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Um cálculo simples

O cálculo abaixo é tão simples que até uma criança entenderia! A diferença entre você a criança é que a criança não tem sequer como apoiar o projeto com um Euro. Mas você tem não tem?

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Retire da meta total de 1630 Euros os 307 Euros de contribuições já feitas ao projeto Morte Súbita: faltam 1323 Euros é o que falta ser arrecadado nestes 3 últimos dias de projeto!

Parece muito para 3 dias? Pois veja bem: a peça será apresentada no teatro A Barraca que conta com duas salas. A sala número um tem uma lotação de 162 lugares e a segunda de 153 lugares. Por consequência, seja qual for a sala em que será representada a peça, teremos mais de 100 lugares a disposição do público!

Agora imaginemos o seguinte: se cada pessoa que for assistir a peça, fizer um gesto simbólico a mais, poderemos atingir a meta e a Companhia 33 Ânimos terá como apresentar a peça com  todos os recursos desejados. Em resumo quem acaba ganhando com isso é o próprio espetáculo e, claro, o público.

O cálculo é o seguinte:

– Lotação sala 1 = 162 lugares. Suponhamos que dos 162 lugares apenas 110 tenham sido comprados! Se dividirmos 1323 por 110 o resultado é de 12 euros por pessoa! Esse é o valor que seria necessário por pessoa se 110 pessoas participassem do projeto! E não é exagerado pensar em 110 pessoas já que a sala em que a peça será apresentada pode conter ao menos 50 pessoas a mais.

Pois é vendo assim, é realmente algo acessível contanto que as pessoas parem de procrastinar e percebam a importância que tem a participação ativa da sociedade no financiamento artístico e cultural.

Última chamada: clique aqui e participe!

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A Internet serve para muito mais do que apenas dar “likes” e “retweets”

Hoje voltamos a falar sobre a “doença da era digital”, ou, como “curtir” artigos sem sequer parar para lê-los?

Para ilustrar o poder de propagação que pode ter a internet se a utilizarmos em prol de nossas causas, iremos voltar a um tempo em que não existia internet. Voltamos também ao polêmico assunto do ditador Salazar e vamos utilizar um texto encontrado no Jornal De Notícias.

No que diz respeito ao Salazar, alguns “iluminados” nos  perguntaram porque não falamos da ditadura Marxista e a resposta é simples: no Brasil e em Portugal, os regimes ditatoriais que tivemos não foram Marxistas. Bem, agora que demos uma pequena atenção aos Salazaristas conservadores que vem nos atacando diariamente, passemos ao texto de Alfredo Maia! Um texto que nos mostra claramente como poderíamos todos juntos, dar um imenso impacto ao projeto Morte Súbita graças à internet. O problema é que muita gente prefere divulgar fotos de gatinhos, de “gostosas”, e outras mil futilidades.

A internet pode e deve ser utilizada como uma ferramenta  alternativa para divulgar campanhas e propagar cultura. Para isso, bastaria que passássemos a utilizá-la de forma consciente. Afinal, seria muito preocupante se com as novas tecnologias não conseguíssemos fazer melhor do que fizeram há 50 anos atrás.

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“Do ‘Santa Maria’ para o mundo o “maior comício” anti-Salazar”

“Há 50 anos, não havia redes sociais, mas a tomada de um paquete com 600 passageiros e 350 tripulantes por um punhado de 23 revolucionários mal armados teve o efeito de um comício à escala planetária: a comunidade internacional virou as costas a Salazar.”

“Se não foi outra coisa”, o assalto ao paquete português “Santa Maria”, na madrugada de 22 de Janeiro de 1961, no mar das Caraíbas “foi o maior comício do mundo contra Salazar, foi um comício à escala planetária, foi um sufrágio mundial à credibilidade do regime fascista”. Camilo Mortágua, então com 27 anos, foi um dos 12 exilados políticos portugueses em Caracas, Venezuela, a embarcar na aventura do Directório Revolucionário Ibérico de Libertação (DRIL). Com 11 espanhóis, idealizaram apossar-se do navio, rumar à ilha de Fernando Pó, apoderar-se de uma canhoneira e de armas da guarnição militar espanhola, apontar a Luanda, assumir o poder na colónia portuguesa, instalar um governo provisório e irradiar a sublevação armada contra as ditaduras peninsulares.”

“Liderados pelo capitão Henrique Galvão, importante quadro dissidente do regime e delegado plenipotenciário do general Humberto Delgado (outro dissidente, depois de ter ocupado destacados cargos), derrotado na farsa das eleições presidenciais de 1958,  os revolucionários acabariam por ver frustrados os seus objectivos. Mas não completamente os políticos imediatos. “Pretendia-se uma operação com impacto”, conta Mortágua [ler entrevista]. E teve: a “Operação Dulcineia” – em alusão à quimérica dama do D. Quixote (“D. Quixote de la Mancha”) de Cervantes – convocou a imediata atenção dos média de todo o Mundo, que se precipitaram a enviar repórteres.”

