Arquivo da tag: cultura brasileira

O avião da seleção

Deram asas à imaginação dos Gêmeos!

Como representantes de uma das novas caras da cultura brasileira, os irmãos  Otávio e Gustavo Pandolfo, mais conhecidos sob o nome artístico ” Os Gêmeos”, são figuras cativas no Blog Zarpante. Eles já pintaram murais pelo mundo todo além de expor em diversas galerias ajudando a trazer a arte urbana para dentro do “circuito”.

Desta vez, os irmãos travaram parceria com a companhia aérea Gol e foram incumbidos de pintar o avião que servirá de transporte para a  seleção brasileira de Futebol durante a Copa do Mundo de 2014!

Foi a primeira vez que Os Gêmeos utilizaram um avião como suporte para um grafite, foram necessárias cerca de 1,2 mil latas de spray, e o resultado vocês conferem logo abaixo:

 

 

Vejam também:

– O dia em que os portugueses carimbaram sua vinda ao Brasil

– #Vaitercopa! Ainda é possível fazer um evento que seja positivo em seus diversos aspectos (inclusive no aspecto social e  econômico)

 

 

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Lamento no morro

Quem não conhece a música “Lamento no morro” de Vinícius de Moraes, tem agora 14 oportunidades para descobrir ou redescobrir essa pérola da cultura brasileira.

Aproveite para descobrir o belo projeto logo abaixo:

Contribua seja como for! Não fique fora dessa! A participação de cada uma das pessoas que acessar este artigo fará toda a diferença! Unidos por esse projeto podemos ressuscitar a alma de Vinícius no Morro da Babilônia. O famoso morro do Orfeu Negro! Clique aqui para participar!

Veja abaixo algumas fotos do projeto Lamento no morro:

Agora vamos às versões de Lamento no morro! Algumas brasileiras, outras do Japão ou dos USA, algumas caseiras outras profissionais, com cantores, cantoras ou simplesmente instrumentais!

Bethânia:

Vinícius de Moraes:

Quarteto Maogani:

Roberto Paiva:

Milton Nascimento:

Vittor Santos:

Coqueirais:

Vanessa da Mata:

Nara Leão:

Nilson Matta (Black Orpheus):

BossaCapybara:

Sambosseros:

Paul Sonnenberg:

Veja também:

– Poeta, Poetinha

– Assim chegaremos lá!

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Um arquiteto para o céu

Niemeyer

Dia 05 de dezembro de 2012, o mundo perdeu um mestre da arquitetura. O ultimo grande arquiteto do século XX nos deixou aos 104 anos para ir reconstruir o céu! Deixa-nos um legado fantástico, que inclui  a realização de toda uma cidade! Sim, porque hoje os brasilienses perderam um dos idealizadores daquela que  é a capital brasileira!

Essa é nossa singela homenagem a um dos maiores representantes da cultura brasileira! Vais deixar saudades!

Leiam também a matéria do jornal português “Público”:

“O arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer morreu aos 104 anos, num hospital do Rio de Janeiro. Tinha sido internado no início do mês passado, pela terceira vez este ano. Desde então, o estado clínico tinha vindo a agravar-se, com problemas respiratórios e renais.

Nascido no Rio de Janeiro, a 15 de Dezembro de 1907, estava perto de celebrar os 105 anos. Teve cinco irmãos e a sua mãe morreu de cancro, ainda nova. Sobreviveu à sua única filha Anna Maria morta em Junho passado. Visitei-o uma última vez, em Março de 2011. Andava entusiasmado com a criação de uma nova Escola Popular que teria o seu nome. Com o humor que todos lhe reconheciam, recordou a construção de Brasília e a sua aversão por viagens de avião. Frequentou o escritório da Av. Atlântica, em Copacabana, até quase ao fim.

Oriundo de uma família carioca, conservadora e católica, com descendentes germânicos que acompanharam a corte portuguesa, em 1807, na sua mudança para o Rio de Janeiro, Niemeyer viveu uma juventude despreocupada e protegida por uma prima solteira. Estudaria arquitectura por convicção ainda que só tardiamente. No terceiro ano, já casado com Annita Balbo, ofereceu-se para trabalhar gratuitamente no escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão.

