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Oncotô?

Conhece o programa Oncotô?, da TV Brasil?

logo-tv-brasil-2010“Série que aprofunda a investigação sobre os diversos caminhos da formação do Brasil, por meio do olhar do artista Jorge Mautner, e tem como destino a Região Sul do Brasil.

É o próprio músico quem conduz o telespectador nessa viagem, com a ajuda dos emissários Julia Barreto e Vicente Amorim.  São 40 episódios que mostram um Sul nunca antes visto, que vai além dos clichês e das fronteiras físicas. A linguagem do programa busca o tempo de cada pessoa entrevistada, com um olhar delicado sobre o modo de vida de cada uma delas. A estética busca o sentimento, assim como a iluminação natural de cada lugar. A partir do encontro entre a sabedoria popular e a erudita, Oncotô? – Expedição Sul’discute os momentos cruciais da formação do povo brasileiro, mostrando desde os  pelos primeiros habitantes dessas terras até às formas como se vive hoje, acentuadas pelos avanços da ciência e pelo acúmulo de histórias.”

Como Zarpante curtiu muito a série, iremos compartilhar aqui a playlist Youtube em que separamos alguns episódios para vocês

Fonte: Site oficial (demais episódios aqui)

Veja também:

O ROTEIRO DE MARTIM SOARES MORENO  conta a história de meio século de lutas pela restauração do Brasil, entre 1604 e 1654.

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Manifestar ou não manifestar: eis a questão

É sempre bom ver que alguém pensa como nós que não estamos sós no mundo, que fazemos parte de um colectivo!

Afinal, não é novidade para ninguém: juntos somos mais fortes.

Como já diziam os três mosqueteiros: “todos por um e um por todos”.

(Por isso vamos divulgar hoje um texto que encontramos na net. No entanto, falemos um pouco sobre o assunto antes.)

O crowdfunding funciona assim também: graças a colectividade! Por isso entendemos muito bem a força que tem a massa e como é importante que pessoas tenham o direito e a possibilidade de se juntarem em prol de uma ideia ou de um projeto.

No entanto, acreditamos em mobilizações conscientes e articuladas com objetivos claros e acessíveis.

Isso de dizer que a manifestação é para mudar o Brasil, que o povo saiu da letargia e quer erradicar de vez a corrupção do país, que os 20 centavos foram a gota d agua, etc, nada mais é que fazer propaganda de slogans de marketing bem pensados no sentido de “vender” a revolução. Cabe a nós cidadãos pensar e saber quem criou esses slogans, antes de sair por ai manifestando…

Quando por exemplo a Maria Bethânia  recebe um milhão de reais do MINC  para fazer um blog sobre poesia, pouco se manifesta em comparação ao caso dos transportes de ónibus. Mas para nós, isso parece um absurdo, assim como o caso de Ivete Sangalo que recebeu dinheiro público para inaugurar um hospital que desmoronou parcialmente depois…

Mas vejam bem: para manifestar contra isso é preciso que cada vez mais pessoas tenham consciência de como é utilizado o dinheiro público e de como nós podemos todos juntos incentivar uma nova forma de realizar projetos culturais e artísticos que inclua directamente o público e democratize o processo de produção cultural. Todos podem ajudar mas nem todos precisam contribuir para algo que não curtem ou para um gasto com o qual não concordam.

E para voltar ao exemplo da Bethânia, ela com certeza tem mais de um milhão de fãs no Brasil e nesse sentido poderia ter conseguido até captar mais fundos do que o milhão recebido pelo edital… Bastaria que cada fã colocasse um real ou até meio e ela teria ultrapassado essa soma.

Repensar a maneira como consumimos, como nos divertimos, como trabalhamos, criamos e divulgamos arte, como financiamos os projetos, nos parece um tema importante demais! Afinal se o povo conseguir financiar realmente seus desejos (sem depender desse ou daquele governo)  aí sim estaremos falando de uma revolução viável e sustentável!

Acreditamos sim que um dia a corrupção possa acabar mas temos que atacar a raiz de cada problema e não sair por ai gritando que a corrupção vai ser erradicada pois estamos mudando o Brasil de vez!

Coat of arms of Brazil, official version Españ...