“Com os jornais do país submetidos a férrea censura e manipulados pelas notas oficiosas do Governo, apenas os estrangeiros podiam narrar o acontecimento (a primeira captura de um navio por razões políticas, como viria a sê-lo o desvio de um avião da TAP 11 meses depois) e  colocar na agenda internacional a ditadura. Foi através da cadeia de televisão norte-americana NBC que Galvão, que partilhava a liderança da operação com o comandante “Jorge Soutomaior” (nome de guerra do galego José Hernánez Vasquez, ex-combatente comunista na Guerra Civil de Espanha), invocou a condição de combatente político e neutralizou a arma diplomática de Salazar. Acusando os revolucionários de pirataria, o ditador pretendia que os aliados na NATO, com a frota norte-americana no Atlântico à frente, recapturassem o paquete. França e Holanda não reagiram; a Inglaterra desistiu face à pressão trabalhista. Só os Estados Unidos se fizeram ao mar, com cinco vasos de guerra e uma esquadrilha de aviões.”

“A esquadra aeronaval dos EUA localizou o “Santa Maria” cinco dias após a aventura começar.  O barco zarpara no dia 20 do porto venezuelano de La Guaira, com destino a Miami. Dissimulada entre os 600 passageiros seguia uma parte do comando revolucionário; a outra embarcou clandestinamente e acoitou-se com armas. Três outros homens, Galvão entre eles, entrariam no dia seguinte em Curaçao.”

“A acção foi desencadeada cerca da 1.10 horas do dia 22. Foi rápida – coisa de dez ou 15 minutos. Na tomada da ponte de comando, um oficial de bordo é morto e outro gravemente ferido. O desembarque humanitário de feridos, no dia 23, na ilha de Santa Lucia – decisão controversa na liderança –  foi fatal: denunciou a presença do navio, atrasando a navegação para África.”

“Só no dia 25 foi avistado, mas não abordado. Galvão insistiu com os EUA que se tratava de um acto político e não de pirataria vulgar. John Kennedy, recentemente eleito, cede. Entre 27 e 31 de Janeiro, decorrem conversações entre os líderes do comando e o contra-almirante Allen Smith, em representação dos EUA, atentas à alteração política no Brasil: hostil aos revolucionários, o presidente cessante, Kubitchek de Oliveira, seria substituído no dia 1 de Fevereiro por Jânio Quadros, democrata amigo de Delgado. No dia 2, o navio chega a Recife e os revolucionários recebem asilo político.
Mas já nada será como dantes. “O governo fascista de Salazar está menos seguro no poder do que julga”, sentencia o clandestino “Avante!”, classificando a operação do “Santa Maria” como “uma séria derrota” e anunciando “um novo período de ascenso revolucionário”. E 1961 foi muito agitado.”

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Hoje em dia não é necessário sequestrar um navio para transmitir uma mensagem e reter a atenção! Basta utilizar a Internet para que mensagens conscientes se espalhem pela rede e além da rede.

Nós já fizemos nossa parte e contamos com vocês! Quem ainda não participou do projeto Morte Súbita tem alguns últimos dias para fazê-lo! Cliquem aqui e ajudem o teatro independente de língua portuguesa a combater os resquícios de nossas ditaduras.

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Mestre Gil avisou…

Veja abaixo a opinião do cantor Gilberto Gil sobre as manifestações que tem ocorrido no país. Na entrevista ao Globo, Gil revelou um misto de preocupação e ânimo.

Gilberto Gil (1968 album)

Gilberto Gil (1968 album) (Photo credit: Wikipedia)

“Tenho visto, acompanhado, com muita aflição, às vezes, muito susto. Será a volta do monstro daquela época?” — questionou o compositor, referindo-se à violência da repressão policial e à ditadura militar, que o levou ao exílio, em Londres, de 1969 a 1972.

“Na última segunda-feira, eu me senti fragilizado de novo, temeroso de novo. Parecia o dia em que eu fui para a Passeata dos Cem Mil, na Avenida Rio Branco, no dia do meu aniversário, aquele 26 de junho. Fui tomado pelo mesmo temor daquela época, agora em minha casa, acompanhando a TV e as redes sociais, já inserido neste hipertexto, neste hipercontexto”.

“ Mas, num segundo momento, eu me sinto aliviado por ver esta insurgência popular. Me dá indicação de que a transformação, o “Tempo rei” continua rei. Tudo transformando, transcorrendo, as coisas mudando, novas interrogações, novas questões, novas dificuldades analíticas. Eu estava vendo os protestos na TV ontem (terça-feira) e pensando: o que é isso? Essa manifestação junta a rave com o arrastão. São as duas coisas ao mesmo tempo. É a rave-arrastão. Pronto, é um verso, um condensado poético. As novas palavras de ordem juntam ao mesmo tempo a oração e a praga”, complementou.

Gil comentou ainda sobre a necessidade de artistas se manifestarem publicamente.

“No meu caso pessoal, não precisa. Eu fiz isso a vida toda, todo mundo sabe. “É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte!” (cantarolou a música “Divino, Maravilhoso”). O encorajamento esta aí, podem usar! É só entrar no meu site, procurar, a música está aí!”, finalizou.

Fonte: O Globo

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