Arquivo da tag: literatura

Cabo Verde perde uma artista

Cabo Verde está de luto por ter perdido uma de suas maiores escritoras! Eis a nossa singela homenagem a Orlanda Amarílis.

– Alguns textos interessantes:

1- Identidade e gênero na diáspora

2- 2- Cais do Sodré té Salamansa: o cabo-verdiano em exílio

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Sugestões Literárias #1

Compartilhar nossas leituras é o objetivo de nossas Sugestões Literárias e começamos com um escritor angolano cuja pluma, com o perdão do trocadilho, desliza como água da fonte ao resgatar nossa raiz lusa. Com vocês, José Eduardo Agualusa e seu cativante romance “A Vida no Céu” .

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Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva / 2013

INSCRIÇÕES ABERTAS DE 12 DE MARÇO A 26 DE ABRIL DE 2013

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A Fundação Nacional de Artes e o Instituto Camões de Cooperação e da Língua Portuguesa, de Portugal, lançaram, no dia 12 de março de 2013, a sétima edição do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva.

O edital estabelece premiação no valor de 15 mil euros para o autor da obra vencedora.

Podem concorrer cidadãos brasileiros ou estrangeiros naturalizados, com um ou mais textos originais, em língua portuguesa, não editados e não encenados.

O objetivo do Prêmio é impulsionar a escrita dramática em todos os gêneros, reforçar as parcerias de desenvolvimento e cooperação cultural entre Brasil e Portugal e incentivar o surgimento de novos autores. As inscrições estarão abertas de 12 de março a 26 de abril de 2012.

Os textos brasileiros serão selecionados por uma comissão brasileira de especialistas e, as obras portuguesas, por uma comissão de Portugal. De acordo com o edital, a seleção dos projetos ocorrerá em duas etapas. Na primeira, serão escolhidos oito textos: quatro do Brasil e quatro de Portugal. A avaliação final será feita pelas duas comissões, através de uma videoconferência. Após cumprido todo o processo seletivo previsto no edital, a obra premiada será editada nos dois países.

Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva / 2013

Realização
Brasil: Fundação Nacional de Artes – Funarte
Portugal: Camões – Instituto de Cooperação e da Língua, I.P.

Mais informações: teatro@funarte.gov.br

Acesse aqui o edital

Acesse aqui ficha de inscrição

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Florbela Espanca 2013

O Município de Vila Viçosa organiza bienalmente, desde 1981, o Prémio Literário Florbela Espanca com o intuito de promover, divulgar e apoiar actividades culturais de âmbito literário e, simultaneamente, homenagear a grande poetisa calipolense.

Destinado a premiar obras literárias inéditas de expressão portuguesa, independentemente da nacionalidade do autor, o Prémio Florbela Espanca 2013 é dedicado à poesia.

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A obra premiada será editada com a chancela da autarquia, numa tiragem de 500 exemplares, e o autor receberá um prémio no valor de 2.500 euros.
Consulte aqui o Regulamento

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Fernando Pessoa, Flip, Casimiro de Abreu e candidaturas ao Prémio Literário José Luís Peixoto 2013

O post de hoje vai para quem gosta de ler e de escrever!

Português: Fernando Pessoa

Português: Fernando Pessoa (Photo credit: Wikipedia)

A edição de 2013  da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) decorrerá de 3 a 7 de julho e terá uma mesa de debate que irá homenagear o poeta português Fernando Pessoa. Embora ainda sem data, o debate contará com a presença da cantora Maria Bethânia, segundo a “Folha de S. Paulo”.

Do outro lado do oceano, as candidaturas ao Prémio Literário José Luís Peixoto 2013 estão abertas até dia 30 de abril!

Este ano, na sétima edição do concurso, a modalidade será a prosa e o concurso estará aberto a jovens de nacionalidade portuguesa e ainda a naturais e/ou residentes em países de língua oficial portuguesa.

Ao concurso, de âmbito internacional, podem candidatar-se com textos inéditos cidadãos que completem 25 anos de idade até 31 de dezembro de 2013.

Premiação:
I)  1.000 € para o melhor de Ponte de Sor e 1.000 € para o melhor autor de fora
II) Publicação das obras selecionadas (50 exemplares para os autores)

Prazo: 30 de Abril de 2013

Organização:
Câmara Municipal de Ponte de Sor

Contato e Dúvidas:
bibliotecapontesor@gmail.com

Regulamento:
Regulamento do Prémio Literário “José Luís Peixoto”

Introdução

A ideia de criar este prémio literário que irá ser atribuído anualmente pela Câmara Municipal de Ponte de Sor teve, fundamentalmente, dois objectivos específicos que são, por um lado, a vontade de homenagear o autor que deu o nome ao prémio, José Luís Peixoto, natural do concelho de Ponte de Sor e, por outro, a necessidade de incentivar a criatividade literária entre os jovens, bem como o gosto pela escrita, que consideramos serem actividades essenciais para um bom desenvolvimento intelectual.

A aprovação do presente regulamento tem em vista fixar um conjunto de regras, por forma a garantir uma correcta avaliação dos trabalhos que serão apresentados no âmbito desta iniciativa.

Assim, nos termos do disposto no artigo 241.º da Constituição da República Portuguesa, tendo em vista o exercício da competência que à Câmara Municipal é conferida pela alínea b) do n.º 4 do artigo 64.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, é aprovado o presente Regulamento para vigorar na área de jurisdição do município de Ponte de Sor.

Artigo 1.º
O município de Ponte de Sor institui o Prémio Literário «José Luís Peixoto» no intuito de promover e incentivar a criação literária e o gosto pela leitura e homenagear o autor natural deste concelho.

