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7 dias para que Vinicius de Moraes ressuscite no Morro da Babilônia

Você que mora no Rio de Janeiro: já foi ao Morro da Babilônia? Ainda não? Esta é sua chance de conhecer uma das mais belas vistas da cidade!

São prémios como este que esperam pelas almas (sensíveis à poesia nossa de cada dia), que contribuírem para este projeto! Uma poesia com a  cara do Vinicius de Moraes, que gostava tanto de encontrar poesia nas pequenas coisas do dia a dia.

Com alguns minutos de seu tempo e mais alguns cliques, você pode ajudar a levar os nome de Vinicius de Moraes, do Morro da Babilônia, e do realizador Rafael Gomez! São poucos cliques, mas mudam a vida de muitas pessoas. O projeto leva cultura ao morro e paralelamente, leva a cultura brasileira ao mundo! Mas para que tudo isso possa acontecer, precisamos de sua ajuda já!

Faltam somente 7 dias e o projeto pode atingir em poucas horas o valor necessário, mas para isso precisamos que todos os amantes de Vinicius, todas as almas poéticas, todos os apreciadores de cultura, companhias ou empresas (interessadas por marketing cultural a um preço acessível), todos os amigos, familiares, etc, participem de forma ativa dessa reta final! Clique aqui e faça sua parte! Contamos com cada um de vocês e agradecemos antecipadamente aos que já participaram e aos que irão se mobilizar!

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Podcast Zarpante 024 (homenagem ao Vininha)

O poetinha, cujo centenário  foi em 2013, não poderia deixar de ser homenageado por Zarpante. O primeiro podcast Zarpante do ano de 2014 será totalmente dedicado ao mestre Vininha!

Poemas, músicas, parcerias, e até duas artistas francesas com uma composição inspirada por um dos nossos poetas preferidos. Mulheres, tempo, vida, entrega, amor, cotidiano, e tantos outros temas tão recorrentes na obra de Vinicius de Moraes, estarão presentes nesse Podcast preparado com carinho por Blakc Jacobin e por Henrique Andrade (Zarpante).

Para escutar basta clicar na imagem abaixo:

Podcast Zarpante 024 (Homenagem Ao Vininha)

Aproveitamos para lembrar aos amantes da obra de Vinicius, aos entusiastas, e a todos vocês que escutarem e gostarem desse podcast, que neste momento, o projeto Lamento no Morro precisa do apoio de cada um de vocês para mostrar ao mundo o trabalho, social, musical, cinematográfico e cheio de poesia, que foi feito no morro da Babilônia no Rio de Janeiro.

Se cada um de nós participar com o que puder, esse curta que já está gravado poderá sair da gaveta e ser visto por todos nós, além de levar o trabalho de Vininha e por conseqüência a cultura brasileira para diversos lugares do mundo.  Quantos diretores de cinema mexicanos vocês conhecem que vieram ao Rio e decidiram homenagear a obra de Vininha e a cidade em si? Ainda que fosse somente por essa razão valeria participar desse projeto mas além disso, o projeto é tão lindo que nós que já assistimos, ficaríamos muito tristes se vocês não pudessem ter essa chance por uma questão de direitos autorais. Saibam mais  sobre o projeto no link seguinte:

– Lamento no Morro

Pedimos a todos que nos ajudem a compartilhar e divulgar o projeto, mas que também façam como nós e contribuam ( por mais simbólica que seja sua contribuição). Não se esqueçam: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.”

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Assim chegaremos lá

15% do projeto Lamento No Morro já foram financiados!

Ultimamente, o projeto que mais tem recebido apoios no site Zarpante é o projeto Lamento no Morro! Um projeto que realmente engloba poesia, cinema, música, consciência social e muito mais! Tanta coisa que realmente, só poderia agradar! Além disso tudo, um projeto que chega no ano do centenário de um dos maiores poetas brasileiros! Saravah Vinícius de Moraes!

Capture d’écran 2013-12-08 à 01.54.31

Bem agora queremos saber: você que está lendo este artigo, já fez sua contribuição para o projeto?Está esperando o que? Junte-se ao grupo de dez pessoas que participaram e que juntas, já financiaram 15% desse belo projeto! Faça sua parte para que a cultura brasileira possa ser cada vez mais apreciada pelo resto do mundo!

O link para quem quiser saber mais sobre o projeto e contribuir é este aqui: Projeto Lamento No Morro

 

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Lamento no morro

Quem não conhece a música “Lamento no morro” de Vinícius de Moraes, tem agora 14 oportunidades para descobrir ou redescobrir essa pérola da cultura brasileira.

Aproveite para descobrir o belo projeto logo abaixo:

Contribua seja como for! Não fique fora dessa! A participação de cada uma das pessoas que acessar este artigo fará toda a diferença! Unidos por esse projeto podemos ressuscitar a alma de Vinícius no Morro da Babilônia. O famoso morro do Orfeu Negro! Clique aqui para participar!

Veja abaixo algumas fotos do projeto Lamento no morro:

Agora vamos às versões de Lamento no morro! Algumas brasileiras, outras do Japão ou dos USA, algumas caseiras outras profissionais, com cantores, cantoras ou simplesmente instrumentais!

Bethânia:

Vinícius de Moraes:

Quarteto Maogani:

Roberto Paiva:

Milton Nascimento:

Vittor Santos:

Coqueirais:

Vanessa da Mata:

Nara Leão:

Nilson Matta (Black Orpheus):

BossaCapybara:

Sambosseros:

Paul Sonnenberg:

Veja também:

– Poeta, Poetinha

– Assim chegaremos lá!

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Vinícius de Moraes e o Dia da Consciência Negra

Como ele mesmo dizia ser o branco mais negro do Brasil, nada mais natural que relembrar o Dia da Consciência Negra em companhia do Poetinha e de alguns clássicos:

– Para começar, o filme completo, Orfeu Negro, do francês Marcel Camus, com trilha sonora composta por Vininha:

O filme foi filmado no morro da Babilônia, no Rio de Janeiro, e não é uma coincidência se hoje, um projeto maravilhoso de crowdfunding para poder arrecadar os fundos necessários para pagar os direitos autorais do Poeta, viu nascer o dia no site Zarpante. Clique aqui para saber mais e participar do projeto Lamento no Morro.

– Continuamos com o Samba Da Benção:

“Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração”

“Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!”

Notam-se diversas palavras do vocabulário Afro – Xangô, ialorixá, Saravá, etc, que dão um ritmo e um estilo afro-samba à música e revelam a versatilidade de Vinícius, passando do léxico bossa-nova ao tipicamente usado pelos negros.

– Em seguida tem Zambi:

Compartilhamos em seguida, um podcast feito há alguns anos por nós, para que o público francês se familiarizasse com Zumbi e com o Dia da Consciência Negra. As músicas são todas em homenagem ao tema! Escutem abaixo enquanto leem este artigo:

– Para terminar tem um Poema interessante do Vininha:

Balada negra, Vinícius de Moraes

Éramos meu pai e eu
E um negro, negro cavalo
Ele montado na sela,
Eu na garupa enganchado.
Quando? eu nem sabia ler
Por quê? saber não me foi dado
Só sei que era o alto da serra
Nas cercanias de Barra.
Ao negro corpo paterno
Eu vinha muito abraçado
Enquanto o cavalo lerdo
Negramente caminhava.
Meus olhos escancarados
De medo e negra friagem
Eram buracos na treva
Totalmente impenetrável.
Às vezes sem dizer nada
O grupo eqüestre estacava
E havia um negro silêncio
Seguido de outros mais vastos.
O animal apavorado
Fremia as ancas molhadas
Do negro orvalho pendente
De negras, negras ramadas.
Eu ausente de mim mesmo
Pelo negrume em que estava
Recitava padre-nossos
Exorcizando os fantasmas.
As mãos da brisa silvestre
Vinham de luto enluvadas
Acarinhar-me os cabelos
Que se me punham eriçados.
As estrelas nessa noite
Dormiam num negro claustro
E a lua morta jazia
Envolta em negra mortalha.
Os pássaros da desgraça
Negros no escuro piavam
E a floresta crepitava
De um negror irremediável.
As vozes que me falavam
Eram vozes sepulcrais
E o corpo a que eu me abraçava
Era o de um morto a cavalo.
O cavalo era um fantasma
Condenado a caminhar
No negro bojo da noite
Sem destino e a nunca mais.
Era eu o negro infante
Condenado ao eterno báratro
Para expiar por todo o sempre
Os meus pecados da carne.
Uma coorte de padres
Para a treva me apontava
Murmurando vade-retros
Soletrando breviários.
Ah, que pavor negregado
Ah, que angústia desvairada
Naquele túnel sem termo
Cavalgando sem cavalo!

Foi quando meu pai me disse:
– Vem nascendo a madrugada…
E eu embora não a visse
Pressenti-a nas palavras
De meu pai ressuscitado
Pela luz da realidade.

E assim foi. Logo na mata
O seu rosa imponderável
Aos poucos se insinuava
Revelando coisas mágicas.
A sombra se desfazendo
Em entretons de cinza e opala
Abria um claro na treva
Para o mundo vegetal.
O cavalo pôs-se esperto
Como um cavalo de fato
Trotando de rédea curta
Pela úmida picada.
Ah, que doçura dolente
Naquela aurora raiada
Meu pai montando na frente
Eu na garupa enganchado!
Apertei-o fortemente
Cheio de amor e cansaço
Enquanto o bosque se abria
Sobre o luminoso vale…
E assim fui-me ao sono, certo
De que meu pai estava perto
E a manhã se anunciava.
Hoje que conheço a aurora
E sei onde caminhar
Hoje sem medo da treva
Sem medo de não me achar
Hoje que morto meu pai
Não tenho em quem me apoiar
Ah, quantas vezes com ele
Vou ao túmulo deitar
E ficamos cara a cara
Na mais doce intimidade
Certos que a morte não leva:
Certos de que toda treva
Tem a sua madrugada.

 

 

 

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