Arquivo da tag: poemas

A poesia do Marinheiro

Filipe Marinheiro é um poeta português nascido em Coimbra, 30 de Julho de 1982. Tem publicadas 2 obras poéticas pela Chiado Editora e conta com a ajuda de todos os interessados para lançar seu terceiro livro: “Noutros Rostos”.

Conheçam um pouco mais a obra do poeta logo abaixo:

Leiam agora 4 poemas que estarão no livro “Noutros Rostos”:

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Agora contamos com vocês para editar o livro completo! Acessem o link seguinte e participem: Noutros Rostos

Etiquetado , , , , , , , , , , ,

Poemas anti-salazaristas de Fernando Pessoa

António de Oliveira Salazar, Portugal

António de Oliveira Salazar, Portugal (Photo credit: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian)

Pessoa escreveu diversos poemas e textos anti-Salazar. Conheçam alguns abaixo:

COITADINHO DO TIRANINHO
Coitadinho
Do tiraninho!
Não bebe vinho,
Nem sequer sozinho…
Bebe a verdade
E a liberdade,
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado.
Coitadinho
Do tiraninho!
O meu vizinho
Está na Guiné,
E o meu padrinho
No Limoeiro
Aqui ao pé,
E ninguém sabe porquê.
( poema de Fernando Pessoa)

Mata os piolhos maiores (Pessoa)

Mata os piolhos maiores
Essa droga que tu dizes.
Mas inda há bichos piores.
Vê lá se arranjas veneno
(Ou grande, ou médio e pequeno)
Para matar directrizes.

O rei reside em segredo

O rei reside em segredo
No governar da Nação,
Que é um realismo com medo
Chama-se nação ao Rei
E tudo isto é Rei-Nação.

A República pragmática
Que hoje temos já não é
A meretriz democrática.
Como deixou de ser pública
Agora é somente Ré.

Fernando Pessoa, 1935
E o Salazar, artefacto

E o Salazar, artefacto
De um deus de régua e caneta,
Um materialão abstracto
Que crê que a ordem é alma
E que uma estrada a completa.

Não há poesia nele

Ai, nosso Sidónio Pais,
Tu é que eras português!

Um materialão abstracto,

Vive na orgia do exacto

Manda o país penhorado
Por uma estrada melhor.

Dizem que o Jardim Zoológico

Dizem que o Jardim Zoológico
Tem sido mais concorrido
Por prolongada assistência
Atenta a cada animal.
Mas isso que é senão lógico
Se acabou
A concorrência
Porque fechou
A Assembleia Nacional?

Se você é anti-salazarista como nós e como Fernando Pessoa, clique aqui e participe do projeto Morte Súbita!

Vejam também:

– A poesia do Marinheiro

– Ainda existem pessoas que defendem Salazar

Etiquetado , , , , , , , , ,

Boas festas

Zarpante deseja a todos um feliz natal e um próspero ano novo!

Nossos votos para todos os amigos e parceiros!

Nossos votos para todos os amigos e parceiros!

Aproveite para entrar em nosso site e ajudar o projeto Tarrafal – um Campo em Morte Lenta. 

Um projeto sério que vai ajudar a preservar uma parte tão esquecida da história de Cabo Verde!

Tanto o projeto quanto Zarpante precisam realmente de sua ajuda! Natal é época de solidariedade: vamos incentivar a produção artística e cultural de nossos países! Entre no link acima e contribua com o que puder. Sua participação faz toda a diferença!

Que tal agora algumas músicas para o Natal? Tem para todos os gostos:

E para quem goste de ler:

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE – Os Animais do Presépio

Salve, reino animal:
todo o peso celeste
suportas no teu ermo.
Toda a carga terrestre
Carregas como se
fosse feita de vento.
Teus cascos lacerados
na lixa do caminho
e tuas cartilagens
e teu rude focinho
e tua cauda zonza,
teu pelo matizado,
tua escama furtiva
as cores com que iludes
teu negrume geral,
teu vôo limitado,
teu rastro melancólico,
tua pobre verônica
em mim, que nem pastor
soube ser, ou serei,
se incorporam num sopro.
Para tocar o extremo
de minha natureza,
limito-me: sou burro.
Para trazer ao feno
o senso da escultura,
concentro-me: sou burro.
A vária condição
por onde se atropela
essa ânsia de explicar-me
agora se apascenta
à sombra do galpão
neste sinal: sou anjo.