Artigo 2.º
O Prémio Literário «José Luís Peixoto» será atribuído anualmente, até deliberação em contrário da Câmara Municipal de Ponte de Sor.

Artigo 3.º
O Prémio Literário «José Luís Peixoto» é aberto a cidadãos de nacionalidade portuguesa, e ainda a cidadãos naturais e ou residentes em países de língua oficial portuguesa.

Artigo 4.º
O Prémio Literário «José Luís Peixoto» destina-se a premiar trabalhos inéditos na(s) modalidade(s) de conto e poesia.
§ único. Os prémios serão atribuídos nos anos ímpares a conto e nos anos pares a poesia.

Artigo 5.º
Podem concorrer jovens que completem 25 anos de idade até ao dia 31 de Dezembro do ano a que respeita o prémio.

Artigo 6.º
Cada concorrente poderá apresentar um máximo de dois trabalhos.

Artigo 7.º
Os trabalhos a apresentar serão subordinados às seguintes normas:
a) O texto, ou conjunto de textos, obrigatoriamente redigido em língua portuguesa, deverá ter até 20 páginas A4, com espaçamento duplo entre as linhas e tipo de letra Times New Roman, tamanho 12, devendo ser entregues 4 cópias de cada trabalho;
b) Os originais deverão ser remetidos, sob pseudónimo, por correio registado, para a sede do município de Ponte de Sor, sita no Largo de 25 de Abril, 7400-228 Ponte de Sor, podendo, ainda, ser entregues pessoalmente na área sócio-cultural do mesmo município;
c) Juntamente com os originais, deverá ser enviado ou entregue um sobrescrito, fechado de forma a garantir a respectiva inviolabilidade, contendo no interior os dados de identificação e de residência do concorrente e ostentando, no exterior, o pseudónimo escolhido e o título do trabalho apresentado;
d) Em caso de entrega pessoal, só serão aceites os trabalhos recebidos na Câmara Municipal de Ponte de Sor até o dia 30 de Abril de 2013;
e) Em caso de envio pelo correio, só serão aceites os trabalhos expedidos até à data referida da alínea anterior, sendo a expedição comprovada pela aposição do carimbo dos serviços postais.

Artigo 8.º
Ao trabalho que, pela sua qualidade literária, mais se distinga entre os autores naturais e ou residentes no concelho de Ponte de Sor será atribuído um prémio pecuniário de 1000,00 euros.
§ único. Igual montante será atribuído ao trabalho que, nos mesmos moldes, mais se distinga, entre os autores que não sejam residentes no concelho de Ponte de Sor, nem dele naturais.

Artigo 9.º
Caberão ao município de Ponte de Sor todos os direitos sobre a primeira edição dos trabalhos premiados, comprometendo-se este a oferecer aos respectivos autores 50 exemplares, considerando-se os direitos de autor regularizados desta forma.

Artigo 10.º
Caso haja interesse por parte do município de Ponte de Sor e dos autores dos trabalhos premiados, poderão ser promovidas reedições, em condições a acordar.

Artigo 11.º
Poderão, ainda, ser editados, mediante condições a acordar, caso haja interesse por parte do município de Ponte de Sor e dos respectivos autores, os trabalhos agraciados com menções honrosas.

Artigo 12.º
A entrega dos prémios será feita em sessão pública a determinar pela Câmara Municipal de Ponte de Sor de acordo com as disponibilidades do escritor José Luís Peixoto que deverá, sempre que possível, estar presente na cerimónia.

Artigo 13.º
Os originais de trabalhos não premiados nem agraciados com menções honrosas, serão devolvidos aos respectivos autores, desde que estes solicitem a devolução no prazo de dois meses contado a partir da data da decisão final do júri.

Artigo 14.º
É obrigatória a identificação da naturalidade do participante no exterior do envelope que contém os trabalhos a concurso.
Só serão abertos os subscritos para a identificação dos autores premiados e agraciados.
Os restantes sobrescritos só serão abertos por solicitação dos autores interessados na devolução dos trabalhos, devendo, na ocasião, fazer prova da sua identidade.

Artigo 15.º
O júri terá a seguinte composição:
a) José Luís Peixoto, que presidirá;
b) Um representante da Câmara Municipal de Ponte de Sor, designado por deliberação desta;
c) Uma personalidade de reconhecida competência e idoneidade intelectual, proposta pela Câmara Municipal de Ponte de Sor, mediante deliberação desta.

Artigo 16.º
A decisão do júri será tomada no prazo de 120 dias úteis, contados a partir da data fixada para a entrega dos trabalhos.

Artigo 17.º
O júri poderá não atribuir qualquer prémio, caso considere que os trabalhos apresentados não reúnem condições de qualidade que o justifiquem.

Artigo 18.º
O júri, para além dos prémios atribuídos aos trabalhos que considerar de maior qualidade, poderá atribuir menções honrosas que, no entanto, não vincularão o município à respectiva publicação.
O júri poderá, ainda, se entender que o respectivo valor literário o justifica, atribuir prémios ex aequo.

Artigo 19.º
Os casos omissos ou as divergências na interpretação do presente regulamento serão solucionados pelo júri.

Artigo 20.º
Das decisões do júri não haverá recurso.

Artigo 21º
Vigência

A presente alteração produz os seus efeitos a partir do primeiro dia útil após a sua publicitação

Aprovado em Reunião da Câmara Municipal de Ponte de Sor a 13 de setembro de 2006 e pela Assembleia Municipal na sessão de 23 de setembro de 2006 e alterado e aprovado em Reunião da Câmara Municipal de Ponte de Sor a 29 de agosto de 2012 e pela Assembleia Municipal na sessão de 14 de dezembro de 2012.