Escudo de armas do Brasil, versão oficial (Photo credit: Wikipedia)

E para quem deseja uma “primavera brasileira”assim como aconteceu nos países árabes é importante lembrar que hoje em dia os países árabes encontram-se em condições muito piores do que as que já tinham… Que a ditadura apenas trocou de mão além de abrir uma brecha a uma anarquia violenta seguida de tremendas injustiças e desigualdades sociais. Esses países podem ter evoluído mentalmente mas na pratica, no dia a dia, está tudo pior do que era antes e digo isso porque conheço pessoas no Egipto na Tunísia e os relatos são os mesmos…

Segue abaixo o texto que encontramos na net:

por João Pedro Mello

politica@blogdacomunicacao.com.br

“Esse é um daqueles acontecimentos sobre o qual nem desejando se fica desinformado: com o aumento da passagem de ônibus – “a gota d’água” – jovens insurgiram em São Paulo e no Rio de Janeiro. As manifestações chegaram a parar a Avenida Paulista e a minha primeira reação foi a de compartilhar o sentimento majoritário da juventude brasileira acreditando que os cidadãos tinham – com o perdão do clichê – “acordado” frente aos abusos estatais: uma expressão da força física do povo e do “direito à revolução” de Thomas Jefferson, uma verdadeira primavera brasileira. A alegria durou  pouco. Quando fui convidado para os protestos em Brasília, já tinha compreendido a natureza dessa rebeldia: a população está mais adormecida do que nunca.

Minha crítica não é um conservadorismo vazio – desse reacionarismo, aliás, fico longe. Tampouco uma repulsa às depredações, o que parece ser, aliado ao “mas só por 20 centavos?”,  um dos únicos argumentos dos opositores de senso comum.

O ato de protestar em si é sempre válido, mas os protestos nem sempre. Isso quer dizer basicamente que você tem o direito de sair às ruas pelo que quiser, mas se a sua causa é a opressão de negros e homossexuais, por exemplo, você é um babaca.

A questão-chave desses protestos é que eles não são uma insurreição popular “contra a corrupção”; compõem um movimento organizado pela juventude marxista, o que é evidenciado pelas bandeiras vermelhas tremulantes da extrema esquerda. A maioria dos protestantes exige mais Estado e não sabe identificar as reais causas do problema. Mesmo aqueles que nada têm a ver com esse projeto político estão servindo de trampolim para toda essa propaganda político-partidária-ideológica. Será que ninguém notou que o mensalão e as emendas constitucionais anti-republicanas mal são citadas?

Ainda, o movimento Passe Livre é uma ficção. Querem transporte às custas do governo, parafraseando Fréderic Bastiat, se esquecendo que o governo vive às custas de todos. Adivinha quem pagaria o custo da tarifa zero? Com a desvantagem de que, uma vez financiado por impostos, não se saberia mais quanto se paga pelo transporte.

A solução para o transporte coletivo é, como para quase tudo, abertura de concorrência e desregulamentação.  Empresas caras e ruins seriam simplesmente eliminadas pela soberania dos consumidores.

Meu gosto pela rebeldia não salva as manifestações; assim como não participaria de uma passeata da direita neoconservadora, me recuso a protestar ao lado de bandeiras do PCO, do PSTU, da UNE e do PSOL. Minha causa é a liberdade. Por isso não comparecerei a nenhum protesto.”

Fonte: Blog da Comunicação

Para terminar eu diria que manifestar é  bom mais ainda melhor quando se sabe o porque. Ainda melhor se por trás existir uma estratégia clara e uma alternativa bem pensada e elaborada. Precisamos nos unir sim mas em torno de ideias positivas e realizações concretas!

Solidariedade não é sair por ai gritando slogans um ou dois dias no ano e sim ajudar no dia a dia quem você acha que realmente merece sua ajuda!

Sobre o mesmo assunto:

Violência e manifestações…

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Fernando Pessoa, Flip, Casimiro de Abreu e candidaturas ao Prémio Literário José Luís Peixoto 2013

O post de hoje vai para quem gosta de ler e de escrever!

