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Um prato cheio…

Já que estamos no fim de semana, ai vai um prato cheio de erotismo para esquentar seu domingo!

As fotos abaixo são do fotografo Andrea Tomas Prato:

 

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Poemas eróticos recheados com ilustrações

Para começar 2014 em alta temperatura, que tal alguns poemas eróticos de Carlos Drummond de Andrade, acompanhados por ilustrações do Italiano Milo Manara?

– Do livro “O Amor Natural”:

“Oh! Sejamos pornográficos
(docemente pornográficos).
Porque seremos mais castos
Que o nosso avô português?”
Manara

Manara

– Mimosa boca errante

Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delícias
que fruto e boca se permitem, dádiva.
Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?
Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a líquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual se fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.
Já sei a eternidade: é puro orgasmo.

– Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça

Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
de magnificar meu membro.
Sem que eu esperasse, ficaste de joelhos
em posição devota.
O que passou não é passado morto.
Para sempre e um dia
o pênis recolhe a piedade osculante de tua boca.
Hoje não estás nem sei onde estarás,
na total impossibilidade de gesto ou comunicação.
Não te vejo não te escuto não te aperto
mas tua boca está presente, adorando.
Adorando.
Nunca pensei ter entre as coxas um deus.

– Sob o chuveiro amar:

Sob o chuveiro amar, sabão e beijos,
ou na banheira amar, de água vestidos,
amor escorregante, foge, prende-se,
torna a fugir, água nos olhos, bocas,
dança, navegação, mergulho, chuva,
essa espuma nos ventres, a brancura
triangular do sexo — é água, esperma,
é amor se esvaindo, ou nos tornamos fonte?

– Sublime Puta

Ó tu, sublime puta encanecida,

que me negas favores dispensados
em rubros tempos, quando nossa vida
eram vagina e fálus entrançados,
agora que estás velha e teus pecados
no rosto se revelam, de saída,
agora te recolhes aos selados
desertos da virtude carcomida.
E eu queria tão pouco desses peitos,
da garupa e da bunda que sorria
em alva aparição no canto escuro
Queria teus encantos já desfeitos
re-sentir ao império do mais puro
tesão, e da mais breve fantasia.

– A castidade com que abria as coxas

A castidade com que abria as coxas
e reluzia a sua flora brava.
Na mansuetude das ovelhas mochas
e tão estreita, como se alargava.
Ah, coito, coito, morte de tão vida,
sepultura na grama, sem dizeres.
Em minha ardente substância esvaída,
eu não era ninguém e era mil seres
em mim ressuscitados. Era Adão,
primeiro gesto nu ante a primeira
negritude de corpo feminino.
Roupa e tempo jaziam pelo chão.
E nem restava mais o mundo, à beira
dessa moita orvalhada, nem destino.

– A lingua lambe

A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.

 

– Sugar e ser sugado pelo amor

Sugar e ser sugado pelo amor
no mesmo instante boca milvalente
o corpo dois em um o gozo pleno
Que não pertence a mim nem te pertence
um gozo de fusão difusa transfusão
o lamber o chupar o ser chupado
no mesmo espasmo
é tudo boca boca boca boca
sessenta e nove vezes boquilíngua.

– No corpo feminino, esse retiro

No corpo feminino, esse retiro
 a doce bunda – é ainda o que prefiro.
A ela, meu mais íntimo suspiro,
pois tanto mais a apalpo quanto a miro.
Que tanto mais a quero, se me firo
em unhas protestantes, e respiro
a brisa dos planetas, no seu giro
lento, violento… Então, se ponho e tiro
a mão em concha – a mão, sábio papiro,
iluminando o gozo, qual lampiro,
ou se, dessedentado, já me estiro,
me penso, me restauro, me confiro,
o sentimento da morte eis que o adquiro:
de rola, a bunda torna-se vampiro.

– A Bunda, que engraçada

A bunda, que engraçada.

Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai

pela frente do corpo. A bunda basta-se.

Existe algo mais? Talvez os seios.

Ora – murmura a bunda – esses garotos

ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas

em rotundo meneio. Anda por si

na cadência mimosa, no milagre

de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte

Por conta própria. E ama.

Na cama agita-se. Montanhas

Avolumam-se, descem. Ondas batendo

Numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz

Na carícia de ser e balançar.

Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,

Redunda.

Vejam também:

– A poesia do Marinheiro

– Paz no Futebol

 

 

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Para esquentar um pouco mais seu fim de semana

Dois artistas que vão apimentar o sábado dos adultos!

O brasileiro Francisco Leite, aka Derbyblue e seu compatriota Juarez Machado:

Vejam também:

– Ninfomaníaca

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Sem medo do erotismo

Porque é que é só alguém tirar a roupa para todos escandarem que é pornografia? Zarpante vem mostrar que erotismo também é arte!

– Começamos com algumas aquarelas e nanquins da artista plástica Ana Verana:

– Em seguida vamos mostrar os trabalhos sensuais de dois fotógrafos franceses:

o primeiro é André Chabot e se define como “especialista em cemitérios e arte fúnebre”.

O segundo é o defunto jean francois jonvelle.

Galeria logo abaixo.

– Para quem insiste em dizer que erotismo não pode ser arte, e que o lugar desses artistas é no “underground”, vejam a seguir dois artistas brasileiros que já expuseram obras eróticas em grandes museus e galerias.

Sempre expondo entre Nova Iorque, Londres, e outras capitais mundiais, os brasileiros Kazuo-Okubo e Fernando Carpaneda não tem medo do erotismo!

Afinal, como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade:

“A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.”

Para quem gostou, tem mais:

– Arte corporal

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A Torre Eiffel enlouqueceu e as mulheres agradecem

Um sex-toy em forma de Torre Eiffel é puro Glamour!

“La Tour est folle” (a torre Eiffel é louca): criado por um artista franco peruano, o objeto sexual tem a forma do monumento mais conhecido de Paris! No Brasil o objeto está em passe de virar sucesso!

Sébastien Lecca é o criador da obra  “La Tour est folle” , que está ficando cada vez mais conhecida, particularmente no Brasil, onde diversos jornais como por exemplo O Globo e a Folha de São Paulo, dedicaram recentemente matérias ao assunto.

O objeto nada mais é que um sex-toy em forma de Torre Eiffel. O artista explica que não entende como ninguém pensou nisso antes, levando em conta que esse emblema francês é um dos monumentos mais fálicos do mundo.

Em um contexto atual em que mais de 70% dos sex-toys são fabricados na China, aparece esse novo brinquedo 100% “Made in France”, com um tal sucesso, que, desde seu lançamento em fevereiro de 2013,uma fundação chamada prazeres da França foi criada pelo artista chileno e um amigo. Um associação dos fabricantes de objetos sexuais franceses. O objetivo é dar mais visibilidade aos talentos franceses tanto na França quanto no exterior, além de sensibilizar os bancos para que estes deixem de ter preconceito em relação ao setor que consideram como pornográfico. Em resumo, democratizar os brinquedos sexuais é a meta, e para isso são distribuídos em lojas de lembranças de Paris (Torre Eiffel), lojas inovadoras, e galerias de arte, além é claro, dos sex shops.

 

Por enquanto, o objeto está a venda unicamente na França e alguns países vizinhos, mas a ideia do artista, é exportar a “torre enloquecida” para o Brasil, assim como em breve estará fazendo para o México.

Afinal meninas, vamos combinar: existe algo mais glamour que ter prazer com a Torre Eiffel?

 

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