Com Lúcio Costa, cinco anos mais velho, inicia-se na leitura das ideias de Le Corbusier, com quem teria a possibilidade de colaborar logo em 1936, no projecto para o Ministério da Educação e Saúde, no Rio. O edifício seria o resultado de uma equipa montada por Costa, tendo Le Corbusier como consultor. Niemeyer teria grande responsabilidade no desenho final, influenciando a posição do bloco principal no quarteirão, ou determinando a direcção horizontal dos “quebra-sóis”. Em 1939, também em uma parceria com Costa, projectou o pavilhão do Brasil para a Feira Internacional de Nova Iorque, abeirando-se já de uma espacialidade gestual, concretizada no desenho da rampa e na permeabilidade do volume, características que assinalariam a sua primeira grande ruptura com o racionalismo internacional.

O melhor, portanto, insinuava-se: “Minha arquitectura começou depois na Pampulha”. Estava-se em plena segunda guerra na Europa e, a serviço de Juscelino Kubitschek, futuro presidente do Brasil, construiria quatro obras-primas à beira da lagoa da Pampulha, bairro residencial sofisticado na periferia da capital mineira de Belo Horizonte. Aqui estreava-se na exploração das capacidades plásticas que a nova técnica do betão armado possibilitava, dotando os seus edifícios de uma forte conotação formal.

No entanto, quando surgiu o desafio, também lançado por Kubitschek, já presidente, para a construção dos principais edifícios públicos da nova capital do país Brasília – inaugurada em Abril de 1960 – a arquitectura de Niemeyer ressente-se desse “excesso” formalista, contraindo-se aparentemente. Os edifícios de Brasília apresentam-se geometricamente mais regrados e definidos pela estrutura, como é o caso do Palácio da Alvorada, logo de 1956, ou o conjunto da Praça dos Três Poderes. Esta nova fase seria significativa para a evolução da arquitectura brasileira, repercutindo-se no trabalho das gerações mais recentes.

A colaboração estreita que manteve com os engenheiros de estruturas transformaria a sua arquitectura num ensaio de risco permanente. Essa confiança haveria de se manifestar nas obras construídas no exílio, cumprido em plena ditadura militar. Na Argélia, recentemente independente, mais exactamente no campus da universidade de Constantine, cumpriu um dos seus programas arquitectónicos mais arriscados, levando a técnica do betão armado a um limite aparentemente insustentável. Contra o conselho dos engenheiros franceses que propuseram que a grande viga longitudinal, que compunha a fachada, possuísse um metro e meio de espessura, adoptou a solução de uma viga de apenas 30 cm.

Niemeyer deixou obra significativa fora do seu país, chegando mesmo a construir, com Alfredo Viana de Lima, em Portugal, o Hotel Casino do Funchal, a meio da década de 60, hoje bastante desvirtuado. Foi protegido por figuras como André Malraux, em França, ou Giorgio Mondadori, que em 1968 lhe encomendou a sede da sua editora, nas proximidades de Milão. Tornou-se o maior embaixador da arquitectura brasileira. Isto todavia é pouco, se comparado com o contributo que deu à evolução da arquitectura moderna. Muitos dos seus edifícios tornaram-se arquétipos para os arquitectos contemporâneos. Niemeyer foi um génio e como tal, padeceu de violentos ataques e também de elogios condescendentes. Talvez por ter medo da morte, foi aquilo que podemos descrever como um “homem feliz”.”

– Leia também este artigo sobre o mestre!

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Projeto Ceci n est pas de l eau na reta final!

O clipe acima mostra bem como estamos: felizes! O projeto Ceci n’ est pas de l’ eau está chegando aos dez últimos dias de prazo para alcançar sua meta financeira e já atingimos 87 por cento!

