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Podemos rir juntos!

Aproveitando que em 12 de outubro se comemorou o Dia da Criança no Brasil, que tal lembrarmos juntos do bem que faz sorrir?

O vídeo abaixo nos mergulha na infância novamente e, além disso, nos mostra como um simples gesto positivo pode alavancar uma avalanche de gestos similares!

Gostaram do vídeo? Pois é, nós acreditamos que esse exemplo possa ser utilizado para construir e levar adiante projetos culturais por meio do Crowdfunding!

Se, por exemplo, cada pessoa que acessar este artigo compartilhá-lo (ainda que seja somente com uma outra pessoa), por e-mail ou redes sociais, imaginem a viralidade que nosso artigo poderá ganhar!

E se, de cada 5 pessoas que compartilharem a notícia, uma realmente se interessar pelos projetos e contribuir, de quantos compartilhamentos precisamos para atingir nossas metas financeiras?

Bem, vocês já entenderam a ideia, não é? Acessem, contribuam e/ou compartilhem…

crainçada

Já que todo dia deveria ser Dia da Criança, aproveitem para fortalecer o sonho de algumas crianças de comunidades carentes de Fortaleza. Ajudem a divulgar o projeto de Estimulação do desenvolvimento infantil e/ou contribuam com o que puderem. As crianças agradecem e todos os fundos arrecadados serão revertidos para o projeto, atinja este ou não a meta financeira desejada.

As duas palavras-chave são estas: Compartilhem e Contribuam, pois, se cada um fizer igual, por menor que seja a contribuição, poderemos juntos atingir as metas financeiras necessárias para os projetos!

Sejamos  também solidários com a Companhia de teatro 33 Ânimos e participemos do projeto Morte Súbita, que conta com pouco mais de um mês de captação até o fim do prazo!

Lembrem-se: um sorriso pode contagiar múltiplos sorrisos.

Vejam também:

– Vamos dar vida à Morte Súbita

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Gisele Bündchen canta por uma boa causa

O rosto da rede de lojas H&M, antes era representado por Beyonce, está agora em mãos brasileiras! A modelo Gisele Bündchen representa o novo rosto da H&M.

A brasileira já começa seu reinado em alto estilo: cantando para arrecadar fundos para a Unicef!

UNICEF

UNICEF (Photo credit: UNICEF Ethiopia)

Uma Bela ação humanitária, e principalmente uma grande tacada de marketing lançada pela H&M, que tendo perdido a cantora Beyonce, encontrou uma nova representante, e mostrou que além de ter um lindo rosto, a modelo brasileira canta (apesar de não cantar  como a Beyonce).

A música fará parte da nova campanha publicitária da rede H&M, e estará no I-Tunes para quem quiser comprá-la. Toda a renda arrecadada será doada à Unicef.

Não conhecemos ainda o valor que poderá ser arrecadado para ser doado a Unicef, más uma pergunta não quer calar: quanto será que a modelo foi paga para fazer isso tudo?

Gisele Bündchen

Gisele Bündchen (Photo credit: jccchou)

Marketing também é isso: fazer você acreditar que é tudo pelo bem dos outros, que a campanha é puramente altruísta, que tudo isso é unicamente pela vontade de ajudar a Unicef, quando na verdade o único objetivo aqui, é dar ainda mais visibilidade a marca, que parece assim estar abrindo mão de seus benefícios para doá-los a Unicef. A realidade é que isso tudo é friamente calculado, e que se a marca fez isso, foi por saber que a campanha trará um bom retorno em termos de imagem, e consequentemente, de vendas.

Será que a H&M teria a transparência de nos dizer qual foi a remuneração da modelo Gisele pela sua participação na campanha? Ou quanto eles pagam para que ela seja o rosto da marca? E será que podem nos explicar porque não doam diretamente esses fundos a Unicef em vez de passar pela campanha com a Gisele Bündchen?

Tirem suas próprias conclusões!

Em um mundo em que nem todos tem o peso monetário da H&M, como arrecadar fundos para um projeto social que seja desenvolvido por uma ONG que não tem o mesmo calibre que a Unicef?

Indo a luta: e foi assim que a ONG francesa ESSOR, iniciou um projeto de crowdfunding no site Zarpante. A técnica é basicamente a mesma só que nós não temos nenhuma Gisele Bündchen para nos ajudar. Quem quiser ajudar a Unicef, paga um valor x e recebe como recompensa a música da modelo. O crowdfunding é assim mesmo: você coloca um valor x para ajudar um projeto e recebe recompensas por isso.

