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Sugestões Literárias #1

Compartilhar nossas leituras é o objetivo de nossas Sugestões Literárias e começamos com um escritor angolano cuja pluma, com o perdão do trocadilho, desliza como água da fonte ao resgatar nossa raiz lusa. Com vocês, José Eduardo Agualusa e seu cativante romance “A Vida no Céu” .

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Gosta de ler?

Presentinhos para quem gosta de ler:

Cunha - São Paulo

Cunha – São Paulo (Photo credit: Tadeu Pereira (Ted))

7 livros de Euclides da Cunha para download grátis:

“Euclides Rodrigues da Cunha (1866 – 1909), conhecido comummente como Euclides da Cunha, foi um escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador, geógrafo, poeta e engenheiro brasileiro que ficou conhecido na literatura pelo seu livro “Os Sertões”, relato jornalístico da Guerra de Canudos.

Depois de perder a mãe, aos três anos de idade, Euclides passa a viver com a família e mais tarde ingressa no Exército, de onde é expulso posteriormente por expressar os seus ideais republicanos. Anos depois Euclides é reintegrado, com a proclamação da República.

Durante a fase inicial da Guerra de Canudos o autor escreve dois artigos intitulados “A nossa Vendeia” que lhe rendem um convide do jornal O Estado de S. Paulo para presenciar o final do conflito como correspondente de guerra.

Euclides, no entanto, deixa Canudos quatro dias antes do fim da guerra, não chegando a presenciar o desenlace do conflito. O material coletado durante sua estadia na comunidade, entretanto, foi suficiente para, durante cinco anos, elaborar “Os Serões: campanha de Canudos”, publicado no ano de 1902.

A obra se divide em três partes: A terra, O homem e A luta e nelas o autor analisa as características geológicas, botânicas, zoológicas e hidrográficas da região, bem como a vida, os costumes e a religiosidade sertaneja. O livro narra, ainda, os fatos ocorridos nas quatro expedições enviadas ao arraial liderado por Antônio Conselheiro, líder da revolta.

A publicação rendeu a Euclides da Cunha, inclusive, uma vaga para a ABL (Academia Brasileira de Letras). O escritor foi eleito em 21 de setembro de 1903 para a cadeira 7 da ABL, na sucessão de Valentim Magalhães e recebido em 1906 pelo acadêmico Sílvio Romero. Graças à obra, Euclides conseguiu também uma vaga para o IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro).”

Fonte: Universia

Baixe grátis 7 obras de Euclides da Cunha, famoso escritor de Os Sertões:

1. » À Margem da História

2. » Canudos e Outros Temas

3. » Os Sertões

4. » Contrastes e Confrontos

5. » Ondas e Outros Poemas Esparsos

6. » Peru versus Bolívia

7. » Um Paraíso Perdido

Mais de um milhão de livros grátis para baixar:

O Open Library disponibiliza mais de um milhão de obras em cerca de 50 idiomas para download ou leitura on-line nos formatos PDF, ePub, Plain text, DAISY, ePub, MOBI e DjVu.

No acervo, é possível encontrar desde clássicos como “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carrol, “Macbeth” de William Shakespeare e “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes a publicações históricas de museus, universidades, instituições religiosas, além de textos jurídicos.

Desenvolvido sem fins lucrativos pela Internet Archive, a ideia é que o software funcione como uma rede aberta em que os usuários adicionem livros, programem e colaborem com a revisão. Mais de 20 milhões de títulos já foram catalogados e o objetivo é que todas as obras publicadas ao redor do mundo estejam no catálogo digitalizadas. Para baixar ou ler online não é necessário cadastro.

Acesse o Open Library

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Compartilhando textos

Quer ler? Está sem ideias?

Sugerimos os três textos seguintes:

– O primeiro texto é uma entrevista de Stela Barbieri para o Blog Acesso:

“Segundo dados do IBGE apontados pelo Ministério da Cultura – MinC, 92% dos brasileiros nunca frequentaram museus e 93% nunca foram a exposições de arte. Tal é a dimensão do desafio dos programas educativos de museus e exposições cujo papel, para além da formação de público, é aproximar as pessoas do universo da arte.

Para Stela Barbieri, curadora do Educativo Bienal, da Bienal de São Paulo, o acesso à arte está totalmente ligado à cidadania. Segundo ela, a arte, presente no cotidiano de todas as pessoas, é imprescindível para a construção de uma sociedade mais justa; e é sobre isso que a arte contemporânea fala: nosso tempo e nossas urgências. Confira, abaixo, a entrevista concedida por Barbieri ao Acesso.

