Arquivo da tag: jovens

A pop star do futuro

Descubra como uma artista virtual vem conquistando o Japão

Os shows de Hatsune Miku começam como a maioria dos shows de estrelas da música pop: uma multidão de jovens fãs grita freneticamente emitindo sons com frequências assustadoras! Mas quando a cantora aparece, percebemos rapidamente que há algo diferente. Miku não é humana. Trata-se  de um ídolo virtual, uma estrela holográfica.

Os Gorillaz já utilizavam os hologramas e as ilusões de óptica, mas agora a coisa vai além:

hatsune-miku-anime-girl-art-hd-wallpaper

Miku nasceu graças ao crowdsourcing e é um programa que evolui constantemente. Sequer seus fãs sabem como definir o trabalho da cantora. A banda é composta por músicos reais tocando verdadeiros instrumentos, mas Miku é projetada no palco, cantando (se é que podemos falar de cantar) trilhas robóticas. Mas ela foi programada para fazer isso meses antes, a milhares de quilômetros de distancia.

Mas não se enganem, isso não diminui nem um pouco a adoração que seus fãs tem por ela. Bem pelo contrário, Miku é atualmente uma das maiores estrelas na Asia. Tão popular em seus país natal quanto o Sonic (da Sega). Mas ela tem fãs fora do Japão também: em novembro ela se apresentou em Singapura, onde 3,000 fãs cantaram músicas em japonês (sendo que muitos sequer falam japonês). Algumas fãs vieram vestidas de Miku, outras tinham bonecas de Miku, e uma garota assistia um vídeo de Miku em seu telefone, enquanto a própria Miku digitalizada se apresentava em sua frente.

A verdade é que Miku é imortal e não fica bêbada ou drogada antes dos shows.

Pouca gente conhece as verdadeiras origens de Miku e esse é exatamente o desejo de seus criadores.

Miku nasceu como uma estratégia de marketing. Praticamente todas as corporações e organizações japonesas contam com um mascote, inclusive a polícia. Miku foi concebida como um mascote para Crypton Future Media, uma empresa que fabrica instrumentos virtuais.

A empresa precisava de um ídolo que ajudasse a atrair jovens criativos a utilizar um programa virtual para vozes (Vocaloid)

Assim surgiu Miku (futuro) Hatsune (primeiro som).

Os criadores de Miku sabiam que se ela atraísse a atenção, os próprios fãs escreveriam sua história. Esses “fãs nerds” amam personagens ficticios e não celebridades de carne e osso como imaginaríamos.  Artistas humanos desaparecem rapidamente no Japão, mas os personagens de desenhos duram anos. Quando um personagem de um “manga”, de uma animação, de um videogame, uma linha de brinquedos, ou até mesmo de um desenho porno, cai na boca do povo, os fãs entram em interação com o personagem criando variações deste. Vídeos caseiros, desenhos, “hentais”, etc… Os japoneses chamam isso de “niji sousaku”,ou seja, “criatividade secundária.”

O crítico cultural Hiroki Azuma fala de um modelo de criação, dirigido por redes de “consumidores-produtores” para quem a autenticidade e a propriedade intelectual são menos importantes que os detalhes e a invenção. O público não faz realmente a diferença entre quem escreveu as canções (o autor) e quem as canta ( no caso, a interprete virtual).

Ian Condry, um professor da MIT, que dá cursos sobre a cultura pop japonesa, diz que Miku serve como “ uma plataforma na qual as pessoas podem construir coletivamente. Ela se transforma assim em uma ferramenta de conexão que, por meio da participação das pessoas, ganha vida.”

Lembremos agora o caso de Gundam, o famoso personagem robô japonês: nos anos 70, um produtor de brinquedos japonês (Clover) criou Gundam e patrocinou uma série de animação para fazer o marketing do personagem. A experiência falhou, e a série foi cancelada. Porém, foi o suficiente para que que um culto dos fãs se estabelecesse. Foi assim que os próprios fãs começaram a produzir quadrinhos com o personagem, e a se vestir com camisetas caseiras em homenagem ao personagem. Ao perceber isso, Bandai, uma firma especializada em bonecos, comprou os direitos autorais do personagem. Hoje, a Clover está falida e não tem mais atividade alguma. Quanto a Bandai, que mais tarde participou da febre dos Power Rangers, é hoje em dia a terceira maior empresa de fabricação de brinquedos do mundo.