Para terminar, que tal alguns poemas de Casimiro de Abreu disponíveis gratuitamente para download?

Baixe os arquivos em PDF e confira a lista de títulos neste link. Boa leitura.

 

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Navegações cibernéticas

Navegando pela teia cibernética a nau Zarpante descobre e compartilha!

Nos aventuramos pelos mares engarrafados dessa rede mundial e eis o que encontramos desta vez:

5 sites para baixar imagens de capa para o Facebook.

– Biblioteca digital:

“Com mais de seis mil itens, a biblioteca digital Nuvem de Livros disponibiliza conteúdo on-line adequado a diferentes plataformas de acesso, como o PC, o tablet e o smartphone.

A rede, uma iniciativa da Vivo para seus clientes, reúne obras literárias brasileiras e internacionais, além de livros didáticos, enciclopédias, audiobooks, videoaulas e até visitas guiadas – que funcionam como introduções – ao acervo digital de diversos museus e coleções de arte, história, biologia, cinema e antropologia. Nos meses de agosto e setembro a Nuvem de Livros será gratuita. Após este período, o valor de acesso cobrado para clientes Vivo é de R$ 1,99 por semana.

A plataforma conta ainda com um espaço específico para docentes denominado “Sala do Professor”.Para ler a matéria na íntegra, clique aqui” Fonte: catraca livre

– Transcribe – simples aplicativo para a transcrição de áudios a textos

https://i1.wp.com/wwwhatsnew.com/wp-content/uploads/2012/08/Transcribe.jpg

“Transcribe é um simples aplicativo web, disponível também como aplicativo na Chrome Web Store, que nos permite realizar a transcrição de qualquer áudio para textos. Para isso combina um simples reprodutor de áudio, o qual aceita arquivos em .mp3 e em .wav, e para seu uso dispõe de uma série de simples comandos, e um campo de textos para escrevermos tudo aquilo que escutarmos na reprodução.

O aplicativo funciona sem necessidade de dispor de conexão a Internet, e também, em breve lançarão um aplicativo tanto para Android como para Iphone, para permitir as transcrições em movimento.

Se trata de uma simples ferramenta ideal para estudantes, jornalistas, ou para qualquer usuário que necessitar passar áudios a textos sem alterar vários programas para isso.” Fonte

– Escute milhões de artistas em streaming!

Enciclopédia on-line de artes visuais! (imperdível)

– 1 milhão de torrents…

“O Archive.org é talvez a melhor ONG do mundo. Além do WayBack Machine, que permite ver como sites eram no passado, hospedam muito, muito mais. São petabytes de vídeos, músicas, livros, concertos e preciosidades mil, incluindo o clássico “Viagem à Lua”, de George Melies.

Tudo isso é de domínio público, gratuito, na faixa.

Há coisas que quase ninguém viu, como este cinejornal americano de 1943 exaltando a entrada brasileira na Segunda Guerra Mundial.

Agora, além dos downloads convencionais, o Archive.org está disponibilizando parte do acervo via Bit Torrent. Se você não acha que o mundo começou em 1995, e cansou de ver memes, recomendo passar algumas horas fuçando o Archive.org. Nem que seja pelos 4.475 shows do Greateful Dead disponíveis para baixar.”

Fonte: archive.org

Mais de 10.000 vídeos educativos!

69 poemas de Casimiro de Abreu para download grátis!

10 livros de Olavo Bilac para download grátis!

– 10 sites de trocas:

Bookcrossing

“O BookCrossing é um conceito que pode ser resumido como a prática de deixar um livro num local público, para ser encontrado e lido por outro leitor, que por sua vez deverá fazer o mesmo.

www.bookcrossing.com.br

Bondsy

Rede social que permite a troca ou venda de objetos somente a amigos.

www.bondsy.com

Bora colega!

Blog que reúne maquiagens e perfumes usados ou novos para serem vendidos ou trocados.

www.boratrocarmakeup.blogspot.com.br

Buscalá

O Buscalá se divide em 4 áreas: Compra e Venda, Aluguel, Clube de Troca e Ações do Bem.

www.buscala.com.br

Descolaaí

Troque livros, cds, filmes e games com pessoas que compartilham da ideia de consumo colaborativo.

www.descolaai.com

Dois Camelos

Aplicativo para Facebook que facilita a troca de produtos entre usuários

www.doiscamelos.com.br

São Paulo Freecycle

Pessoas procurando e oferecendo coisas em uma lista de discussão que funciona por email.

www.freecycle.org/group/BR/Brazil

Troca de Livros

Nosso site funciona como uma ponte entre os leitores para que possam trocar seus livros, permitindo uma interação entre os apaixonados pela leitura.

www.trocadelivros.com.br

Trocaria

O Trocaria é uma comunidade que ajuda você a encontrar o que quer e trocar pelo que tem e não quer mais. Tudo isso de um jeito fácil, rápido e seguro. Você economiza tempo, dinheiro e ajuda o meio ambiente com uma atitude consciente.

www.trocaria.com.br

Xcambo

Troca de tudo sem gastar nenhum tostão.”

www.xcambo.com.br

Fonte: Catraca Livre

– Aplicativo permite transferência de arquivos pelo som:

“Poder transferir arquivos pelo Wi-fi ou Bluetooth usando celulares mais modernos é algo bastante comum, mas você já pensou o quão trabalhoso ou até mesmo inviável seria distribuir algo para centenas, milhares de pessoas? Pois um aplicativo gratuito que acaba de ser lançado para dispositivos iOS pode estar prestes a revolucionar a maneira como enviamos imagens, contatos, textos e URLs de um aparelho para outro.

