home of Cesária Évora

a rua e a casa de Cesária Évora (Photo credit: Wikipedia)

Por isso aproveitamos para divulgar o Podcast Zarpante 02, que é em homenagem à grande Cesária Évora! Disponibilizamos, também, um link para que baixem  livros sobre a história africana, legalmente e gratuitamente.

Livros para baixar sobre a história geral da África!

Feliz Dia da África!

PS: Mudando totalmente de assunto, lembramos que hoje começou o Rock in Rio de Lisboa!

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Zarpante na TV!

Assim como prometido, segue abaixo o vídeo da entrevista de Zarpante ao programa Rumos da RTP África do dia 22 de fevereiro de 2012! Agradecemos uma vez mais aos amigos do Rumos que foram excelentes!

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ID12sprogressivo_0079 (Photo credit: rtppt)

Vejam também Roberta  Medina, a organizadora do Rock in Rio e seu depoimento sobre o financiamento coletivo

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Macacos do Chinês

Hoje o trabalho foi cansativo então vamos postar só um vídeo para distrair e aproveitando divulgamos um som que curtimos!

”Macacos do Chinês são Alexandre Talhinhas a.k.a. Alx – Guitarra e voz-, André Pinheiro a.k.a. Apache – Programações, baixo, teclas e sopro, Miguel Pité a.k.a. Skillaz – Vocalista/Mc e letras, Tiago Morna composições e guitarra Portuguesa.
São um colectivo dinâmico, que retrata e faz parte da cultura urbana num Portugal moderno, atento às novas tendências e em contacto com o resto do Mundo. Com influências que vão do funk à soul, passando pelo dubstep, grime ou até hip-hop, são a sua flexibilidade e liberdade criativas que melhor os caracterizam.

Apresentaram-se ao público em Janeiro de 2007 com um trabalho editado, um single de estreia intitulado “Plutão” composto por três temas e com o selo da Enchufada Record Label.

Influenciados por uma sonoridade urbana e pelo legado da cultura portuguesa, foram a pouco e pouco construindo alicerces que culminaram num punhado de temas que foram afinando até chegarem a um produto consistente, interessante e que demonstra uma sonoridade actual e sem fronteiras. Os Macacos do Chinês (MDC), deixaram boas impressões aquando da sua apresentação que resultou nas suas primeiras actuações ao vivo, em território nacional e internacional. Palcos como o “Rock in Rio Lisboa”, “Santiago Alquimista” ou o “Music Box”, passando por Inglaterra “Atlantic Waves” Londres e “Eurocultured” Manchester , Alemanha “Bayreuth” em Munique. Nos media e na indústria a alta rotação na playlist da MTV Portugal e o convite de participação com um tema na compilação “Novos Talentos Fnac”.

Em Março de 2009, lançaram o álbum “Ruídos Reais”, com selo Enchufada e apoio da Antena3. Trabalho com uma sonoridade multifacetada, toca todos os espectros do género “Urban Music”, tornando-se uma viagem entre Lisboa e o resto dos países que Portugal tocou directa ou indirectamente.

Em Maio de 2011 chegou ao éter “Dai-me Forças”, um tema que revela a essência de M.D.C. (Macacos do Chinês). A força do dubstep, a portugalidade das palavras e o cunho da guitarra portuguesa são e farão sempre parte da identidade M.D.C.
Depois de “Ruídos Reais”, agora chegou a altura do segundo disco de originais – “Vida Louca”.”

Fonte:Facebook dos artistas!

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Entrevista de Zarpante na RTP!

No dia 22 de fevereiro de 2012 irá ao ar na RTP África uma matéria sobre Zarpante! Estivemos em Lisboa e fomos entrevistados pela simpática equipe do programa Rumos! Assistam ao vivo no dia 22 pela RTP África nossa entrevista as 21h 35 (horário de Portugal). Pedimos por favor que ajudem a compartilhar! Repete Sábado 25 pelas 14h e depois novamente Domingo pelas 07h e pelas 19h30! Quando soubermos dos horários em outros canais como RTP Açores, RTP Ásia, RTP i, RTP América, avisaremos por aqui mesmo!

Neste Episódio:                                                                                                               RTP África > 22-02-2012 | 21:31 |

RTP África

Image via Wikipedia

Esta semana o Rumos abre as portas daquela que, a pouco e pouco, se vai transformando na Cidade do Rock bem no centro de Lisboa. A quinta edição do Rock In Rio Lisboa aproxima-se e fomos conhecer mais a fundo este festival que vai muito para além da música.
E começamos precisamente com música com o talento do guineenses Sambala Kanuté. De passagem por Lisboa falou-nos da importância da sensibilização das gerações mais jovens da Guiné Bissau.
E para que fique a par de todos os pormenores da grande festa do Rock In Rio Lisboa já nos próximos meses de Maio e Junho, temos connosco a responsável por este evento, Roberta Medina. Uma conversa muito agradável que não vai querer perder!
Porque os tempos de crise obrigam a ideias criativas, saiba como funciona a Zarpante, uma empresa que se dedica ao Financiamento Coletivo de projetos culturais e artísticos de língua portuguesa.
Por último, propomos-lhe uma exposição patente na Galeria Influx. Roots é o nome da mostra que une cinco artistas lusófonos.
Mas não nos esquecemos das habituais rubricas. No Lusofone passamos a palavra a Braima Cassamá, um jovem Dinamizador Comunitário; e no Arte & Facto vamos abrir-lhe o apetite com mais uma incursão pela gastronomia dos países de língua portuguesa.
Não perca mais uma emissão do Rumos na RTP África!

”O programa ” Rumos” pretende dar a conhecer o quotidiano das diversas comunidades de língua portuguesa a residir em Portugal, com particular destaque para as africanas, mas nunca esquecendo a vida das comunidades brasileira, macaense e timorense. “Rumos” evidenciará sobretudo factores de integração destas comunidades na sociedade portuguesa, salientando, por outro lado, as manifestações de toda a ordem que expressem as suas culturas e as ligações que mantêm com as suas terras de origem. A inegável riqueza desses mesmos costumes tem, ao longo dos tempos, contribuído para a multiculturalidade da sociedade portuguesa e é também esse um ponto fulcral deste programa. É um programa com duração de 30 minutos, e estará em contacto direto com as comunidades lusófonas por cá residentes, ao mesmo tempo que dará a conhecer espaços e pontos de interesse nas mais variadas localizações. Visitaremos museus, sedes de associações, embaixadas, casas de família. Todas as semanas Patrícia Figueiredo estará à conversa com um convidado num espaço onde a lusofonia terá destaque sob as mais variadas formas. Para si teremos também uma série de rubricas de utilidade pública, no espaço Lusófono, que vão desde o aconselhamento médico e jurídico, à consulta de opinião do público em geral, passando ainda pelo funcionamento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Também as Artes terão o seu próprio espaço. O Arte & Facto é o lugar onde semanalmente lhe damos a conhecer histórias de simples desconhecidos, cujas vidas tornam os seus protagonistas especiais, o talento de vários artesãos, segredos gastronómicos dos países lusófonos e muita música através de videoclips. Por tudo isto e muito mais contamos consigo para juntos rumarmos a outras culturas.”

 

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