Acesso – As estatísticas mostram um público afastado de museus e exposições. Qual seria o papel dos educativos na tarefa de reverter esse quadro?
Stela Barbieri – O papel dos educativos das instituições culturais é, justamente, aproximar as pessoas do universo da arte, enfatizando, principalmente, a formação de professores e educadores sociais, profissionais que efetivamente atuam no ensino da arte. Esses educadores são os grandes responsáveis por levar a arte à escola. Produzimos conteúdo, materiais educativos, encontros de formação, temos a intenção de dar subsídios para que esses educadores possam atuar. Infelizmente, nas escolas, há pouco material disponível para pesquisa sobre arte. Porém, não cabe apenas aos educativos das instituições culturais a produção de material gratuito sobre arte e, mais especificamente, como é o nosso caso, sobre arte contemporânea. Acredito que, como um todo, a educação precisa ser valorizada e a percepção de que a arte está diretamente vinculada ao nosso cotidiano é imprescindível para a construção de uma sociedade mais justa.

Acesso – Por isso, a arte é imprescindível, também, na própria educação?
S. B. – O artista e educador Robert Filliou, que tem algumas obras expostas na 30ª Bienal, falava que a arte é o que faz a vida ser mais interessante que a arte. Acho que ele tem razão: a arte nos sensibiliza para a vida, nos faz prestar atenção às filigranas, aos pequenos detalhes, àquilo que pode tantas vezes passar despercebido. Isso acontece com todos, indivíduos e grupos: olhar para a arte, conversar sobre o que ela desperta em cada um de nós e ao nosso redor, nos dá a possibilidade de perceber outras formas de atuação.

Acesso – Qual a importância da formação de professores e educadores sociais?
S. B. – A relação com os professores e educadores sociais é importantíssima, pois são eles que levam a arte à escola no dia a dia. Gostaríamos de poder visitar todas as escolas e ONGs, mas isso não é viável, então, por meio de seus professores e educadores, estamos conseguindo estar cada vez mais próximos de um maior número de escolas e organizações. A intenção da Bienal é estar em vivo contato e é durante as formações, seminários ou durante a própria exposição, nas visitas, que acontece o olho no olho, o encontro, por meio do diálogo e da experiência. Acreditamos que essa troca é o mais importante, porque é nosso desejo que as crianças, os adolescentes, os adultos, os idosos, todas as pessoas com quem esses professores e educadores trabalham, sejam tocadas de alguma forma.

Acesso – Quais os desafios de fazer a curadoria do educativo de uma mostra como a Bienal de São Paulo? Existe a preocupação de desmitificar a arte contemporânea como linguagem pouco acessível ou difícil?
S. B. – Acredito que esse é o grande desafio: tentar aproximar as pessoas da arte contemporânea e, de certa forma, desmitificá-la. Ela fala de nosso tempo, de nossas urgências. Os artistas discutem as mesmas coisas que todos nós, aquilo que vivemos, nosso cotidiano e, ainda assim, isso é visto como algo difícil, complicado. Nossa intenção é aproximar, é colaborar de alguma forma para que as pessoas tenham acesso e possam ser tocadas pelas poéticas dos artistas em conexão com suas próprias vidas e experiências. Tentamos sempre fazer essa relação entre a arte e a vida: ao falar de arte contemporânea, estamos falando de memórias, de experiências, de alegrias, de tristezas, daquilo que faz parte da vida de todos e de cada um.

Acesso – E como o acesso à linguagem se traduz em acesso à cidadania?
S. B. – O acesso à arte está totalmente ligado à cidadania. Conhecer a cidade, suas instituições culturais e espaços é fundamental para qualquer cidadão. Às vezes, recebemos crianças, jovens e adultos que nunca estiveram no Parque do Ibirapuera ou mesmo em um museu da cidade. Fazemos um grande movimento para que o maior número de pessoas possível venha à Bienal, tenha contato com os trabalhos, e nos colocamos à disposição para conversar sobre eles, seja durante a visita ou antes da abertura da exposição, nos Encontros de Formação.

Acesso – Como funcionam os encontros e visitas orientadas?
S. B. – Este ano, atendemos mais de 18 mil pessoas nesses encontros e temos agendadas, até o momento, visitas para 150 mil alunos. Atendemos todos os públicos, falamos com todos aqueles que demonstram qualquer interesse em conversar conosco: falamos sobre arte, com arte. Nas visitas orientadas, os alunos são organizados em grupos de 20.

