A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
Por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
Avolumam-se, descem. Ondas batendo
Numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
Na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
Banksy montou o stand mas ficou invisível: um senhor desconhecido fez o papel de vendedor. A verdadeira questão é a seguinte: porque uma obra de Banksy vale mais de cem mil dólares em alguns leilões e passa a valer apenas 60 dólares quando vendida (autenticada) na rua? A obra ganha valor apenas por estar em um leilão e perde valor apenas por estar na rua? Não é um pouco absurdo?
Quanto mais acessível for uma obra, menor o seu valor?
Lembramos também que, por mais conhecidas que sejam as obras de Banksy, ele ainda não tem um nome tão célebre quanto o de Picasso ou Van Gogh, e por isso mesmo perguntamos: se fosse o caso, ele teria podido vender as obras por um valor superior no próprio Central Park? O verdadeiro valor de uma obra está na obra em si ou no nome do autor?
No total, foram 420 dólares de obras compradas por umas poucas pessoas, que têm agora a sorte de ter Banksys originais comprado por 20 dólares, e que poderão ser revendidos por uma soma pelo menos 100 vezes superior.
Fontes: O Globo, Youtube, Kelp, The Mongrel, Grafite pra ontem, Metro, http://www.urbanartcore.eu/tag/nunca/, http://theonepointeight.wordpress.com, http://antropologizzzando.blogspot.fr
Para quem ainda não teve essa chance, a hora é essa: até dia 2 de setembro de 2013 a artista, que tem obras na Galeria Zarpante, estará expondo parte de seu belo trabalho artístico na Galeria Chardonnay em Florianópolis.
É curioso que até o nome do bairro em que acontece a exposição tenha algo em comum com Zarpante e com a lusofonia: corram ao Bairro Santo Antônio de Lisboa pois são os últimos dias para ver essa exposição que vai até dia 2 de setembro!
A artista foi entrevistada na rádio comunitária Campeche, no programa semanal Arrastão e quem quiser pode conferir no link abaixo:
Tudo bem, no caso do Jay -Z, o que ele procura são quadros caros de artistas famosos, para sentir o próprio ego aumentar e poder afirmar que tem quadros caríssimos. Mas na Galeria Zarpante você encontra obras exclusivas por preços acessíveis. Não importa se vão valer milhões ou não, o que importa é que gostemos do que “consumimos”. Afinal quando compramos um livro, não pensamos no valor que ele terá no futuro, apenas compramos porque gostamos de quem escreve ou porque temos curiosidade, e assim deveria ser também no caso das artes plásticas.
[Verse 1]
“I just want a Picasso, in my casa
No, my castle
I’m a hassa, no I’m an asshole
I’m never satisfied, can’t knock my hustle
I wanna Rothko, no I wanna brothel
No, I want a wife that fuck me like a prostitute
Let’s make love on a million, in a dirty hotel
With the fan on the ceiling, all for the love of drug dealing
Marble Floors, gold Ceilings
Oh what a feeling – fuck it I want a billion
Jeff Koons balloons, I just wanna blow up
Condos in my condos, I wanna row of
Christie’s with my missy, live at the MoMA
Bacons and turkey bacons, smell the aroma
It ain’t hard to tell
I’m the new Jean Michel
Surrounded by Warhols
My whole team ball
Twin Bugattis outside the Art Basel
I just wanna live life colossal
Leonardo Da Vinci flows
Riccardo Tisci Givenchy clothes
See me thrown at the Met
Vogue’ing on these niggas
Champagne on my breath, Yes
House like the Louvre or the Tate Modern
Because I be going ape at the auction
Oh what a feeling
Aw fuck it I want a trillion
Sleeping every night next to Mona Lisa
The modern day version
With better features
Yellow Basquiat in my kitchen corner
Go ahead lean on that shit Blue
You own it…”
Há um certo discurso que afirma que um artista plástico não pode ser um músico ou vice versa. Que cada arte deve ser devidamente separada, catalogada, e trabalhada individualmente.
Entre os artistas plásticos, sente-se ainda mais, que sacralizam a arte com a qual trabalham, mesmo que isso signifique esnobar as outras.
Existe também essa ideia que somente pessoas que estudaram e se formaram em arte estão aptas a opinar sobre o assunto….
Pois o homem sobre o qual falaremos hoje é o exemplo perfeito de que nem sempre o ideal seja cursar longos estudos especializados e que a versatilidade da vida pode ser muito mais edificante do que imaginamos.
Um jovem negro de Nova-York, que sem estudo algum (além das visitas aos museus que fazia com sua mãe), conseguiu deixar seu nome escrito para sempre na história das artes.
Jean-Michel Basquiat tem um percurso no mínimo atípico:
Passou por dificuldades financeiras e vendia cartões postais e camisas com desenhos seus para sobreviver. Os cartões postais que não eram considerados como arte, eram comprados por dois dólares na época e hoje valem mais de 5000 dólares…
http://grooveshark.com/#!/album/Jean+Michel+Basquiat+In+Downtown+81/5996252
Saiba mais com os vídeos abaixo:
“Infinitos é uma série de pinturas abstratas onde o objetivo é a exploração das infinitas possibilidades de escolhas; construídas basicamente com círculos e linhas que se ligam.
Abstrações que, desde o movimento da linha que parte de um circulo ao outro ou em direção ao nada, expressam calma e raiva, premeditação e automatismo.”