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Um arquiteto para o céu

Niemeyer

Dia 05 de dezembro de 2012, o mundo perdeu um mestre da arquitetura. O ultimo grande arquiteto do século XX nos deixou aos 104 anos para ir reconstruir o céu! Deixa-nos um legado fantástico, que inclui  a realização de toda uma cidade! Sim, porque hoje os brasilienses perderam um dos idealizadores daquela que  é a capital brasileira!

Essa é nossa singela homenagem a um dos maiores representantes da cultura brasileira! Vais deixar saudades!

Leiam também a matéria do jornal português “Público”:

“O arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer morreu aos 104 anos, num hospital do Rio de Janeiro. Tinha sido internado no início do mês passado, pela terceira vez este ano. Desde então, o estado clínico tinha vindo a agravar-se, com problemas respiratórios e renais.

Nascido no Rio de Janeiro, a 15 de Dezembro de 1907, estava perto de celebrar os 105 anos. Teve cinco irmãos e a sua mãe morreu de cancro, ainda nova. Sobreviveu à sua única filha Anna Maria morta em Junho passado. Visitei-o uma última vez, em Março de 2011. Andava entusiasmado com a criação de uma nova Escola Popular que teria o seu nome. Com o humor que todos lhe reconheciam, recordou a construção de Brasília e a sua aversão por viagens de avião. Frequentou o escritório da Av. Atlântica, em Copacabana, até quase ao fim.

Oriundo de uma família carioca, conservadora e católica, com descendentes germânicos que acompanharam a corte portuguesa, em 1807, na sua mudança para o Rio de Janeiro, Niemeyer viveu uma juventude despreocupada e protegida por uma prima solteira. Estudaria arquitectura por convicção ainda que só tardiamente. No terceiro ano, já casado com Annita Balbo, ofereceu-se para trabalhar gratuitamente no escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão.

Com Lúcio Costa, cinco anos mais velho, inicia-se na leitura das ideias de Le Corbusier, com quem teria a possibilidade de colaborar logo em 1936, no projecto para o Ministério da Educação e Saúde, no Rio. O edifício seria o resultado de uma equipa montada por Costa, tendo Le Corbusier como consultor. Niemeyer teria grande responsabilidade no desenho final, influenciando a posição do bloco principal no quarteirão, ou determinando a direcção horizontal dos “quebra-sóis”. Em 1939, também em uma parceria com Costa, projectou o pavilhão do Brasil para a Feira Internacional de Nova Iorque, abeirando-se já de uma espacialidade gestual, concretizada no desenho da rampa e na permeabilidade do volume, características que assinalariam a sua primeira grande ruptura com o racionalismo internacional.

O melhor, portanto, insinuava-se: “Minha arquitectura começou depois na Pampulha”. Estava-se em plena segunda guerra na Europa e, a serviço de Juscelino Kubitschek, futuro presidente do Brasil, construiria quatro obras-primas à beira da lagoa da Pampulha, bairro residencial sofisticado na periferia da capital mineira de Belo Horizonte. Aqui estreava-se na exploração das capacidades plásticas que a nova técnica do betão armado possibilitava, dotando os seus edifícios de uma forte conotação formal.

No entanto, quando surgiu o desafio, também lançado por Kubitschek, já presidente, para a construção dos principais edifícios públicos da nova capital do país Brasília – inaugurada em Abril de 1960 – a arquitectura de Niemeyer ressente-se desse “excesso” formalista, contraindo-se aparentemente. Os edifícios de Brasília apresentam-se geometricamente mais regrados e definidos pela estrutura, como é o caso do Palácio da Alvorada, logo de 1956, ou o conjunto da Praça dos Três Poderes. Esta nova fase seria significativa para a evolução da arquitectura brasileira, repercutindo-se no trabalho das gerações mais recentes.

A colaboração estreita que manteve com os engenheiros de estruturas transformaria a sua arquitectura num ensaio de risco permanente. Essa confiança haveria de se manifestar nas obras construídas no exílio, cumprido em plena ditadura militar. Na Argélia, recentemente independente, mais exactamente no campus da universidade de Constantine, cumpriu um dos seus programas arquitectónicos mais arriscados, levando a técnica do betão armado a um limite aparentemente insustentável. Contra o conselho dos engenheiros franceses que propuseram que a grande viga longitudinal, que compunha a fachada, possuísse um metro e meio de espessura, adoptou a solução de uma viga de apenas 30 cm.

Niemeyer deixou obra significativa fora do seu país, chegando mesmo a construir, com Alfredo Viana de Lima, em Portugal, o Hotel Casino do Funchal, a meio da década de 60, hoje bastante desvirtuado. Foi protegido por figuras como André Malraux, em França, ou Giorgio Mondadori, que em 1968 lhe encomendou a sede da sua editora, nas proximidades de Milão. Tornou-se o maior embaixador da arquitectura brasileira. Isto todavia é pouco, se comparado com o contributo que deu à evolução da arquitectura moderna. Muitos dos seus edifícios tornaram-se arquétipos para os arquitectos contemporâneos. Niemeyer foi um génio e como tal, padeceu de violentos ataques e também de elogios condescendentes. Talvez por ter medo da morte, foi aquilo que podemos descrever como um “homem feliz”.”

– Leia também este artigo sobre o mestre!

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Este arquiteto é um monumento!

Hoje Zarpante prestigia um grande arquiteto brasileiro: Oscar Niemeyer!

oscar Niemeyer - art museum

oscar Niemeyer – art museum (Photo credit: oddsock)

– Descubra um pouco mais sobre este grande nome da arquitetura mundial com as informações do Wiki:

“Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares (Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907) é o arquiteto brasileiro de nome mais influente na Arquitetura Moderna. Foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado, e por esse motivo teve grande fama nacional e internacional desde a década de 1940 [1]

Seus trabalhos mais conhecidos são os edifícios públicos que projetou para a cidade de Brasília, embora possua um grande corpo de trabalho desde sua graduação pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1934.”

Fonte: Wikypédia (Niemeyer)

– Em seguida assista o filme “A Vida é Um Sopro”:

– Mas o tempo não para e o Niemeyer tampouco!

Niemeyer fará o projeto do Centro de Eventos do Rio Grande do Sul!

Espaço para congressos, seminários e espetáculos culturais será construído em uma área de 100 mil m²

“O arquiteto Oscar Niemeyer foi escolhido para idealizar o novo Centro de Eventos do Rio Grande do Sul. O Governo do Estado e a Secretaria de Turismo confirmaram a participação do arquiteto na última sexta-feira (20), quando foi realizado o convite no Rio de Janeiro.

O espaço para realização de congressos, seminários e espetáculos culturais será construído em uma área de 100 mil m², com capacidade para 10 mil pessoas em um auditório principal e outro secundário. O edifício também será dividido em dois pavilhões, com praça de alimentação e estacionamento.

O projeto prevê o uso de energias alternativas e o reaproveitamento da água. De acordo com o governo do Rio Grande do Sul, a obra será feita por meio de Parceria Público-Privada (PPP).

Ainda não foi definido o local de construção do Centro de Eventos, mas o governo estuda três possibilidades: o Morro Santa Tereza, a Doca Turística, próxima à Arena do Grêmio, e o Centro Vida, na Zona Norte de Porto Alegre.”

Fonte: PiniWeb.

– Acesse também este post sobre Niemeyer.

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‘Casa em Leiria’: arquitectos portugueses expõem na França!

”A ‘Casa em Leiria’, situada na periferia da cidade do mesmo nome, é um projeto dos arquitetos Manuel e Francisco Aires Mateus, que se iniciou em 2005 e que começou a ser construído em fevereiro de 2008, terminando em 2010.

O caráter peculiar do edifício, com uma implantação acima do solo relativamente reduzida, advém-lhe de três aspetos: o primeiro, é facto de as áreas privadas da casa estarem construídas no subsolo em redor de pátios enterrados, recebendo imensa luz; a mesma preocupação está patente no segundo aspeto do projeto que é a existência de um imenso espaço vazio que atravessa sucessivamente os três pisos da casa do telhado até ao subsolo sobre um pátio central (que se abre ao nível do solo para o exterior), funcionando como uma enorme claraboia; por último, a casa, que apresenta uma forma geral aparentemente tradicional – um paralelepípedo encimado por um telhado – não tem quaisquer janelas e é toda ela uniformemente branca. Das diversas obras e projetos que realizaram em todo o mundo destacam-se a Biblioteca e o Centro de Artes de Sines, que recebeu o Prémio ContractAward, e o Hotel e Residências Grand Canal Square, em Dublin.

Com presença assídua em grandes publicações de arquitetura por todo o mundo, Manuel e Francisco Aires Mateus foram galardoados, entre outros, com o Prémio Mies Van der Rohe, o Prémio de Arquitetura Contemporânea 2007 e o Prémio da II Bienal Ibero-americana de Arquitetura.

Manuel Aires Mateus é professor na Universidade de Harvard desde 2001 e atualmente ambos lecionam na Universidade Autónoma de Lisboa e na Academia di Architettura de Mendrizio, na Suíça, segundo uma nota biográfica da Agência Lusa.”

A exposição Nove Arquitetos/Nove Propostas para Habitar  foi inaugurada no dia 19 de fevereiro na Villa Noailles, um centro de artes instalado num dos primeiros edifícios modernistas construídos em França (1923), perto de Toulon, no sul do país.

” Além de mostrar as obras dos nove arquitetos, a exposição visa possibilitar aos visitantes acompanhar o processo da produção dos projetos, bem como os universos pessoais dos seus autores, que estão subjacentes a esses mesmos projetos e que se traduzem, nomeadamente, pela exibição de «séries de objetos», «do dia-a-dia, referências, fotografias, filmes, ferramentas, obras de arte, coleções diversas, mas também o bloco de esboços pessoal, o bloco de notas… e uma foto do seu ateliê».”

Fonte: Instituto Camões blog

Saudações a nossa amiga e arquiteta Filipa Figueiredo!

 

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