Acesso – Qual é a principal função desses encontros e visitas?
S. B. – Os encontros e visitas são meios para refletir sobre a vida e a arte contemporânea, a partir das obras, artistas e conceitos, o que também possibilita às pessoas uma aproximação maior com o que pensam e com o que outros pensam, com modos de vida, crenças, dogmas, saberes e não saberes, enfim, com tudo aquilo que faz de cada pessoa um indivíduo particular e único.”

Bernardo Vianna / blog Acesso

– O segundo texto é do francês Jean-Jacques Rousseau:

Sobre a Preguiça

É inconcebível a que ponto o homem é naturalmente preguiçoso. Dir-se-ia que ele só vive para dormir, vegetar, ficar imóvel; ele mal consegue se dispor a fazer os movimentos necessários para se impedir de morrer de fome. Nada mantém tanto os selvagens no amor do seu estado que essa deliciosa indolência. As paixões que tornam o homem inquieto, previdente, ativo, só nascem na sociedade. Nada fazer é a primeira e a mais forte paixão do homem, depois da de se conservar. Olhando-se bem, vê-se que, mesmo entre nós, é para chegar ao repouso que cada qual trabalha; é a própria preguiça que nos torna laboriosos.

– O terceiro é sobre um ritmo musical brasileiro:

SAMBA DE COCO RAÍZES DE ARCOVERDE

“O Samba de Coco Raízes de Arcoverde mantém a tradição do coco na forma mais pura e original. Com influência das culturas negra e indígena, o grupo representa o amor pelas raízes culturais entre duas famílias, pois para os Gomes e os Calixto, o samba de coco é mais do que música, é um modo de vida.
Era 1916 quando as tataravós das irmãs Lopes começaram a cantar e dançar o samba de coco em Arcoverde, cidade chamada de Portal do Sertão. Em 1947, a família foi morar no Cruzeiro, bairro simples de Arcoverde, onde surgiu o Samba de Coco das Irmãs Lopes de Arcoverde. Dona Joventina Lopes e seus 15 filhos deram início a essa tradição na cidade, e em meados dos anos 50, Ivo Lopes, um dos filhos de Joventina, assumiu a linha de frente do grupo, junto às irmãs. Posteriormente o Mestre Biu Neguinho, Tonho Moura, Zé Feitosa, Romeiro, Cícero Gomes e outros amigos se juntaram ao grupo. Ivo Lopes faleceu e suas irmãs, as Irmãs Lopes (também membros da família Gomes) deram continuidade ao samba de coco, dando origem em 1992, junto à família Calixto, ao Samba de Coco Raízes de Arcoverde.