Criado por uma empresa chamada Animal Systems, o grande diferencial do Chirp é utilizar sons para fazer essas transferências e a única coisa que precisamos fazer é abri-lo, escolher o que deverá ser compartilhado e então um som parecido com o de um pássaro (ou seria com o R2-D2?) será emitido. Os desenvolvedores admitem que no futuro podem fazer com que algo seja enviado a apenas uma pessoa, mas não é esta a intenção.

De forma resumida, tudo funciona com o sistema utilizando um protocolo de áudio e outro de rede para fazer a transferência dos dados, enviando-os para a nuvem e então gerando um código que será convertido em som e posteriormente interpretado pelo programa no dispositivo do destinatário, basicamente funcionando como um link de internet.

Embora o programa exija uma conexão com a web para funcionar, há de se dizer que é possível solicitar o envio mesmo quando estivermos offline, já que o processo será concluído assim que nos conectarmos e mesmo em ambientes com muito barulho ele compre seu papel, pois o programa foi otimizado para ouvir os tons específicos que são gerados.

Agora, se você não conseguiu imaginar uma utilização prática para o Chirp, imagine chegar a uma sala para dar uma aula e através de um único comando, conseguir compartilhar com todos os seus alunos um site com mais informações sobre uma determinada matéria ou então, um anunciante passar para os telespectadores de um programa de TV uma página especial sem precisar que eles anotem uma URL esdrúxula, já que o simples som já faria o site abrir em sus smartphones ou tablets.

Enfim, as possibilidades são enormes e embora seja difícil prever quando uma ideia se tornará padrão, acho muito provável que alguma gigante já esteja de olho na tecnologia e não me espantarei se em breve o Twitter deixar de ser o único passarinho a cantar na internet.” Fonte: MeioBit

– Melhores sites para pesquisas segmentadas na web!

 

 

 

 

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Em torno da literatura!

A nau Zarpante passeia pelos mares da literatura lusófona!

Começamos com um link para download de mais de 2000 livros: clique aqui!

Continuamos com as memorias de um revolucionário!

Morto há 45 anos, após ser capturado durante a guerrilha boliviana em 1967, Che Guevara tem suas memórias do conflito armado disponibilizadas na internet pela primeira vez.

No documento – atualizado diariamente por Che desde a sua chegada à Bolívia, em janeiro de 1967, até véspera de sua captura, em outubro do mesmo ano – o internauta encontra registros das impressões, dificuldades e preocupações vividas pelo combatente socialista enquanto comandante da Guerrilha de Ñancahuazú.Em posse do governo boliviano desde os anos 1990, o manuscrito já havia sido publicado em uma tiragem limitada de mil exemplares em 2009.

A cópia em fac-simile do diário manuscrito do revolucionário encontra-se disponível no site chebolivia.org.

Fonte: Revista Cult

Em seguida descobrimos um pouco da Felicidade Clandestina com Clarice Lispector:
Felicidade Clandestina-x

Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector

“Felicidade Clandestina é um livro com 25 contos e crônicas de Clarice Lispector, lançado pelas editoras Rocco e Nova Fronteira, com várias edições e capas. Neste post, especificamente, quero falar do texto que dá nome ao livro: Felicidade Clandestina. Se você ainda não o conhece, leia e depois volte, pois há spoiler nos próximos parágrafos.

Clarice Lispector me impressiona desde sempre. Cada vez que conheço mais de sua obra, sinto mais admiração pela escritora que tão bem usou a língua portuguesa para criar uma arte única, singular e especial. E ressalto, quando me refiro a conhecer Clarice não é ler frases no Facebook e afins que não revelam a escritora, é ler os seus livros, verdadeiramente. E a partir dessas leituras, afirmo que, para mim – no meu pequeno mundo literário – não há escritora brasileira que supere Clarice, ela está no topo.

No pequeno texto chamado Felicidade Clandestina, a personagem principal é a narradora, uma menina, que adora ler e conhece na escola uma outra menina que tem muitos livros, pois o pai é dono de uma livraria.

Mas o que poderia ser uma amizade singela, se transforma em crueldade, que brinca com sentimentos fortes, a paixão e o desejo.

A primeira frase define muito o que o texto promete revelar: “Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.”

Reparem que Clarice Lispector é objetiva. Neste conto não importa o cenário e sim as características da primeira personagem, uma menina gorda, ruiva e, praticamente, dona de uma livraria. E como também é sutilmente informado, a menina sempre tem o bolso cheio de balas, que é explicado nos próximos parágrafos: “Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho.” A imagem dessa garota é a personificação do egoísmo, como indica o bolso cheia de balas e também o que fica provado no decorrer do conto.

A narradora, ainda comprometida com sua própria ingenuidade vai, diariamente, à casa da menina ruiva para conseguir o empréstimo de um livro. A menina ruiva, provando sua característica perversa diz, todos os dias, uma mentira nova a cerca do paradeiro do livro: emprestou para um; para outro; há minutos atrás o livro estava aqui, você que se atrasou. E cada vez que o livro não pode ser emprestado, alimenta a esperança de felicidade da menina boa e na mesma proporção que a menina má se enche de orgulho de sua própria perversidade. Até o dia que a mãe vê a atitude da filha e, por fim revela que o livro sempre esteve lá, e o entrega à menina apaixonada pelo livro.

