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Conseguimos!

Graças aos esforços de todos nossos leitores, que ajudaram a compartilhar e divulgar a notícia, graças à garra de Rafael Kalil, de Erick Maximiano e de toda a equipe envolvida, graças ao público e aos grupos presentes no show de Santa Teresa, aos familiares e amigos que participaram, temos finalmente  a satisfação de anunciar que, 10 dias antes do fim do prazo, o projeto Barreras atingiu a meta financeira e podemos, sim, dizer que foi financiado coletivamente por  meio de Zarpante!

Barreras nas Ruas!

Foi uma longa caminhada, mas valeu a pena! E, agora, a equipe já está trabalhando para que o Brasil e o mundo possam ver esse documentário em 2013! Vai ser, como diz o próprio Kalil, “uma bomba” de realidade, denúncias e principalmente esperança! Vamos mostrar ao mundo que presos não são animais e que, tendo acesso a educação, arte e cultura, podem ser pessoas totalmente adaptadas à sociedade! Agora está nas mãos do Kalil e nós sinceramente acreditamos que sua história vai sensibilizar o mundo, até porque poderá ser vista de qualquer lugar do planeta, graças a uma disponibilização gratuita na internet!

Por enquanto, vamos deixar a ficha cair na cabeça de Rafael Kalil e, assim que ele tiver terminado de festejar a conquista, estaremos todos de olho no avanço das filmagens e da edição, para que possamos manter informadas as pessoas que contribuíram. Fiquem de olho nas atualizações sobre este projeto! Ainda temos algumas surpresas inéditas para quem nos ajudou…

Sei que já foi dito, mas não custa repetir que estamos muito, mas muito felizes mesmo, e que tudo isso só aconteceu  graças a todos vocês!  Lembramos que, se você não contribuiu e quer deixar sua participação neste documentário que vai dar o que falar, ainda pode acessar o projeto no site Zarpante, clicando aqui! Esses eventuais fundos extras seriam utilizados para pagar profissionais que se dispuseram a fazer partes do trabalho gratuitamente, mas que, ainda assim, precisam comer e pagar contas!

Saudações lusófonas e um ótimo sábado para todos!

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O poder da transformação e o médico dos cárceres!

Ta vendo esse rapaz ai? O nome dele é Wagner e nos o conhecemos quando fazíamos um show na Penitenciária Plácido Sá Carvalho - Bangu, 2007. No evento ele se aproximou de nós e em especial do nosso amigo e tec de som Roberto Reis e logo quando ele deixou a cadeia o Roberto lhe deu uma oportunidade para trabalhar em sua equipe; Hoje, Wagner é engenheiro de som, mora em sua resi... dência com sua esposa e tem uma filha e é um cara exemplar, dedicado, honesto e trabalhador. Não é teoria, é fato, da para mudar as coisas sim!!!!" Rafael Kalil

Ta vendo esse rapaz ai? O nome dele é Wagner e nos o conhecemos quando fazíamos um show na Penitenciária Plácido Sá Carvalho – Bangu, 2007. No evento ele se aproximou de nós e em especial do nosso amigo e tec de som Roberto Reis e logo quando ele deixou a cadeia o Roberto lhe deu uma oportunidade para trabalhar em sua equipe; Hoje, Wagner é engenheiro de som, mora em sua residência com sua esposa, tem uma filha e é um cara exemplar, dedicado, honesto e trabalhador. Não é teoria, é fato, da para mudar as coisas sim!!!!” Rafael Kalil

Já faz mais de um mês que Zarpante vem trabalhando pelo projeto Barreras, (sem i mesmo)! Aliás, o termo exato deveria ser batalhando pelo projeto…Sim isso mesmo uma batalha cotidiana para conscientizar as pessoas da importância de contribuir para este projeto!

Existem aqueles que percebem totalmente a importância do projeto mas não tem “tempo” ou paciência para contribuir, existem também aqueles que nos abordam com pérolas cheias de prejuízo, dizendo que ” bandido bom é bandido morto”, ou que os “presos só deveriam sair das prisões dentro de caixões” e por ai vai…. E assim vamos navegando e percebendo que uma certa mentalidade, de uma certa parcela do povo brasileiro, ainda tem muito que evoluir!

Apesar disso tudo ainda acreditamos no bom senso das pessoas, e principalmente agradecemos os 32 mecenas que já contribuíram para este projeto. 32 mecenas, em uma nação com mais de 190 milhões de habitantes, não chega a ser um número expressivo mas o que conta é que com a ajuda dessas generosas pessoas ou entidades, já alcançamos 79% da meta financeira a ser angariada! Isso representa 11025 Euros que teremos que devolver aos mecenas caso não atingirmos a meta no prazo de 7 dias!

Agora o negocio é o seguinte, contamos com a ajuda de todos vocês para atingir essa meta financeira!

Para contribuir existem várias possibilidades:

1- Por facebook pagando em Reais na página dos parceiros da Diálogo: clicando aqui!

2- Por nosso site em Euros: clicando aqui! ( Contribuindo por aqui você poderá receber recompensas exclusivas)

3- Comparecendo a festa SoulCial no Rio de Janeiro para dançar ao som da Orquestra Voadora e muitas outras surpresas musicais por dez Reais! A Bilheteria será revertida ao projeto Barreras! Saiba mais no link seguinte: Festa SoulCial!

Contribuindo para este filme, estarão também ajudando o Rafael Kalil e sua equipe a levarem o cinema independente brasileiro para o mundo e participando assim na mudança positiva de nossas sociedades!

Se tiverem alguma pergunta a fazer pessoalmente a Rafael Kalil, podem acessar o Facebook dele no link seguinte: Rafael Kalil

Abaixo gostaríamos de compartilhar com nossos leitores, um texto que encontramos navegando pela net: trata-se de um artigo escrito pelo Doutor Drauzio Varella para a Folha de São Paulo. Marcamos os pontos que nos pareciam mais interessantes em negrito ou com a cor vermelha!

Drauzio Varella – Superpopulação carcerária

O lema “lugar de bandido é na cadeia” é vazio e demagógico. Não temos prisões suficientes

As fábricas de ladrões e traficantes jogam mais profissionais no mercado do que sonha nossa vã pretensão de aprisioná-los.

Levantamento produzido pela Folha, com base nos censos realizados nas 150 penitenciárias e nas 171 cadeias públicas e delegacias de polícia, mostra que o Estado de São Paulo precisaria construir imediatamente mais 93 penitenciárias, apenas para reduzir a superlotação atual e retirar os presos detidos em delegacias e cadeias impróprias para funcionar como presídios.

Para Lourival Gomes, o atual secretário da Administração Penitenciária, cuja carreira acompanho desde os tempos do Carandiru, profissional a quem não faltam credenciais técnicas e a experiência que os anos trazem, o problema da falta de vagas não será resolvido com a construção de prisões.

Tem razão, é guerra perdida: no mês passado, o sistema prisional paulista recebeu a média diária de 121 novos detentos, enquanto foram libertados apenas 100. Ficaram encarcerados 21 a mais todos os dias.
Como os presídios novos têm capacidade para albergar 768 detentos, seria necessário construir mais um a cada 36 dias, ou seja, 10 por ano.

Esse cálculo não leva em conta o aprimoramento técnico da polícia. Segundo o mesmo levantamento, a taxa de encarceramento, que há oito meses era de 413 pessoas para cada 100 mil habitantes, aumentou para 444. Se a PM e a Polícia Civil conseguissem prender marginais com a eficiência dos policiais americanos (743 para cada 100 mil habitantes), seria preciso construir uma penitenciária a cada 21 dias.

Agora, analisemos as despesas. A construção de uma cadeia consome R$ 37 milhões, o que dá perto de R$ 48 mil por vaga. Para criar uma única vaga gastamos mais da metade do valor de uma casa popular com sala, cozinha, banheiro e dois quartos, por meio da qual é possível retirar uma família da favela.

Esse custo, no entanto, é irrisório quando comparado aos de manutenção. Quantos funcionários públicos há que contratar para cumprir os três turnos diários? Quanto sai por mês fornecer três refeições por dia? E as contas de luz, água, material de limpeza, transporte, assistência médica, jurídica e os gastos envolvidos na administração?

Não sejamos ridículos, caro leitor. Se nossa polícia fosse bem paga, treinada e aparelhada de modo a mandar para atrás das grades todos os bandidos que nos infernizam nas ruas, estaríamos em maus lençóis. Os recursos para mantê-los viriam do aumento dos impostos? Dos cortes nos orçamentos da educação e da saúde?

Então, o que fazer? É preciso agir em duas frentes. A primeira é tornar a Justiça mais ágil, de modo a aplicar penas alternativas e facilitar a progressão para o regime semiaberto, no caso dos que não oferecem perigo à sociedade, e colocar em liberdade os que já pagaram por seus crimes, mas que não têm recursos para contratar advogado.

A segunda, muito mais trabalhosa, envolve a prevenção. Sem diminuir a produção das fábricas de bandidos, jamais haverá paz nas ruas. Na periferia de nossas cidades, milhões de crianças e adolescentes vivem em condições de risco para a violência. São tantas que é de estranhar o pequeno número que envereda pelo crime.

Nossa única saída é oferecer-lhes qualificação profissional e trabalho decente, antes que sejam cooptados pelos marginais para trabalhar em regime de semiescravidão.

Há iniciativas bem-sucedidas nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da tragédia social. É necessário um grande esforço nacional que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize a sociedade inteira.

Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos. Negar-lhes o acesso à lei federal que lhes dá direito ao controle da fertilidade é a violência mais torpe que a sociedade brasileira comete contra a mulher pobre.

O lema “lugar de bandido é na cadeia” é vazio e demagógico. Não temos nem teremos prisões suficientes. Reduzir a população carcerária é imperativo urgente. Não cabe discutir se estamos a favor ou contra, não existe alternativa. Empilhar homens em espaços cada vez mais exíguos, não é mera questão de direitos humanos, é um perigo que ameaça todos nós. Um dia eles voltarão para as ruas.Fonte

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Lendo nas prisões!

No Brasil, os detentos poderão sair mais cedo da cadeia se lerem livros!
O país acaba de criar uma nova forma de remissão de pena! Os presos das prisões federais poderão reduzir o tempo de suas penas graças a leitura! A decisão do governo prevê quatro dias por livro lido!

Projeto Barreras!
Leitura nas prisões!

Os 473.627 prisioneiros  do país poderão ler até 12 obras de literatura, filosofia ou de ciência por ano, ganhando assim até 48 dias de detenção a menos anualmente!

O governo brasileiro explica que os prisioneiros terão 4 semanas para ler um livro e em seguida redigir uma dissertação sobre o assunto. Logo, um júri decidirá se o preso poderá  obter a remissão de pena ou não.

No site do Guardian, Erwin James, um antigo detento, faz uma lista dos livros que os presos brasileiros deveriam consultar. O editor que passou 20 anos preso, aconselha por exemplo o livro Crime e Castigo de Fiodor Dostoievski.

Erwin James foi também marcado pela  leitura de The Second Prison por Ronan Bennet:

«O livro conta a historia de Kane, um republicano irlandês solto após ter cumprido sua pena por ter participado a um assassinato.(…) Mesmo depois de sair da prisão, o personagem continua sendo um prisioneiro estigmatizado pela sociedade! Isso é a realidade de muitas pessoas  que tentam se reinserir na sociedade após passar pela cadeia.»

Para Erwin James, a iniciativa brasileira é uma ótima ideia. Ele se lembra de sua passagem pela cadeia

 e da importância que tiveram esses livros na sua recuperação:

« Os livros que li na prisão não me deram redução de pena alguma mas me ajudaram a ser aquele que eu deveria ter sido.»

Lembramos a todos os sensibilizados pelo tema, que no site Zarpante, encontra-se neste momento, o projeto Barreras! Um projeto audiovisual sobre a importância de levar arte e cultura para as prisões para que possamos reinserir os detentos a sociedade e sensibilizá-los a essas atividades! O filme conta por exemplo a historia de um ex-detento que virou engenheiro de som e vive totalmente integrado a sociedade! O projeto está captando recursos pelo nosso site de financiamento coletivo! Atingimos 74% da meta e contamos com uma pequena contribuição de todos para atingir os 100% e executar o projeto, levando esse filme ao público em acesso livre! Assistam abaixo um pequeno teaser do que realmente vai ser esse filme com participação de vários músicos como o Penna Firme, B-Negão, Aleh Ferreira, Rafael Kalil, entre outros!

Clique aqui para saber mais sobre o projeto e contribua se gostar! Sua ajuda faz toda a diferença!


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