Os irmãos Calixto, Luiz (Lula), Damião e Francisco (Assis), nascidos em Sertânia, no sertão pernambucano, chegaram em Arcoverde por volta de 1952. Assis Calixto (foto), um dos principais autores das loas (músicas) do grupo, já possua uma vivência com o coco alagoano e maranhense, por ter tido contato com alguns cantores. O irmão Lula Calixto foi quem criou o trupé, um tamanco de madeira que serviu para dar força às pisadas do samba de coco, característica do Samba de Coco Raízes de Arcoverde. Cícero Gomes, que começou com as Irmãs Lopes, explica que no início só existia o ganzá, e que nos anos 1970 foram introduzidos o pandeiro, o surdo e o triângulo. Antes de o trupé ser inventado, o que se dançava era um samba de coco com pisada menos rápida, chamado por eles de Mazurca.
A Mazurca antecedeu o ritmo acelerado do trupé, e assim como o samba de coco feito com roda, aquele conhecido por Selma do Coco por exemplo, difere muito do coco feito pelo Raízes de Arcoverde. Vejamos os porquês: antes do trupé, o ritmo era tocado basicamente pelo ganzá, e antes disso, era tocado com um maracá, o que explica sua origem indígena. No litoral, sempre se usou mais tambores e congas, além da zabumba, numa dança mais solta e com menos pisada. Para a sonoridade de tambor, o Samba de Coco Raízes de Arcoverde usa um bombo e, de maneira autoral, o trupé. Este instrumento foi para eles uma evolução do ritmo, sendo o diferencial do coco feito pelo grupo – o pandeiro é então usado de maneira menos acelerada, com marcação feita pelo trupé e triângulo, e com a resposta (coro feminino).
O xaxado, o samba de roda e ritmos indígenas são fortes influências no coco feito pelo grupo. As letras compostas por Assis, Damião e pelo falecido Lula Calixto, além de Cícero Gomes, são um retrato da vida simples do povo sertanejo, cantando os animais, a natureza, a alegria ou os sofrimentos, o amor e a religiosidade do povo simples, trazendo muitas lembranças de vida. Também há duas categorias de dança no Samba de Coco Raízes de Arcoverde: o coco trocado, quando se dança em parelha de mãos dadas, indo para um lado diferente do acompanhante, e o coco de lenço, onde cada parceiro segura um lenço, fazendo os mesmo movimentos da outra categoria.
Apesar de ter surgido em 1992, nessa época ainda junto às irmãs Lopes, que hoje fazem trabalho separadamente, o Samba de Coco Raízes de Arcoverde só ficou conhecido em 1996, quando começou a viajar para fazer apresentações. O grupo já viajou para Bélgica, França, Itália, além de várias cidades brasileiras. Em 2005, a caravana foi selecionada no projeto Rumos da Música, do Itaú Cultural, que dá espaço para a produção contemporânea de arte e cultura do Brasil.
Em 1999, Lula Calixto falece, aos 57 anos. Todos os anos a família recebe amigos e visitantes para comemorar o aniversário do mestre, no mês de Novembro, o que originou em 2005 o Festival Lula Calixto. A primeira edição do festival ocorreu em frente à casa da família, sem patrocínios, com a presença das Irmãs Lopes, Grupo Afoxé Oyá Alaxé, entre outros. Atualmente, o evento ganhou grande repercussão e passou a ser um evento importante na cidade de Arcoverde, com oficinas, palestras, palcos para apresentações de grupos e artistas de várias regiões.
O grupo tem 3 CDs gravados. O primeiro “Samba de Coco Raízes de Arcoverde”, lançado em 2000, tem 12 faixas, entre os sucessos Seu Maia, Loruá, Acorda Criança e A Caravana não morreu. O segundo CD, intitulado “Godê Pavão”, de 2003, possui 15 faixas, entre elas: Abelha Aripuá, Galinha Zabelê e Despedida de amor.  Em 2010, com a contemplação do Prêmio Circuito Funarte de Música Popular, pela Funarte e Ministério da Cultura, o grupo lançou “A caravana não morreu”, com 12 faixas.
A casa de Lula Calixto hoje é a sede do grupo e pequeno museu do Samba de Coco Raízes de Arcoverde. Damião Calixto e Assis Calixto estão à frente do Samba de Coco Raízes de Arcoverde, junto aos filhos, irmãos e sobrinhos, preservando o ritmo e a poesia do coco de trupé.”

FONTE: http://novopernambucolismo.blogspot.com.br/2012/03/samba-de-coco-raizes-de-arcoverde.html

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Em torno da literatura!

A nau Zarpante passeia pelos mares da literatura lusófona!

Começamos com um link para download de mais de 2000 livros: clique aqui!

Continuamos com as memorias de um revolucionário!

Morto há 45 anos, após ser capturado durante a guerrilha boliviana em 1967, Che Guevara tem suas memórias do conflito armado disponibilizadas na internet pela primeira vez.

No documento – atualizado diariamente por Che desde a sua chegada à Bolívia, em janeiro de 1967, até véspera de sua captura, em outubro do mesmo ano – o internauta encontra registros das impressões, dificuldades e preocupações vividas pelo combatente socialista enquanto comandante da Guerrilha de Ñancahuazú.Em posse do governo boliviano desde os anos 1990, o manuscrito já havia sido publicado em uma tiragem limitada de mil exemplares em 2009.

A cópia em fac-simile do diário manuscrito do revolucionário encontra-se disponível no site chebolivia.org.

Fonte: Revista Cult

Em seguida descobrimos um pouco da Felicidade Clandestina com Clarice Lispector:
Felicidade Clandestina-x

Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector

“Felicidade Clandestina é um livro com 25 contos e crônicas de Clarice Lispector, lançado pelas editoras Rocco e Nova Fronteira, com várias edições e capas. Neste post, especificamente, quero falar do texto que dá nome ao livro: Felicidade Clandestina. Se você ainda não o conhece, leia e depois volte, pois há spoiler nos próximos parágrafos.

Clarice Lispector me impressiona desde sempre. Cada vez que conheço mais de sua obra, sinto mais admiração pela escritora que tão bem usou a língua portuguesa para criar uma arte única, singular e especial. E ressalto, quando me refiro a conhecer Clarice não é ler frases no Facebook e afins que não revelam a escritora, é ler os seus livros, verdadeiramente. E a partir dessas leituras, afirmo que, para mim – no meu pequeno mundo literário – não há escritora brasileira que supere Clarice, ela está no topo.

No pequeno texto chamado Felicidade Clandestina, a personagem principal é a narradora, uma menina, que adora ler e conhece na escola uma outra menina que tem muitos livros, pois o pai é dono de uma livraria.

Mas o que poderia ser uma amizade singela, se transforma em crueldade, que brinca com sentimentos fortes, a paixão e o desejo.

A primeira frase define muito o que o texto promete revelar: “Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.”

Reparem que Clarice Lispector é objetiva. Neste conto não importa o cenário e sim as características da primeira personagem, uma menina gorda, ruiva e, praticamente, dona de uma livraria. E como também é sutilmente informado, a menina sempre tem o bolso cheio de balas, que é explicado nos próximos parágrafos: “Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho.” A imagem dessa garota é a personificação do egoísmo, como indica o bolso cheia de balas e também o que fica provado no decorrer do conto.

A narradora, ainda comprometida com sua própria ingenuidade vai, diariamente, à casa da menina ruiva para conseguir o empréstimo de um livro. A menina ruiva, provando sua característica perversa diz, todos os dias, uma mentira nova a cerca do paradeiro do livro: emprestou para um; para outro; há minutos atrás o livro estava aqui, você que se atrasou. E cada vez que o livro não pode ser emprestado, alimenta a esperança de felicidade da menina boa e na mesma proporção que a menina má se enche de orgulho de sua própria perversidade. Até o dia que a mãe vê a atitude da filha e, por fim revela que o livro sempre esteve lá, e o entrega à menina apaixonada pelo livro.

É neste ponto, por este motivo, que surge a famosa frase de Clarice Lispector “Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante”. Reparem no contexto da frase. O livro, para a menina boa é como a conquista de seu primeiro amor, seu primeiro amante, que só foi possível pela esperança de adquiri-lo. Um sentimento tão forte de conquista que a deixa sem coragem de ler o livro.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Vejam como Clarice consegue misturar assuntos inusitados num mesmo conto. Neste, temos a perversão, a paixão, a maldade, o desejo… tudo junto e, se um ser comum (como nós) fosse escrever sobre esses assuntos, jamais sairia algo próximo ao que Clarice conseguiu fazer. Pois se penso em perversão, maldade, desejo e paixão, imagino uma história picante, “para adultos”. Mas então vem Clarice e PLAFT! Dá um tapa na cara e diz: “é assim que se escreve!””

Fonte.

Prepare um café e leia também:

  1. Água Viva, de Clarice Lispector
  2. A Maçã no Escuro, de Clarice Lispector
  3. O profundo mergulho de Clarice Lispector
  4. Clarice Lispector, um blog
  5. A minha Clarice Lispector não canta Michel Teló

– Sobre literatura angolana:

Obras de autores angolanos estão traduzidas para alemão

António Gonçalves tem obra traduzida
Fotografia: José Cola

Texto e foto: Jornal de Angola

A União dos Escritores Angolanos (UEA) anunciou ontem, em Luanda, que seis autores angolanos têm obras traduzidas em alemão que, numa primeira fase, estão disponíveis no site www.poetenladen.de/pitangas/einleitung-angola.htm.
A UEA refere numa nota que as obras são dos poetas Agostinho Neto, Zetho Cunha Gonçalves, José Luís Mendonça, António Gonçalves e dos prosadores Sónia Gomes, Tazuary Nkeita e Carmo Neto.
O projecto de tradução de textos de autores angolanos para alemão é de iniciativa da UEA e da Alemanha Universidade Humboldt de Berlim, por intermédio de Ineke Phaf-Reno Berger, que em Outubro vem a Angola. A vinda ao país de Ineke Phaf-Reno Berger, refere o documento, destina-se a manter contactos com obras de escritores angolanos.
Ineke Berger vem acompanhada de cinco estudantes universitários interessados no estudo e divulgação da literatura angolana. Os temas seleccionados dos seis autores angolanos abordam questões ligadas à guerrilha, diversidade cultural angolana, juventude e autores.”
– Para os que gostam de pimenta, Livro desvenda noite de sexo de Ronaldo em Camp Nou:
“De acordo com o livro ´De Puertas Adentro`, que retrata os 113 anos de história do Barcelona, Ronaldo, avançado que representou a equipa catalã na época 1996/97, manteve relações sexuais em pleno Camp Nou.Na altura com apenas 20 anos, o jovem jogador brasileiro, que chegara à Catalunha proveniente do PSV Eindhoven, foi apanhado em flagrante nos balneários do estádio, depois de ter regressado do jantar na companhia de duas mulheres.