No Japão, essa reação do público, que acaba se transformando também em produtor, existe desde antes da internet, porém é inimaginável como a internet facilitou esse processo, de uma forma impensável há alguns anos. Faça uma pesquisa no Google com as palavras seguintes: “Hatsune Miku”. 22 milhões de resultados irão aparecer, e a maioria irá lhe dar acesso a  páginas ou sites criados por fãs e não pela empresa que criou o personagem.

Miku  “nasceu” dia 31 de agosto de 2007, com o lançamento do programa. Um programa que atingiria o sucesso rapidamente, mas não sem a ajuda criativa dos fãs atraídos por Miku desde sua primeira aparição. A empresa Crypton criou então um site em que os fãs poderiam divulgar suas criações. No primeiro dia do site online, foram recebidos milhares de ilustrações e desenhos de Miku. Os sites de fãs foram se proliferando, e uma equipe de profissionais de diversas áreas e de “nerds da net”, começou a trabalhar em torno de Miku. Algumas pessoas compuseram músicas para que Miku as interpretasse, outras sugeriam coreografias e assim por diante…

Hoje, a “massa” cria material em uma vasta escala. Cerca de 3,000 músicas compostas por fãs graças ao Vocaloid (o produto que deu razão de exisitir a Miku), encontram-se no iTunes japonês e na Amazon. É estimado que mais de centenas de milhares de vídeos relacionados a Miku já foram colocados no Youtube. Sem contar que, no país do karaoke, as músicas de Miku estão entre as regularmente mais pedidas nas casas de karaoke japonesas.

Para muitos fãs masculinos, fica claro que a mini saia, que fica constantemente revelando a sensualidade da cantora virtual, é uma das principais razões de gostarem de Miku.

Konachan.com - 59881 barefoot blue_eyes breasts hatsune_miku instrument long_hair nipples nude panties piano realistic signed striped_panties twintails underwear vocaloid

Não é uma surpresa que muitos dos “remixes de Miku, obtidos graças à criatividade do crowdsourcing, tenham um carácter sexual. No Japão sempr houve um mercado para desenhos sexuais. Isso é um pouco incomodo para a empresas responsável por Miku, mas eles não recriminam. O erotismo e a sensualidade fazem parte do marketing de Miku e do que o público busca em Miku.

Mas Miku ajudou a deslanchar a carreira de Djs, produtores, e animadores. Alguns fãs viram um vídeo caseiro em que a cantora toca um instrumento fictício. Um tipo de citara com uma interface digital. Eles fizeram uma captura de tela, e em seguida construíram o instrumento que agora é real.

E até aqui falamos apenas de como as pessoas reagiram online: em Tokyo, basta ir ao distrito Akihabara para ver como Miku se enraizou na realidade física. Foi em Akihabara que tudo começou, e lá que o carisma e o poder econômico de Miku ficam ainda mais perceptíveis.

São centenas de prédios em que cada andar é dedicado unicamente a lojas que vendem produtos Miku. Ela está por toda parte: bonecas, revistas, mulheres vestidas de Miku, souvenires de todos os tipos, comidas, doces, etc. Inclusive livros escritos por fãs, com poemas ou simplesmente partituras de músicas.

imagesf

Ela é uma “wiki-celebridade,” suficientemente pessoas interagem em torno dela para que ela tenha uma “vida real”, mas nunca autônoma, ela vive a vida dos outros.

Agora, comparando esse modelo de produção com o modelo conservador e protetor da Disney, que teria processado qualquer pessoa que copiasse um desenho deles, parece-nos evidente que o futuro está no “open source”.

No caso de Miku, os shows ao vivo em que canta as músicas escritas por seus fãs, nada mais são do que o resultado de um crowdsourcing baseado no “open source” ou melhor dizendo, um sistema produtivo em que compartilhar conhecimentos e ideias é mais importante do ter o direito autoral disso ou daquilo.

O primeiro show de Miku em solo, aconteceu em Tokyo em 2010, e casa lotou. Desde então foram mais 6 shows incluindo um no vernao de 2011 no Nokia Theater em Los Angeles, onde umas 3,000 pessoas prestigiaram a apresentação virtual.