Português: Fernando Pessoa

Português: Fernando Pessoa (Photo credit: Wikipedia)

A edição de 2013  da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) decorrerá de 3 a 7 de julho e terá uma mesa de debate que irá homenagear o poeta português Fernando Pessoa. Embora ainda sem data, o debate contará com a presença da cantora Maria Bethânia, segundo a “Folha de S. Paulo”.

Do outro lado do oceano, as candidaturas ao Prémio Literário José Luís Peixoto 2013 estão abertas até dia 30 de abril!

Este ano, na sétima edição do concurso, a modalidade será a prosa e o concurso estará aberto a jovens de nacionalidade portuguesa e ainda a naturais e/ou residentes em países de língua oficial portuguesa.

Ao concurso, de âmbito internacional, podem candidatar-se com textos inéditos cidadãos que completem 25 anos de idade até 31 de dezembro de 2013.

Premiação:
I)  1.000 € para o melhor de Ponte de Sor e 1.000 € para o melhor autor de fora
II) Publicação das obras selecionadas (50 exemplares para os autores)

Prazo: 30 de Abril de 2013

Organização:
Câmara Municipal de Ponte de Sor

Contato e Dúvidas:
bibliotecapontesor@gmail.com

Regulamento:
Regulamento do Prémio Literário “José Luís Peixoto”

Introdução

A ideia de criar este prémio literário que irá ser atribuído anualmente pela Câmara Municipal de Ponte de Sor teve, fundamentalmente, dois objectivos específicos que são, por um lado, a vontade de homenagear o autor que deu o nome ao prémio, José Luís Peixoto, natural do concelho de Ponte de Sor e, por outro, a necessidade de incentivar a criatividade literária entre os jovens, bem como o gosto pela escrita, que consideramos serem actividades essenciais para um bom desenvolvimento intelectual.

A aprovação do presente regulamento tem em vista fixar um conjunto de regras, por forma a garantir uma correcta avaliação dos trabalhos que serão apresentados no âmbito desta iniciativa.

Assim, nos termos do disposto no artigo 241.º da Constituição da República Portuguesa, tendo em vista o exercício da competência que à Câmara Municipal é conferida pela alínea b) do n.º 4 do artigo 64.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, é aprovado o presente Regulamento para vigorar na área de jurisdição do município de Ponte de Sor.

Artigo 1.º
O município de Ponte de Sor institui o Prémio Literário «José Luís Peixoto» no intuito de promover e incentivar a criação literária e o gosto pela leitura e homenagear o autor natural deste concelho.

Artigo 2.º
O Prémio Literário «José Luís Peixoto» será atribuído anualmente, até deliberação em contrário da Câmara Municipal de Ponte de Sor.

Artigo 3.º
O Prémio Literário «José Luís Peixoto» é aberto a cidadãos de nacionalidade portuguesa, e ainda a cidadãos naturais e ou residentes em países de língua oficial portuguesa.

Artigo 4.º
O Prémio Literário «José Luís Peixoto» destina-se a premiar trabalhos inéditos na(s) modalidade(s) de conto e poesia.
§ único. Os prémios serão atribuídos nos anos ímpares a conto e nos anos pares a poesia.

Artigo 5.º
Podem concorrer jovens que completem 25 anos de idade até ao dia 31 de Dezembro do ano a que respeita o prémio.

Artigo 6.º
Cada concorrente poderá apresentar um máximo de dois trabalhos.

Artigo 7.º
Os trabalhos a apresentar serão subordinados às seguintes normas:
a) O texto, ou conjunto de textos, obrigatoriamente redigido em língua portuguesa, deverá ter até 20 páginas A4, com espaçamento duplo entre as linhas e tipo de letra Times New Roman, tamanho 12, devendo ser entregues 4 cópias de cada trabalho;
b) Os originais deverão ser remetidos, sob pseudónimo, por correio registado, para a sede do município de Ponte de Sor, sita no Largo de 25 de Abril, 7400-228 Ponte de Sor, podendo, ainda, ser entregues pessoalmente na área sócio-cultural do mesmo município;
c) Juntamente com os originais, deverá ser enviado ou entregue um sobrescrito, fechado de forma a garantir a respectiva inviolabilidade, contendo no interior os dados de identificação e de residência do concorrente e ostentando, no exterior, o pseudónimo escolhido e o título do trabalho apresentado;
d) Em caso de entrega pessoal, só serão aceites os trabalhos recebidos na Câmara Municipal de Ponte de Sor até o dia 30 de Abril de 2013;
e) Em caso de envio pelo correio, só serão aceites os trabalhos expedidos até à data referida da alínea anterior, sendo a expedição comprovada pela aposição do carimbo dos serviços postais.