É neste ponto, por este motivo, que surge a famosa frase de Clarice Lispector “Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante”. Reparem no contexto da frase. O livro, para a menina boa é como a conquista de seu primeiro amor, seu primeiro amante, que só foi possível pela esperança de adquiri-lo. Um sentimento tão forte de conquista que a deixa sem coragem de ler o livro.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Vejam como Clarice consegue misturar assuntos inusitados num mesmo conto. Neste, temos a perversão, a paixão, a maldade, o desejo… tudo junto e, se um ser comum (como nós) fosse escrever sobre esses assuntos, jamais sairia algo próximo ao que Clarice conseguiu fazer. Pois se penso em perversão, maldade, desejo e paixão, imagino uma história picante, “para adultos”. Mas então vem Clarice e PLAFT! Dá um tapa na cara e diz: “é assim que se escreve!””

Fonte.

Prepare um café e leia também:

  1. Água Viva, de Clarice Lispector
  2. A Maçã no Escuro, de Clarice Lispector
  3. O profundo mergulho de Clarice Lispector
  4. Clarice Lispector, um blog
  5. A minha Clarice Lispector não canta Michel Teló

– Sobre literatura angolana:

Obras de autores angolanos estão traduzidas para alemão

António Gonçalves tem obra traduzida
Fotografia: José Cola

Texto e foto: Jornal de Angola

A União dos Escritores Angolanos (UEA) anunciou ontem, em Luanda, que seis autores angolanos têm obras traduzidas em alemão que, numa primeira fase, estão disponíveis no site www.poetenladen.de/pitangas/einleitung-angola.htm.
A UEA refere numa nota que as obras são dos poetas Agostinho Neto, Zetho Cunha Gonçalves, José Luís Mendonça, António Gonçalves e dos prosadores Sónia Gomes, Tazuary Nkeita e Carmo Neto.
O projecto de tradução de textos de autores angolanos para alemão é de iniciativa da UEA e da Alemanha Universidade Humboldt de Berlim, por intermédio de Ineke Phaf-Reno Berger, que em Outubro vem a Angola. A vinda ao país de Ineke Phaf-Reno Berger, refere o documento, destina-se a manter contactos com obras de escritores angolanos.
Ineke Berger vem acompanhada de cinco estudantes universitários interessados no estudo e divulgação da literatura angolana. Os temas seleccionados dos seis autores angolanos abordam questões ligadas à guerrilha, diversidade cultural angolana, juventude e autores.”
– Para os que gostam de pimenta, Livro desvenda noite de sexo de Ronaldo em Camp Nou:
“De acordo com o livro ´De Puertas Adentro`, que retrata os 113 anos de história do Barcelona, Ronaldo, avançado que representou a equipa catalã na época 1996/97, manteve relações sexuais em pleno Camp Nou.Na altura com apenas 20 anos, o jovem jogador brasileiro, que chegara à Catalunha proveniente do PSV Eindhoven, foi apanhado em flagrante nos balneários do estádio, depois de ter regressado do jantar na companhia de duas mulheres.

«Vendo que o jogador demorava a sair, o segurança começou a ficar preocupado. Decidiu então ver se Ronaldo tinha problemas. O carro estava vazio no estacionamento. Acreditando que o jogador tinha entrado no estádio para mostrar os balneários às duas mulheres, teve uma surpresa gigante quando encontrou os três fazendo sexo num dos sofás», lê-se na obra do jornalista Lluís Lainz.

Josep Lluiz Núñez, presidente do Barcelona à data dos alegados factos, desvalorizou o comportamento do jogador.

«Não vê que ele é um garoto de 20 anos e que está na idade de se divertir?», terá dito ao segurança.”

– Obras de Lília Momplé têm marcas de moçambicanidade:
“AS obras que a escritora moçambicana Lília Momplé escreveu marcam profundamente a literatura moçambicana, podendo encontrar-se nelas uma verdadeira galeria de retratos vivos do país que fomos, somos, e, quiçá, do que seremos.

Maputo, Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2012:: Notícias

Esta é visão de Paulo Muxanga, Presidente do Conselho de Administração da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), entidade patrocinadora do Grande Prémio de Literatura José Craveirinha, que desta vez coube àquela escritora, isto referente à edição de 2011. O valor pecuniário da distinção é de 25 mil dólares (cerca de 700 mil meticais).

Nas suas obras” Ninguém matou Suhura”,”Neighbours “e “ Os olhos da cobra verde “ há todo um mundo que foi recriado pela imaginação da escritora Lília Momplé, que capta com fidelidade aquilo que verdadeiramente fomos e somos, e que nos define como povo.

“Estas obras dão-nos também a oportunidade de interpretar com profundidade uma teia de sentimentos, no interior dos quais se processa o relacionamento entre pessoas e se cimenta a coesão social. Para nós, é aí que reside o segredo da arte, em particular da literatura”, refere a nossa fonte.

Na leitura da acta da deliberação que lhe atribuiu o Prémio, o júri considera Líllia Momplé uma figura literária regular na sua carreira e com presença contínua e prolongada na vida literária nacional. O júri considerou ainda Lília Momplé, um dos esteios do edifício literário, profissional e intelectual nacional.

“De facto, a obra de Lília Momplé fala por si e não nos deixa dúvidas de que estamos perante uma carreira literária que merece o respeito e admiração de todos nós”, diz, e sublinha: “Faço votos de que o Prémio que hoje lhe entregamos, além de ser uma justa e merecida prova de reconhecimento, seja também um estímulo para que a autora prossiga o seu trabalho e continue a produzir obras tão inspiradas como aquelas que publicou até aqui.”