«Vendo que o jogador demorava a sair, o segurança começou a ficar preocupado. Decidiu então ver se Ronaldo tinha problemas. O carro estava vazio no estacionamento. Acreditando que o jogador tinha entrado no estádio para mostrar os balneários às duas mulheres, teve uma surpresa gigante quando encontrou os três fazendo sexo num dos sofás», lê-se na obra do jornalista Lluís Lainz.

Josep Lluiz Núñez, presidente do Barcelona à data dos alegados factos, desvalorizou o comportamento do jogador.

«Não vê que ele é um garoto de 20 anos e que está na idade de se divertir?», terá dito ao segurança.”

– Obras de Lília Momplé têm marcas de moçambicanidade:
“AS obras que a escritora moçambicana Lília Momplé escreveu marcam profundamente a literatura moçambicana, podendo encontrar-se nelas uma verdadeira galeria de retratos vivos do país que fomos, somos, e, quiçá, do que seremos.

Maputo, Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2012:: Notícias

Esta é visão de Paulo Muxanga, Presidente do Conselho de Administração da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), entidade patrocinadora do Grande Prémio de Literatura José Craveirinha, que desta vez coube àquela escritora, isto referente à edição de 2011. O valor pecuniário da distinção é de 25 mil dólares (cerca de 700 mil meticais).

Nas suas obras” Ninguém matou Suhura”,”Neighbours “e “ Os olhos da cobra verde “ há todo um mundo que foi recriado pela imaginação da escritora Lília Momplé, que capta com fidelidade aquilo que verdadeiramente fomos e somos, e que nos define como povo.

“Estas obras dão-nos também a oportunidade de interpretar com profundidade uma teia de sentimentos, no interior dos quais se processa o relacionamento entre pessoas e se cimenta a coesão social. Para nós, é aí que reside o segredo da arte, em particular da literatura”, refere a nossa fonte.

Na leitura da acta da deliberação que lhe atribuiu o Prémio, o júri considera Líllia Momplé uma figura literária regular na sua carreira e com presença contínua e prolongada na vida literária nacional. O júri considerou ainda Lília Momplé, um dos esteios do edifício literário, profissional e intelectual nacional.

“De facto, a obra de Lília Momplé fala por si e não nos deixa dúvidas de que estamos perante uma carreira literária que merece o respeito e admiração de todos nós”, diz, e sublinha: “Faço votos de que o Prémio que hoje lhe entregamos, além de ser uma justa e merecida prova de reconhecimento, seja também um estímulo para que a autora prossiga o seu trabalho e continue a produzir obras tão inspiradas como aquelas que publicou até aqui.”

Para ele, Lília Momplé, que é um dos nomes mais candentes da geração de escritores nacionalistas moçambicanos, do alto da cátedra dos seus dons de escrita e abundante experiência, é uma referência obrigatória na nossa literatura e fonte inspiradora de escritores do passado recente, do presente vibrante e, sobretudo, é certamente um dos faróis que com grande resplendor, ilumina e infunde as novas gerações de escritores.” Fonte

 

– Para terminar: fique ligado! Doe livros e promova a leitura em sua comunidade:

Por Blog Acesso

O blog Acesso comemora o Dia Nacional da Leitura, dia 12 de outubro, com uma campanha para incentivar a doação de livros. Bibliotecas públicas, de escolas, populares e comunitárias, além de organizações não governamentais e projetos sociais, podem receber seus livros usados e em bom estado e, com eles, promover a leitura e formar novos leitores.

Veja, abaixo, uma lista de instituições ou programas que poderão receber sua doação de livros em diferentes estados do Brasil. Por serem muitas as bibliotecas e projetos de incentivo à leitura no país, a lista é ilustrativa e não esgota todas as opções de locais de doação de livros. Por isso, o Acesso convida seus leitores para, além de doar, compartilhar, nos comentários deste post, informações sobre espaços para a doação de livros em qualquer cidade brasileira.

Arca das Letras
O Programa Arca das Letras, do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, já implantou mais de nove mil bibliotecas rurais em todo o país e conta com mais de dois milhões de livros, todos obtidos por meio de doações. O programa promove a leitura em comunidades de agricultores, assentados da reforma agrária, pescadores, quilombolas, indígenas e populações ribeirinhas. Para doar, entre em contato escrevendo para arcadasletras@mda.gov.br.
Veja como doar: http://www.territoriosdacidadania.gov.br/dotlrn/clubs/arcadasletras/one-community?page_num=0

Bibliotecas Públicas
Para doar livros para bibliotecas de sua cidade ou estado basta entrar em contato com as respectivas secretarias de Cultura. Em geral, as doações podem ser feitas diretamente para as bibliotecas, onde é feita a seleção do material doado. Em alguns casos, é possível agendar a retirada dos livros por uma equipe da biblioteca.
Veja como doar: Para o sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo, para Bibliotecas Populares da cidade do Rio de Janeiro, para o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Ceará, para o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Pará, entre outros.

Bicicloteca
A Bicicloteca, idealizada por Robson Mendonça, ex-morador de rua, nasceu da necessidade de o Movimento Estadual de População em Situação de Rua encontrar uma forma de levar livros aos moradores de rua ou a qualquer pessoa que passe pelo Centro de São Paulo.
Veja como doar: http://biciclotecas.wordpress.com/doacao-de-livros/

CIRANDAR – Centro de Integração de Redes Sociais e Culturas Locais
A ONG sediada em Porto Alegre procura por livros de Literatura, livros infantis e juvenis e livros sobre Artes, Educação, Ciências Sociais e Direitos Humanos. As doações são recolhidas para o Projeto Redes de Leitura, que promove a ampliação do acervo de bibliotecas comunitárias na capital gaúcha.
Veja como doar: http://cirandar.wordpress.com/doacao-de-livros/

Diretoria Penitenciária do Mato Grosso do Sul
A Diretoria Penitenciária do Mato Grosso do Sul arrecada livros para ampliar o acervo das bibliotecas carcerárias do estado, promovendo a leitura entre os detentos para sua ressocialização.
Veja como doar: Entre em contato com a Diretoria de Assistência Penitenciária pelo telefone (67) 3313-8005 ou escreva para educação@agepen.ms.gov.br.

Salve Jorge! e Ponto de Contato
A Salve Jorge! e o Ponto de Contato estão promovendo campanha de arrecadação de livros, que serão encaminhados para instituições que atuam na área da leitura e da educação.
Veja como doar: Deixe seus livros no ponto de coleta, no 3º andar da Galeria Ouro Fino, que fica na Rua Augusta, 2690, em São Paulo. Mais informações pelo e-mail salvejorge@salvejorgeconteudo.com.br.

Releitura – Bibliotecas Comunitárias em Rede
A rede reúne bibliotecas e espaços de leitura de Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. São espaços de leitura geridos pelas próprias comunidades, que têm como princípio fundamental a participação do público. Os contatos de cada biblioteca que faz parte da rede encontram-se no site.
Veja como doar: http://rededebibliotecascomunitarias.wordpress.com/

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Leitura e criançada!

Maioria dos brasileiros não têm hábito de ler para crianças

Embora 96% da população afirme reconhecer a importância do incentivo à leitura, só 37% leem para os pequenos, diz pesquisa da Fundação Itaú Social

Crianças no ponto de leitura da comunidade Caracol, complexo da Penha, no Rio de JaneiroCrianças no ponto de leitura da comunidade Caracol, complexo da Penha, no Rio de Janeiro (Eduardo Martino/Documentography)

“Incentivar crianças de até 5 anos a gostar de ler é visto como importante ou muito importante para 96% dos brasileiros. Nove em cada dez pessoas acreditam que o estímulo à leitura deveria ser ao menos semanal. Contudo, apenas 37% tomam a responsabilidade para si e afirmam ler para os pequenos. Os dados fazem parte de uma pesquisa sobre hábitos de leitura, realizada pela Fundação Itaú Social em parceria com o Instituto Datafolha, divulgada nesta terça-feira.


Mulheres com idades entre 25 e 44 anos pertencentes às classes A e B e com ensino médio ou superior completo compõem o perfil de quem mais estimula a leitura nas crianças. As mães aparecem na primeira posição e tios e tias vêm logo em seguida. Pais ficam no terceiro lugar no ranking de parentes que mais se dedicam a incentivar o gosto pela leitura nos mais novos. Enquanto nas classes mais altas, os pais são vistos como os grandes responsáveis por estimular os filhos, nas classes D e E a escola ganha destaque maior.

Um quarto das pessoas ouvidas afirmou ler semanalmente para crianças. A grande maioria considera que, desta forma, estreita relações afetivas com o menino ou menina. Quase 90%, porém, admite que poderia se esforçar mais na tarefa. A leitura é reconhecida como importante em todas as regiões. Mais da metade dos entrevistados acredita que a criança deve ser estimulada a ler desde muito cedo porque isso ajuda no desenvolvimento cultural e intelectual. Outros 36% citam que a formação educacional recebida é responsável por criar o hábito da leitura em adultos.