Artigo 8.º
Ao trabalho que, pela sua qualidade literária, mais se distinga entre os autores naturais e ou residentes no concelho de Ponte de Sor será atribuído um prémio pecuniário de 1000,00 euros.
§ único. Igual montante será atribuído ao trabalho que, nos mesmos moldes, mais se distinga, entre os autores que não sejam residentes no concelho de Ponte de Sor, nem dele naturais.

Artigo 9.º
Caberão ao município de Ponte de Sor todos os direitos sobre a primeira edição dos trabalhos premiados, comprometendo-se este a oferecer aos respectivos autores 50 exemplares, considerando-se os direitos de autor regularizados desta forma.

Artigo 10.º
Caso haja interesse por parte do município de Ponte de Sor e dos autores dos trabalhos premiados, poderão ser promovidas reedições, em condições a acordar.

Artigo 11.º
Poderão, ainda, ser editados, mediante condições a acordar, caso haja interesse por parte do município de Ponte de Sor e dos respectivos autores, os trabalhos agraciados com menções honrosas.

Artigo 12.º
A entrega dos prémios será feita em sessão pública a determinar pela Câmara Municipal de Ponte de Sor de acordo com as disponibilidades do escritor José Luís Peixoto que deverá, sempre que possível, estar presente na cerimónia.

Artigo 13.º
Os originais de trabalhos não premiados nem agraciados com menções honrosas, serão devolvidos aos respectivos autores, desde que estes solicitem a devolução no prazo de dois meses contado a partir da data da decisão final do júri.

Artigo 14.º
É obrigatória a identificação da naturalidade do participante no exterior do envelope que contém os trabalhos a concurso.
Só serão abertos os subscritos para a identificação dos autores premiados e agraciados.
Os restantes sobrescritos só serão abertos por solicitação dos autores interessados na devolução dos trabalhos, devendo, na ocasião, fazer prova da sua identidade.

Artigo 15.º
O júri terá a seguinte composição:
a) José Luís Peixoto, que presidirá;
b) Um representante da Câmara Municipal de Ponte de Sor, designado por deliberação desta;
c) Uma personalidade de reconhecida competência e idoneidade intelectual, proposta pela Câmara Municipal de Ponte de Sor, mediante deliberação desta.

Artigo 16.º
A decisão do júri será tomada no prazo de 120 dias úteis, contados a partir da data fixada para a entrega dos trabalhos.

Artigo 17.º
O júri poderá não atribuir qualquer prémio, caso considere que os trabalhos apresentados não reúnem condições de qualidade que o justifiquem.

Artigo 18.º
O júri, para além dos prémios atribuídos aos trabalhos que considerar de maior qualidade, poderá atribuir menções honrosas que, no entanto, não vincularão o município à respectiva publicação.
O júri poderá, ainda, se entender que o respectivo valor literário o justifica, atribuir prémios ex aequo.

Artigo 19.º
Os casos omissos ou as divergências na interpretação do presente regulamento serão solucionados pelo júri.

Artigo 20.º
Das decisões do júri não haverá recurso.

Artigo 21º
Vigência

A presente alteração produz os seus efeitos a partir do primeiro dia útil após a sua publicitação

Aprovado em Reunião da Câmara Municipal de Ponte de Sor a 13 de setembro de 2006 e pela Assembleia Municipal na sessão de 23 de setembro de 2006 e alterado e aprovado em Reunião da Câmara Municipal de Ponte de Sor a 29 de agosto de 2012 e pela Assembleia Municipal na sessão de 14 de dezembro de 2012.

Para terminar, que tal alguns poemas de Casimiro de Abreu disponíveis gratuitamente para download?

Baixe os arquivos em PDF e confira a lista de títulos neste link. Boa leitura.

 

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