Para ele, Lília Momplé, que é um dos nomes mais candentes da geração de escritores nacionalistas moçambicanos, do alto da cátedra dos seus dons de escrita e abundante experiência, é uma referência obrigatória na nossa literatura e fonte inspiradora de escritores do passado recente, do presente vibrante e, sobretudo, é certamente um dos faróis que com grande resplendor, ilumina e infunde as novas gerações de escritores.” Fonte

 

– Para terminar: fique ligado! Doe livros e promova a leitura em sua comunidade:

Por Blog Acesso

O blog Acesso comemora o Dia Nacional da Leitura, dia 12 de outubro, com uma campanha para incentivar a doação de livros. Bibliotecas públicas, de escolas, populares e comunitárias, além de organizações não governamentais e projetos sociais, podem receber seus livros usados e em bom estado e, com eles, promover a leitura e formar novos leitores.

Veja, abaixo, uma lista de instituições ou programas que poderão receber sua doação de livros em diferentes estados do Brasil. Por serem muitas as bibliotecas e projetos de incentivo à leitura no país, a lista é ilustrativa e não esgota todas as opções de locais de doação de livros. Por isso, o Acesso convida seus leitores para, além de doar, compartilhar, nos comentários deste post, informações sobre espaços para a doação de livros em qualquer cidade brasileira.

Arca das Letras
O Programa Arca das Letras, do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, já implantou mais de nove mil bibliotecas rurais em todo o país e conta com mais de dois milhões de livros, todos obtidos por meio de doações. O programa promove a leitura em comunidades de agricultores, assentados da reforma agrária, pescadores, quilombolas, indígenas e populações ribeirinhas. Para doar, entre em contato escrevendo para arcadasletras@mda.gov.br.
Veja como doar: http://www.territoriosdacidadania.gov.br/dotlrn/clubs/arcadasletras/one-community?page_num=0

Bibliotecas Públicas
Para doar livros para bibliotecas de sua cidade ou estado basta entrar em contato com as respectivas secretarias de Cultura. Em geral, as doações podem ser feitas diretamente para as bibliotecas, onde é feita a seleção do material doado. Em alguns casos, é possível agendar a retirada dos livros por uma equipe da biblioteca.
Veja como doar: Para o sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo, para Bibliotecas Populares da cidade do Rio de Janeiro, para o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Ceará, para o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Pará, entre outros.

Bicicloteca
A Bicicloteca, idealizada por Robson Mendonça, ex-morador de rua, nasceu da necessidade de o Movimento Estadual de População em Situação de Rua encontrar uma forma de levar livros aos moradores de rua ou a qualquer pessoa que passe pelo Centro de São Paulo.
Veja como doar: http://biciclotecas.wordpress.com/doacao-de-livros/

CIRANDAR – Centro de Integração de Redes Sociais e Culturas Locais
A ONG sediada em Porto Alegre procura por livros de Literatura, livros infantis e juvenis e livros sobre Artes, Educação, Ciências Sociais e Direitos Humanos. As doações são recolhidas para o Projeto Redes de Leitura, que promove a ampliação do acervo de bibliotecas comunitárias na capital gaúcha.
Veja como doar: http://cirandar.wordpress.com/doacao-de-livros/

Diretoria Penitenciária do Mato Grosso do Sul
A Diretoria Penitenciária do Mato Grosso do Sul arrecada livros para ampliar o acervo das bibliotecas carcerárias do estado, promovendo a leitura entre os detentos para sua ressocialização.
Veja como doar: Entre em contato com a Diretoria de Assistência Penitenciária pelo telefone (67) 3313-8005 ou escreva para educação@agepen.ms.gov.br.

Salve Jorge! e Ponto de Contato
A Salve Jorge! e o Ponto de Contato estão promovendo campanha de arrecadação de livros, que serão encaminhados para instituições que atuam na área da leitura e da educação.
Veja como doar: Deixe seus livros no ponto de coleta, no 3º andar da Galeria Ouro Fino, que fica na Rua Augusta, 2690, em São Paulo. Mais informações pelo e-mail salvejorge@salvejorgeconteudo.com.br.

Releitura – Bibliotecas Comunitárias em Rede
A rede reúne bibliotecas e espaços de leitura de Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. São espaços de leitura geridos pelas próprias comunidades, que têm como princípio fundamental a participação do público. Os contatos de cada biblioteca que faz parte da rede encontram-se no site.
Veja como doar: http://rededebibliotecascomunitarias.wordpress.com/

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Literatura moçambicana!

Noémia de Sousa

Noémia de Sousa

Noémia de Sousa

 “Escritora moçambicana, Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares nasceu a 20 de Setembro de 1926, em Lourenço Marques (hoje Maputo), Moçambique. O seu trabalho poético continua por publicar em livro. Poetiza que, numa espécie de postura predestinada, desembaraçando-se das normas tradicionais europeias, de 1949 a 1952 escreve dezenas de poemas, estando muitos deles dispersos pela imprensa moçambicana e estrangeira.

Com apenas 22 anos de idade, surge na senda literária moçambicana num impulso encantatório, gritando o seu verbo impetuoso, objectivo e generoso, vincado (bem fundo) na alma do seu povo, da sua cultura, da sua consciência social, revelando um talento invulgar e uma coragem impressionante.
Mestiça, revela ser marcada por uma profunda experiência, em grande parte por via dessa mesma circunstância de ser mestiça. A sua poesia, desde logo, se mostrou “cheia” da “certeza radiosa” de uma esperança, a esperança dos humilhados, que é sempre a da sua libertação.
Toda a sua produção é marcada pela presença constante das raízes profundamente africanas, abrindo os caminhos da exaltação da Mãe-África, da glorificação dos valores africanos, do protesto e da denúncia.
Poesia de forte impacto social, acusatória, a sua linguagem recorre estilisticamente à ressonância verbal, ao encadeamento de significantes sonoros ásperos, à utilização de palavras que transportam o “grito inchado” de esperança.
Noémia de Sousa, como autêntica pioneira da Literatura Moçambicana (como assim sempre foi considerada) preconiza – no seu percurso literário – a revolução como único meio de modificar as estruturas sociais que assolam a terra moçambicana.
Sempre, e desde muito cedo, pretendeu que o seu povo avançasse uno, em colectivo, em direcção a um futuro que alterasse os eixos em que se fundamentava a atitude do homem, mas sem nunca fazer a apologia da desumanização. Afirma-se, acima de tudo, africana e aposta fortemente na divulgação dos valores culturais moçambicanos.
As propostas essenciais da sua expressão literária vão do desencanto quotidiano, de uma certa amargura, de uma certa raiva, até ao grito dorido, até ao orgulho racial, até ao protesto altivo que contém a pulsão danada contra cinco séculos de humilhação.
A grande base do texto de Noémia de Sousa está centrada na eterna dicotomia “nós/outros” – “nós”, os perfeitamente africanos; os “outros”, as gentes estranhas, os que chegaram a África, os colonizadores. Assim, estes são, sem dúvida, os dois grandes temas da poesia de Noémia de Sousa: se por um lado temos a contínua denúncia da total incompreensão por parte do colonizador, que apenas capta a superficialidade dos rituais, não compreendendo o âmago de África, demonstrando, desta forma, uma visão plenamente distorcida, por outro lado lança-nos em poemas de elogio aberto à raça negra, gritando bem alto e de forma plenamente perceptível que a presença do colonizador em África é sinónimo de força que apenas veio denegrir a imagem daquela terra.
Noémia de Sousa fala do orgulho de pertencer a África por parte dos africanos. E por esse mesmo motivo vem afirmar que terão obrigatoriamente de ser os filhos a cantar essa sua mãe-terra (que tanto amam e sentem) – e cantar África tinha forçosamente que ser entendido por oposição à maneira de cantar do colonizador.
Nos seus poemas, o “eu” de Noémia de Sousa é entendido como um “colectivo”, um povo inteiro que quer ter palavra – o povo moçambicano. Desta forma, a poetiza assume-se como porta-voz daquele povo que é o seu e, dirigindo-se à terra-mãe que os acolhe e protege, ora canta a sua vida, ora lhe pede perdão pela alienação demonstrada ao longo de tanto tempo, ora (mesmo) lhe promete a rápida e definitiva devolução do seu direito a uma vida própria, autêntica.
Apesar de breve, porém prolífera, passagem de Noémia de Sousa pelo panorama da literatura moçambicana, a qualidade dos seus textos não deixou, jamais, de ser reconhecida e admirada.”
Recolha de: Eduardo Quive

FONTE: Plural Editores
Fonte: Kuphaluxa

ALGUNS POEMAS DA AUTORA:

 

SE ME QUISERES CONHECER

Para Antero
Se me quiseres conhecer,
estuda com olhos bem de ver
esse pedaço de pau preto
que um desconhecido irmão maconde
de mãos inspiradas
talhou e trabalhou
em terras distantes lá do Norte.
Ah, essa sou eu:
órbitas vazias no desespero de possuir vida,
boca rasgada em feridas de angústia,
mãos enormes, espalmadas,
erguendo-se em jeito de quem implora e ameaça,
corpo tatuado de feridas visíveis e invisíveis
pelos chicotes da escravatura…
Torturada e magnífica,
altiva e mística,
África da cabeça aos pés,
– ah, essa sou eu
Se quiseres compreender-me
vem debruçar-te sobre minha alma de África,
nos gemidos dos negros no cais
nos batuques frenéticos dos muchopes
na rebeldia dos machanganas
na estranha melancolia se evolando
duma canção nativa, noite dentro…
E nada mais perguntes,
se é que me queres conhecer…
Que não sou mais que um búzio de carne,
onde a revolta de África congelou
seu grito inchado de esperança.
BAYETE
para Rui Knopfli
Ergueste uma capela e ensinaste-me a temer a Deus e a ti.
Vendeste-me o algodão da minha machamba
pelo dobro do preço por que mo compraste,
estabeleceste-me tuas leis
e minha linha de conduta foi por ti traçada.
Construíste calabouços
para lá me encerrares quando não te pagar os impostos,
deixaste morrer de fome meus filhos e meus irmãos,
e fizeste-me trabalhar dia após dia, nas tuas concessões.
Nunca me construíste uma escola, um hospital,
nunca me deste milho ou mandioca para os anos de fome.
E prostituíste minhas irmãs,
e as deportaste para S. Tomé…
– Depois de tudo isto,
não achas demasiado exigir-me que baixe a lança e o escudo
e, de rojo, grite à capulana vermelha e verde
que me colocaste à frente dos olhos: BAYETE?
JUSTIFICAÇÃO
Se o nosso canto negro é simultaneamente
baço e ameaçador como o mar
em noites de calmaria;
se a nossa voz é rouca e agreste
só se abrindo em gritos de rebeldia;
se é ao mesmo tempo amarga e doce a nossa poesia
como suco de nhantsumas silvestres;
se é encovado e profundo o nosso olhar
rasgando-se impávido à luz do dia;
se são disformes e gretados nossos pés espalmados
de trilhar caminhos ingratos;
se a nossa alma se fechou para a alegria
e só dá hospedagem ao ódio e à revolta
– não nos culpes a nós, irmão vindo das ruas da cidade.
Que entre nós e o sol se interpuseram
grades feias de escravidão,
grades negras e cerradas a impedir-nos de tostar
de verdadeira felicidade,
Mas ai, irmão vindo das ruas da cidade!
Nosso firme sentido de justiça, nossa indómita vontade a nascer
nossa miséria comum vestida de sacas rotas e imundas,
nossa própria escravidão
serão o calor e o maçarico que fundirão
para sempre as grossas colunas que nos zebravam a vida inteira
e lhe arrancaram todo o jeito doce e inexprimível de vida.