Chama a atenção que quase uma em cada dez pessoas já pensa no futuro profissional dos pequenos. Para 9%, incentivar crianças a ler é uma forma de prepará-las para as exigências futuras do mercado de trabalho.

Entre os 2% dos entrevistados que afirmaram não considerar importante o incentivo à leitura nas crianças, a maior parte argumenta que elas ainda são muito novas e, portanto, deveriam se dedicar apenas a brincar.

Leitura na infância – Questionados sobre a própria experiência, 60% dos entrevistados afirmaram que, durante a infância, não contaram com a ajuda de um adulto na leitura. A maioria ressalta que gostaria que isso tivesse ocorrido. Entre os 40% que passaram pela experiência, a maior parte pertence às classes A e B, tem entre 16 e 34 anos e concluiu o ensino superior.

A pesquisa ouviu 2.074 pessoas em 133 cidades do país, no início de agosto. A margem de erro da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.”

Fonte: Livros e afins

Nós de Zarpante temos a sorte de dizer que nossa infância foi regada com muito Monteiro Lobato!

Obrigado pai, obrigado mãe! Viva a leitura!

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Sermão de Santo António aos Peixes, de Padre António Vieira (Completo)

O sexto episódio da serie da RTP 2, nos fala um pouco mais sobre um livro de Padre António Vieira: Sermão de Santo António aos peixes.

Padre António Vieira (Lisboa, 6 de fevereiro de 1608 — Salvador (Bahia), 18 de julho de 1697) foi um religioso, escritor e orador português da Companhia de Jesus.

 “Um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu infatigavelmente os direitos humanos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado de “Paiaçu” (Grande Padre/Pai, em tupi).

 António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.

 Na literatura, seus sermões possuem considerável importância no barroco brasileiro e português. As universidades frequentemente exigem sua leitura” (Fonte).

P. António Vieira, preaching

P. António Vieira, rezando (Photo credit: Wikipedia)

 

 

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Lendo nas prisões!

No Brasil, os detentos poderão sair mais cedo da cadeia se lerem livros!
O país acaba de criar uma nova forma de remissão de pena! Os presos das prisões federais poderão reduzir o tempo de suas penas graças a leitura! A decisão do governo prevê quatro dias por livro lido!

Projeto Barreras!
Leitura nas prisões!

Os 473.627 prisioneiros  do país poderão ler até 12 obras de literatura, filosofia ou de ciência por ano, ganhando assim até 48 dias de detenção a menos anualmente!

O governo brasileiro explica que os prisioneiros terão 4 semanas para ler um livro e em seguida redigir uma dissertação sobre o assunto. Logo, um júri decidirá se o preso poderá  obter a remissão de pena ou não.

No site do Guardian, Erwin James, um antigo detento, faz uma lista dos livros que os presos brasileiros deveriam consultar. O editor que passou 20 anos preso, aconselha por exemplo o livro Crime e Castigo de Fiodor Dostoievski.

Erwin James foi também marcado pela  leitura de The Second Prison por Ronan Bennet:

«O livro conta a historia de Kane, um republicano irlandês solto após ter cumprido sua pena por ter participado a um assassinato.(…) Mesmo depois de sair da prisão, o personagem continua sendo um prisioneiro estigmatizado pela sociedade! Isso é a realidade de muitas pessoas  que tentam se reinserir na sociedade após passar pela cadeia.»

Para Erwin James, a iniciativa brasileira é uma ótima ideia. Ele se lembra de sua passagem pela cadeia

 e da importância que tiveram esses livros na sua recuperação:

« Os livros que li na prisão não me deram redução de pena alguma mas me ajudaram a ser aquele que eu deveria ter sido.»

Lembramos a todos os sensibilizados pelo tema, que no site Zarpante, encontra-se neste momento, o projeto Barreras! Um projeto audiovisual sobre a importância de levar arte e cultura para as prisões para que possamos reinserir os detentos a sociedade e sensibilizá-los a essas atividades! O filme conta por exemplo a historia de um ex-detento que virou engenheiro de som e vive totalmente integrado a sociedade! O projeto está captando recursos pelo nosso site de financiamento coletivo! Atingimos 74% da meta e contamos com uma pequena contribuição de todos para atingir os 100% e executar o projeto, levando esse filme ao público em acesso livre! Assistam abaixo um pequeno teaser do que realmente vai ser esse filme com participação de vários músicos como o Penna Firme, B-Negão, Aleh Ferreira, Rafael Kalil, entre outros!

Clique aqui para saber mais sobre o projeto e contribua se gostar! Sua ajuda faz toda a diferença!


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