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Um grande medico na prisão!

Drauzio inicia seu livro com uma foto da Casa de Detenção, mostrando suas dependências. Ele nos conta que quando menino assistia eletrizado filmes de cadeia em branco e preto e quando em 1989, vinte anos depois de formado médico cancerologista, foi gravar um vídeo sobre Aids na enfermaria da penitenciária do Estado. Quando entrou e a porta fechou-se atrás de si, sentiu a mesma emoção de quando assistia às matinês no cine Rialto no Brás. Algumas semanas depois, ofereceu seu trabalho ao Dr. Manoel Schechtman, responsável pelo departamento médico prisional, para fazer um trabalho voluntário de prevenção à Aids, iniciando-o em 1989.

Em seu livro nos fala o horror daquele espaço “minúsculo” para tanta gente, como vivem, como aliciam os que querem ser seus parceiros (homossexuais), o problema das drogas, a destilaria de pinga de milho, etc. “A perda da liberdade e a restrição do espaço físico não conduzem à barbárie, ao contrário dos que muitos pensam”, homens quando presos criam sua próprias regras de comportamento com o objetivo de preservar o seu grupo seja ele dominante ou dominado.

No meio onde tudo transcorre a palavra de um homem seja ele cozinheiro,enfermeiro, varredor ou….. a lei, é “lei” é respeitada, quando não respeitada é punido com o desprezo social, castigo físico ou pena de morte.

Drauzio descreve os lugares, estados emocionais, a vida que eles levam no dia a dia. Também nos mostra cada personagem, Mario Cachorro, seu Jeremias, Alfinete, Deusdete, seu Luis, Claudiomiro, sua convivência com os colegas, com familiares e visitantes.

A casa de Detenção é um Casarão dividido em pavilhões, onde a entrada é como uma gaiola, que se fecha e abre conforme as pessoas passam. A Divineia é a entrada, que fica em frente para o pavilhão Seis central. Da entrada para o fundo à esquerda, vêm os pavilhões Dois, Cinco e Oito. À direita, em posição simétrica, o Quatro e depois o Sete e o Nove.

Para mim, o livro todo, ao contar a história vivida por aqueles homens, tem momentos que causaram náuseas e desejo de largá-lo e não ler mais, mas a leitura é tão envolvente que não desisti e cheguei ao final. É uma realidade dura, mas “real”, vivida e sofrida por muitos. Gostei de ler, de conhecer aquele mundo, há também fotos que comprovam a realidade lá existente.

O que mais chamou minha atenção foi exatamente a condição humana vivida por aqueles homens, condição sub humana e sua resistência a todas as incertezas da vida.

Quanto ao autor, além de médico cancerologista formado em 1967, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, escreve sobre ciência na Gazeta Mercantil e é o articulista da Folha de São Paulo. Publicou Macacos(Publifolha 2000), Rua do Brás (2000). Em 1999, foi lançada a obra Estação Carandiru,  que recebeu o prêmio Jabuti do livro do ano e não ficção.

O livro Estação Carandiru, publicado em 1999, é resultado da experiência do próprio autor, Dr. Draúzio Varella, no maior presídio do país. A convivência com os presidiários e funcionários do presídio teve início quando foi desenvolvido o seu trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Esta convivência proporcionou o conteúdo do livro, onde o autor descreve desde a divisão física da Casa de Detenção, os pavilhões, até a sociedade carcerária e relatos de detentos e funcionários.

Dráuzio Varella, num movimento simples e “clínico”, escreve um livro onde a simplicidade de suas habilidades literárias funcionam para realçar um aspecto central em sua escrita: o assumir-se testemunha estranha, o aceitar-se como contador de histórias alheias, aberto às suas narrativas, mas não íntimo. E embora a obra tenha sido escrita por um médico, e não por um detento, os personagens ali retratados falam com sua própria voz, ou, pelo menos, estão a ponto de apropriar-se da narração.

O nome do livro, Estação Carandiru, é uma referência à estação em que Dráuzio desembarcava para ir ao presídio, ressaltando a visão particular do autor. Apesar de ser definido como obra de ficção pelo autor, o livro permanece na lista dos mais vendidos, desde seu lançamento, na categoria “não-ficção”.

Dráuzio Varella reuniu cerca de sessenta pequenas histórias sobre a vida daqueles que cumpriam pena no Carandiru. Talvez sem ter noção exata da importância do que estava fazendo, Drauzio escreveu um livro fundamental, leitura obrigatória para quem quer conhecer o exato significado da marginalização social.

Varella usa recursos literários para descrever o ambiente da cadeia. A ênfase não é na violência, mas sim no cotidiano – como os presos arrumam suas celas, como se alimentam e se divertem, as relações amorosas que se formam dentro da cadeia, os dias de visita, o comportamento dos funcionários e dos policiais… Frases dos detentos, são espalhadas ao longo do livro, uma linguagem rica em gírias e malandragem que funciona como contraponto à prosa culta do médico.