O melhor dos shows da cantora Miku, é a possibilidade que os fás tem de se conhecer e trocar ideias. Porque afinal, eles já conhecem Miku e sabem que ela é mais carismática em um vídeo que ao vivo.

Estaríamos entrando na era dos artistas virtuais?

No Coachella, foi um Tupac Shakur virtual que cantou com Dr. Dre e Snoop Dog. No Brasil foi o Renato Russo virtual que encantou. Em breve, nos prometem um Elvis virtual…

– Outros artigos sobre crowdsourcing:

– Utilizar o crowdsourcing para trazer felicidade às nossas cidades.

Etiquetado , , , , , , , , , , ,

Gosta de ler? Apoie quem escreve!

Rafael Farias Cabral em boa companhia

Rafael Farias Cabral em boa companhia

Entrou hoje no site Zarpante mais um belo projeto! Trata-se do livro “Tevet – O quê é real”, do jovem autor brasileiro, Rafael Farias Cabral!

Todas as pessoas que gostam de uma boa leitura, estão convidadas a descobrir um pouco mais sobre o livro e contribuir para que este jovem escritor possa obter os fundos que permitirão imprimir o livro, e divulgá-lo fisicamente ( banners, panfletos) e pela internet ( sites anúncios).

Contribuir para este projeto é também incentivar  jovens escritores ( como o autor) a acreditarem na possibilidade de mostrar ao mundo seus escritos! Porque afinal, a escrita é para ser compartilhada, e acima de tudo, lida!

Basta deixar de ligar para a votação do paredão do BBB (Big Brother Brasil), e com os fundos economizados, fazer algo realmente construtivo não só para o autor como para toda a sociedade! Porque vamos combinar né, ajudar pessoas a ganhar um milhão e meio de reais só por estarem sentados numa casa onde são filmados não é realmente algo que vá mudar a sociedade, mas incentivar pessoas a ler e escrever pode com certeza ser algo bem mais positivo para todos!

Apoie o projeto clicando aqui!

Etiquetado , , , , , ,

Ajudando quem te ajuda!

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, reconheceu este domingo que os emigrantes ainda são “o grande factor de animação” da economia nacional.

“Ao longo da nossa história, desde que eu me lembro de ser gente, sempre me recordei de eles serem o grande factor de animação da nossa economia, particularmente, nas nossas zonas rurais”, declarou o governante à agência Lusa.

José Cesário falava na fronteira de Vilar Formoso, onde participou na campanha de segurança rodoviária “Sécur’été” dirigida aos milhares de emigrantes que estão a chegar a Portugal, promovida pela associação de jovens lusodescendentes Cap Magellan.

Sobre a importância dos emigrantes, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas também recordou que até há poucos anos, “50 por cento” dos compradores de “qualquer empreendimento imobiliário que era construído no centro ou no norte do país” eram “não residentes”.

Acrescentou que na actualidade essa percentagem “mudou”, mas os emigrantes “foram sempre indispensáveis”.

O governante contou que tem amigos empresários nas áreas da restauração e da hotelaria, que “fazem mais negócio com eles [emigrantes], normalmente em agosto, na Páscoa e no Natal, do que, às vezes, no ano todo”.

José Cesário disse que esta realidade foi “sempre assim”, embora os portugueses tenham tendência para se lembrarem mais destas situações “em períodos de crise”, como o actual.

“Esta quantidade enorme de pessoas que temos pelo mundo, foi sempre um factor extraordinário de desenvolvimento da nossa economia a todos os níveis”, reconheceu o governante.

O secretário de Estado também comentou os dados do Banco de Portugal que dão conta que as remessas dos emigrantes cresceram 17,7 por cento nos primeiros cinco meses deste ano relativamente ao período homólogo de 2011, atingindo os 1.049,3 milhões de euros.

“Estamos a registar um aumento da entrada de capitais e sabemos bem o que representam também nas estatísticas dos números do turismo todas estas pessoas que estão aqui a entrar e os muitos mais que entram todos os dias de avião”, disse.

José Cesário também observou que, devido à situação económica de Portugal, continua a sair gente do país, reconhecendo que “quanto mais desemprego há, mais gente sai”.

As saídas têm sido para os destinos tradicionais – França, Suíça, Luxemburgo, Alemanha e Reino Unido – mas também para Angola, Brasil e Moçambique.

