Arquivo da tag: literatura

Astronomia na Folinha Poética!

Lembram da Folinha Poética? Hoje é o dia do texto de Henrique Moretzsohn de Andrade (Zarpante)! Vejam abaixo o poema escolhido por Mané do Café para integrar o calendário de 2012!

 

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Navegações, de Sophia de Mello Breyner (Completo)

O último episódio da série Grandes Livros tem tudo a ver com Zarpante! Trata-se do livro “Navegações”, de Sophia de Mello Breyner!

Nasceu na cidade do Porto dia 6 de novembro de 1919 e faleceu dia 2 de julho de 2004! Sophia foi uma das mais influentes portuguesas do século XX, a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.

Navegações from Companhia de Ideias on Vimeo.

Saiba mais sobre a autora no link seguinte: http://purl.pt/19841/1/index.html

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Angola Mãe Querida!

Temos o enorme prazer de anunciar o primeiro projeto angolano em nosso site! O livro “Angola Mãe Querida”, é de autoria do angolano Gregório B.T. Semedo, que neste momento, reside em Portugal!

A obra viaja pelo quotidiano de Angola após a guerra civil. Embora seja uma obra de ficção, os personagens nos permitem conhecer um pouco da realidade angolana.

“O livro Angola mãe Querida, conta a história de um jovem emigrante “Zito” que passa pelo processo de adoção de uma nova pátria contrastando com a busca e resgate de suas verdadeiras origens em Angola. O livro Angola mãe Querida toca ao de leve nos fenómenos de dispersão do povo angolano: o tráfico negreiro e a guerra civil.”

A intenção é de editar e distribuir exemplares do livro em Angola, Portugal e Cabo-Verde!

Veja aqui um trecho, e uma ilustração do livro que queremos lançar!

Praia Morena ( Quadro do próprio escritor Gregório Semedo)

Praia Morena ( Quadro do próprio escritor Gregório Semedo)

1- Praia Morena

“Ao Passarem em frente da antiga ponte cais comentam:

– Daqui partiram muitos africanos com destino a diversas partes do mundo.- Diz Zito.

– É verdade, a maioria foi com destino ao Brasil e Estados Unidos da América. No Brasil a maioria foi para trabalhar nas plantações de café e cana de açúcar.- Completa Ferreirinha.”

Vamos participar pessoal?!

Para saber mais sobre o projeto e sobre as recompensas que podem ganhar se contribuírem, acessem o link seguinte:

Projeto Angola Mãe Querida!

E para ajudar na divulgação e ficar por dentro da progressão do projeto, basta participar do  grupo facebook que criamos para reunir os interessados pelo projeto!

Grupo Facebook Angola Mãe Querida!

Zarpem nessa!

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Sinais de Fogo, de Jorge de Sena (Completo)

“Jorge Cândido de Sena (Lisboa, 2 de Novembro de 1919 — Santa Barbara, Califórnia, 4 de Junho de 1978) foi poeta, crítico, ensaísta, ficcionista, dramaturgo, tradutor e professor universitário.

Foi, possivelmente, um dos maiores intelectuais portugueses do século XX. Tem uma vasta obra de ficção, drama, ensaio e poesia, além de vasta epistolografia com figuras tutelares da história e da literatura portuguesas. O seu espólio conta com uma enorme quantidade de inéditos em permanente fase de preparação e publicação, aos cuidados da viúva, Mécia de Sena.

A sua obra de ficção mais famosa é o romance autobiográfico Sinais de Fogo, adaptado ao cinema em 1995 por Luís Filipe Rocha.” Fonte

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Mau Tempo no Canal, de Vitorino Nemésio (Completo)

No nono episódio da série Grandes Livros, a RTP2 nos fala sobre o livro  “Mau Tempo no Canal” ,de Vitorino Nemésio.

“Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva nasceu nos Açores (Ilha Terceira) a 19 de Dezembro de 1901 e faleceu em Lisboa a 20 de Fevereiro de 1978. Foi ficcionista, poeta, cronista, ensaísta, biógrafo, historiador da literatura e da cultura, jornalista, investigador, epistológrafo, filólogo e comunicador televisivo, para além de toda a actividade de docência.

Levou a cabo, na sua obra, uma transformação das tendências da Presença (que de certa forma precedeu), que garantiu a eternidade dos seus textos. Fortemente marcado pelas raízes insulares, a vida açoriana e as recordações da sua infância percorrem a obra do escritor, numa espécie de apelo, revelado pela ternura da sua inspiração popular, pela presença das coisas simples e das gentes, e pela profunda humanidade face à existência e ao sofrimento da vida humana.” Fonte

Mau Tempo no Canal from Companhia de Ideias on Vimeo.