O encarte de fotos, muitas feitas pelo próprio Varella, mostra um paralelo surpreendente com o autor João do Rio que utilizava técnicas narrativas da ficção em reportagens. O jornalista e o médico se concentram em temas como as tatuagens dos presos, que não mudaram tanto assim nos quase cem anos que separam as duas reportagens.

Enredo

O complexo penitenciário do Carandiru foi o maior da América Latina. Nos tempos de maior lotação, chegou a ter mais de sete mil pessoas encarceradas dentro de seus muros.

Mas o Carandiru não podia ser considerado apenas um presídio, era uma sociedade à parte, um microcosmo auto-sustentável sem precedentes no sistema carcerário do Brasil.

Foi com a intenção de desvendar esse mundo que o médico Dráuzio Varella escreveu o livro Estação Carandiru. Usando como base histórias dos próprios presos, Varella reconstrói a história e a vida deste local tão marcante da cidade de São Paulo.

O doutor Dráuzio Varella foi o médico responsável do presídio por mais de 10 anos, ou seja, quase ninguém lá dentro tinha experiência o suficiente para contar o que ele sabia. Sua idéia era realmente explicitar o funcionamento do local, mas acabou contando a história de vida de muitos presos, permeada com sua própria vida na cadeia.

Dizer que o presídio era auto-sustentável, significa que ninguém precisava intervir para o seu bom funcionamento. Cada um tinha sua função, o respeito hierárquico era grande, existia uma política de compra de local para dormir, ninguém mexia com a mulher dos outros em dia de visita. Tudo isso e muito mais foi organizado sem a ajuda do governo. Foi feito pelos próprios presos durante muitas décadas.

Escrito em forma de memórias, mas em ordem não cronológica e com muitas digressões, a vida de Varella se mistura com a vida dos presidiários. Em sua função com médico, ele se torna amigo dos presos. Ele começa fazer parte da vida deles, muitas vezes como ouvinte de suas confidências, tanto de dentro e como de fora da cadeia.

A história começa quando Dráuzio resolve fazer um trabalho de prevenção a Aids na Casa de Detenção de São Paulo. Ele iniciou sua vida lá dentro com muito medo, por estar no meio dos maiores bandidos do Brasil. Foi enganado algumas vezes, mas com o tempo ele foi ganhando a confiança dos detentos.

O livro termina com a passagem mais marcante da história do Carandiru: o massacre de 1992. Ele deixa claro em seu relato que não procurou nenhuma fonte oficial, como a Policia Militar de São Paulo. O que ele escreveu é inteiramente baseado em relatos de presidiários que sobreviveram ao massacre, podendo deixar um certo ar de parcialidade, de defesa dos presos.

Com uma história humana e humanitária, Estação Carandiru surpreende por mostrar um lado antes não conhecido de um lugar tão escondido de nossa sociedade. É um balde de água fria em todos aqueles que acham que só tem bandido na cadeia, ou que todo bandido não presta.

Por: Mara Lucia de Abreu

outros links:

http://www.leituracritica.com.br/apoioprof/aprecia/002varela_carandiru.asp

http://paulodays-paulodias.blogspot.fr/2007/10/carandiru.html

http://stravaganzastravaganza.blogspot.fr/2011/10/estacao-carandiru-o-livro-estacao.html


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Conseguimos!

Graças aos esforços de todos nossos leitores, que ajudaram a compartilhar e divulgar a notícia, graças à garra de Rafael Kalil, de Erick Maximiano e de toda a equipe envolvida, graças ao público e aos grupos presentes no show de Santa Teresa, aos familiares e amigos que participaram, temos finalmente  a satisfação de anunciar que, 10 dias antes do fim do prazo, o projeto Barreras atingiu a meta financeira e podemos, sim, dizer que foi financiado coletivamente por  meio de Zarpante!

Barreras nas Ruas!

Foi uma longa caminhada, mas valeu a pena! E, agora, a equipe já está trabalhando para que o Brasil e o mundo possam ver esse documentário em 2013! Vai ser, como diz o próprio Kalil, “uma bomba” de realidade, denúncias e principalmente esperança! Vamos mostrar ao mundo que presos não são animais e que, tendo acesso a educação, arte e cultura, podem ser pessoas totalmente adaptadas à sociedade! Agora está nas mãos do Kalil e nós sinceramente acreditamos que sua história vai sensibilizar o mundo, até porque poderá ser vista de qualquer lugar do planeta, graças a uma disponibilização gratuita na internet!