MÁRIO QUINTANA – Poesia de Natal

“Nossa senhora
Na beira do rio
Lavando os paninhos
Do bento filhinho…
São João estendia,
São José enxugava
e a criança chorava
do frio que fazia
Dorme criança
dorme meu amor
que a faca que corta
dá talho sem do”
(de uma cantiga de ninar)
Tudo tão vago…Sei que havia um rio…
Um choro aflito…Alguém cantou, no entanto…
E ao monótono embalo do acalanto
O choro pouco a pouco se extinguiu…
O menino dormira…Mas o canto
Natural como as águas prosseguiu…
E ia purificando como um rio
Meu coração que enegrecera tanto…
E era a voz que eu ouvi em pequenino…
E era Maria junto à correnteza,
Lavando as roupas de Jesus Menino…
Eras tu…que ao me ver neste abandono
Daí do céu cantavas com certeza
Para embalar inda uma vez meu sono!…

VINICIUS DE MORAES – Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

LUIS FERNANDO VERÍSSIMO – Natal

Natal é uma época difícil para cronistas. 
Eles não podem ignorar a data e ao mesmo tempo 
não há mais maneiras originais de tratar do assunto.
Os cronistas, principalmente os que estão no métier há tanto tempo, que ainda usam a palavra métier – já fizeram tudo que havia para fazer com o Natal. Já recontaram a história do nascimento de Jesus de todas as formas: versão moderna (Maria tem o bebê numa fila do SUS), versão coloquial (“Pô, cara, aí Herodes radicalizou e mandou apagá as pinta recém-nascida, baita mauca”), versão socialmente relevante (os três reis magos são detidos pela polícia a caminho da manjedoura, mas só o negro precisa explicar o que tem no saco) versão on-line (jotace@salvad.com.bel conta sua vida num chat sitc), etc.
Papai Noel, então, nem se fala. Eu mesmo já escrevi a história do casal moderno que flagra o Papai Noel deixando presentes sob a árvore de Natal, corre com o Papai Noel e não conta nada da sua visita para o filho porque querem criá-lo sem qualquer tipo de superstição várias vezes.
Poucos cronistas estão inocentes de inventar cartas fictícias com pedidos para o Papai Noel: patéticas (paz para o mundo, bom senso para os governantes), políticas (“Só mais um mandato e eu juro que acerto, ass. Fernando”) ou práticas (“Algo novo para escrever sobre o Natal, por amor de Deus!”).
Já fomos sentimentais, já fomos amargos, já fomos sarcásticos e blasfemos, já fomos simples, já fomos pretensiosos – não há mais nada a escrever sobre o Natal! Espera um pouquinho. Tive uma idéia. Uma reunião de noéis! Noel Rosa, Noel Coward e Papai Noel. Acho que sai alguma coisa.
Noel Rosa, Noel Coward e Papai Noel estão reunidos… onde? Na mesa de um bar? Papai Noel não freqüenta bares para não dar mau exemplo. Pelo menos não com a roupa de trabalho. No Pólo Norte? Noel Coward, acostumado com o inverno de Londres, talvez agüentasse, mas Noel Rosa congelaria. Não interessa onde é o encontro. Uma das primeiras lições da crônica é: não especifica. Noel Rosa, Noel Coward e Papai Noel estão reunidos em algum lugar. Os três conversam. Noel Rosa – Ahm… Sim… Hmm…
Noel Rosa diz o quê?
Noel Rosa – E então?
Noel Coward e Papai Noel se entreolham. Papai Noel cofia a barba. Ninguém sabe, exatamente, o que é “cofiar”, mas é o que Papai Noel faz, enquanto Noel Coward olha em volta com evidente desgosto por estar em algum lugar. Preferia estar em outro. A todas essas eu penso em alguma coisa para eles dizerem.
Noel Rosa (tentando de novo) – E aí?
Papai Noel – Aqui, na luta.
Noel Coward – What?
Esquece. Não há mais nada a escrever sobre o Natal.
Salvo isto, se dão vênia: que seu Natal em nada lembre o da Chechênia.
Etiquetado , , , , , , , , , ,

148 Poemas!

Eduardo da Rocha Vieira, nasceu e foi criado na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, Brasil.

Eduardo da Rocha Vieira

Eduardo da Rocha Vieira

O jovem de 21 anos quer lançar um livro digital de poemas, com 148 poemas sobre diversos temas: política, religião, amor…

Depois que tiver sido produzido, o livro será vendido pelo módico valor de dois Reais!

Por isso, estão incluídos no valor do projeto, os fundos necessários para criar uma plataforma que servirá para efetuar a venda do livro digitalmente!

Todos os poemas são da autoria deste jovem que gostaria de mostrar ao mundo suas palavras! . Os profissionais envolvidos no projeto são:

Paula Basei, diagramadora, https://twitter.com/paulabasei

Vibe Mídia, criar o site, http://vibemidia.com

Veja abaixo alguns dos poemas:

Poema 23

Povo brasileiro guerreiro da mata que saiu da floresta e agora se mata
sem mata,
é povo com o poder de mudar e muda para se foder, guiado por governantes cegos indo e indo
se perder.

Poema 11 Namorados 2

Com a vida eu
vou na tentação
do coração

que manda amar
sem tripudiar
e pede entrega,

a mente manda
entregar
dois terços de paixão
um terço sedução
três terços inteiros
em emoção.

Poema — olhos da minha mulher

mulher dos olhos de mel
há abelhas dentro de tua cabeça
e flores na minha mão

de urso

mulher dos olhos de mar
há fonte da vida no teu pensar
mergulho profundo

alentar

mulher dos olhos de mata
que ar puro teu falar
quero sorver, respirar

aventura.

Gostou?
Então acesse o link seguinte para saber mais sobre o projeto e/ou para participar: 148 Poemas.

Para ajudar a divulgar o trabalho desse jovem a procura de espaço para sua obra no mundo da literatura,você pode contribuir com 10 euros e receberá o livro digital em sua caixa de e-mail, além de poder divulgar seu blogue ou site em uma página de agradecimento. Ou você pode contribuir com 50 euros e colocar a logomarca de sua instituição na página de apoio cultural.
Agradecemos em nome do autor!
Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , , ,

Entenda e imagine!

Se não percebes bem o que vem a ser o financiamento coletivo (crowdfunding) e/ou a lógica de funcionamento de nossa plataforma, este post é para ti! Entenda noções como financiamento coletivo e mecenato e logo imagine com o exemplo do projeto Os Mensageiros, inscrito atualmente em nosso site,o que se pode fazer com pequenas contribuições vindas de vários lados!

Para entendermos melhor o que é um mecenas precisamos saber quem foi Caio Cílnio Mecenas (Gaius Cilnius Mecenas)!

”Cidadão romano da época imperial. Foi um grande político, estadista e patrono das letras. Administrou a fortuna da sua rica família (entre 74 a.C. e 64 a.C.) e foi um conselheiro hábil e de confiança do imperador César Octaviano, o qual se fez muitas vezes representar por Mecenas como seu tribuno, orador, patrono e amigo pessoal para várias missões políticas. Mais tarde aposentou-se e devotou todos os seus esforços a seu círculo literário famoso, que incluía Horácio, Virgilio, e Propertius, patrocinando-os com amizade, bens materiais e proteção política. Aos seus protegidos provou ser um amigo e um patrono eficiente e generoso.

Na atualidade seu nome é o símbolo do patronato rico, generoso das artes. Assim o nome Mecenas tornou-se de nome próprio em nome comum. Assim hoje em dia um mecenas é uma pessoa que patrocina as artes, a ciência ou o ensino, muitas vezes com benefícios fiscais.

O comportamento de Mecenas tornou-se um modelo e vários governos valeram-se de artistas e intelectuais para melhorar a própria imagem. O termo mecenas, nos países de línguas neolatinas, indica uma pessoa dotada de poder ou dinheiro que fomenta concretamente a produção de certos literatos e artistas. Num sentido mais amplo, fala-se de mecenato para designar o incentivo financeiro de atividades culturais, como exposições de arte, feiras de livros, peças de teatro, produções cinematográficas, restauro de obras de arte e monumentos.

Esse tipo de incentivo à arte tornou-se prática comum no período renascentista, que buscava inspiração na Antiguidade grega e romana, e vivenciava um momento de pujança econômica com o surgimento da burguesia.”

