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Um cálculo simples

O cálculo abaixo é tão simples que até uma criança entenderia! A diferença entre você a criança é que a criança não tem sequer como apoiar o projeto com um Euro. Mas você tem não tem?

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Retire da meta total de 1630 Euros os 307 Euros de contribuições já feitas ao projeto Morte Súbita: faltam 1323 Euros é o que falta ser arrecadado nestes 3 últimos dias de projeto!

Parece muito para 3 dias? Pois veja bem: a peça será apresentada no teatro A Barraca que conta com duas salas. A sala número um tem uma lotação de 162 lugares e a segunda de 153 lugares. Por consequência, seja qual for a sala em que será representada a peça, teremos mais de 100 lugares a disposição do público!

Agora imaginemos o seguinte: se cada pessoa que for assistir a peça, fizer um gesto simbólico a mais, poderemos atingir a meta e a Companhia 33 Ânimos terá como apresentar a peça com  todos os recursos desejados. Em resumo quem acaba ganhando com isso é o próprio espetáculo e, claro, o público.

O cálculo é o seguinte:

– Lotação sala 1 = 162 lugares. Suponhamos que dos 162 lugares apenas 110 tenham sido comprados! Se dividirmos 1323 por 110 o resultado é de 12 euros por pessoa! Esse é o valor que seria necessário por pessoa se 110 pessoas participassem do projeto! E não é exagerado pensar em 110 pessoas já que a sala em que a peça será apresentada pode conter ao menos 50 pessoas a mais.

Pois é vendo assim, é realmente algo acessível contanto que as pessoas parem de procrastinar e percebam a importância que tem a participação ativa da sociedade no financiamento artístico e cultural.

Última chamada: clique aqui e participe!

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A Internet serve para muito mais do que apenas dar “likes” e “retweets”

Hoje voltamos a falar sobre a “doença da era digital”, ou, como “curtir” artigos sem sequer parar para lê-los?

Para ilustrar o poder de propagação que pode ter a internet se a utilizarmos em prol de nossas causas, iremos voltar a um tempo em que não existia internet. Voltamos também ao polêmico assunto do ditador Salazar e vamos utilizar um texto encontrado no Jornal De Notícias.

No que diz respeito ao Salazar, alguns “iluminados” nos  perguntaram porque não falamos da ditadura Marxista e a resposta é simples: no Brasil e em Portugal, os regimes ditatoriais que tivemos não foram Marxistas. Bem, agora que demos uma pequena atenção aos Salazaristas conservadores que vem nos atacando diariamente, passemos ao texto de Alfredo Maia! Um texto que nos mostra claramente como poderíamos todos juntos, dar um imenso impacto ao projeto Morte Súbita graças à internet. O problema é que muita gente prefere divulgar fotos de gatinhos, de “gostosas”, e outras mil futilidades.

A internet pode e deve ser utilizada como uma ferramenta  alternativa para divulgar campanhas e propagar cultura. Para isso, bastaria que passássemos a utilizá-la de forma consciente. Afinal, seria muito preocupante se com as novas tecnologias não conseguíssemos fazer melhor do que fizeram há 50 anos atrás.

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“Do ‘Santa Maria’ para o mundo o “maior comício” anti-Salazar”

“Há 50 anos, não havia redes sociais, mas a tomada de um paquete com 600 passageiros e 350 tripulantes por um punhado de 23 revolucionários mal armados teve o efeito de um comício à escala planetária: a comunidade internacional virou as costas a Salazar.”

“Se não foi outra coisa”, o assalto ao paquete português “Santa Maria”, na madrugada de 22 de Janeiro de 1961, no mar das Caraíbas “foi o maior comício do mundo contra Salazar, foi um comício à escala planetária, foi um sufrágio mundial à credibilidade do regime fascista”. Camilo Mortágua, então com 27 anos, foi um dos 12 exilados políticos portugueses em Caracas, Venezuela, a embarcar na aventura do Directório Revolucionário Ibérico de Libertação (DRIL). Com 11 espanhóis, idealizaram apossar-se do navio, rumar à ilha de Fernando Pó, apoderar-se de uma canhoneira e de armas da guarnição militar espanhola, apontar a Luanda, assumir o poder na colónia portuguesa, instalar um governo provisório e irradiar a sublevação armada contra as ditaduras peninsulares.”

“Liderados pelo capitão Henrique Galvão, importante quadro dissidente do regime e delegado plenipotenciário do general Humberto Delgado (outro dissidente, depois de ter ocupado destacados cargos), derrotado na farsa das eleições presidenciais de 1958,  os revolucionários acabariam por ver frustrados os seus objectivos. Mas não completamente os políticos imediatos. “Pretendia-se uma operação com impacto”, conta Mortágua [ler entrevista]. E teve: a “Operação Dulcineia” – em alusão à quimérica dama do D. Quixote (“D. Quixote de la Mancha”) de Cervantes – convocou a imediata atenção dos média de todo o Mundo, que se precipitaram a enviar repórteres.”

“Com os jornais do país submetidos a férrea censura e manipulados pelas notas oficiosas do Governo, apenas os estrangeiros podiam narrar o acontecimento (a primeira captura de um navio por razões políticas, como viria a sê-lo o desvio de um avião da TAP 11 meses depois) e  colocar na agenda internacional a ditadura. Foi através da cadeia de televisão norte-americana NBC que Galvão, que partilhava a liderança da operação com o comandante “Jorge Soutomaior” (nome de guerra do galego José Hernánez Vasquez, ex-combatente comunista na Guerra Civil de Espanha), invocou a condição de combatente político e neutralizou a arma diplomática de Salazar. Acusando os revolucionários de pirataria, o ditador pretendia que os aliados na NATO, com a frota norte-americana no Atlântico à frente, recapturassem o paquete. França e Holanda não reagiram; a Inglaterra desistiu face à pressão trabalhista. Só os Estados Unidos se fizeram ao mar, com cinco vasos de guerra e uma esquadrilha de aviões.”

“A esquadra aeronaval dos EUA localizou o “Santa Maria” cinco dias após a aventura começar.  O barco zarpara no dia 20 do porto venezuelano de La Guaira, com destino a Miami. Dissimulada entre os 600 passageiros seguia uma parte do comando revolucionário; a outra embarcou clandestinamente e acoitou-se com armas. Três outros homens, Galvão entre eles, entrariam no dia seguinte em Curaçao.”

“A acção foi desencadeada cerca da 1.10 horas do dia 22. Foi rápida – coisa de dez ou 15 minutos. Na tomada da ponte de comando, um oficial de bordo é morto e outro gravemente ferido. O desembarque humanitário de feridos, no dia 23, na ilha de Santa Lucia – decisão controversa na liderança –  foi fatal: denunciou a presença do navio, atrasando a navegação para África.”

“Só no dia 25 foi avistado, mas não abordado. Galvão insistiu com os EUA que se tratava de um acto político e não de pirataria vulgar. John Kennedy, recentemente eleito, cede. Entre 27 e 31 de Janeiro, decorrem conversações entre os líderes do comando e o contra-almirante Allen Smith, em representação dos EUA, atentas à alteração política no Brasil: hostil aos revolucionários, o presidente cessante, Kubitchek de Oliveira, seria substituído no dia 1 de Fevereiro por Jânio Quadros, democrata amigo de Delgado. No dia 2, o navio chega a Recife e os revolucionários recebem asilo político.
Mas já nada será como dantes. “O governo fascista de Salazar está menos seguro no poder do que julga”, sentencia o clandestino “Avante!”, classificando a operação do “Santa Maria” como “uma séria derrota” e anunciando “um novo período de ascenso revolucionário”. E 1961 foi muito agitado.”

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Hoje em dia não é necessário sequestrar um navio para transmitir uma mensagem e reter a atenção! Basta utilizar a Internet para que mensagens conscientes se espalhem pela rede e além da rede.

Nós já fizemos nossa parte e contamos com vocês! Quem ainda não participou do projeto Morte Súbita tem alguns últimos dias para fazê-lo! Cliquem aqui e ajudem o teatro independente de língua portuguesa a combater os resquícios de nossas ditaduras.

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Portugal precisa de uma farmácia Democrática?

Continuando com o polêmico tema do ditador Salazar, encontramos um texto que não poderíamos deixar de compartilhar com todos esses Salazaristas enrustidos e mascarados que vem nos enviando comentários com “contas spam não identificadas”.

Fomos até designados como “marxistas culturais” por um inculto anônimo (vejam abaixo alguns dos exemplos menos agressivos dos ataques recebidos sob forma de comentários aos nossos artigos)!

Por isso, este belo texto de Andrade da Silva publicado pelo blog avenidadaliberdade vai para todos aqueles que pensam que Salazar, de algum modo, possa ter sido positivo para Portugal!

“Salazar nunca foi moda…”

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“SALAZAR NUNCA FOI MODA….

FOI SIM MODO DE SOFRER, REGREDIR E MORRER


O jornalista Manuel dos Santos, do Expresso, conclui que Salazar, apesar de algum ruído, não está na moda, para desencanto dos saudosistas, e tem toda a razão, porque Salazar foi sempre passado.

Salazar nunca foi moda, nunca esteve à frente do seu tempo, esteve sempre atrás.

Salazar foi o modo de sofrermos, regredirmos e morrermos, isto é, de nos subdesenvolvermos, e ser escravos esmagados por um poder totalitário, fascista.

Salazar, a tortura, o desprezo pela vida e pela inteligência foram o nosso triste e desgraçado fado, que se descreve com a música do corridinho e a seguinte letra: quando a Europa se libertou do fascismo, ele, perpetuou-o, em Portugal; quando no pós guerra a Europa se industrializava, Salazar, fazia de Portugal um país de camponeses com um quintal com 1/2 ha de terreno, e, no meio do qual, ainda, havia pedras e rochas dispersas; quando se devia investir em infra-estruturas ele aferrolhava as tais barras de oiro; quando no mundo se fazia tudo para que as mentes desabrochassem Salazar mandava os intelectuais e os artistas para Caxias, para levarem cacetada da Pide, a ver se à força de pancada metiam juizinho naquelas brilhantes monas; enquanto a Europa e o Mundo descolonizavam, o Portugal de Salazar, orgulhosamente só, fazia uma guerra de 13 anos em África, e, finalmente, deixava como herança uma guerra, um país quase analfabeto, mas cheio de água benta, bons costumes e muito futebol, isto é, legou-nos o maior atraso da Europa e muitos tiques de autoritarismo que, ainda, por aí, andam.

Salazar nunca foi uma moda, foi um modo de sofrer e de “ não ser” que castrou este país, muito para além dos anos em que governou. O nosso modo de ser e viver, ainda, continuam impregnados daquela matriz, mas nunca serão moda. Ninguém se atreverá a dizer, por mais gente que o cancro mate que é uma doença da moda. Será tão só uma doença cruel e mortal, e foi isto o que Salazar foi.

A moléstia fascista produzida pelo vírus/bactéria Salazar/Caetano/ Tenreiro/ Santos Costa/ Rapazote/ Albino dos Reis/Silva Pais/Américo Tomás/…. só não foi mortal, porque a cirurgia do 25 de Abril 74 salvou Portugal, como outras cirurgias têm salvo doentes cancerosos.

Todavia o mal, de tão impregnado, traz muito doente a nossa democracia que precisa de profundo e prolongado tratamento. Só que agora o médico, o cirurgião, o remédio está no POVO e nos seus Lideres que ou usam bem a farmácia de que dispõem, ou o doente continuará a adoecer cada vez mais, e podem em desespero de causa aplicar-lhe daqui 10, 15 anos, quando a efectiva crise chegar (ELA, ACRISE, AINDA NÃO ESTÁ AQUI), se este rumo de regressão não for superado, uma mezinha mais sofisticada, é certo, mas com as essências em Santa Comba descobertas há quase um século, e os resultados não serão muito diferentes.

Será sempre bom reflectir que a União Europeia tem uma grande plasticidade, basta recordar que até há bem pouco tempo a Polónia era governada por um governo excepcionalmente autoritário. Neste caso o povo usou bem a farmácia Democrática, como também o fizeram, os Australianos.

Que outros conheçam bem a farmácia Democrática, e a usem!?…”

Andrade da Silva
Fonte: avenidadaliberdade.org
Agora voltando a Zarpante, a única razão que nos leva a falar de Salazar é a de termos um projeto de teatro relacionado ao tema! Achamos evidente que um ditador sempre mereça ser criticado mas temos recebido inúmeros ataques verbais, provenientes de pessoas virtuais, que sequer se identificam, por terem vergonha de suas próprias formas de pensar.
Por isso agora, apesar de sermos uma empresa cultural que não precisa e não deve ficar a falar de política, sentimos que a omissão neste caso seria uma certa forma de aceitar que Portugal ainda é um país fascista e retrógrado.

Por não aceitarmos essa ideia, compartilhamos o texto acima e levantamos bem alto nossa bandeira anti-Salazar!

Convocamos desde já todas as pessoas conscientes desse lindo país a se unirem a nós nesta marcha que, pode não parecer, mas nunca foi tão atual: acessem já o projeto Morte Súbita, contribuam, e descubram porque estamos avançado rumo a uma nova era de regime ditatorial em Portugal e no mundo…  

A Participação de cada um de vocês (onde quer que estejam no mundo), seja divulgando, seja contribuindo, faz uma real diferença para o teatro independente luso-brasileiro e para ajudar a explicar, elucidar e, por consequência, diminuir o número de pessoas incultas que, nos dia de hoje, ainda conseguem encontrar motivos e razões para defender o antigo ditador português.


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Ainda existem pessoas que defendem Salazar

Iremos compartilhar abaixo um belo artigo encontrado no blog Kumkaneco, e que critica ironicamente o ditador português. Mas compartilharemos também o triste comentário feito por um leitor (obviamente anônimo):

“Salazar Anti-Salazarista”

 

  “Após Salazar ter ganho aquele concurso organizado pela RTP do homem mais importante da História de Portugal, um grupo de estudiosos tentou descobrir a razão que motivou o voto dos portugueses em Salazar.”

  “Este senhor que foi Presidente do Conselho e que dirigiu os destinos do nosso país, criou um sistema conhecido por Estado Novo que aprisionou durante quase meio século gente inocente por delito de opinião e que nos afundou de forma irremediável no desenvolvimento humano que ainda hoje e durante muitos anos vamos ainda ter de recuperar face aos outros países europeus onde Portugal actualmente se integra. E foi este senhor que ganhou o prémio para o homem mais importante de Portugal.”

Apesar de nos ter deixado um triste legado com práticas de tortura e morte, arrastando o país de forma irresponsável para uma guerra que já se sabia ser impossível de ganhar e que consumiu os parcos recursos da nação, Salazar venceu…

  Porquê?!… Qual a razão para este resultado?!

  Eis a pergunta a que este grupo de homens e mulheres se propôs dar resposta.”

 “Ao que parece e segundo um relatório preliminar das conclusões que foi entretanto divulgado, muito provavelmente a razão reside no facto de a maioria do povo português achar que Salazar era na verdade um antifascista.”

  “Fantástica conclusão esta, que de facto a ser assim, explica de forma categórica a razão pela qual os portugueses votantes não associaram a Salazar, essa imponente figura histórica do nosso passado, as práticas e factos referidos anteriormente.

  E vendo bem as coisas, sou obrigado a concordar com este grupo de estudiosos.

  Salazar era realmente anti-fascista.

  Ele era tão anti-fascista, tão antifascista que na realidade, ele não caiu da cadeira…

. Atirou-se!…”

Fonte: blog Kumkaneco

Agora vejam abaixo um print screen com o triste comentário!

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Para todos os que são e sempre serão Anti-Salazaristas existe um projeto que ainda vai arrancar muitos aplausos das plateias portuguesas! O projeto Morte Súbita é uma realização lusobrasileira que alerta p/ os malefícios das ditaduras no séc. 20 em Portugal e no Brasil

O mais importante agora é participar do projeto para que o teatro independente possa seguir em frente e para que  a voz dos anti-salazaristas ecoe cada vez mais forte!

Zarpante apoia o projeto e já fizemos nossa contribuição! E vocês? Compartilhem e contribuam!

Vejam também: Poemas anti-salazaristas de Fernando Pessoa

 

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Poemas anti-salazaristas de Fernando Pessoa

António de Oliveira Salazar, Portugal

António de Oliveira Salazar, Portugal (Photo credit: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian)

Pessoa escreveu diversos poemas e textos anti-Salazar. Conheçam alguns abaixo:

COITADINHO DO TIRANINHO
Coitadinho
Do tiraninho!
Não bebe vinho,
Nem sequer sozinho…
Bebe a verdade
E a liberdade,
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado.
Coitadinho
Do tiraninho!
O meu vizinho
Está na Guiné,
E o meu padrinho
No Limoeiro
Aqui ao pé,
E ninguém sabe porquê.
( poema de Fernando Pessoa)

Mata os piolhos maiores (Pessoa)

Mata os piolhos maiores
Essa droga que tu dizes.
Mas inda há bichos piores.
Vê lá se arranjas veneno
(Ou grande, ou médio e pequeno)
Para matar directrizes.