Claro que tendo uma recompensa que seja uma música cantada pela Gisele, fica tudo mais fácil, mas parando para pensar, percebemos rapidamente, que no caso da H&M, quem realmente desejar ter essa música, provavelmente vá baixá-la gratuitamente pela net… Certamente a Unicef fará uma boa utilização dos fundos arrecadados, mas o fato, é que por meio da campanha da H&M, não foi dada nenhuma informação detalhada sobre como serão utilizados os fundos pela Unicef. Já no projeto Estimulação do desenvolvimento infantil, isso está detalhadamente descrito. No entanto, precisamos dizer quem vai arrecadar mais?

Se fizerem parte dessas pessoas que querem inverter o rumo do barco, sejam bem-vindos ao Zarpante, e por favor, não esqueçam que toda contribuição financeira, por menor que seja, é essencial para que possamos ajudar as crianças carentes de Fortaleza! E por mais, que os tempos não sejam de nacionalismo, é bom lembrar que as crianças carentes de Fortaleza precisam muito mais desses fundos que a H&M…

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O poder da transformação e o médico dos cárceres!

Ta vendo esse rapaz ai? O nome dele é Wagner e nos o conhecemos quando fazíamos um show na Penitenciária Plácido Sá Carvalho - Bangu, 2007. No evento ele se aproximou de nós e em especial do nosso amigo e tec de som Roberto Reis e logo quando ele deixou a cadeia o Roberto lhe deu uma oportunidade para trabalhar em sua equipe; Hoje, Wagner é engenheiro de som, mora em sua resi... dência com sua esposa e tem uma filha e é um cara exemplar, dedicado, honesto e trabalhador. Não é teoria, é fato, da para mudar as coisas sim!!!!" Rafael Kalil

Ta vendo esse rapaz ai? O nome dele é Wagner e nos o conhecemos quando fazíamos um show na Penitenciária Plácido Sá Carvalho – Bangu, 2007. No evento ele se aproximou de nós e em especial do nosso amigo e tec de som Roberto Reis e logo quando ele deixou a cadeia o Roberto lhe deu uma oportunidade para trabalhar em sua equipe; Hoje, Wagner é engenheiro de som, mora em sua residência com sua esposa, tem uma filha e é um cara exemplar, dedicado, honesto e trabalhador. Não é teoria, é fato, da para mudar as coisas sim!!!!” Rafael Kalil

Já faz mais de um mês que Zarpante vem trabalhando pelo projeto Barreras, (sem i mesmo)! Aliás, o termo exato deveria ser batalhando pelo projeto…Sim isso mesmo uma batalha cotidiana para conscientizar as pessoas da importância de contribuir para este projeto!

Existem aqueles que percebem totalmente a importância do projeto mas não tem “tempo” ou paciência para contribuir, existem também aqueles que nos abordam com pérolas cheias de prejuízo, dizendo que ” bandido bom é bandido morto”, ou que os “presos só deveriam sair das prisões dentro de caixões” e por ai vai…. E assim vamos navegando e percebendo que uma certa mentalidade, de uma certa parcela do povo brasileiro, ainda tem muito que evoluir!

Apesar disso tudo ainda acreditamos no bom senso das pessoas, e principalmente agradecemos os 32 mecenas que já contribuíram para este projeto. 32 mecenas, em uma nação com mais de 190 milhões de habitantes, não chega a ser um número expressivo mas o que conta é que com a ajuda dessas generosas pessoas ou entidades, já alcançamos 79% da meta financeira a ser angariada! Isso representa 11025 Euros que teremos que devolver aos mecenas caso não atingirmos a meta no prazo de 7 dias!

Agora o negocio é o seguinte, contamos com a ajuda de todos vocês para atingir essa meta financeira!

Para contribuir existem várias possibilidades:

1- Por facebook pagando em Reais na página dos parceiros da Diálogo: clicando aqui!

2- Por nosso site em Euros: clicando aqui! ( Contribuindo por aqui você poderá receber recompensas exclusivas)

3- Comparecendo a festa SoulCial no Rio de Janeiro para dançar ao som da Orquestra Voadora e muitas outras surpresas musicais por dez Reais! A Bilheteria será revertida ao projeto Barreras! Saiba mais no link seguinte: Festa SoulCial!

Contribuindo para este filme, estarão também ajudando o Rafael Kalil e sua equipe a levarem o cinema independente brasileiro para o mundo e participando assim na mudança positiva de nossas sociedades!

Se tiverem alguma pergunta a fazer pessoalmente a Rafael Kalil, podem acessar o Facebook dele no link seguinte: Rafael Kalil

Abaixo gostaríamos de compartilhar com nossos leitores, um texto que encontramos navegando pela net: trata-se de um artigo escrito pelo Doutor Drauzio Varella para a Folha de São Paulo. Marcamos os pontos que nos pareciam mais interessantes em negrito ou com a cor vermelha!

Drauzio Varella – Superpopulação carcerária

O lema “lugar de bandido é na cadeia” é vazio e demagógico. Não temos prisões suficientes

As fábricas de ladrões e traficantes jogam mais profissionais no mercado do que sonha nossa vã pretensão de aprisioná-los.

Levantamento produzido pela Folha, com base nos censos realizados nas 150 penitenciárias e nas 171 cadeias públicas e delegacias de polícia, mostra que o Estado de São Paulo precisaria construir imediatamente mais 93 penitenciárias, apenas para reduzir a superlotação atual e retirar os presos detidos em delegacias e cadeias impróprias para funcionar como presídios.

Para Lourival Gomes, o atual secretário da Administração Penitenciária, cuja carreira acompanho desde os tempos do Carandiru, profissional a quem não faltam credenciais técnicas e a experiência que os anos trazem, o problema da falta de vagas não será resolvido com a construção de prisões.

Tem razão, é guerra perdida: no mês passado, o sistema prisional paulista recebeu a média diária de 121 novos detentos, enquanto foram libertados apenas 100. Ficaram encarcerados 21 a mais todos os dias.
Como os presídios novos têm capacidade para albergar 768 detentos, seria necessário construir mais um a cada 36 dias, ou seja, 10 por ano.

Esse cálculo não leva em conta o aprimoramento técnico da polícia. Segundo o mesmo levantamento, a taxa de encarceramento, que há oito meses era de 413 pessoas para cada 100 mil habitantes, aumentou para 444. Se a PM e a Polícia Civil conseguissem prender marginais com a eficiência dos policiais americanos (743 para cada 100 mil habitantes), seria preciso construir uma penitenciária a cada 21 dias.

Agora, analisemos as despesas. A construção de uma cadeia consome R$ 37 milhões, o que dá perto de R$ 48 mil por vaga. Para criar uma única vaga gastamos mais da metade do valor de uma casa popular com sala, cozinha, banheiro e dois quartos, por meio da qual é possível retirar uma família da favela.

Esse custo, no entanto, é irrisório quando comparado aos de manutenção. Quantos funcionários públicos há que contratar para cumprir os três turnos diários? Quanto sai por mês fornecer três refeições por dia? E as contas de luz, água, material de limpeza, transporte, assistência médica, jurídica e os gastos envolvidos na administração?

Não sejamos ridículos, caro leitor. Se nossa polícia fosse bem paga, treinada e aparelhada de modo a mandar para atrás das grades todos os bandidos que nos infernizam nas ruas, estaríamos em maus lençóis. Os recursos para mantê-los viriam do aumento dos impostos? Dos cortes nos orçamentos da educação e da saúde?

Então, o que fazer? É preciso agir em duas frentes. A primeira é tornar a Justiça mais ágil, de modo a aplicar penas alternativas e facilitar a progressão para o regime semiaberto, no caso dos que não oferecem perigo à sociedade, e colocar em liberdade os que já pagaram por seus crimes, mas que não têm recursos para contratar advogado.

A segunda, muito mais trabalhosa, envolve a prevenção. Sem diminuir a produção das fábricas de bandidos, jamais haverá paz nas ruas. Na periferia de nossas cidades, milhões de crianças e adolescentes vivem em condições de risco para a violência. São tantas que é de estranhar o pequeno número que envereda pelo crime.

Nossa única saída é oferecer-lhes qualificação profissional e trabalho decente, antes que sejam cooptados pelos marginais para trabalhar em regime de semiescravidão.

Há iniciativas bem-sucedidas nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da tragédia social. É necessário um grande esforço nacional que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize a sociedade inteira.

Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos. Negar-lhes o acesso à lei federal que lhes dá direito ao controle da fertilidade é a violência mais torpe que a sociedade brasileira comete contra a mulher pobre.

O lema “lugar de bandido é na cadeia” é vazio e demagógico. Não temos nem teremos prisões suficientes. Reduzir a população carcerária é imperativo urgente. Não cabe discutir se estamos a favor ou contra, não existe alternativa. Empilhar homens em espaços cada vez mais exíguos, não é mera questão de direitos humanos, é um perigo que ameaça todos nós. Um dia eles voltarão para as ruas.Fonte

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