Por enquanto, vamos deixar a ficha cair na cabeça de Rafael Kalil e, assim que ele tiver terminado de festejar a conquista, estaremos todos de olho no avanço das filmagens e da edição, para que possamos manter informadas as pessoas que contribuíram. Fiquem de olho nas atualizações sobre este projeto! Ainda temos algumas surpresas inéditas para quem nos ajudou…

Sei que já foi dito, mas não custa repetir que estamos muito, mas muito felizes mesmo, e que tudo isso só aconteceu  graças a todos vocês!  Lembramos que, se você não contribuiu e quer deixar sua participação neste documentário que vai dar o que falar, ainda pode acessar o projeto no site Zarpante, clicando aqui! Esses eventuais fundos extras seriam utilizados para pagar profissionais que se dispuseram a fazer partes do trabalho gratuitamente, mas que, ainda assim, precisam comer e pagar contas!

Saudações lusófonas e um ótimo sábado para todos!

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Uma noite mágica!

Dia 29 de agosto de 2012 se anunciava como um dia chuvoso na cidade do Rio de Janeiro. Em plena quarta-feira, no meio da semana, tudo conspirava para que o evento SoulCial, previsto no bairro de Santa Teresa, recebesse menos público que as 500 pessoas que tínhamos (otimisticamente) previsto!

Acontece que a noite foi chegando e o céu clareou! Até mesmo a lua cheia apareceu para prestigiar o evento do ano na cidade maravilhosa! Foi uma noite mágica em Santa Teresa e quem esteve por lá não vai esquecer tão cedo este carnaval fora de hora em pleno inverno carioca!

Festa do Ano!

Festa do Ano!

O espaço “Casa do Barão” ficou lotado de gente ( mais de 800 pessoas) e mais de 200 pessoas tiveram que aguardar do lado de fora, pois não havia mais lugar na casa! Muitos vizinhos aderiram à festa, alguns se queixaram do barulho, mas a única certeza que temos é que não rolou confusão alguma e que quem foi não vai esquecer tão cedo essa noite! A festa estava prevista para acabar às 2h da manhã, mas prolongou-se pelas ruas de Santa Teresa com um cortejo em prol do cinema independente e dos direitos humanos no cárcere! Um cortejo de amigos dos amigos e de camaradas do Kalil! Graças ao evento foram captados 2.500 Euros  para o projeto Barreras! Agora faltam somente 415 Euros para que possamos atingir a meta financeira de 14.000 Euros! Venha contribuir no site Zarpante e nos ajude a alcançar a meta!
Para contribuir, por favor, clique no link seguinte: Barreras!

Rafael Kalil (Organizador do evento e responsável pelo projeto Barreras)

Zarpante gostaria de agradecer a todos:

– às bandas que participaram: Orquestra Voadora, Lá e Cá, Cinebloco, Os Siderais e Sinfônica Ambulante!

– aos djs: MAM, Lencinho, Tuta e MBgroove!

– aos organizadores e à Casa do Barão!
– aos moradores de Santa Teresa
– ao maravilhoso público presente!

“Kalil é o Roberto Carlos de Santa Teresa!!! Estava cheeio, mas cheeeeiiiiooooo de amigos apoiando, numa noite linda de lua quase cheia, e a Orquestra Voadora conseguiu esvaziar o local 1:30 para iniciar o melhor carnaval fora de época que eu já vi. Acompanhamos a banda até o Curvelo cantarolando Pulp Fiction sem letra “taa ra ra ra raa ra rá ra ra ra raaaaa” enquanto os vizinhos iam acendendo as luzes, aparecendo nas janelas, botando o roupão e descendo para aumentar o cortejo. POR ISSO AMAMOS SANTA TERESA!!! ♥”  Depoimento de “Hai Fai”, um dos participantes da festa!

Deu para ter uma ideia?! Ainda não? Então veja abaixo as fotos do evento!

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O poder da transformação e o médico dos cárceres!

Ta vendo esse rapaz ai? O nome dele é Wagner e nos o conhecemos quando fazíamos um show na Penitenciária Plácido Sá Carvalho - Bangu, 2007. No evento ele se aproximou de nós e em especial do nosso amigo e tec de som Roberto Reis e logo quando ele deixou a cadeia o Roberto lhe deu uma oportunidade para trabalhar em sua equipe; Hoje, Wagner é engenheiro de som, mora em sua resi... dência com sua esposa e tem uma filha e é um cara exemplar, dedicado, honesto e trabalhador. Não é teoria, é fato, da para mudar as coisas sim!!!!" Rafael Kalil

Ta vendo esse rapaz ai? O nome dele é Wagner e nos o conhecemos quando fazíamos um show na Penitenciária Plácido Sá Carvalho – Bangu, 2007. No evento ele se aproximou de nós e em especial do nosso amigo e tec de som Roberto Reis e logo quando ele deixou a cadeia o Roberto lhe deu uma oportunidade para trabalhar em sua equipe; Hoje, Wagner é engenheiro de som, mora em sua residência com sua esposa, tem uma filha e é um cara exemplar, dedicado, honesto e trabalhador. Não é teoria, é fato, da para mudar as coisas sim!!!!” Rafael Kalil

Já faz mais de um mês que Zarpante vem trabalhando pelo projeto Barreras, (sem i mesmo)! Aliás, o termo exato deveria ser batalhando pelo projeto…Sim isso mesmo uma batalha cotidiana para conscientizar as pessoas da importância de contribuir para este projeto!

Existem aqueles que percebem totalmente a importância do projeto mas não tem “tempo” ou paciência para contribuir, existem também aqueles que nos abordam com pérolas cheias de prejuízo, dizendo que ” bandido bom é bandido morto”, ou que os “presos só deveriam sair das prisões dentro de caixões” e por ai vai…. E assim vamos navegando e percebendo que uma certa mentalidade, de uma certa parcela do povo brasileiro, ainda tem muito que evoluir!

Apesar disso tudo ainda acreditamos no bom senso das pessoas, e principalmente agradecemos os 32 mecenas que já contribuíram para este projeto. 32 mecenas, em uma nação com mais de 190 milhões de habitantes, não chega a ser um número expressivo mas o que conta é que com a ajuda dessas generosas pessoas ou entidades, já alcançamos 79% da meta financeira a ser angariada! Isso representa 11025 Euros que teremos que devolver aos mecenas caso não atingirmos a meta no prazo de 7 dias!

Agora o negocio é o seguinte, contamos com a ajuda de todos vocês para atingir essa meta financeira!

Para contribuir existem várias possibilidades:

1- Por facebook pagando em Reais na página dos parceiros da Diálogo: clicando aqui!

2- Por nosso site em Euros: clicando aqui! ( Contribuindo por aqui você poderá receber recompensas exclusivas)

3- Comparecendo a festa SoulCial no Rio de Janeiro para dançar ao som da Orquestra Voadora e muitas outras surpresas musicais por dez Reais! A Bilheteria será revertida ao projeto Barreras! Saiba mais no link seguinte: Festa SoulCial!

Contribuindo para este filme, estarão também ajudando o Rafael Kalil e sua equipe a levarem o cinema independente brasileiro para o mundo e participando assim na mudança positiva de nossas sociedades!

Se tiverem alguma pergunta a fazer pessoalmente a Rafael Kalil, podem acessar o Facebook dele no link seguinte: Rafael Kalil

Abaixo gostaríamos de compartilhar com nossos leitores, um texto que encontramos navegando pela net: trata-se de um artigo escrito pelo Doutor Drauzio Varella para a Folha de São Paulo. Marcamos os pontos que nos pareciam mais interessantes em negrito ou com a cor vermelha!

Drauzio Varella – Superpopulação carcerária

O lema “lugar de bandido é na cadeia” é vazio e demagógico. Não temos prisões suficientes

As fábricas de ladrões e traficantes jogam mais profissionais no mercado do que sonha nossa vã pretensão de aprisioná-los.

Levantamento produzido pela Folha, com base nos censos realizados nas 150 penitenciárias e nas 171 cadeias públicas e delegacias de polícia, mostra que o Estado de São Paulo precisaria construir imediatamente mais 93 penitenciárias, apenas para reduzir a superlotação atual e retirar os presos detidos em delegacias e cadeias impróprias para funcionar como presídios.

Para Lourival Gomes, o atual secretário da Administração Penitenciária, cuja carreira acompanho desde os tempos do Carandiru, profissional a quem não faltam credenciais técnicas e a experiência que os anos trazem, o problema da falta de vagas não será resolvido com a construção de prisões.

Tem razão, é guerra perdida: no mês passado, o sistema prisional paulista recebeu a média diária de 121 novos detentos, enquanto foram libertados apenas 100. Ficaram encarcerados 21 a mais todos os dias.
Como os presídios novos têm capacidade para albergar 768 detentos, seria necessário construir mais um a cada 36 dias, ou seja, 10 por ano.

Esse cálculo não leva em conta o aprimoramento técnico da polícia. Segundo o mesmo levantamento, a taxa de encarceramento, que há oito meses era de 413 pessoas para cada 100 mil habitantes, aumentou para 444. Se a PM e a Polícia Civil conseguissem prender marginais com a eficiência dos policiais americanos (743 para cada 100 mil habitantes), seria preciso construir uma penitenciária a cada 21 dias.

Agora, analisemos as despesas. A construção de uma cadeia consome R$ 37 milhões, o que dá perto de R$ 48 mil por vaga. Para criar uma única vaga gastamos mais da metade do valor de uma casa popular com sala, cozinha, banheiro e dois quartos, por meio da qual é possível retirar uma família da favela.

Esse custo, no entanto, é irrisório quando comparado aos de manutenção. Quantos funcionários públicos há que contratar para cumprir os três turnos diários? Quanto sai por mês fornecer três refeições por dia? E as contas de luz, água, material de limpeza, transporte, assistência médica, jurídica e os gastos envolvidos na administração?

Não sejamos ridículos, caro leitor. Se nossa polícia fosse bem paga, treinada e aparelhada de modo a mandar para atrás das grades todos os bandidos que nos infernizam nas ruas, estaríamos em maus lençóis. Os recursos para mantê-los viriam do aumento dos impostos? Dos cortes nos orçamentos da educação e da saúde?

Então, o que fazer? É preciso agir em duas frentes. A primeira é tornar a Justiça mais ágil, de modo a aplicar penas alternativas e facilitar a progressão para o regime semiaberto, no caso dos que não oferecem perigo à sociedade, e colocar em liberdade os que já pagaram por seus crimes, mas que não têm recursos para contratar advogado.

A segunda, muito mais trabalhosa, envolve a prevenção. Sem diminuir a produção das fábricas de bandidos, jamais haverá paz nas ruas. Na periferia de nossas cidades, milhões de crianças e adolescentes vivem em condições de risco para a violência. São tantas que é de estranhar o pequeno número que envereda pelo crime.

Nossa única saída é oferecer-lhes qualificação profissional e trabalho decente, antes que sejam cooptados pelos marginais para trabalhar em regime de semiescravidão.

Há iniciativas bem-sucedidas nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da tragédia social. É necessário um grande esforço nacional que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize a sociedade inteira.

Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos. Negar-lhes o acesso à lei federal que lhes dá direito ao controle da fertilidade é a violência mais torpe que a sociedade brasileira comete contra a mulher pobre.

O lema “lugar de bandido é na cadeia” é vazio e demagógico. Não temos nem teremos prisões suficientes. Reduzir a população carcerária é imperativo urgente. Não cabe discutir se estamos a favor ou contra, não existe alternativa. Empilhar homens em espaços cada vez mais exíguos, não é mera questão de direitos humanos, é um perigo que ameaça todos nós. Um dia eles voltarão para as ruas.Fonte

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Barreras na reta final!

Encontramos um artigo bem interessante no site paulista, Catraca Livre: Trata-se de um artigo sobre a questão do cárcere no Brasil e sobre sua importância para a sociedade! Isso tem tudo a ver com o projeto Barreras que está neste momento atingindo a reta final de captação em nosso site! “Barreras” é o nome do filme que será feito com o material de 4 anos de filmagens em presídios do Rio de Janeiro! Nesse período que passou com os detentos, o músico e cineasta Rafael Kalil, resolveu levar arte e cultura para dentro dos presídios para tentar reinserir os detentos na sociedade dando-lhes acesso a arte e cultura! O projeto, que contou com a participação de vários músicos, como por exemplo, Aleh Ferreira, B-Negão, Penna Firme, Orquestra Voadora e por ai vai, levou educação para dentro dos presídios e regenerou muitos detentos!… Hoje precisamos de sua ajuda para que possamos ajudar ainda mais detentos e mostrar ao povo brasileiro, mas também ao mundo, como é possível transformar as pessoas se oferecendo-lhes as mesmas oportunidades e principalmente,respeitando um direito básico: a cultura deve ser acessível para todos!

Venha ajudar o projeto Barreras a alcançar a meta financeira dentro do prazo que acaba em 18 dias, para que possamos realizar o filme e divulga-lo para toda a sociedade brasileira! Ajude a sua sociedade e contribua com o cinema independente brasileiro!

Para contribuir clique abaixo:

Em Euros, no nosso site: Clique aqui!

Em Reais, no Facebook: Clique aqui!

“A questão prisional no Brasil é pouco debatida para a relevância que implica na sociedade brasileira. A superlotação de presídios e a condições degradantes a que os presidiários são submetidos merece uma atenção. E se esta pauta segue ausente em tantos debates, das artes veio um alerta.

A exposição “Liberdade – Carlos Vergara”, que fica em cartaz no Memorial da Resistência de 21 de julho a 14 de outubro, aborda a situação carcerário brasileira através de 50 obras desenvolvidas a partir de filmagens, coletas de materiais e fotografias realizadas pelo artista gaúcho por conta da implosão do Complexo Penitenciário Frei Caneca, no Rio de Janeiro. Estas imagens serviram de base para Vergara produzir monotipias que serviram de base para as pinturas que serão expostas na mostra.

O artista observou, de seu ateliê, em Santa Teresa, a implosão do presídio, que era o mais antigo do Brasil. Desta observação atenta, devidamente registrada, nasceu esta arte engajada. Na mostra, serão apresentadas instalações com as 32 portas que compunham o presídio (Dops – local onde presos políticos padeceram com a repressão da ditadura) que hoje abriga o Memorial.

Os visitantes que conferirem a exposição receberão um catálogo em formato de jornal, bilingue (português/inglês), com textos de Carlos Vergara e da historiadora Marisa Mello, também responsáveis pela organização e edição do jornal. A publicação traz, também, textos de Frederico Coelho, Moacyr dos Anjos, Paulo Jabur, Beatriz Vergara e Eduardo Masini.

A entrada é Catraca Livre.” Fonte

Felicitamos o pessoal do Catraca Livre por abordar um tema tão importante!

Já escrevemos vários artigos relativos a este assunto e quem estiver interessado pode ler nos links seguintes:

– Matéria do Viva Favela sore o projeto Barreras!

– Lendo nas prisões!

Se você fez pelo fluminense, faça pelo Barreras!

Faça algo positivo de sua indignação!

Por trás das grades!

Navegando por entre as grades!

Não perca a festa dia 29 no Rio de Janeiro! Cada pessoa que vier curtir e dançar ao som Orquestra Voadora, Dj Mam, …. ,estará ajudando o cinema brasileiro e contribuindo para uma sociedade mais justa e menos violenta! Olha o flyer logo abaixo!

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Festa solidária! Venha dançar e ajudar o cinema independente brasileiro!

Participe, Contribua, não fique de fora!
Para conhecer o projeto Barreras e contribuir em nosso site clique aqui!

Se preferir contribuir pelo Facebook em Reais, entre  no link seguinte: Diálogo!

Agradecemos a todos os que já participaram e pedimos um derradeiro apoio nesta reta final!

Restam 28 dias e podemos atingir a meta se todos participarem!

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Lendo nas prisões!

No Brasil, os detentos poderão sair mais cedo da cadeia se lerem livros!
O país acaba de criar uma nova forma de remissão de pena! Os presos das prisões federais poderão reduzir o tempo de suas penas graças a leitura! A decisão do governo prevê quatro dias por livro lido!

Projeto Barreras!
Leitura nas prisões!

Os 473.627 prisioneiros  do país poderão ler até 12 obras de literatura, filosofia ou de ciência por ano, ganhando assim até 48 dias de detenção a menos anualmente!

O governo brasileiro explica que os prisioneiros terão 4 semanas para ler um livro e em seguida redigir uma dissertação sobre o assunto. Logo, um júri decidirá se o preso poderá  obter a remissão de pena ou não.

No site do Guardian, Erwin James, um antigo detento, faz uma lista dos livros que os presos brasileiros deveriam consultar. O editor que passou 20 anos preso, aconselha por exemplo o livro Crime e Castigo de Fiodor Dostoievski.

Erwin James foi também marcado pela  leitura de The Second Prison por Ronan Bennet:

«O livro conta a historia de Kane, um republicano irlandês solto após ter cumprido sua pena por ter participado a um assassinato.(…) Mesmo depois de sair da prisão, o personagem continua sendo um prisioneiro estigmatizado pela sociedade! Isso é a realidade de muitas pessoas  que tentam se reinserir na sociedade após passar pela cadeia.»

Para Erwin James, a iniciativa brasileira é uma ótima ideia. Ele se lembra de sua passagem pela cadeia

 e da importância que tiveram esses livros na sua recuperação:

« Os livros que li na prisão não me deram redução de pena alguma mas me ajudaram a ser aquele que eu deveria ter sido.»

Lembramos a todos os sensibilizados pelo tema, que no site Zarpante, encontra-se neste momento, o projeto Barreras! Um projeto audiovisual sobre a importância de levar arte e cultura para as prisões para que possamos reinserir os detentos a sociedade e sensibilizá-los a essas atividades! O filme conta por exemplo a historia de um ex-detento que virou engenheiro de som e vive totalmente integrado a sociedade! O projeto está captando recursos pelo nosso site de financiamento coletivo! Atingimos 74% da meta e contamos com uma pequena contribuição de todos para atingir os 100% e executar o projeto, levando esse filme ao público em acesso livre! Assistam abaixo um pequeno teaser do que realmente vai ser esse filme com participação de vários músicos como o Penna Firme, B-Negão, Aleh Ferreira, Rafael Kalil, entre outros!

Clique aqui para saber mais sobre o projeto e contribua se gostar! Sua ajuda faz toda a diferença!


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Fluminense no crowdfunding!

Como já  andamos dizendo há algum tempo, o financiamento coletivo (crowdfunding) é, mais do que nunca, uma opção segura, inovadora e eficaz de conseguir financiamento para seus projetos! São tempos difíceis, em que a solidariedade e a criatividade são essenciais para que juntos possamos ir adiante!

Um time carioca de futebol, o Fluminense, percebeu o interesse de passar pelo financiamento coletivo  e inovou, inscrevendo seu projeto em um site de financiamento coletivo brasileiro! O livro “Fluminense, 110 jogos inesquecíveis – Guerreiros desde 1902″ vai lembrar partidas e figuras marcantes da história do clube por meio de fotos e textos! O projeto foi lançado há pouco menos de dois meses pelo departamento de marketing tricolor. O financiamento coletivo  do livro sobre os 110 anos do clube já bateu o recorde brasileiro da modalidade, entre os projetos que tiveram seus objetivos alcançados. A um mês do prazo final da iniciativa, previsto para o dia 21 de julho, data do aniversário do Flu, quase R$ 165 mil reais foram arrecadados através de 1.199 doadores. Ou seja: exatos 149% da meta inicialmente traçada, de R$ 110 mil. O recorde anterior no Brasil pertencia ao projeto do documentário “Belo Monte – Anúncio de uma Guerra”, que arrecadou R$ 140 mil com 3.429 apoiadores.

O financiamento coletivo segue através do site www.comecaki.com.br/fluminense. Lá, os torcedores podem contribuir com quantias que variam de R$ 11 a R$ 11 mil em troca de recompensas como exemplares do livro, nome do colaborador na publicação e ainda convites para a festa de lançamento.

Felicitamos a iniciativa do time tricolor e incentivamos times portugueses, angolanos, etc. a nos contactar, se tiverem projetos semelhantes! Desde que o projeto trate de um assunto artístico, cultural, patrimonial, ou social, será bem-vindo em nosso site!

Claro que, depois de falar tão bem de um projeto de outro site, não vamos deixar de lembrar que nosso barco zarpa pelas águas do financiamento coletivo, e que neste momento temos dois projetos muito interessantes em nosso site, e que precisamos da ajuda de todos vocês para conseguir atingir as metas financeiras!

O primeiro projeto chega ao prazo final dentro de 8 dias e precisamos alcançar a meta financeira antes disso! Venha contribuir para o projeto Ceci n’ est pas de l’ eau ( isso não é água não)! Um projeto audiovisual sobre cachaça, que vai levar a cultura brasileira engarrafada para distintos festivais nacionais e internacionais! Já atingimos 87 por cento da captação ( 4784 Euros)! 25 pessoas (físicas e jurídicas) já fizeram suas contribuições! Venha nos ajudar e fazer parte daqueles que possibilitaram esse belo projeto e ganhe recompensas! Clique no link seguinte para conhecer o projeto e contribuir:  Ceci n’ est pas de l’ eau

O segundo projeto se chama Barreras e tem uma importância social enorme! Trata se de mostrar à sociedade, por meio de um documentário filmado durante 4 anos na prisões do estado do Rio de Janeiro, que a melhor maneira para conseguir reinserir os detentos na sociedade passa por cultura, arte e educação! Conheçam, por exemplo, um ex-detento, que hoje é engenheiro de som, graças a eventos promovidos pelo projeto Barreras nos cárceres! 73 por cento da meta atingida (10159 Euros) graças às contribuições de 23  pessoas ou entidades! Venha contribuir para criar um Brasil menos violento e desigual, e ganhe recompensas! Clique no link seguinte para ajudar o projeto: Barreras

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Faça algo positivo de sua indignação!

A maior barreira que a sociedade possa ter é a da indiferença: acostumados a não nos preocuparmos com outra coisa que nós mesmos, acabamos indiferentes a tudo que não é diretamente ligado connosco! Por vezes até nos sensibilizamos com uma causa ou outra mas, por preguiça ou por acreditar que não podemos mudar as coisas, terminamos sentados confortavelmente em nossas poltronas e poucas vezes agimos! Agir pode significar simplesmente ler um texto com o qual concordamos e compartilhá-lo com os amigos, pode também significar incentivar discussões sobre um tema que nos perturba, mas sobretudo implica um movimento, uma vontade física de ver as coisas mudarem!

Quem nunca se sentiu indignado com a desigualdade social? Quem nunca teve vontade de reequilibrar a balança? Quem acha anormal um país com tanta gente que vive sem nada e alguns privilegiados que têm tudo e um pouco mais? Ainda que as coisas tenham melhorado bastante de uns tempos para cá, ainda temos muito que fazer para que o Brasil tenha a cara que merece: a de um país onde a justiça funciona igualmente para todos sem discriminação alguma ligada à cor ou à origem social das pessoas!

Cristo Redentor do Rio de Janeiro

Cristo Redentor do Rio de Janeiro (Photo credit: Wikipedia)

Agora falemos do Rio de Janeiro: quem nunca sentiu certa falta de segurança nessa cidade? Quem nunca sonhou com ruas sem violência? Menos roubos, furtos, sequestros… Com a iminência das olimpíadas e da copa do mundo que o Brasil vai sediar, a questão da segurança na ruas da cidade virou tema central da política urbana carioca! Chegaram as famosas UPPs ( Unidades de Polícia Pacificadora), ferramenta nova que tem tido resultados positivos na pacificação de bairros sensíveis! Mas para se levar paz de verdade a esses bairros, é necessário muito mais que um batalhão de policiais! A paz só virá com mais igualdade social e mais oportunidades para aqueles que sempre foram excluídos! Saúde, educação, cultura e entretenimento são também pilares essenciais para que as pessoas oriundas desses bairros carentes sintam uma mudança a longo termo, que será muito mais real do que as mudanças que podem ser obtidas por meio das UPPs!

O projeto “Barreras“, que está no site Zarpante, é uma dessas ideias super- legais, que merece 10 minutos de seu tempo! Como mostrar à sociedade a importância da cultura, das artes e da educação no processo de reinserção dos presos na sociedade!

Porque é um fato: cedo ou tarde esses presos vão sair da cadeia! Precisamos fazer tudo que está ao nosso alcance para que essas pessoas não saiam piores do que entraram! Hoje em dia é o que acontece em boa parte do sistema carcerário mundial! Temos que dar a essas pessoas a oportunidade de aprender com experiências positivas construtivas!

Mas mudanças são possíveis e, para todos aqueles que sentem a importância dessa mobilização, este é nosso grito!

Nosso SOS é um simples pedido: contribua com o que puder para esse projeto! Onde quer que esteja, sua contribuição estará realmente consolidando mais um passo na luta contra as injustiças sociais! Fica aqui nosso apelo aos nobres de coração, aos solidários, às pessoas que conhecem o poder transformador da cultura e das artes, aos “politicamente corretos” e aos “revolucionários”! Todos juntos podemos chegar lá!

Com sua ajuda poderemos terminar de editar esse filme, cujo material, em boa parte, já está gravado! Quatro anos de filmagens em penitenciárias do Rio de Janeiro! Levando arte e cultura aos detentos, sob forma de shows, filmes, e muito mais! Agora o que queremos é concluir a edição e filmar mais alguns poucos trechos, para depois disponibilizar gratuitamente esse filme pela Internet, para que o máximo de pessoas possa ver o resultado do trabalho!

Um grande obrigado a todos os que nos ajudaram, contribuindo e fazendo com que o projeto chegue aos 15 por cento! Faltam 91 dias ! Vamos nessa, pessoal! A união faz a força!

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Dia internacional dos Museus!

18 de maio é o dia internacional dos museus e, por isso, hoje vamos deixar aqui algumas dicas para que se divirtam e para que aproveitem plenamente este dia em que podemos todos ter acesso à cultura sem ter que pagar nada!

Na França, por exemplo, na noite do dia 19, todos os museus terão entrada franca e estarão abertos ao público a partir das 18h! Muitos desses museus geralmente fecham em torno de 18h mas, na noite de 19 de maio, estarão abertos, esperando a visita de todos! Esse evento faz parte da noite europeia dos museus! Onde quer que estejam, no mundo todo vai haver eventos relacionados ao dia do museu por isso aconselhamos que saiam pelas ruas de suas cidades e visite m ou revisitemos museus pelos quais têm interesse.

A comunidade internacional de museus celebra este ano 35 anos do Dia Internacional dos Museus!

Para cada ano há uma temática diferente, e os museus e seus visitantes são convidados a participar. Este ano o tema é: “Os museus em um mundo em movimento. Novos desafios, novas inspirações.”

Isso nos faz refletir sobre o papel dos museus em nossas sociedades, e sobre novos modos de gestão e de financiamento, inclusive para projetos de museus estaduais.

– Em São Paulo, por exemplo, aconselhamos o Museu da Língua Portuguesa na estação da Luz, e saibam que todos os museus estaduais de Sampa têm acesso grátis hoje!

– Dia dos Museus e Noite dos Museus em Portugal: http://www.ipmuseus.pt/pt-PT/iniciativas/actividades_imc/actividades_imc_arq/ContentDetail.aspx?id=2324

– Programação completa por estados no Brasil. Baixem o pdf seguinte: Guia completo das atividades relacionadas ao Dia Internacional dos Museus no Brasil!

São apenas alguns exemplos, façam suas buscas na net, relativas ao dia dos museus, e façam algumas visitas culturais! Vamos combinar uma coisa: se vocês saírem hoje e visitarem alguns museus, na hora em que estiverem por lá, enriquecendo suas almas, pensem nas pessoas que geralmente não têm acesso à cultura, reflitam sobre a importância que têm a cultura e a arte na formação de indivíduos esclarecidos e felizes. Pensem também na relevância que tem a cultura para a sociedade e! na urgência que existe em nossa sociedade de passar a dar mais valor para o que nos educa e edifica!

Se perceberem o que estamos dizendo, aproveitem que hoje tiveram acesso gratuito a essas fontes de cultura, tara, em seguida, ajudar o projeto Barreras em nosso site! Com o dinheiro que tiverem economizado, visitando um, dois ou n museus, poderão fazer uma boa ação ao contribuir para um projeto bem legal, que trata justamente de levar arte e cultura para os mais carentes, e mostra como é importante dar acesso à arte e à cultura para a reinserção de presos em nossa sociedade. Venham contribuir com o que puderem! A ajuda de cada um de vocês tem impacto real sobre a sociedade de amanhã!

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