O rei reside em segredo

O rei reside em segredo
No governar da Nação,
Que é um realismo com medo
Chama-se nação ao Rei
E tudo isto é Rei-Nação.

A República pragmática
Que hoje temos já não é
A meretriz democrática.
Como deixou de ser pública
Agora é somente Ré.

Fernando Pessoa, 1935
E o Salazar, artefacto

E o Salazar, artefacto
De um deus de régua e caneta,
Um materialão abstracto
Que crê que a ordem é alma
E que uma estrada a completa.

Não há poesia nele

Ai, nosso Sidónio Pais,
Tu é que eras português!

Um materialão abstracto,

Vive na orgia do exacto

Manda o país penhorado
Por uma estrada melhor.

Dizem que o Jardim Zoológico

Dizem que o Jardim Zoológico
Tem sido mais concorrido
Por prolongada assistência
Atenta a cada animal.
Mas isso que é senão lógico
Se acabou
A concorrência
Porque fechou
A Assembleia Nacional?

Se você é anti-salazarista como nós e como Fernando Pessoa, clique aqui e participe do projeto Morte Súbita!

Vejam também:

– A poesia do Marinheiro

– Ainda existem pessoas que defendem Salazar

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Militar por uma causa

Vivemos em uma era em que as pessoas tem cada vez menos tempo a perder. Por consequência, observamos a um fenómeno curioso: cada vez mais, as pessoas “curtem” ou “compartilham” um artigo, sem sequer ter lido o artigo!

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Acontece com todos nós, e justificamos esse gesto pelo simples fato de todos estarmos com pressa! No entanto, quem acredita mesmo em uma causa, não sente estar perdendo seu tempo ao lutar por esta.

No crowdfunding por exemplo, muitas vezes o responsável por um projeto não deseja divulgar seu projeto por ter vergonha de estar pedindo ajuda financeira (vergonha que ele não teria ao pedir apoio governamental). Outras vezes, os responsáveis simplesmente acreditam que não é trabalho deles divulgar e sim da plataforma de crowdfunding. Nestes casos, não precisamos nem estudar as razões desses projetos não atingirem suas metas financeiras.

Mas quando os responsáveis pelo projeto e a própria plataforma de Crowdfunding trabalham de forma constante para divulgar o projeto,  e que ainda assim o projeto avança a passos de formiga, surgem algumas dúvidas.

É o caso do projeto Morte Súbita que está neste momento em busca de apoio financeiro para que o teatro independente não morra definitivamente em Portugal e no Brasil.

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O projeto deles está no site lusófono de Crowdfunding, Zarpante!

Tanto Zarpante quanto os responsáveis pelo projeto, tem divulgado bastante e neste fim de semana por exemplo contactamos mais de 800 pessoas para que conheçam o projeto e claro, para que participem deste. No entanto, até agora, apesar das mais de 500 visitas ao vídeo do projeto no Youtube, e dos mais de 600 compartilhamentos no Facebook, foram atingidos apenas 10% da meta financeira, graças a ajuda de 9 pessoas que contribuíram até agora! Se com 9 pessoas (número baixo), foram atingidos 10% da meta, quantas pessoas seriam necessárias para chegar aos 100%?

O nosso post de hoje vai para todas essas pessoas que curtem, mas não compartilham ou que contribuem mas não compartilham, bem como para as pessoas que sequer curtem, compartilham, ou contribuem.

O fato é que ao participar de um projeto de Crowdfunding, a pessoa não pode se dar por satisfeita. É muito importante que logo após fazer uma contribuição para um projeto, o mecenas divulgue nas redes sociais e entre seus amigos (mail, etc), que contribuiu para esse projeto e que conta com a participação de seus amigos para levar adiante o projeto! Da mesma forma, compartilhar é muito importante, e se pudéssemos, nós agradeceríamos pessoalmente cada uma das pessoas que compartilha os projetos em redes sociais e por mailing lists. No entanto, compartilhar somente, e não contribuir, pode acabar sendo não suficiente.

Agora pensemos o seguinte: as pessoas vivem falando de solidariedade, de união, de políticas e de sistemas económicos e governamentais alternativos. No entanto, é sempre na hora de passar ao ato, que uma boa parte dessa pessoas desaparece! Se realmente a natureza humana é solidária, se de fato acreditamos em frases como “o povo unido, jamais será vencido”, e que queremos mostrar que podemos mudar as coisas pouco a pouco, será necessário que deixemos de novas palavras para antigos conceitos!