” Mas eu tou tão feliz, parece que o amor atrai”! Agora queremos apelar a todos vocês que leem nosso blog para que juntos possamos chegar a nossa meta! São mais de 15000 acessos em nosso blog, imaginem se cada uma dessas pessoas participasse, com um euro que fosse, desse projeto e de outros projetos em nosso site…;)

Cachaça não é água não, mas o pessoal responsável pelo projeto não está de brincadeira também não! Já estão de passagens compradas para o Rio de Janeiro para poder filmar e documentar a festa da cachaça em Paraty!

Agradecemos pelas permutas de entidades, à pousada Backpacker’s hostel, que vai hospedar a equipe em Paraty, e à empresa NRVO, que vai fazer o design gráfico!

Agradecemos a você, que acreditou no projeto e participou, seja com 1 euro, seja com mil!

Agradecemos ao pessoal do Cachaça Express e ao pessoal da Soul Cachaça pelas contribuições financeiras!

Pedimos a todos uma última mobilização para que alcancemos a meta!

10 dias, pessoal! 13 por cento da meta faltando! Contribuam e divulguem! Toda ajuda é bem-vinda e você estará tornando possível um projeto em que 23 mecenas já acreditaram!

Foram meses de trabalho no site para que o projeto fosse avançando e, apesar de querermos muito que o projeto seja financiado e crie asas para voar, já sabemos que ele deixará saudades por aqui! Mas o mais importante é que o documentário aconteça, graças à ajuda de todos e que represente, de maneira profissional, um pouco da cultura brasileira no exterior e em nossa própria terra!

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Beba com responsabilidade mas contribua sem moderação!

Largest barrel of cachaça and one of the large...

Largest barrel of cachaça and one of the largest wood barrel in use in the world. 8 m tall, 7.85 m wide, capacity of 374,000 l (98,800 US gal), made in 2002. Ypióca's Museum of Cachaça at Maranguape, Ceará, Brazil. (Photo credit: Wikipedia)

Aproveitando a onda da cachaça presente tanto em nosso site, quanto nas discussões político-económicas entre Brasil e USA! Não adianta negar a marvada está cada vez mais na moda e se prepara a conquistar o mercado internacional!

Este post tem um alto teor etílico e deveria interessar os apreciadores da genuína bebida brasileira!

Lembramos que o projeto “Ceci n est pas de l eau” esta em nosso site e precisa da ajuda de todos vocês para poder acontecer! Toda contribuição será bem vinda e esperamos brindar junto com todos, o nascimento desse documentário que vai ajudar ainda mais na internacionalização da cachaça e paralelamente na divulgação da cultura brasileira! Para conhecer o projeto cliquem aqui e se gostarem por favor contribuam com o valor que puderem! Vários prémios foram previstos para quem ajudar por permutas ou por contribuição financeira!

Assistam abaixo a um vídeo bem legal sobre a cachaça! A história da água ardente brasileira contada por Zeca Baleiro!

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De virar os olhinhos!

Mais uma pérola audiovisual da cultura brasileira! Novos Baianos F.C, um documentário de 1975, sobre este grupo tão carismático cujas musicas estão na boca do povo até hoje! Com direção de Solano Ribeiro, este documentário é uma visita ao sitio dos novos baianos na década de 70! Nele descobriremos a paixão que o grupo tinha pelo futebol e também um pouco do dia a dia e das canções do grupo! Prestem atenção por volta do minuto 17, naquela que talvez seja uma das primeiras gravações no Brasil explicando indiretamente o que é o financiamento coletivo!

“Na hora que a gente estava a perigo mesmo agente morou na rua… a gente resolvia o problema do dinheiro…Aquilo ali a gente fez porque não tinha outra saída : gravadora não queria… não dava certo nada, a gente aqui teve que apelar pro povo sabe qual é?” palavras dos próprios membros do grupo!

Passando por dificuldades financeiras, eles tiveram que pedir dinheiro ao povo nos semáforos para alimentar o carro deles de gasolina e  poder colocar comida na mesa! Acreditamos que cada tostão com o qual as pessoas contribuíram valeu a pena e, que com as ferramentas de hoje em dia, como por exemplo o site Zarpante, estes artistas teriam conseguido mais facilmente  esta ajuda financeira merecida! E vocês? Concordam?

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