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Basquiat: um artista versátil…

Há um certo discurso que afirma que um artista plástico não pode ser um músico ou vice versa. Que cada arte deve ser devidamente separada, catalogada, e trabalhada individualmente.

Entre os  artistas plásticos, sente-se ainda mais, que sacralizam a arte com a qual trabalham, mesmo que isso signifique esnobar as outras.

Existe também essa ideia que somente pessoas que estudaram e se formaram em arte estão aptas a opinar sobre o assunto….

Pois o homem sobre o qual falaremos hoje é o exemplo perfeito de que nem sempre o ideal seja cursar  longos estudos especializados e que a versatilidade da vida pode ser muito mais edificante do que imaginamos.

Um jovem negro de Nova-York, que sem estudo algum (além das visitas aos museus que fazia com sua mãe), conseguiu deixar seu nome escrito para sempre na história das artes.

Jean-Michel Basquiat tem um percurso no mínimo atípico:

  • Ganhou popularidade como grafiteiro

SAMO

SAMO

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Passou por dificuldades financeiras e vendia cartões postais e camisas com desenhos seus para sobreviver. Os cartões postais que não eram considerados como arte, eram comprados por dois dólares na época e hoje valem mais de 5000 dólares…

Basquiat com uma camisa pintada por ele.

Basquiat com uma camisa pintada por ele.

Um cartão feito por Basquiat

Um cartão feito por Basquiat

  • Fez música:

http://grooveshark.com/#!/album/Jean+Michel+Basquiat+In+Downtown+81/5996252

  • Foi ator:

  • E foi o primeiro homem negro na capa da revista Times:

Folder 1 2248

  • Produziu mais de 800 obras em um curto período de vida ( faleceu com 27 anos de vida):

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Saiba mais com os vídeos abaixo:

Veja também:

– A poesia do Marinheiro

– Paz no Futebol

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Certas coisas não tem preço…

Ajudar ao próximo é uma dessas coisas que nos deixam  repletos de felicidade e daquele sentimento gostoso de ter feito uma boa ação! Solidariedade faz bem a todos e a felicidade que nos trás não tem preço!

Imagine um mendigo morrendo de frio em pleno inverno de Nova-York: o vento gelado soprando contra o mendigo que tenta se aquecer como pode apesar de estar completamente descalço!
Ao passar por esse mendigo o policial Lawrence Deprimo  resolveu ajudar o mendigo lhe oferecendo  um par de sapatos bem quentinhos. Ele entrou em uma loja, comprou os sapatos e os ofereceu ao mendigo.

La photo du policier et du SDF prise par Jennifer Foster le 14 novembre 2012 à New York et diffusée par la police new-yorkaise
A foto acima foi tirada  por Jennifer Foster, uma turista do Arizona que imortalizou esse belo momento! Ao voltar para a casa dela depois das ferias, enviou a foto a policia de Nova York por email. A foto foi então divulgada pela policia na página Facebook oficial da policia de Nova-York!

Resultado: em torno de 20000 comentários sobre a foto e mais de 315.000 likes em poucos dias! O belo exemplo de solidariedade está se propagando de forma viral pela rede! Por essas e por outras é bom lembrar que podemos ser bons e até conseguir coisas maravilhosas com mais solidariedade!

Aliás, não é a primeira vez que esse tipo de reação aos atos de um individuo ou de um grupo de indivíduos acontece na net:

Em junho de 2012 foi colocado um vídeo no youtube, em que uma senhora idosa era  agredida verbalmente por jovens em um ónibus ao voltar do trabalho. Centenas de vídeos de apoio a esta senhora surgiram pela “net” e um morador de Toronto lançou um projeto de financiamento coletivo em um site americano para arecadar fundos suficientes para que a senhora Karen Klein possa se aposentar e descansar. Os cibernautas  somaram mais de 700.000 dólares para dar a senhora do ónibus! Tudo isso só pelo prazer de se ajudar alguém!

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Financiamento Coletivo em 1958!

Caros amigos,

Para todos aqueles que pensam que o Crowdfunding (financiamento coletivo) não passa de uma moda ou de uma simples ferramenta de marketing ou de estudo do mercado, gostaríamos de lembrar que há muito tempo já se faz apelo ao público para ajudar a financiar projetos!

Seja na edição, nos espetáculos, seja na restauração do patrimônio, contar com a ajuda do público para concretizar ideias ou conservar o patrimônio, vem sendo há muito tempo um elemento importante na captação de recursos. Em uma era onde, pela internet, a questão de disponibilizar gratuitamente o conteúdo é cada vez mais central, surgem as plataformas de financiamento coletivo buscando descentralisar o poder e fazer com que milhares de apreciadores tenham mais acesso e participem do financiamento de diversas manifestações artísticas! Um modelo mais do que pertinente em tempos de crise! Um sistema são de financiamento, que se torna cada vez mais eficaz graças à web 2.0. e à internet!

Cover of "Shadows"

Cover of Shadows

Tomemos como exemplo o filme “Shadows” de John Cassavetes: um filme do final da década de 50, financiado graças aos ouvintes de uma rádio!

“Financie um filme que se parece com você!”

Foram as palavras utilizadas por John Cassavetes para convocar os ouvintes de uma rádio local a contribuírem para seu filme!

Aconteceu assim:

Shadows foi gravado em 1958 em 16mm. Seu financiamento foi totalmente improvisado, segundo conta o próprio diretor  em uma entrevista a André S. Labarthe. Entrevistado por Gene Sheppard em um programa de rádio chamado Night People, que ia ao ar a uma hora da manhã, Cassavetes declara que é possível fazer um filme totalmente livre de restrições orçamentárias impostas pelos estúdios, se cada ouvinte da rádio enviar um dólar para financiar o filme! No dia seguinte ele recebe 2000 notas de um dólar e começa a filmar improvisações, em torno de um tema, já que o filme não estava escrito ainda! Durante quatro meses Cassavetes filma cenas sobre a vida de uma família negra em Nova-York. Vejam abaixo um pequeno trecho desse filme experimentalmente coletivo e tão pioneiro!

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