Sim por que o Crowdfunding nada mais é que o famoso e milenar mutirão. Em outros termos, o Crowdfunding existe desde sempre e apenas foram mais organizados, e ganharam visibilidade graças a internet.

Por outro lado, é preciso que todos nós passemos a entender que para realmente mudar as coisas e ter uma voz que seja levada em conta pela sociedade, é preciso ter fundos para auto-sustentar as mudanças que desejamos. Nesse sentido o poder económico que temos ao juntar nossas forcas, pode e deve cada vez mais se tornar em uma alternativa aos preços elevados impostos pelo mercado, e a utilização inadequada e um tanto quanto elitizada dos fundos públicos. No sector cultural por exemplo nós realmente acreditamos que quando o povo passar a participar financeiramente de projetos nos quais acredita, passaremos a ter uma maior diversidade cultural e não seremos obrigados a ver ou rever os mesmos artistas geralmente contemplados e re-contemplados pelas poucas subvenções que estados como Brasil e principalmente Portugal, reservam à cultura.

Bem vocês entenderam: participar de um projeto de Crowdfunding é um gesto que deve ser encarado como militar por uma ideia! Poderemos realmente mudar as coisas quando as pessoas acreditarem em suas convicções e passarem a agir financeiramente para mostrar ao mundo que quando desejamos, podemos nós mesmos criar e sustentar nossos projetos independentes juntos e sem depender das grandes multinacionais ou dos governos

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Uma homenagem aos músicos infelizmente falecidos

O Podcast Zarpante 22 é dedicado aos finados músicos lusófonos! Apesar do tema, o episódio foi preparado com alegria e esperamos que vocês curtam! Serão necessários outros episódios para poder homenagear todos os artistas falecidos que admiramos.

mandiaNeste primeiro episódio, para homenagear aos artistas falecidos, passaremos por Moçambique, Angola, Brasil, Cabo Verde, em companhia de artistas como Bana, Marku Ribas, Emilio Santiago, Beto de Almeida, que nos deixaram recentemente, mas também lembraremos de artistas como os sambistas Adoniran Barbosa e Ataulfo Alves, além de outros e outras que já se foram a mais tempo.

Visitaremos diversos ritmos como o Samba, Bossa Nova, rap, etc. Descubram também algumas curiosidades e raridades como a última gravação (feita no dia anterior ao de sua morte) do Rapper paulista Sabotage, ou um zouk de Moçambique que fechará a nossa viagem de hoje.

Escutem o Podcast logo abaixo:

Podcast Zarpante 022 (homenagem aos falecidos)

Boa escuta para vocês e até o Podcast Zarpante 23, cujo tema será escolhido por vocês entre 3 opções que vamos sugerir em breve.

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Multibanco no Zarpante

Agora os portugueses já podem participar no site Zarpante por meio do Multibanco!

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O método de pagamento mais utilizado pelos portugueses está disponível no site Zarpante! Contribuam com um, com dois, com cinco, dez ou 100 euros. O importante é participar.

O projeto teatral Morte Súbita é o primeiro projeto em nosso site que pode receber apoios pelo Multibanco. Foram captados até agora 137 Euros (8% da meta) por meio de 6 mecenas!

Agradecemos aos 6 mecenas que já participaram e perguntamos: onde estão os apaixonados por teatro, os apreciadores de arte, os solidários amigos e conhecidos das pessoas envolvidas neste projeto, os curiosos? Onde estão os lusófonos orgulhosos de nossa língua e dos encontros e uniões que o português nos proporciona? Onde estão os brasileiros e portugueses cansados de ver sempre as mesmas peças de teatro abordando as mesmas temáticas? Por onde andam os manifestantes que se insurgiram contra a Troika, na hora de celebrar uma peça que estuda as razões dessas e de outras manifestações sociopolíticas atuais?

Se todos esses grupos de pessoas participarem do Morte súbita, estaremos mostrando que  nos unindo de verdade e contribuindo com o que cada um de nós puder, somos capazes de construir e de ir adiante!

Acessem  o projeto Morte Súbita e vejam vocês mesmos como utilizar o Multibanco para incentivar o teatro independente português!

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