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O Delfim, de José Cardoso Pires (Completo)

O terceiro episódio da série Grandes Livros trata da obra “O delfim” que  foi publicada em 1968 – ano que também assinala a morte política de Salazar.

JOSÉ Augusto Neves CARDOSO PIRES

JOSÉ Augusto Neves CARDOSO PIRES

JOSÉ Augusto Neves CARDOSO PIRES, (São João do Peso, 2 de Outubro de 1925 — Lisboa, 26 de Outubro de 1998) foi um escritor português.

“Considerado como um dos maiores escritores portugueses do século XX, junto com  José Saramago ou António Lobo Antunes, teve uma carreira  literária  marcada  pela inquietação e pela deambulação. Autor de dezoito livros, publicados entre 1949 e 1997, não se identifica com nenhum grupo, nem se fixa em nenhum género literário, apesar de ser considerado  como um romancista. A sua relação mais duradoura no campo literário deu-se com o movimento neorrealista português, até ao 25 de Abril de 1974, justificada pela oposição ao regime autoritário português. A inserção da sua obra no neo-realismo é, por essas razões, contraditória. Frequentou também os grupos surrealistas, no início da década de 1940. Foi influenciado pela estética de Hemingway, pela narrativa cinematográfica, o que resulta em discursos curtos e diálogos concisos. O Delfim, de 1968, é geralmente considerado a sua obra-prima, em que o narrador assume uma condição de forasteiro, aparentemente descomprometido com uma realidade anacrónica.”

Fonte: Wykipédia

Ou clique aqui para baixar o livro completo!
E abaixo o trailer do filme baseado neste livro de José Cardoso Pires!

 

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“Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto (Completo)

Neste segundo capitulo da reedição do programa Grandes Livros, produzido pela RTP2, o livro em questão é   “Peregrinação”, de Fernando Mendes Pinto!

  Fernão Mendes Pinto (Montemor-o-Velho, 1510-14 — Pragal, 8 de Julho de 1583) foi um aventureiro e explorador português. Em 2011 foi homenageado numa Moeda comemorativa de 2 euros.

Para quem quiser é possível ler o livro online porem o português é antigo então não se assustem com a ortografia da época! A leitura não é fluida porém vale a pena ver como escreviam nossos antepassados! Cliquem aqui para ler o livro online!

Veja também:

Os Lusíadas de Camões.

– A poesia do Marinheiro

– Paz no Futebol

Moeda de 2 Euros em homenagem a Fernando Mendes Pinto

Moeda de 2 Euros em homenagem a Fernando Mendes Pinto

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“Os Maias”, de Eça de Queirós (Completo)

O Magazine Cultural “Na Esquina do Tempo” começou dia 03 de Janeiro de 2012, a postar  semanalmente,  uma nova rubrica, “Grandes Livros”, uma série de documentários produzidos pela Rádio Televisão Portuguesa (RTP 2), de grande utilidade para os jovens e não só, por ser matéria de estudo e de cultura geral. Hoje “Os Maias”, do escritor Eça de Queirós.

 

José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25 de novembro de 1845 — Paris, 16 de agosto de 1900) é um dos mais importantes escritores lusos. Foi autor, entre outros romances de reconhecida importância, de Os Maias e O Crime do Padre Amaro; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX.

 

 

 

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Porque hoje é sabado…

Español: Vinicius de Moraes

Image via Wikipedia

Este é para todos os que estão em casa neste sabadão!

Um texto propício para dias como este. Pura poesia de um dos maiores poetas brasileiros: Vinicius de Moraes. Poeta e diplomata como ele mesmo se definia, ”o branco mais preto do Brasil”.

Saravah Vininha !

Escutem o Autor declamando seu poema  e leiam ao mesmo tempo o lindo texto.

Para ler nossos outros posts sobre literatura e poesia basta acessar à direita de nosso Blog a lista de categorias e escolher a categoria Nossa literatura. Por lá você encontra notícias, curiosidades e muito mais sobre literatura lusófona.

Fiquem ligados e aproveitem nossas dicas!

Dia Da Criação

I

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

II

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado.
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado.
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado.
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado.
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado.
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado.
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado.
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado.
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado.
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado.
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado.
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado.
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado.
Há um tensão inusitada
Porque hoje é sábado.
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado.
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado.
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado.
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado.
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado.
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado.
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado.
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado.
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado.
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado.
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado.
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado.
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado.
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado.
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado.
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado.
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado.
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado.

III

Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens, ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal dona do abismo, que queres como as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas em queda invisível na terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda e missa de sétimo dia,
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.

Vejam também:

– A poesia do Marinheiro

– Paz no Futebol


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