Arquivo da tag: Aleh Ferreira

Quando os próprios músicos convidam…

“Les Nuits de Rio” vai acontecer em Paris nos dias 27 e 28 de setembro de 2013! Uma ocasião perfeita para quem está em Paris e quer matar as saudades do Brasil ou para quem é de Paris e deseja descobrir um pouco do tempero carioca desses dois compositores natos!

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Para que ninguém esqueça ou nos critique por não termos informado aos brasileiros espalhados pelo mundo, que agora em Paris o Brasil é chique e toca em salas de teatro! Desta vez quem está representando a cultura brasileira em Paris são os cariocas Aleh Ferreira e Ruben Jacobina, que, unidos a Zarpante vieram apresentar aos franceses músicas do novo cenário musical carioca!

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Deux artistes venus de Rio pour un week-end 100% brésilien à Paris!

En cette fin d’été 2013, Paris regorge d’événements brésiliens! Cependant, le bon plan se passe au Théâtre de Ménilmontant: “Les Nuits de Rio” ou comment voyager à Rio pour 15 euros!

“Les Nuits de Rio” c’est le premier événement produit à Paris par Zarpante! C’est pourquoi, nous comptons sur la divulgation de tous!

L’événement se divise en deux nuits, les 27 et 28 septembre 2013.

Vous pouvez assister à chaque concert séparément au tarif de 10 euros la soirée. Mais nous vous recommandons fortement l’offre spéciale de 15 euros pour les 2 concerts. 7,50 euros par nuit pour écouter deux chanteurs venus de l’autre coté de l’océan, c’est une vraie invitation au dépaysement!

Vendredi 27 septembre 2013, le Theatre de Ménilmontant reçoit Aleh Ferreira! Pour ceux qui ne connaissent pas encore et qui souhaitent un avant-goût de la samba swinguée d’Aleh Ferreira:

http://www.reverbnation.com/alehferreira/songs

Samedi 28 septembre 2013, le Théâtre de Ménilmontant vous présente l’inégalable Ruben Jacobina et sa musicalité si rock et si pleine de fusion brésilienne!

– Et pour finir un extra avec quelques photos prises pendant la séance avec les artistes:

Clique aqui para ler o post em português.

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Dois compositores cariocas para um fim de semana brasileiro em Paris

A capital francesa anda repleta de eventos brasileiros nesse fim do verão europeu de 2013! Nós aconselhamos duas noites cariocas pelo preço de uma!

O evento Les Nuits de Rio (As Noites do Rio), vai levar a Paris dois compositores bem conhecidos pelos cariocas: Aleh Ferreira e Ruben Jacobina!

O evento, é também o primeiro produzido por Zarpante na capital francesa! Por isso contamos com a ajuda de todos para divulgar!

Quem quiser assistir apenas um dos shows pode mas sugerimos que aproveitem a promoção de 15 Euros pelas duas noites. São apenas 7,5 Euros por noite para ver dois artistas que vieram lá do outro lado do oceano.

Sexta-feira 27 de setembro de 2013 o Teatro de Ménilmontant recebe Aleh Ferreira e a entrada custa apenas 10 Euros! Para quem ainda não conhece, vejam um pouco do trabalho do artista logo abaixo:

http://www.reverbnation.com/alehferreira/songs

Já no sábado 28 de setembro, o teatro de Ménilmontant, vai sacudir de vez com a presença do inigualável Ruben Jacobina e suas letras tnao bem trabalhadas! Sem falar na musicalidade tão rock e tão malandramente carioca do artista

– Para terminar, um pouco do ensaio de fotos que tivemos com os artistas:

Cliquez ici pour lire cet article en français!

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10 páginas Facebook que merecem suas curtidas!

Hoje em dia dar uma curtida em uma página no Facebook representa uma enorme ajuda para quem quer divulgar o trabalho, e não custa nada para quem dá a curtida! Por isso veja abaixo 10 páginas que estão sempre atrás de fãs e de curtidas e que merecem as suas ! Contamos com sua força: curta e compartilhe!

Aproveitamos para agradecer todo mundo que já curte alguma dessas páginas, e convidamos o pessoal a nos enviar os links de suas páginas ou de páginas interessantes encontradas no Facebook! Quem sabe sua(s) página(s) esteja(m) em nosso próximo artigo!

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Aleh Ferreira volta a Paris!

Atenção brasileiros e apreciadores de música brasileira vivendo em Paris!

Não perca essa oportunidade única de escutar música brasileira de qualidade! Directamente do Rio de Janeiro, com muito swingue, uma bela pitada de ginga, voz inconfundível e um sorriso contagiante, Aleh Ferreira estará na Belleviloise para animar os 10 anos da associação cultural Allez Samba!

Pour les amis français: Ne ratez pas cette occasion de voir Aleh Ferreira avec sa voix et sa sympathie inégalables! Venez vous secouer aux rythmes de sa musique dont vous avez un petit échantillon ci-dessous. Aleh Ferreira vous attend à la Belleviloise pour vous montrer la véritable musique brésilienne (Oublions Michel Telo et compagnie)! Venez nombreux les parisiens et soyez prêts à danser sans répit!

Plus d info au:  allez.samba@gmail.com ou 06 62 83 60 68 (Paris)

Pela 4ª vez na capital francesa, Aleh Ferreira vai contagiar a pista com uma roda de samba que promete, e depois vai nos fazer sacudir a poeira e balançar os esqueletos com sons com estes:

Para quem não sabe, é bom lembrar que o Aleh Ferreira faz parte da formação da mítica Banda Black Rio:

Então você já sabe: domingo 16 de junho de 2013 é dia de ir prestigiar esse grande artista brasileiro e mostrar que sabemos dar valor a nossa cultura!

Captura de Tela 2013-06-11 às 15.03.48

Além de Aleh Ferreira, quem tirar a “bundinha” do sofá poderá curtir  diversas outras atrações:

18h : Espectáculo de dança Parioca (salle Mezzanine)
19h : Show da Batucada do l’Atelier Zalindê
19h30 : Aulas de samba com Alessandra CABRAL
20h : Roda de samba com Aleh Ferreira
21h30 : Show de Aleh Ferreira
23h : DJ Pedro D Lita

Pré-venda para os Shows: 14€ / Na bilheteria: 16€
Espectáculo de dança Parioca: 8€
Informações : allez.samba@gmail.com ou 06 62 83 60 68 (Paris)

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Concursos, eventos, editais e muito mais…

O Dicas Zarpante 03 está no ar com sugestões de concursos, eventos, editais e muitas outras dicas culturais, artísticas, empreendedoras…

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Encontre abaixo algumas das dicas que separamos. Para ter acesso a totalidade de nossas dicas,  por favor, envie seu email para zarpante@gmail.com sob o assunto: concursos criativos 03 pdf. Ou deixe seu email clicando aqui.

1- Confira os acervos digitais de músicos como Tom Jobim, Milton Nascimento, Chico Buarque e muitos outros:

Clique aqui.

2- Centenas de livros legalmente gratuitos para baixar:

Clique aqui!

3- Concurso Internacional de Design com prémio de 15.000 Dólares.

Até 2 de Julho 2013

Qualquer pessoa pode participar

Info: aqui

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Entrevista com Aleh Ferreira

O músico brasileiro Aleh Ferreira foi entrevistado por Zarpante! Além de ser um autentico mestre do swing, amigo e parceiro do site Zarpante e de seus integrantes, ele é um ser humano formidável!

A música que faz é tão cheia de energia, e tão atual, que as vezes até esquecemos que o artista já leva uma certa bagagem nas costas e teve por exemplo a felicidade de integrar a mítica Banda Black Rio!

Aleh Ferreira / Foto: Gabriel Pedramarrom

 

A entrevista foi feita por email para agilizar o processo, mas as fotos que acompanham foram feitas em Paris, pelo fotógrafo brasileiro, Gabriel Pedramarrom!

Só resta degustar esta entrevista acompanhada pelas fotos especialmente feitas para a ocasião!

– Quem é Aleh Ferreira?

– “Não consigo vê-lo completo; só vejo as mãos (rsrs), só tenho palpites, mas é alguém que acorda todo dia sabendo que precisa melhorar, melhorar o quê? Ser uma pessoa melhor, fazer boas escolhas.

Ser uma pessoa melhor no que faz, aprender o “não” que liberta, se livrar do “sim” que vicia, perceber melhor o sentido da vida, quando ela fala alto ou sussurra, exercitar a paciência constantemente”

É uma infinidade de coisas que ele busca: saber terminar e sempre recomeçar.

– Quando e porque começou a fazer música?

-“A música me capturou. Embora não tenha nenhum músico na minha família, se ouvia muita música brasileira, e de tudo mais, nos anos 70, quando ainda era um menino.

Das velhas canções românticas, da era do rádio ao Tropicalismo, e ao soul dos anos 70, de James Brown, Stevie Wonder,Tim Maia e Michael Jackson. Do baião de Luiz Gonzaga à bossa nova de João Gilberto e Tom Jobim. Dos sambas inspirados de Cartola e Paulinho da Viola à diversidade melódica e genialidade metafórica das letras de Chico Buarque, Luiz Melodia, Jards Macalé, Gilberto Gil e Caetano Veloso, Gonzaguinha e muitos outros.

Ganhei meu violão aos 13 anos, porque deram o meu cão de estimação, pois íamos morar num apartamento. Fui aprendendo com os discos, autodidata mesmo. Mas, ao frequentar o ensino médio, eu não vislumbrava a música como carreira. Pensava em ser psicólogo, arquiteto, sociólogo. Pensei finalmente em cursar comunicação, na área de cinema. Foi quando eu percebi que já tava trabalhando como músico, pra pagar as minhas despesas básicas.Tocava na madruga e trabalhava no mesmo curso em que eu estudava, como “bolsista”. Dormia pouco, nestas idas e vindas, e não conseguia me preparar bem pra enfrentar uma federal, que era privilégio de poucos, na época.

Ao mesmo tempo que comecei a entrar no meio da música, comecei a me decepcionar com o academismo. Pensei até em cursar música, mas ouvia histórias sinistras, de alunos que eram suspensos da escola de música da UFRJ por tocarem Tom Jobim. Na época, não existia o curso de música popular, e quem fizesse música teria que cursar o erudito. Nada contra, mas já estava envolvido pelos primeiros ares da boêmia criativa carioca. Indo pra música popular, além de redescobrir e reinventar o Brasil em que eu acreditava, eu estava aprendendo sobre psicologia, sociologia, arquitetura, comunicação e cinema, através das obras e, num breve momento, com os boêmios inteligentes e bons de papo.”

– Quais são suas inspirações?

-“Estas que eu falei que ouvia, quando menino, e que ainda ouço até hoje, mas estou sempre atento a algo novo, a algo desconhecido. Isso me dá estímulos. Ver filmes e ler livros, também.”

– Samba preferido? Fado preferido? O que você escuta quando não está tocando?

-“Os sambas de Cartola, de Paulinho da Viola, de Zé Keti. Os fados que a Carminho canta, aquele do marinheiro é incrível (“Meu amor marinheiro”). Gosto muito do cd do Criolo. Sou fã mesmo. Ele teve uma boa sacada e é um exemplo único e contemporâneo de quem chegou ao “mainstream” brasileiro pelo talento. Tô voltando a ouvir soul-funk. Tenho apego a tudo que mescle a tradição e a modernidade.

Normalmente escuto o que pede o meu estado de espírito. Assim, tem dias em que a minha cabeça não quer ouvir nada, quer ouvir a matéria prima da música, sabe? O mistério do silêncio, que não é silêncio nenhum, é denso e fluente. Fico relaxado e, acompanhando esses sons da natureza original, normalmente vem uma música.

Onde eu moro é bom fazer isto, pois ouvem-se crianças, um carro distante, o vento, pássaros, uma música trazida pelo vento e distorcida, que você ouve em outro tempo.”

Aleh Ferreira / Foto de Gabriel Pedramarrom

– Como define seu estilo musical?

-“MPBSOULSAMBAGROOVE: esse foi o nome do meu primeiro cd solo, o que tem ‘Dona da banca”, e eu escolhi este nome, porque as pessoas viviam me fazendo esta pergunta e eu tinha, e tenho ainda hoje, uma certa dificuldade de responder. A mesma dificuldade de me rotular e de o mercado e a indústria cultural entenderem o que eu quero, ou qual é o meu sabor.

Esses obstáculos me impulsionam na busca de música “boa”, ou seja, uma música que transcenda, que cause um estranhamento e, ao mesmo tempo, se sinta como familiar, peculiar. Uma música que seja com clichês ou com metáforas, ou que abuse em simbolismos, mas que mexa com o inconsciente coletivo.

Não sei se essa música precisa ser de um determinado estilo, mas busco essa música dentro e fora de mim.

Claro, tem algo constante, que é o “Swing”. Isso eu sei que vem no meu DNA. Herdei da minha mãe.

Minha música vem do berço da cultura afro-brasileira, com a influência das harmonias europeias, do samba-choro, dos empréstimos modais do Marvin Gaye e do Stevie Wonder, e muito tambor, enquanto dormia e o terreiro ressoava, trazendo as vibrações musicais milenares dos orixás.”

– Como é seu processo de criação? Como são as etapas?

-“Ouço aquele silêncio, vem uma melodia na cabeça, vou pro gravador, canto, pego o violão, toco, esqueço do mundo, enxergo as palavras do som, escrevo, e aí começa aquela dor, aquele limite a ser transposto, quando vejo, passou, que dor que nada, a música tá boa, ou tsk tsk ainda não, ou, caramba! Fui eu que fiz isto?

Foi assim com “O Sonhador”:

percebi que a música era boa, logo nos primeiros compassos, mas não estava pronta, era a canção que eu sonhava, quase que buarquiana. Então, senti uma responsa e ela ia saindo, e aquela dor, e aí, 30 minutos depois, lá estava ela pronta. É estranho falar assim, mas desta, modéstia à parte, eu gostei, mas não são todas as de que eu gosto assim.

Esse é o processo que eu prefiro. Tem outros processos: melodia pra letra pronta, escrever uma prosa, ir cantando e transformando em verso, e as músicas de encomenda, como Cyber cabaret pro longa-metragem “Elvis e Madonna.”

– Fale um pouco de sua relação com a Europa (suas ultimas vindas, suas próximas vindas, seu público e seus planos)?

-“Embora tenha um tempo na estrada, comecei as viagens para o exterior nos últimos dois anos. A primeira foi para a África do Sul, na Copa de 2010, com a Banda Black Rio. No mesmo ano, fui para a Inglaterra, a convite da Universidade de Oxford, para um show de encerramento de uma semana literária brasileira. Aproveitei e fiquei uns dias em Londres, fiz algumas Gigs, alguns amigos, e fui conhecer Paris e fazer um show informal na Cité Universitaire. Estas aparições me renderam um retorno seis meses depois, quando cantei num evento alternativo em Londres, o Makumba Fest, e fiz um show em Paris, no Studio de L’Ermitage. Ambos os eventos pra umas 300 pessoas. Passei também pelo Favela Chic, convidei a Thais Gullin pra dar uma canja. Conheci até o Chico Buarque.

Então, toda essa experiência já estava saindo do campo do superficial, e pensei: vou continuar este investimento no exterior, meu cd está sendo distribuído aqui na Europa, e tem este imenso circuito de festivais.

Então retornei em 2012, fiz várias Gigs em Londres. Planejo, inclusive, gravar um disco de afro-brazilian beat, com um músico produtor que conheci lá. Fiz o Summerset House Festival, no evento na Casa Brasil, no período dos Jogos Olímpicos. Retornei a Paris, pra mais um show no Favela Chic, fui à Dinamarca me apresentar lá no Brasil Tropicália, e finalizei cantando na primeira tournée européia, com a Banda Black Rio, na qual passamos por Paris (New Morning), Amsterdam (Paradiso) , Bélgica (Antuérpia) e Londres (Ronnie Scoot’s).

Minhas metas agora são chegar a Portugal e também fazer um disco pra Europa, gravado na Europa, com participações de artistas europeus.”

Aleh Ferreira / Foto: Gabriel Pedramarrom

– E no Brasil ?

-“Fazer o DVD Aleh+Samba e meu novo cd pra 2013.”

– Você nos apresentou o filme RIP, bem como o curta Remixofagia. Gostaríamos de conhecer seu ponto de vista sobre as novas formas de difusão musical e sobre os direitos autorais. Como isso influencia seu trabalho?

-“Quando gravei meu primeiro disco solo, a realidade da indústria era diferente da do meu primeiro cd, com o BANTUS. No momento em que eu consegui um sucesso, através da mídia alternativa, a indústria estava em crise, com o advento da digitalização: gravadoras fechando, muita gente sendo mandada embora. Esse era o cenário, e eu com um cd cheio de samples: Zé Keti, Cartola, Martinho da Vila. Eu e muitos músicos da época não tínhamos total noção do que acontecia. Muita gente sampleava a torto e a direito.

Estava na gravadora independente (Nikita), fui atrás das autorizações e consegui. Dona da Banca foi um sucesso, o cd não vendeu muito. Foi um paradoxo: mídia espontânea bombando, outros valores brotando.

Logo depois, o D2, pela Sony, fez o “À procura da batida perfeita”, cheio de samples, e um dos maiores sucessos de público e crítica na época.

Com o Remixofagia, eu percebi que, até aquele momento, o Brasil era muito democrático, no que diz respeito à propriedade intelectual. Isto porque está no cerne da nossa cultura a “antropofagia”. Comemos literalmente a carne dos europeus, durante uns 250 anos, no mínimo, até eles completarem o processo caótico de colonização, e isto deixa um rastro na nossa cultura, que se reflete, anos depois, na nossa criação. Devolvemos com originalidade o que vem de fora, como num movimento inverso, que
começou no Tropicalismo. Chamo esse movimento inverso de “Regorgitofagia”.

Os DJs dos anos noventa salvaram a crise criativa musical, resgatando levadas, produzindo, “loopeando” e “sampleando” direto, e aí veio o acid jazz. Redescobriram a Banda Black Rio em Londres e, no Brasil, o preço do vinil TIM MAIA RACIONAL, que era uma joia rara, subiu muito. Ouvi dizer que teve gente que pagou 1000 pratas nesse vinil.

Os anos noventa foram importantes, no sentido da valorização do retro. Foi o que segurou essa crise criativa musical, até as torres gêmeas caírem. Então vieram a digitalização e a explosão tecnológica, que deram informação pra quem não poderia comprar nunca. Mais informação, mais recursos, menos grana, pois a globalização não globaliza o capital e, quanto menos grana, mais criatividade e mais experiências e mais regurgitofagia, até chegarmos ao “mashup”. Muito interessante tudo isto.

Por um outro lado, o autor fica obrigado a se interpretar, pois a possibilidade de seus direitos fonomecânicos minguarem é crescente, e ele tem de ir pra estrada, pois vive de música e não pertence à elite da “alta cultura musical das capitais do capital”.

Me parece que, hoje em dia, no Brasil, já temos os primeiros sinais de vida deste mercadão. Mas isto ainda é pra poucos. Como disse o Rômulo Fróes. Nos últimos dez anos, o artista que pertencia à era do vinil corria em busca do sucesso, e o de hoje, o da era do download, foge do fracasso. Não vejo isto como pessimismo e sim como uma visão realista, pois a era do download não é romântica.”

– Qual é sua concepção da lusofonia? Curte sons de outros países de língua portuguesa? Poderia nos citar alguns exemplos?

-“Cesária Évora, Carminho. Paulo Flôres,Tcheka. Preciso conhecer mais. Me tornei um sócio colaborador de Zarpante, também com este intuito: difusão da cultura lusófona.”

– Você não acha que os artistas desses diferentes países deveriam co-produzir mais projetos juntos, mesmo estando geograficamente distantes?

-“O melhor a se fazer, neste momento “transcaótico” que passamos, são estas interações: esta é a melhor herança dos tempos globais. Nunca o homem reuniu, criou tantos recursos e ferramentas, pra que realmente haja uma evolução completa.

O momento é este, e os artistas, de todas as áreas, estão percebendo isto. Já circulam na rede esses ventos. Estar conectado não é ser mimetizado por esta tela, fazendo contatos virtuais apenas. Pra que a conexão se complete e seja verdadeira, é preciso ir até o contato, esteja onde estiver e, de preferência, de culturas diferentes. A lusofonia tem muito a dar neste aspecto.”

Aleh Ferreira / Foto: Gabriel Pedramarrom

 

 

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Aleh chegou!

Hoje nosso camarada Aleh Ferreira chega à Europa e já vem agitando! Dia 28 ele estará fazendo seu primeiro show da temporada em Paris!

Concert d’Aleh Ferreira le 28 juin à Paris! L’artiste qui nous vient de Rio va nous faire dancer aux rythmes de la samba, soul, funk , groove….

Show do ALeh Ferreira em Paris!

Que tal algumas músicas do artista para aprender as letras antes de ir ao show?

Ci dessous, quelques musiques de l artiste pour que vous appreniez les paroles avant le concert!

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Faça algo positivo de sua indignação!

A maior barreira que a sociedade possa ter é a da indiferença: acostumados a não nos preocuparmos com outra coisa que nós mesmos, acabamos indiferentes a tudo que não é diretamente ligado connosco! Por vezes até nos sensibilizamos com uma causa ou outra mas, por preguiça ou por acreditar que não podemos mudar as coisas, terminamos sentados confortavelmente em nossas poltronas e poucas vezes agimos! Agir pode significar simplesmente ler um texto com o qual concordamos e compartilhá-lo com os amigos, pode também significar incentivar discussões sobre um tema que nos perturba, mas sobretudo implica um movimento, uma vontade física de ver as coisas mudarem!

Quem nunca se sentiu indignado com a desigualdade social? Quem nunca teve vontade de reequilibrar a balança? Quem acha anormal um país com tanta gente que vive sem nada e alguns privilegiados que têm tudo e um pouco mais? Ainda que as coisas tenham melhorado bastante de uns tempos para cá, ainda temos muito que fazer para que o Brasil tenha a cara que merece: a de um país onde a justiça funciona igualmente para todos sem discriminação alguma ligada à cor ou à origem social das pessoas!

Cristo Redentor do Rio de Janeiro

Cristo Redentor do Rio de Janeiro (Photo credit: Wikipedia)

Agora falemos do Rio de Janeiro: quem nunca sentiu certa falta de segurança nessa cidade? Quem nunca sonhou com ruas sem violência? Menos roubos, furtos, sequestros… Com a iminência das olimpíadas e da copa do mundo que o Brasil vai sediar, a questão da segurança na ruas da cidade virou tema central da política urbana carioca! Chegaram as famosas UPPs ( Unidades de Polícia Pacificadora), ferramenta nova que tem tido resultados positivos na pacificação de bairros sensíveis! Mas para se levar paz de verdade a esses bairros, é necessário muito mais que um batalhão de policiais! A paz só virá com mais igualdade social e mais oportunidades para aqueles que sempre foram excluídos! Saúde, educação, cultura e entretenimento são também pilares essenciais para que as pessoas oriundas desses bairros carentes sintam uma mudança a longo termo, que será muito mais real do que as mudanças que podem ser obtidas por meio das UPPs!

O projeto “Barreras“, que está no site Zarpante, é uma dessas ideias super- legais, que merece 10 minutos de seu tempo! Como mostrar à sociedade a importância da cultura, das artes e da educação no processo de reinserção dos presos na sociedade!

Porque é um fato: cedo ou tarde esses presos vão sair da cadeia! Precisamos fazer tudo que está ao nosso alcance para que essas pessoas não saiam piores do que entraram! Hoje em dia é o que acontece em boa parte do sistema carcerário mundial! Temos que dar a essas pessoas a oportunidade de aprender com experiências positivas construtivas!

Mas mudanças são possíveis e, para todos aqueles que sentem a importância dessa mobilização, este é nosso grito!

Nosso SOS é um simples pedido: contribua com o que puder para esse projeto! Onde quer que esteja, sua contribuição estará realmente consolidando mais um passo na luta contra as injustiças sociais! Fica aqui nosso apelo aos nobres de coração, aos solidários, às pessoas que conhecem o poder transformador da cultura e das artes, aos “politicamente corretos” e aos “revolucionários”! Todos juntos podemos chegar lá!

Com sua ajuda poderemos terminar de editar esse filme, cujo material, em boa parte, já está gravado! Quatro anos de filmagens em penitenciárias do Rio de Janeiro! Levando arte e cultura aos detentos, sob forma de shows, filmes, e muito mais! Agora o que queremos é concluir a edição e filmar mais alguns poucos trechos, para depois disponibilizar gratuitamente esse filme pela Internet, para que o máximo de pessoas possa ver o resultado do trabalho!

Um grande obrigado a todos os que nos ajudaram, contribuindo e fazendo com que o projeto chegue aos 15 por cento! Faltam 91 dias ! Vamos nessa, pessoal! A união faz a força!

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Aleh Ferreira na Europa!

O nosso amigo e parceiro, Aleh Ferreira, estará em breve na Europa! O músico ficará do dia 26/06 ao 17/09 de 2012  no velho continente e já tem algumas datas definidas!

Zarpante está à procura de outras datas para o carismático e talentoso Aleh! Adoraríamos fechar datas em Portugal, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica… No fundo, o que queremos é ajudar um amigo batalhador e merecedor!

Quem tiver interesse em contratar o músico, ou negociar alguma forma de apresentação, seja com banda, seja em solo, por favor contacte zarpante@gmail.com!

Para que percebam o talento desse carioca da gema, apreciem os vídeos abaixo:

Em Paris!

Cantando Chico Buarque!

No Som Brasil!

Dona Da Banca!

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