Aos que procuram emprego no estrangeiro recomenda que “tenham cautela e que não saiam sem terem a certeza de emprego”. Fonte: Jornal Público

Agora Zarpante quer saber: que tal nos ajudar a fazer um filme sobre todas essas comunidades que alimentam a economia portuguesa? Eles ajudam Portugal e nós os ajudamos todos juntos! Não vos parece justo?

Acessem o link seguinte para saber mais sobre o projeto e contribuir com o que puderem:

Lisboa Mestiça.

Etiquetado , , , , , , , , , ,

Jovens escritores querem divulgação das suas obras!

“Jovens escritores da capital do país clamam por um maior espaço para a divulgação dos seus trabalhos, particularmente na comunicação social. Esta vontade foi manifestada num sarau cultural realizado no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), sob o lema “A Imprensa como espaço de debate de ideias e literacias. De onde vêm os escritores?” e organizado pelo Movimento Literário Kuphaluxa.
Maputo, Quarta-Feira, 25 de Julho de 2012:: Notícias
O evento foi o mote para a celebração do primeiro aniversário da revista electrónica de literatura moçambicana e lusófona “Literatas”, tendo igualmente servido para uma reflexão sobre os mecanismos de acesso aos meios de comunicação social para publicação das obras literárias feitas pelos jovens escritores, ao mesmo tempo que se discutiu os condimentos necessários para se ser um bom escritor.
O sarau teve como convidados Lucílio Manjate, escritor e docente na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, Nélio Nhamposse, revisor linguístico e escritor. Lucílio Manjate, que este ano lançou o livro “O Contador de Palavras”, sugeriu que os jovens não devem esperar que os meios de comunicação procurem por eles a fim de publicarem os seus trabalhos, mas sim a iniciativa deve, muitas vezes, partir dos próprios escritores, mas só mediante a certeza de que o que escreveram tem o mínimo de qualidade para publicação. “Muitas vezes devem ser os próprios jovens a ir ‘bater à porta’ dos órgãos de comunicação social e apresentar propostas de trabalho a publicar. Ficar sentado não resolve, muito menos desatar em lamúrias”, disse o escritor, que é igualmente editor da revista “Proler”. Ele louvou a iniciativa do Movimento Kuphaluxa de criar uma revista literária, acto que, segundo ele, se assemelha a projectos como “Tempo”, “Charrua”, “Lua Nova”, “Xitende” e “Proler”, que surgiram para a divulgação de escritores emergentes. “Tal como aconteceu no passado, os escritores de hoje são produto de várias inquietações, sobretudo da necessidade de se expressar.
E destas inquietações acabaram surgindo movimentos literários e revistas como forma de divulgar as suas obras, e, ainda da necessidade de afirmação literária”, explicou Lucílio Manjate.
Entretanto, das várias questões levantadas pela plateia, maior preocupação vai para o facto de, segundo eles, a comunicação social privilegiar a publicação de trabalhos de escritores já consagrados em detrimento dos emergentes. Por exemplo, o editor da revista “Literatas”, Eduardo Quive, explicou ao “Notícias” que a sua revista surge justamente para satisfazer a inquietação dos novos escritores, criando, por conseguinte, um espaço para a divulgação de ideias da camada juvenil. “A revista foi criada com o objectivo de trazer novos autores, expor novas ideias e, acima de tudo, divulgar a literatura moçambicana, assente nos novos autores. Esta revista é igualmente um espaço de afirmação da literatura lusófona, na medida em que, também, publica trabalhos de escritores desta comunidade”, para quem o primeiro ano da “Literatas” foi de “sobrevivência, em virtude das várias dificuldades por que tem passado a edição desta publicação electrónica. Aliás, um dos grandes desafios com que se debate o Movimento é a continuidade ou não da revista no actual formato.
Centro Cultural Brasil Moçambique – MaputoFonte
Etiquetado , , , ,

Projeto escolar em Lisboa!

Flag of Lisbon Português: Bandeira da Lisboa F...

Entrou ontem em nosso site um projeto em âmbito educacional, social e cultural! O AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. DINIS é direcionado a alunos dos oito países da comunidade lusófona e situados em alguns bairros periféricos de Lisboa. Com este projeto, o agrupamento de escolas busca incentivar as crianças de 5 a 15 anos de idade, dando-lhes mais perspectiva por meio de atividades artísticas!

Que lindo seria se todas as entidades que fabricam ou vendem  instrumentos musicais e material de áudio em Lisboa se juntassem a nós para tornar este projeto possível! O projeto aceita permutas, e qualquer pessoa, física ou jurídica, que contribuir com uma ajuda financeira ou com o próprio material necessário, será devidamente recompensada! Todo apoio cultural, ou apoio sob forma de divulgação, será bem-vindo, e acreditamos muito na importância da participação de todos aqueles que moram na capital portuguesa! Afinal, este projeto terá impacto direto na questão educacional da cidade de Lisboa e poderá, se tiver êito, ser um exemplo para muitas outras cidades!

Trata-se de proporcionar um futuro melhor para os jovens! Incentivar a educação, a cultura, o empreendedorismo! Mostremos a essas crianças que a união faz a força! Podemos todos ajudar a libertar a imaginação daqueles que serão os futuros adultos de nossa sociedade! Se desejamos fazer a sociedade como um todo evoluir, precisamos começar por ensinar às nossas crianças que cultura e educação são as verdadeiras riquezas! Venham fazer parte da construção dessa nova geração portuguesa! Um Portugal solidário, por todos e para todos!

Leia mais sobre este projeto no link seguinte: Zarpante Escolas!

Não esqueça: com uma pequena ajuda de cada um de vocês, poderemos ajudar muitos jovens!

Etiquetado , , , , , , , , , , , ,

Barreiras! Navegando por entre as grades!

Entrou hoje em nosso site um projeto muito legal e de importância para toda a sociedade! Um projeto que Zarpante abraçou com orgulho por acreditarmos na necessidade de conscientizar as pessoas sobre o estado atual do sistema carcerário brasileiro e principalmente sobre o que tem sido feito culturalmente falando para ajudar os presos a se reinserir na sociedade! Hoje temos cerca de 500 000 pessoas no sistema carcerário do estado do Rio De Janeiro! Mulheres e Homens, jovens e adultos, dos quais 80% são negros ou mestiços e vem  de comunidades carentes, 70% nunca terminaram o primeiro grau de estudos , mais de 30% são analfabetos! É urgente que passemos a olhar para estas prisões de outra maneira e que vejamos os presos como seres humanos que não tiveram acesso a educação, arte, cultura e tantos outros elementos que forjam uma bagagem para a vida!

O projeto Barreiras começou da iniciativa de músicos liderados por Rafael Kalil quando em turné se apresentaram com suas bandas para os detentos do Estado. Esse projeto seguiu itinerante de presídio em presídio levando a música para estes presos. A resposta foi tão boa que daí surgiram diversos outros tipos de projetos e relações que resultaram em mais de 200 exibições de filmes para presos, 20 shows, 14 bibliotecas entre muitas outras ações.

O filme conta essa história toda com imagens inéditas e uma série de depoimentos importantes.

O responsável pelo projeto é o músico, compositor e empreendedor sociocultural, Rafael Kalil que já trabalhou em rádios comunitárias e na produção de diversos eventos na cidade do Rio de Janeiro. Entre os anos de 2006 e 2010 atuou com projetos junto ao Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro onde coordenou projetos de cinema, música, literatura, entre outros. Exibiu mais de 200 filmes no cine clube, produziu mais de 20 shows em Penitenciárias e carceragens de delegacia, montou 14 bibliotecas entre outras ações!

Chamamos toda a rede Zarpante e os apreciadores de nosso trabalho a darem uma olhada no projeto,nas fotos, nos vídeos, etc. Para mudar a sociedade as vezes é necessário mais que política: um simples sentimento de responsabilidade e a certeza de que juntos podemos pouco a pouco edificar uma base solida para que cada vez menos pessoas precisem ser presas e que nossa sociedade ganhe muita paz e muita cultura! As desigualdades e injustiças existem mas temos aqui uma chance de contribuir para a construção da sociedade que queremos! A chance de provar que apesar de nossas diferenças, juntos sempre poderemos mais e que horizontalizando o saber e o conhecimento, só temos a ganhar como sociedade!

Venham espiar por traz das grades com Rafael Kalil e ajudem Zarpante a divulgar o projeto e captar os fundos necessários para que possa acontecer! Para compartilhar e/ou contribuir clique aqui!

Etiquetado , , , , , , , , , , ,
%d blogueiros gostam disto: