Arquivo da tag: Minas-Gerais

Notícias do alambique

Ano passado captamos fundos para o projeto “Ceci n est pas de L’ eau”. Desde então, a equipe envolvida no projeto já foi ao Brasil, filmou em distintos alambiques e voltou a França para editar o filme!

A equipe

A equipe

Saiba mais na entrevista abaixo!

1. Por favor, apresentem a equipe de “Ceci n’est pas de l’eau”.

A equipe do Ceci n’est pas de l’eau consiste principalmente de duas pessoas – uma brasileira, Ana Clara, e um franco-americano, Yann-Yves. Nos formamos em cinema e comunicação pela Universidade Americana de Paris e trabalhamos nessa área desde então. No entanto, tivemos a ajuda de muitas pessoas durante as filmagens e o processo de pós-produção, no qual nos encontramos no momento. Somos muito gratos!

2. Como surgiu a ideia de fazer um documentário sobre cachaça?

551000_359308594143647_1148195058_n

Houve uma época em que o Yann-Yves trabalhava em um bar mexicano, onde havia tequilas e mezcais maravilhosos, e curiosamente um dos drinques mais populares era a caipirinha (de cachaça, claro). Eu (Ana Clara) sabia que a qualidade da cachaça usada não era das melhores, já que era uma cachaça industrialíssima, mas eu não sabia explicar o porquê. Foi aí que decidimos que seria interessante investigar mais sobre o destilado e, porquê não, fazer um documentario sobre o assunto.
3. Após captação bem sucedida no site Zarpante, partiram para as gravações no Brasil. Como foi essa etapa? 
Nós tivemos a sorte e a oportunidade de sermos apoiados por múltiplas plataformas. Não só atingimos a nossa meta através da Zarpante, mas também fomos, de certa forma, patrocinados pela cachaça Leblon – uma marca que, como nós, é internacional e tem tudo a ver com o nosso projeto. Com isso conseguimos um orçamento confortável pra uma produção independente. Tudo, tudo mesmo, deu certo durante as filmagens, e em momento algum ultrapassamos esse orçamento.

4. Foi a primeira vez de Yann-Yves no Brasil, quais são suas primeiras impressões? E agora como definiria o Brasil em uma frase?

Em um mês, visitamos mais de 10 cidades em 4 estados diferentes, o que pode parecer muito, mas na verdade foi muito pouco. Eu (Yann-Yves) adorei Minas Gerais em particular, porque vimos a área rural, uma parte do Brasil que não é muito exportada. Eu acho isso uma pena, já que é uma região maravilhosa, pela comida, pelas pessoas e pela vista. Em uma frase, eu diria que o Brasil não só correspondeu às minhas expectativas, como também me surpreendeu em vários aspectos.
5. Quando pensam apresentar ao publico o resultado final de ” Ceci n’est pas de l’eau”? Alguma estratégia especifica de distribuição?
Como qualquer outra produção audiovisual, documentários levam um tempo para serem montados – principalmente se a equipe permanente consiste somente de duas pessoas. Temos como meta o meio do ano para finalizar a edição, mas não estamos com pressa. Priorizamos a qualidade. Quanto à distribuição, continuamos estudando a melhor alternativa.
6. Quantos litros de cachaça beberam durante as visitas que foram levados a fazer.
Nós trouxemos de volta para França mais do que bebemos durante as filmagens, naturalmente. Ao todo conseguimos trazer discretamente umas 13 garrafas nas nossas malas…
Como levar isso tudo em uma mala para a França?

Como levar isso tudo em uma mala para a França?

7. Como distinguir uma boa cachaça de uma cachaça qualquer?

O processo de fabricação e o preço do produto final são boas indicações da qualidade do produto. Um litro de cachaça que custe menos do que um litro de leite (o que acontece, e é um grande problema) não pode ser coisa boa.
8. Como foi a feira da cachaça em Paraty, poderia descrever o evento para quem nunca foi?
Paraty por si só já vale a visita, mas um evento como esse dá um ar todo especial à cidade. Há até um roteiro gastronômico de cachaça, e a gente adorou provar todos os pratos típicos com um toque especial do destilado. O Festival da Pinga é o que pode-se esperar do nome – muita cachaça, muita festa, muita musica e muita, muita gente, de todos os horizontes. Recomendamos a visita durante uma hora ou dia mais calmo, em que se possa conversar com os produtores. Eles tem muitas histórias pra contar! Menção especial para Corisco e Engenho d’Ouro.

9. “Ceci n’est pas de l’eau” é vosso primeiro projeto de filme documentário. Quais são vossos projetos para o futuro?

Temos algumas ideias, aqui e ali. À voir!

10. Uma brasileira e um americano em Paris, poderiam por favor citar-nos seu diretores preferidos (um americano, um brasileiro, um francês).

 
Pergunta difícil. Ana Clara – Fernando Meirelles, John Waters, Jean-Pierre Jeunet.Yann-Yves – Walter Salles, irmãos Cohen, Mathieu Kassovitz.

A Sunday of Transcriptions from Ceci n’est pas de l’eau on Vimeo.

Etiquetado , , , , , , ,

Zarpante e Carlos Drummond de Andrade

Quantos sites de financiamento coletivo vocês conhecem que tenham um de seus fundadores que seja familiar de um dos maiores mestres da poesia brasileira?

Statue of brazilian poet Carlos Drummond de An...

Statue of brazilian poet Carlos Drummond de Andrade, in front of Associação Cultural in Itabira, Minas Gerais, where he was born. Detail. (Photo credit: Wikipedia)

Pois é, além de ser o único site de financiamento coletivo dedicado a projetos criativos e sociais lusófonos, Zarpante tem também o orgulho de ter como um de seus fundadores,  Henrique Moretzsohn de Andrade, um familiar de Carlos Drummond de Andrade…

Quantos sites brasileiros ou portugueses podem dizer isto?

Agora que vocês já sabem, que tal degustar um poema do mestre?

Em face dos últimos acontecimentos – Carlos Drummond de Andrade

Oh! sejamos pornográficos
(docemente pornográficos).
Por que seremos mais castos
Que o nosso avô português?

Oh ! sejamos navegantes,
bandeirantes e guerreiros,
sejamos tudo que quiserem,
sobretudo pornográficos.

A tarde pode ser triste
e as mulheres podem doer
como dói um soco no olho
(pornográficos, pornográficos).

Teus amigos estão sorrindo
de tua última resolução.
Pensavam que o suicídio
Fosse a última resolução.
Não compreendem, coitados
que o melhor é ser pornográfico.

Propõe isso a teu vizinho,
ao condutor do teu bonde,
a todas as criaturas
que são inúteis e existem,
propõe ao homem de óculos
e à mulher da trouxa de roupa.
Dize a todos: Meus irmãos,
não quereis ser pornográficos?

– O Carnaval visto por Carlos Drummond de Andrade.

Etiquetado , , ,

Ecologia e pedaladas

Que tal um pouco de ecologia neste fim de semana?

– Aquecimento global ou não, começamos por um vídeo lançado pelo Google sobre o assunto do desmatamento:

 

– Em seguida vamos a Paris com o jornal Público para ver como a Torre Eiffel está se transformando para ser um monumento mais acessível e sustentável!

Torre Eiffel

Torre Eiffel (Photo credit: Pep_Parés)

“A Torre Eiffel, monumento emblemático da capital francesa, passará, a partir de 2014, a produzir 30% da energia de que precisa para funcionar, bem como a permitir um melhor acesso de pessoas com mobilidade reduzida ao espaço.

A torre passará a estar equipada com pequenas turbinas eólicas, painéis solares e um mecanismo para aproveitar a água da chuva. As acessibilidades vão também ser melhoradas para que as pessoas com mobilidade reduzida possam aceder à totalidade dos espaços do monumento, ao contrário do que hoje acontece.

O presidente da empresa gestora do monumento, Jean-Bernard Bros, disse à agência AFP, que o objectivo das obras agora em curso é tornar a torre “mais ecológica, mais acessível e mais atraente”.

Serão ainda criadas lojas e uma sala de congressos no primeiro andar. O museu e o restaurante que existem no segundo andar serão remodelados.A previsão é de as obras terminem no final de 2013, e não se espera que o espaço suspenda as visitas. Os trabalhos vão custar cerca de 25 milhões de euros, fora impostos.

A Torre Eiffel, também conhecida como “dama de ferro”, foi construída para a exposição universal de Paris de 1889, e é hoje um dos monumentos pagos mais visitados do mundo. Em 2011 teve 7,1 milhões de visitantes, contra os cerca de 3 milhões que tinha anualmente no início dos anos de 1980.”

– Terminamos com um belo projeto sócio ambiental nas prisões brasileiras:

“Desde o mês passado, detentos do presídio de Santa Rita do Sapucaí, sul de Minas Gerais, têm ajudado a iluminar uma avenida usada pelos moradores da região para caminhadas.

Eles participam de um projeto do juiz José Henrique Mallmann,  que permite que os presos reduzam suas penas em troca de geração de energia elétrica por meio de bicicletas.

Com o apoio de comerciantes da cidade, oito presos se revezam em quatro bicicletas estáticas, localizadas no pátio do presídio. Ao final de 16 horas pedaladas, abatem um dia de pena. Cada detento pedala cerca de 6 horas por dia.

Uma polia e um alternador ajudam a transformar o esforço dos presos em energia. Dez horas acumuladas iluminam dez postes públicos por uma noite.

O colegiado do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas irá se reunir para avaliar a iniciativa.”

Fonte: Catraca Livre

Achamos que essa ideia seja muito promissora no que diz respeito a reinserção dos detentos a sociedade, e principalmente a conscientização e a mobilização por um planeta mais sustentável!

Por isso mesmo fizemos uma captação bem sucedida para realizar o filme Barreras que estará disponível em breve nas telinhas e na net… Um filme de Rafael Kalil que mostra como readaptar os detentos a sociedade por meio de arte e cultura!

Agora contamos com a ajuda de todos para atingir nossa meta financeira no projeto ambiental atualmente presente em nosso site: trata-se de um projeto que diminuirá a emissão de gazes poluentes em nossa atmosfera eme que portanto vai melhorar diretamente a qualidade do ar que se respira no sul de Portugal, e estará indiretamente ajudando o mundo a ser menos poluído!

Venha contribuir com o que puder no link seguinte: Markko Bike Messengers

A participação de todos é fundamental para que juntos possamos atingir a meta!

Obrigado pelo interesse!

 

 

 

Etiquetado , , , , , , , , , , , ,

As águas vão rolar!

É com muita alegria que escrevemos este post! Um post de agradecimento a todos aqueles que vêm contribuindo para o projeto “Ceci n’est pas de l eau”!

English: Paraty from the bay (Brazil).

English: Paraty from the bay (Brazil). (Photo credit: Wikipedia)

O projeto, que já conta com a contribuição de 16 mecenas, atingiu recentemente a barra de 62%! Algumas das contribuições foram financeiras e outras foram permutas que permitiram a diminuição do custo total do projeto por meio de trocas de serviços! A empresa Cachaça Express, especializada na venda on-line de cachaça, participou com 100 euros, por exemplo! Já em Paraty, os responsáveis pelo projeto conseguiram uma permuta relativa à hospedagem, que vai diminuir bastante os gastos previstos para a hospedagem!

Faltam 32 dias para que possamos atingir os 100% necessários! Convocamos todos os amantes da água que passarinho não toma a contribuir como for possível para este projeto! Se puder ajudar financeiramente, estará fazendo parte do sonho desses jovens realizadores, e, se tiver alguma permuta relativa a hospedagem em Minas-Gerais, transporte, material, etc., também estará ajudando muito! Lembramos que, tanto as pessoas ou entidades que contribuírem  financeiramente, quanto as pessoas ou entidades que contribuírem sob forma de permuta, receberão recompensas em troca! Se você tem uma loja que vende cachaça, se produz cachaça, se é um apreciador desse produto brasileiro, se quer simplesmente ajudar a tornar real o sonho desses realizadores, venha ajudar a divulgar e, principalmente, venha contribuir para esse projeto, que vai ajudar no marketing e na divulgação da cachaça pelo mundo todo! Basta clicar aqui!

Somente a ajuda de cada um de vocês possibilitará a realização desse projeto, que vai levar o Brasil engarrafado às telinhas dos cinemas nacionais e internacionais!

Etiquetado , , , , , , , , , ,
%d blogueiros gostam disto: