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O Crowdfunding mais uma vez nas páginas do Público

Um artigo de um dos diretores de Zarpante publicado pelo Jornal Público!

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Crowdfunding
, um meio eficiente para diminuir o risco da produção artística e cultural

HENRIQUE MORETZSOHN DE ANDRADE

20/12/2013 – 00:30

crowdfunding (ou financiamento participativo) surge como uma ferramenta para limitar os riscos inerentes à produção.

Num mundo cada vez mais interligado e globalizado, é normal que a oferta artística e cultural seja cada vez maior e que, por consequência, a concorrência por alguns minutos de visibilidade também seja mais aguerrida.

Trata-se de ganhar a atenção do público dividido entre milhares de outros projectos. Para isso, não há segredo: talento é importante, porém o investimento é imprescindível.

Nesse sentido, a tarefa dos produtores artísticos e culturais requer um apoio financeiro crescente. Esse suporte financeiro é um risco que até hoje sempre foi da responsabilidade exclusiva do produtor e/ou do artista.

Cansados de correr esse risco e de perderem dinheiro a cada empreitada, os produtores encontraram uma “fórmula mágica” para não perderem mais as suas apostas: homogeneizar a oferta artística e cultural, utilizando massivamente os media para habituar e adaptar o público a consumir sempre as mesmas coisas.

Produzir um concerto, um livro, um filme, uma peça de teatro… requer não somente fundos como principalmente público. Ora o crowdfunding (ou financiamento participativo) surge como uma ferramenta para limitar os riscos inerentes à produção.

Ao utilizar o crowdfunding como um sistema de pré-venda, o produtor passa a ter um termómetro do interesse pelo seu projeto e, paralelamente, conquistar visibilidade, público, e apoios financeiros.

Suponhamos que um produtor queira lançar um álbum de um novo talento. Os cálculos do produtor indicam que para a gravação do disco ele vai precisar do valor X e que a partir de um certo número de discos vendidos ele começará a ter lucro.

Graças ao crowdfunding, esse produtor não precisa mais de fazer uma aposta de olhos vendados e pode utilizar a sua campanha de crowdfunding como o primeiro passo da produção que irá provar que realmente existe público para esse álbum e que por consequência valerá a pena investir neste trabalho.

Há que lembrar que o produtor estará compartilhando os riscos mas que os direitos autorais permanecerão intactos.

Produtores e artistas confirmados também encontrarão caminhos interessantes graças ao crowdfunding. Porque muito além de ser uma simples ferramenta de captação, o crowdfunding deve ser visto como uma oportunidade única para aumentar e fidelizar o seu público, estabelecendo com este uma relação mais interativa.

Seja na área do jornalismo ou da cultura, se o público hoje não deseja mais ser um consumidor passivo, utilize o crowdfunding e a Internet para que seus fãs tenham um verdadeiro papel na sua estratégia. A melhor ferramenta de marketing, de divulgação, de financiamento é o seu próprio público.

Levando em conta a forte expansão do crowdfunding, a nível mundial, plataformas de crowdfunding vêm estabelecendo parcerias estratégicas com produtores artísticos e culturais, bancos e outras entidades.

Director da Zarpante, Plataforma de Crowdfunding

Fonte: http://www.publico.pt/cultura/noticia/crowdfunding-um-meio-eficiente-para-diminuir-o-risco-da-producao-artistica-e-cultural-1616916

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Passos essenciais para que seu projeto de crowdfunding alcance a meta almejada

Porque algumas campanhas de crowdfunding ficam estagnadas e não atingem a meta financeira dentro do prazo definido?

Conquiste a multidão! Afinal, você faz parte dela!

Conquiste a multidão!
Afinal, você faz parte dela!

Se você colocou seu projeto em um site de crowdfunding e não conseguiu captar os fundos necessários, descubra agora os motivos pelos quais a massa não tirou as mãos dos bolsos…

Caso você esteja querendo lançar uma campanha para captar fundos para seu projeto, no site Zarpante, aprenda com os erros dos outros, e não os repita durante sua própria campanha.

Captar fundos consome tempo e energia, particularmente quando não se procuram milhões para levar adiante seu projeto, e que os bancos não se sentem atraídos pelo pequeno valor que exige seu projeto. Muitas vezes os bancos recusam um empréstimo, investidores podem até aparecer e injetar dinheiro no seu projeto , mas podem exigir um retorno muito exagerado em relação ao investimento que fizeram. Em outras palavras, ao receber fundos de grandes investidores, você pode perder a sua autonomia e o projeto pode deixar pouco a pouco de ter sua cara.

É neste ponto específico que o crowdfunding surge como uma alternativa para criativos. Essa forma relativamente nova de captar fundos,  utiliza redes e grupos sociais dedicados a fãs e apreciadores (potenciais contribuidores), empresas e entidades interessadas, e claro, seus amigos e conhecidos. Nunca foi tão fácil lançar uma campanha de crowdfunding, mas lançar campanhas bem sucedidas é bem mais complexo.

Veja abaixo 2 razões que levam projetos de crowdfunding a falhar.

1. A apresentação de seu projeto é confusa e pouco atrativa.

Por mais informais que possam ser às redes sociais, você deve comunicar sempre de maneira clara o que espera de quem acessa a página de seu projeto ou quem vê um vídeo de seu projeto na net etc…
Algumas pessoas por exemplo, preparam vídeos super legais, falando claramente sobre o projeto e seduzem o público naturalmente, mas esquecem de dizer que contam com às contribuições de todos e que para contribuir é necessário acessar o seu projeto na plataforma de crowdfunding e que o link para isso é o seguinte… Isso vale para toda divulgação do projeto seja em posts, vídeos, fotos, textos, press releases, etc…

O projeto Ceci N’EST PAS DE L’EAU, fez exatamente o contrário ao colocar um projeto na plataforma Zarpante: eles não somente colocaram em todas as divulgações que fizeram, o link a ser acessado para fazer contribuições, como também fizeram um PDF tutorial para ensinar ao público como proceder passo a passo para contribuir para o projeto deles.

2. Você não trabalhou suficientemente para que o público “trabalhasse” por você:

Muita gente acredita que com crowdfunding é mais fácil conseguir os fundos, do que com métodos tradicionais. Essas pessoas acham que o simples fato de colocar um projeto em uma plataforma de crowdfunding, seja suficiente para atingir a meta financeira do projeto. São pessoas que acham que divulgar para seus fãs, amigos, familiares, na net, é estar fazendo “trabalho braçal”, e que valem mais do que isso! Isso é um tanto quanto arrogante e será péssimo se o público sentir uma certa distancia, frieza ou arrogância.

O público deseja pessoas ativas, que divulguem e falem bem de seus próprios projetos, que sejam simpáticas, estejam disponíveis e transmitam confiança. Aproveite esse momento para fidelizar seus fãs atuais e conquistar novos apreciadores de seu trabalho. Não fique sentado esperando o dinheiro cair do céu, participe de sua campanha ativamente e mostre que é merecedor!

No momento em que o público sentir isso, irá contribuir, mas principalmente irá acreditar em seu projeto. Ao acreditar, o público passará a divulgar e ajudar na busca de pessoas que possam contribuir com o projeto.

Veja também:

– Repensando o crowdfunding

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A Casa da Música merece mais que um abraço

Centenas abraçaram uma Casa da Música com futuro incerto

“Um domingo à tarde na praça da Casa da Música (CdM) não costuma ser assim: um enorme cordão humano em torno do “meteorito” de Rem Koolhaas, num protesto de centenas de pessoas (250, nas contas da PSP) contra os cortes de 30% ao financiamento público da instituição.

Figuras da política e da cultura associaram-se a cidadãos anónimos contra o corte de 30%, em vez dos 20% acertados em Abril entre o anterior secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, e a fundação, que motivou no dia 18 a demissão da administração da instituição.

“Viva a Casa da Música!”, gritava Rosa Santos, 66 anos, no cordão humano. “Querem cortar os apoios à CdM e não só à CdM: querem acabar com a cultura aqui no Norte”, disse ao PÚBLICO. Luís Moutinho foi ao protesto com o filho e receia que este corte, que significa uma redução de mais um milhão de euros a juntar aos dois já acordados com a Secretaria de Estado, ponha em causa “tudo” o que não seja espectáculos, acabando com as actividades educativas e sociais da CdM.

O director artístico da instituição diz que o corte de 30% “representaria” a impossibilidade de prosseguir a linha de qualidade na oferta da CdM — António Jorge Pacheco prefere usar o verbo no modo condicional, acreditando que o Governo recue.”

Fonte: Público

Apesar de achar esse “grande abraço” uma belíssima iniciativa, Zarpante acredita que seja muito difícil o Governo português mudar de decisão! Será necessário muito mais que um abraço para que possamos juntos ajudar realmente a CdM. E o primeiro passo será o de encontrar métodos alternativos e complementares ao financiamento público! Não me entendam mal: o abraço à CdM foi um gesto simbólico importantíssimo, mas acreditamos sinceramente que juntos possamos ir além!

Imagine se cada uma dessa pessoas tivesse contribuído com 10 Euros para ajudar a financiar a instituição da CdM? Já seriam quase 3000 Euros que poderiam estar complementando o financiamento anual da CdM e que, juntando-se à contribuição dos demais cidadãos sensibilizados do Porto, seriam uma ajuda significativa para o futuro da CdM.

Os tempos estão duros para todos, e Zarpante lamenta os cortes maciços de subvenções públicas ao setor cultural, mas, em 2013  chegou a hora de encontrarmos alternativas viáveis e de fazermos a diferença graças a pequenas participações por parte de cada um de nós: Financiamento Coletivo!  Para salvar a sala de música com uma das melhores condições acústicas da Europa, vale a pena muito mais que um abraço!  Concordam?

Essa ideia vale para qualquer pessoa física ou jurídica que precise de recursos para um projeto criativo ou social! Para começar o quanto antes a captar por meio de Zarpante, basta inscrever-se gratuitamente em nosso site!

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