Definição da palavra Mecenas encontrada no Wikipédia!

Hoje em dia, acreditamos que qualquer um possa ser uma mecenas e que o importante é participar e contribuir como podemos! uma contribuição de 1000 euros sendo assim tão importante quanto uma de 1 euro! E desta forma podemos ajudar, cada qual  com nossos próprios meios, a realizar projetos que nos interessem!

Definição de financiamento coletivo encontrada no Wikipédia

“Crowdfunding, traduzido para o português como Financiamento coletivo ou Financiamento colaborativo, [1] é a obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa. O termo é muitas vezes usado para descrever especificamente ações na Internet com o objetivo de arrecadar dinheiro para artistas, jornalismo cidadão[2], pequenos negócios e start-ups, campanhas políticas, iniciativas de software livre, filantropia e ajuda a regiões atingidas por desastres, entre outros.”

No caso de Zarpante aplicamos este método na captação de fundos para projetos relacionados a arte, cultura, e património! Projetos que representem de uma maneira ou de outra as diferentes culturas que abraçaram a  língua portuguesa!

Imaginemos agora um exemplo com o projeto em nosso site do LIVRO/CD “Os Mensageiros” !

“Sob a égide dos 125 anos do nascimento de Fernando Pessoa que se celebra em 2013, a SevenMuses MusicBooks com o apoio da Casa Fernando Pessoa, tem em curso a produção desta antologia poética e musical de Fernando Pessoa!
Trata-se de uma edição original que tem um livro de capa dura a cores com 200 páginas, sendo a introdução e seleção poética de Luís Filipe Sarmento que revisita o essencial da obra do ortónimo Fernando Pessoa e dos seus mais importantes heterónimos; Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares.
Esta edição acompanha ainda com um CD que contém 15 composições originais inspiradas na poesia de Fernando Pessoa de vários autores com créditos firmados, gravadas por músicos de excepção, estando já confirmadas e gravadas as interpretações de Dulce Pontes, Ruy de Carvalho, Oswaldo Montenegro, Ana Laíns, Fernanda Porto, Joaquim de Almeida entre outros, estando o desafio estendido também a Maria Bethânia.
Esta edição está prevista para a Primavera de 2012 e terá lançamento na Casa Fernando Pessoa com o apoio da Antena 1.”

Duas pessoas já contribuíram para o projeto que tinha como meta financeira inicial 21230 euros! Após receber 57 euros em contribuição, faltam hoje 21173 para que o projeto aconteça!

Se uma única pessoa tivesse que financiar este projeto, o custo hoje seria de 21173 euros! (A menos que fosse um grande mecenas, seria difícil uma única pessoa contribuir com tanto)!

Agora imaginemos juntos o que é possível ser feito graças ao financiamento coletivo, as redes sociais, e as tecnologias inexistentes na época em que nasceu o mecenato:

Para a meta financeira restante de 21173 euros, do projeto Os Mensageiros:

Se mil pessoas contribuíssem cada uma com 22 euros o projeto ultrapassaria a meta financeira!

Se duas mil pessoas contribuíssem cada uma com 10 euros e cinquenta centavos o projeto atingiria sua meta financeira tranquilamente

Se cinco mil e quinhentas pessoas contribuíssem cada uma com 4 euros atingiríamos a meta financeira tranquilamente!

Por isso é importante que todos entendam a importância e o valor que damos a cada pequena contribuição para os projetos em nosso site!

Para Zarpante, para os responsáveis pelo projeto, mas também para quem se sentir interessado pelo projeto, se trata realmente de união e de mobilização por um interesse comum: Fazer o projeto acontecer! Com a ajuda de cada um de vocês navegando pela rede, acompanhando e divulgando nosso trabalho, podemos chegar lá!

Se os tempos estão duros contribuam com dois euros e motivem parentes, amigos, colegas,etc, a fazerem o mesmo! Quem não pode sequer contribuir com dois euros talvez  possa ajudar divulgando o projeto? Vamos juntos e convidamos todos a participarem!

Para participar do projeto de Fernando Pessoa cliquem aqui!

Vejam também:

– A poesia do Marinheiro

– Paz no Futebol

E se gostam de Cinema!

Etiquetado , , , , , , ,
%d blogueiros gostam disto: