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Lançar uma campanha de crowdfunding que seja bem sucedida (ou Obama e o crowdfunding)

Esse artigo aborda algumas das mais importantes considerações que você deverá levar em conta para criar sua “massa de seguidores”,levá-los a interagir e claro, a contribuir para seu projeto.

Vamos por partes: crowd em inglês significa massa e crowdfunding, financiamento pela massa. Por consequência, para lançar um projeto de crowdfunding, você precisa ter uma massa. Quem irá se interessar por seu projeto? Como saber se as pessoas terão interesse pelo que você está fazendo?  Como identificar as pessoas que farão parte de sua “primeira onda de contribuições”, trazendo uma preciosa ajuda ao desencadear o processo? Qual o valor  que você deveria pedir  a sua comunidade de potenciais contribuidores?

Para responder a essas perguntas você precisa:

  • Definir o público ou grupo de pessoas que irá beneficiar do fato de contribuir para seu projeto.
  • Medir sua esfera de influência para ter uma ideia do poder de sua massa e por consequência, da propagação de seu projeto pela rede.
  • Determine o âmbito de seu projeto baseado em pontos de vista de sua massa;
  • Estabeleça, antes de lançar o projeto, prioridades para escolher quem mobilizar primeiro.
  • Dedique-se ao seu projeto, faça o deslanchar, e aumente sua rede de conexões e de possíveis contribuidores, durante o prazo de sua campanha.

O que você deseja executar?

Para saber quem vai contribuir e quem não vai, você precisa primeiro identificar um objetivo comum.

A “massa” pode ser composta por pessoas e grupos que compartilhem um interesse por algo (por exemplo, loucos por rock), que desejem alcançar um objetivo concreto (pessoas que querem contar com uma boa escola em seus bairros), ou que queiram fazer parte de uma experiência significativa (por exemplo fazer parte dos eleitores do primeiro presidente afro-americano da história dos USA).

O que você pode alcançar?

Toda campanha de crowdfunding deve começar com expectativas realísticas, que se adaptem a sua situação.

Duas considerações importantes:

  1. Quanto dinheiro deveria pedir?
  2. Quanto tempo pensa levar para captar esses fundos?

Recomendamos o principio seguinte:

A meta a ser captada não deve ser exageradamente alta (pois isso transmite uma sensação de que é impossível atingi-la), nem muito baixa (pois isso leva a massa a sentir que não é necessário ajudar coletivamente). Precisa ser uma meta equilibrada, cujo orçamento será detalhado e principalmente, que seja acessível e realística. Nós da Zarpante acreditamos profundamente que o crowdfunding não é somente uma ferramenta para captar fundos, mas também uma maneira de reduzir os custos elevados das produções artísticas e culturais atuais.

Esse equilíbrio se encontra numa faixa entre algumas centenas de Euros (ou Reais) e alguns milhares dependendo do objetivo a ser realizado, quanto trabalho será necessário para realizar seu projeto, e claro, qual o tamanho de sua esfera de influência.

O que você já sabe?

Se você representa uma ONG, provavelmente já conta com uma lista de doadores e  de emails de pessoas interessadas em serem atualizadas sobre seu trabalho. Caso for um artista local, tem alguns fãs que  curtiram sua “fã page” no Facebook, para ficar por dentro de sua agenda, das novidades, dos lançamentos, etc. Descubra quem são essas pessoas com quem você pode contar assim que tiver lançado seu projeto, para que possam dar o pontapé inicial da partida, e para que você tenha uma estimativa do esforço que será necessário para criar uma massa de fãs dedicados que irão se mostrar presentes na hora de contribuir e divulgar.

Lembre-se de verificar:

  1. Sua lista de emails e de contatos em redes sociais (quem sabe já tenha alguns apreciadores de seu trabalho nessas listas).
  2. Forums online, em que o assunto que você está tratando seja um tópico comum de conversas.
  3. Outras organizações, grupos ou comunidades que  possam tirar um beneficio de seu projeto, e que nesse sentido possam ajudar a promover a sua causa.
  4. Indivíduos que você conhece pessoalmente e aos quais você pode pedir uma contribuição financeira, e uma ajuda para espalhar a notícia.

Tendo isso tudo em mente, você poderá identificar mais facilmente as pessoas que poderão ser convidadas a participar de sua campanha. Sua massa poderá se estender além desse limite dos contatos imediatos e pessoais,assim que as pessoas de sua rede começarem a espalhar a notícia e compartilhá-la com outras pessoas de suas redes sociais respectivas. Mas para que isso aconteca você precisa começar por quem você conhece.

Atingir o “Yes We Can”

Um belo exemplo, de campanha bem sucedida de crowdfunding, é a histórica campanha presidencial de Barack Obama em 2008. A história que inspirou dezenas de milhões a se envolverem pode ser resumida em três simples palavras — yes we can (sim nós podemos). Uma história sobre o poder, a esperança, mas também sobre ação coletiva.

Yes-We-Can

Tantas pessoas acreditaram nessa história que os recordes de captações de fundos foram ultrapassados na campanha de  Obama, que captou  750 milhões de dólares em um período de 21 meses. De acordo com os membros da campanha, mais do que 80% desses fundos veio sob forma de pequenas doações de menos de 200 dólares. Isso sim é uma massa engajada!

A maneira de contar sua “história” é muito importante. Sua habilidade a engajar sua massa será fortemente influenciada pelos pontos seguintes:

  • O que você está tentando realizar;
  • Porque eu deveria me interessar;
  • o que podemos alcançar juntos;
  • Porque minha participação é importante e como podemos atingir os outros juntos.

Geralmente,na política, histórias são do tipo “o que Eu posso fazer por Você” . Não existem histórias com o Nós. No entanto, crowdfunding se baseia em colaboração. O que motiva a ação é a sinergia que se estabelece  entre “líderes” e “seguidores”. Os membros da massa precisam realmente internalizar o mantra “yes we can” (sim nós podemos) realizar isso juntos.

Pensemos nisso desta forma:

Existe um momento em que os membros de suas redes, começam a acreditar que o seu projeto irá ser realizado, graças a ação coletiva deles. Ao perceberem que podem realmente realizar algo juntos, a participação aumenta.

Chegar lá envolve uma mistura de objetivos comuns e entusiasmo compartilhado. Acontece quando sua história de ações coletivas começa ser tangível.

psicologicamente, isso surge por meio de 4 fases:

Fase 1: Eu quero VER isso se transformar em realidade.

Ao contar sua história deixe claro que contribuir pode levar a algo realizado graças a todos, visível pelos membros da massa, e que vai trazer orgulho a quem participou e fez isso tudo ser possível.

FASE 2: Eu vejo que os OUTROS estão se envolvendo.

Não basta contar um boa história e se dar por satisfeito. É necessário demostrar que outras pessoas também desejam ver esse projeto avançar e contribuem financeiramente para que isso aconteça, além de ajudarem a espalhar a notícia.

Fase 3: Faca com que eu sinta que minha contribuição faz uma diferença.

Para que as pessoas queiram participar, elas precisam sentir que realmente estão fazendo uma diferença significante ao contribuir com qualquer valor que seja.

Fase 4: Faça com que eu sinta que esse projeto irá inevitavelmente acontecer.

Algumas pessoas que ainda não tinham decidido se contribuiriam ou não, terão tendência a participar, unicamente quando sentirem que tantas pessoas se envolveram que é inevitável que o projeto atinja a meta. Outras podem sentir que o fracasso é iminente e decidir contribuir, pois, poderiam estar alavancado o projeto, e indiretamente, fazendo com que atinja a meta.

Se conseguirmos juntos levar o público a atingir a fase 4, o mais provável é que seu projeto atinja a meta. Lembre-se que o objetivo primeiro de toda campanha de crowdfunding não é o dinheiro, mas sim o fato de inspirar uma massa de pessoas e motivá-las a participar coletivamente. Ou seja, quanto mais pessoas compartilharem e/ou contribuírem, e por consequência, quanto mais pessoas subirem a bordo, mais chances você terá de atingir sua meta.

Esperamos que estes conselhos sejam úteis para você.

Boa sorte!

Veja também:

– A Estátua da Liberdade e o crowdfunding

– O Redentor existe graças ao crowdfunding

 

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A melhor arma é a cultura!

Depois dos recentes eventos nos USA, que vêm repetindo-se já há alguns anos, o debate sobre o porte de armas está cada vez mais presente na sociedade americana e nos demais países do mundo! A NRA (“National Rifle Association”) faz um forte lobby para poder continuar vendendo livremente seus “brinquedos de matar”, e anda dizendo que a culpa pelos massacres não é das armas, mas dos filmes e dos jogos que incitam à violência!

campanha-contra-armas

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Não acreditamos que as armas saiam por aí atirando sozinhas, mas também não aceitamos que  isso justifique o porte de armas legal por parte de qualquer cidadão! Se, até mesmo no exército e na polícia, instituições onde as pessoas estudam e são preparadas para carregar armas, acontecem desastres, imagine só se cada cidadão tivesse sua própria arma! Seria um Deus nos acuda geral!

Se a pessoa estivesse insatisfeita com o salário, sairia atirando no patrão, se o jogador de futebol estivesse insatisfeito por ter sido substituído, sairia atirando no técnico e, pior ainda, se uma multidão saísse às ruas para manifestar contra alguma decisão do governo, estariam todos armados…. Não preciso nem dizer a carnificina que seria, não é?

Por essas e por outras, nós de Zarpante somos totalmente contra a legalização indiscriminada do porte de armas e apoiamos políticas de desarmamento, como as que o presidente Obama deseja aplicar no Estados Unidos da América!

No entanto, existe uma arma muito poderosa que adoraríamos ver nas mãos de todos: cultura! Para isso basta facilitar o acesso aos livros, ao cinema, teatro, shows, etc! Colocar um livro nas mãos de cada um de nós é muito mais importante do que colocar armas de fogo, e tem um resultado infinitamente mais positivo!

Por isso desarme seu coração e venha navegar no nosso barco cultural!

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Dilma, Obama e o papo cachaça!

“Obtida pela destilação do caldo de cana-de-açúcar fermentado, a cachaça é tradicionalmente usada na elaboração da caipirinha, que virou marca do Brasil no exterior. No País, são produzidos por ano cerca de 1,5 bilhão de l de cachaça – a maioria em destilarias e uma parte de fabricação artesanal, em pequenos alambiques. São mais de 30 mil produtores e 5 mil marcas.” Fonte: uol.com

A prosaica cachaça , que virou marca no Brasil e no exterior, entrou na agenda da visita que a presidenta Dilma Roussef faz a Barack Obama, nos Estados Unidos. Na oportunidade, o governo americano vai reconhecer a cachaça como produto tipicamente brasileiro, facilitando sua exportação aos EUA. Dilma aproveitou para oferecer uma garrafa de Velho Barreiro a Obama! Uma garrafa de edição limitada com um módico valor de 212 mil reais por ser cravejada de diamantes!

Claro que a cachaça sempre foi de produção brasileira e que não precisamos do Obama para saber disso mas o fato que seja reconhecida pelos Estados Unidos como produto genuinamente brasileiro, faz com que o mercado americano se abra ainda mais para este destilado tão genuinamente nacional. Passa então a ser comercializada nos USA sob o nome de cachaça produto brasileiro e não mais sob o nome de brazilian rhum (rhum brasileiro).
Esse papo todo tem muito a ver com um projeto em nosso site e o fato da presidenta Dilma ter conversado ainda essa semana sobre isto com Obama mostra o quão atual é a temática e o interesse internacional por uma bebida que tem a cara do Brasil! O projeto “Ceci n est pas de l eau” abordará a temática da cachaça justamente sob o ponto de vista económico/cultural, tentando estudar o marketing em torno desse produto e mostrando a reputação da pinga no exterior…
Se você trabalha diretamente ou indiretamente com cachaça, sem tem um bar, um alambique, se simplesmente aprecia boa cachaça e entende a importância que representa para o Brasil saber dominar e comercializar esse produto, venha conhecer o projeto em nosso site no link seguinte: Ceci n est pas de l eau!
Este projeto audiovisual busca também provar que é possível fazer um filme documentário de alta qualidade com fundos bem menores que os que são utilizados pela grande maioria de filmes lançados hoje em dia! Para isso precisam da ajuda de nós todos! Eu já contribuí! E você?
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