 

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148 Poemas!

Eduardo da Rocha Vieira, nasceu e foi criado na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, Brasil.

Eduardo da Rocha Vieira

Eduardo da Rocha Vieira

O jovem de 21 anos quer lançar um livro digital de poemas, com 148 poemas sobre diversos temas: política, religião, amor…

Depois que tiver sido produzido, o livro será vendido pelo módico valor de dois Reais!

Por isso, estão incluídos no valor do projeto, os fundos necessários para criar uma plataforma que servirá para efetuar a venda do livro digitalmente!

Todos os poemas são da autoria deste jovem que gostaria de mostrar ao mundo suas palavras! . Os profissionais envolvidos no projeto são:

Paula Basei, diagramadora, https://twitter.com/paulabasei

Vibe Mídia, criar o site, http://vibemidia.com

Veja abaixo alguns dos poemas:

Poema 23

Povo brasileiro guerreiro da mata que saiu da floresta e agora se mata
sem mata,
é povo com o poder de mudar e muda para se foder, guiado por governantes cegos indo e indo
se perder.

Poema 11 Namorados 2

Com a vida eu
vou na tentação
do coração

que manda amar
sem tripudiar
e pede entrega,

a mente manda
entregar
dois terços de paixão
um terço sedução
três terços inteiros
em emoção.

Poema — olhos da minha mulher

mulher dos olhos de mel
há abelhas dentro de tua cabeça
e flores na minha mão

de urso

mulher dos olhos de mar
há fonte da vida no teu pensar
mergulho profundo

alentar

mulher dos olhos de mata
que ar puro teu falar
quero sorver, respirar

aventura.

Gostou?
Então acesse o link seguinte para saber mais sobre o projeto e/ou para participar: 148 Poemas.

Para ajudar a divulgar o trabalho desse jovem a procura de espaço para sua obra no mundo da literatura,você pode contribuir com 10 euros e receberá o livro digital em sua caixa de e-mail, além de poder divulgar seu blogue ou site em uma página de agradecimento. Ou você pode contribuir com 50 euros e colocar a logomarca de sua instituição na página de apoio cultural.
Agradecemos em nome do autor!
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Vale compartilhar!

Que tal começar a sua semana curtindo algumas dicas que encontramos surfando pela net?

  Começamos por um  clip para quem está voltando de férias ou quem não as teve!

Os portugueses “L” com o ”Férias à Pobre”, descrevendo o verão daqueles que têm pouco recursos para poderem ter férias luxuosas.

 Em seguida vamos com três livros do autor Suzo Bianco gratuitamente e legalmente disponíveis na net:

Uma dica do Blog Ebook Gratis!

Capa Estranhos poemas do Sr. Rumpel 01 e1346633229598 [Contos] Três Livros de Suzo Bianco

“Suzo Bianconascido em 26 de Outubro de 1978 em Belo Horizonte/MG radicado em São Paulo-SP. Formado em Letras, é autor de livros, de ficção e poema, publicado em sites de publicações no formato e-book, podendo ser algumas dessas obras adquiridas gratuitamente, também é mantenedor de blogs de poesia e ‘graphic novel’.” Fonte

Para quem quiser assistir a shows gratuitamente pelo computador:

iTunes Festival garante grandes shows pela internet durante o mês de setembro!

Neste mês, Londres recebe no Roundhouse grandes artistas como Jack White, One Direction,The Killers, Noel Gallagher, One Republic, Muse, Norah Jones,…

Quem não puder estar presente, poderá se conectar através do iTunes Festival (que disponibiliza 30 shows imperdíveis durante este  mês), e assistir as apresentações ao vivo pela telinha de seu computador! Acesse o iTunes e cadastre-se para ver os shows que preferir! Se estiver passeando pela cidade e ainda assim quiser curtir o evento, baixe o aplicativo para IOS e assista no seu smartphone.

Saiba em seguida como criar sua loja virtual gratuitamente:

Números oficiais demonstram que só no primeiro semestre de 2012, o comércio eletrônico ou e-commerce já rendeu mais de 10 bilhões de reais. E o número de pessoas que compram pela internet não para de crescer.

Baseados nesses números animadores do comércio eletrônico, o Sebrae e o Mercado Livre lançaram uma ferramenta gratuita para o desenvolvimento de lojas virtuais para micro e pequenos empreendedores.

A plataforma foi batizada de “Primeiro E-Commerce” e permitirá que qualquer empresário tire do papel seu projeto virtual, muitas vezes engavetado pelos custos da operação e também pela falta de conhecimento.

E se você sempre sonhou em abrir seu próprio negócio online, não pode deixar de aproveitar essa oportunidade.

Para começar a utilizar o serviço é muito simples:

1) CADASTRE-SE NO PROGRAMA: Clique em “Crie sua loja” e preencha com os dados solicitados.
2) INFORME OS DADOS DO SEU NEGÓCIO: Informe dados do seu negócio e receba a assessoria adequada.
3) CRIE SUA LOJA VIRTUAL: Você será direcionado para criação da sua loja. Crie login, senha e comece a personalização.
4) PRONTO, COMECE A VENDER: Agora seja um empreendedor de sucesso.

Terminamos com Intelektu e seu primeiro disco:

Clique na imagem e baixe o primeiro álbum do Mc angolano!

 

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