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Países africanos classificados para a Copa Do mundo de 2014!

No Mês da Consciência Negra, que tal descobrirmos os 5 países africanos que irão ao Brasil em 2014?

Enquanto Portugal trava sua última batalha contra a Suécia, rumo ao Brasil, podemos apresentar os países africanos classificados para a Copa de 2014:

Lamentamos a ausência dos PALOPs como Angola, Cabo Verde, …

Vejam também:

– Paz no Futebol

– O avião da seleção

 

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Quem Sampleou? (05)

Luanda, proclamou a Independência da República Popular de Angola às 23:00 horas do dia 11 de Novembro de 1975 e para celebrar essa data 38 anos depois, chegou a vez de descobrir quem sampleou o angolano Bonga!

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Um artista americano sampleou um grande clássico de Bonga:

– Bonga

Mona ki ngi xica (Sample aparece aos 0:00)

– AZ

SOSA (sample aparece aos 0:00)

E o próprio Bonga regravou um clássico angolano para depois ser regravado pelo DJ Manya:

– Lilly Tchiumba

Paxi Ngongo

– Bonga

Paxi Ni Ngongo

– Dj Manya

Paxi Ni Ngongo

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Uma playlist em homenagem aos que se foram

O Podcast Zarpante do mês de outubro vai homenagear os cantores oriundos de países de língua portuguesa, que partiram desta para uma melhor!

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Vejam abaixo a playlist Youtube que criamos para reunir músicas de cantores lusófonos falecidos:

Contamos com a ajuda de todos vocês para que lembremos do máximo de nomes de grandes cantores da língua portuguesa, falecidos! Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Timor, e claro, Brasil e Portugal!

Bana, Cesária Evora, Marku Ribas, Vadú, Dicró, Zecax, Elis Regina, Adoniran e tantos outros…

Deixem suas dicas nos comentários deste artigo por favor! Quanto mais dicas legais nos deixarem, mais completo poderá ser nosso próximo Podcast Zarpante!

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A origem da palavra “fetiche”

Mais um legado português para o mundo!

Candido Portinari  Fetiche Obra desaparecida, estipulada em 500 mil reais.

Candido Portinari
Fetiche
Obra desaparecida, estipulada em 500 mil reais.

“Um fetiche (do francês fétiche, que por sua vez é um empréstimo do português feitiço cuja origem é o latim facticius “artificial, fictício”) é um objeto material ao qual se atribuem poderes mágicos ou sobrenaturais, positivos ou negativos. Inicialmente este conceito foi usado pelos portugueses para referir-se aos objetos empregados nos cultos religiosos dos negros da África ocidental. O termo tornou-se conhecido na Europa através do erudito francês Charles de Brosses em 1757.”

Fonte: Wikipédia

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O fetiche é uma espécie de obsessão por alguma coisa, uma situação, pessoa, ou parte da pessoa. Uma atração ou fixação incontrolável que dá origem a um prazer intenso. Nem todo fetiche está diretamente ligado à prática sexual.

“Veja-se o caso curioso das palavras feitiço e fetiche. Ambas, segundo o Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa, de Antônio Geraldo da Cunha, são provenientes do latim facticiu(m), que significa artificial, não natural. A forma portuguesa feitiço tem sua evolução natural, a partir da vocalização do c, da assimilação do a ao i, a mudança da seqüência –ciu em –ço. Já fetiche, informa-nos A.G.Cunha, é palavra francesa proveniente do português feitiço. Depois de ter contribuído, portanto, para a criação da palavra francesa fetiche, o português recorre ao francês para tomar-lhe emprestado o termo fetiche, que tem traços semânticos que a aproximam de feitiço, mas desta se diferencia por necessidade de especialização semântica.

Além do aspecto semântico e formal, há que se verificar ainda, se possível, em que século ou ano a palavra ingressou na língua. Para feitiço, por exemplo, A.G.Cunha nos informa que sua datação é do séc. XV. Já fetiche aparece registrada pela primeira vez apenas em 1873.

Verifica-se, assim, que, freqüentemente, é possível não só traçar a evolução de uma palavra, determinar-lhe a etimologia, mas também saber-lhe o trajeto cronológico. E com a história da palavra caminha também a história do homem, da sociedade.”

Fonte: A Etimologia, um estudo que encanta – Miguel Barbosa do Rosário (UFRJ e UNESA)

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Vejam também:

– A poesia do Marinheiro

– Paz no Futebol 

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Podcast Zarpante 020 (mais um sobre os PALOPS)

Um podcast dedicado à música dos anos 60-70 nos países africanos de língua oficial portuguesa.

Para escutar clique na imagem!

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1 – Boas Festas – Luis Morais e Voz de Cabo Verde (Cabo Verde)

2 – Avassati va Lomu – Grupo Bayette (Moçambique)

3 – Sabine – José “Djosinha” Duarte (Cabo Verde)

4 – Pala ka nu abesa ô Muxima – Carlos Lamartine (Angola)

5 – Bô Legá Caçô Modê Bô – África Negra (São Tomé e Príncipe)

6 – Kwela – Tomas Tembe (Moçambique)

7 – Muxima – Ruy Mingas (Angola)

8 – Atalia Mungani Wamina – Banda Six (Moçambique)

9 – Tema para Dois – Os Tubarões (Cabo Verde)

10 – Tlhelela N’tsaku – Grupo Bantu (Moçambique)

11 – Tchan de Pedra – Bana (Cabo Verde)

12 – Ngahonani Gutsaka – Magide Mussa (Moçambique)

13 – Filomena – Cabinda Ritmo (Angola)

14 – A ma hanhela – Pedro Ben (Moçambique)

15 – Farra na Madrugada – Jovens do Prenda (Angola)

Escute também:

– música dos PALOPS na época das independências!

 

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Podcast Zarpante 017

Nosso parceiro de Brásilia, Tekokatu Enitan, preparou o Podcast Zarpante 017. O tema abordado foi a música dos PALOPS na época das independências!

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Para escutar clique na foto acima ou neste link!

1-Coral das FPLM (Moçambique) – Moçambique, terra bendita.
2-Os Kiezos (Angola) – Milhoró
3-David Zé (Angola) – O Guerrilheiro
4-Conjunto Merengue (Angola) – 5 de Julho
5-José Carlos Schwarz (Guiné-Bissau) – Estin
6-Grupo Bantu (Moçambique) – Moçambicano
7-Super Mama Djombo (Guiné-Bissau) – Sol Maior para Comandante
8-Bonga (Angola) – Kilumba Dia Ngola
9-Abel Lima e Les Sofas (Cabo Verde) – Corre Riba, Corre Baixo
10-David Zé (Angola) – As cinco sociedades
11-José Carlos Schwarz (Guiné-Bissau) – Djiu de Galinha
12-Santos Junior (Angola) – N’Gui Banza Mama
13-Super Mama Djombo (Guiné-Bissau) – Guiné-Cabral
14-Miriam Makeba (África do Sul) – A Luta Continua

referências: 

Angola 45: http://angola45.wordpress.com.

Ben Redjeb, Samy; Angola Soundtrack – The Unique Sound Of Luanda (1968-1976), 2010.

L’histgeobox: http://lhistgeobox.blogspot.com.br/20…

Lusafrica; Bonga – Angola 72, 1997.

Muzzical Trips: http://muzzicaltrips.blogspot.jp/2011….

Viegas Filipe, Eléusio dos Prazeres, “Where are the Mozambican Musicians?:” Music, Marrabenta, and National Identity in Lourenço Marques, Mozambique, 1950s-1975. 2012.Uploaded 24 minutes ago –

 

Escute também o Podcast Zarpante 018.

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O primeiro projeto de financiamento coletivo da história!

Sendo Zarpante o primeiro e único site de financiamento coletivo dedicado a países lusófonos, tínhamos o dever de contar a vocês qual foi o primeiro projeto de financiamento coletivo de que se tem conhecimento na história dos países de língua portuguesa!

Um projeto cuja data vocês nem imaginam! Foi em meados de 1648 que aconteceu aquele que podemos considerar como um dos primeiros financiamentos coletivos da história lusófona e provavelmente mundial! Hoje em dia, o financiamento coletivo representa uma ferramenta inovadora para captar recursos para projetos e, nos países de língua portuguesa, ainda é pouco conhecido e utilizado, se compararmos ao sucesso que tem em países como os Estados Unidos da América, onde até o Presidente Obama ressaltou a importância desse modo alternativo de captação, que surgiu por lá há alguns anos!

Mas não se enganem, os portugueses, desbravadores dos mares, foram pioneiros na utilização desse método de financiamento!

Portugueses que já podiam ser chamados de brasileiros, porque, afinal, estavam a misturar-se com os Tupis desde 1565!

Foi assim que Salvador Corrêa de Sá e Benevides  deixou a Guanabara rumo à África, no dia 12 de maio de 1648, com 15 navios e 1400 homens conseguidos graças à generosidade carioca e paulista! O objetivo desse projeto, financiado por empréstimos voluntários, era retomar Angola das mãos dos holandeses, e Salvador foi bem sucedido!

Porém nada disso tudo teria sido possível, sem as contribuições que na época foram chamadas de empréstimos voluntários, mas que no fundo nada mais eram que o nascimento do financiamento coletivo! Porque convenhamos: realmente acreditam que, naquela época, os empréstimos foram devolvidos? O mais provável é que as pessoas que contribuíram com maiores quantias tenham recebido “recompensas”, como açúcar, cachaça, escravos, etc…

Partindo da Guanabara

Partindo da Guanabara

Então agora pense bem: você que receia contribuir para projetos criativos ou sociais em nosso site, tem muito mais garantias de que será feita uma boa utilização dos fundos com os quais participar, do que tinham os portugueses e brasileiros que contribuíram para essa aventura em alto mar! Porque, depois de atravessar o mar, os portugueses ainda tinham que ganhar a guerra em Angola, para só depois voltar! Hoje em dia, nós garantimos que, se o projeto não atingir a meta, você receberá sua contribuição de volta, sem precisar atravessar mar algum!

Então?

Vamos contribuir?

Algumas sugestões de projetos que precisam da contribuição de todos:

Estimulação do desenvolvimento infantil

Tarrafal – Um Campo em Morte Lenta

Livro Tevet

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Conhece Tarrafal?

“O Concelho do Tarrafal é um concelho/município na ilha de Santiago, em Cabo Verde. Tem cerca de 20.000 habitantes e ocupa uma superfície de 112,4 km².

A sede do concelho é a vila do Tarrafal.

A própria vila do Tarrafal tem das poucas praias de areia branca da ilha, e certamente das mais paradisíacas do arquipélago, numa baía rodeada de coqueiros.

Mas engana-se quem pensa que esta é a única de todo o concelho, pois bastam alguns minutos e estamos noutras praias, estas já menos concorridas pelos turistas mas igualmente lindas, nas aldeias de Chão Bom e Ribeira da Prata.

Esta zona, da maior ilha de Cabo Verde, é famosa pela chamada Colónia Penal do Tarrafal ou Campo de Concentração do Tarrafal, construída entre as décadas 20 e 30 do século passado, para albergar os opositores ao regime português. É também famosa por ser o concelho de Cabo Verde onde vive a comunidade dos rabelados.

Quem chega a este concelho fica deliciado, não só pela sua beleza natural, como pela simpatia do seu povo, que vive principalmente do comércio, construção e serviços para a colectividade, e que conserva os valores tradicionais das suas gentes, destacando-se a olaria, a tecelagem, a utilização da cimboa e a música, uma vez que, ninguém lá passa sem dançar um funaná ou ver alguém a dar ku tornu, numa roda de batuque.

O Dia do Município é 15 de janeiro, data que coincide com a celebração de Santo Amaro.

Desde 2008, o município do Tarrafal é governado pelo Movimento para a Democracia.”

Fonte: Wykipédia

Português: Campo de Concentração do Tarrafal, ...

Português: Campo de Concentração do Tarrafal, muro de vedação, ilha de Santiago, Cabo Verde (Photo credit: Wikipedia)

 Campo do Tarrafal

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Colónia Penal do Tarrafal, situada no lugar de Chão Bom do concelho do Tarrafal, na ilha de Santiago (Cabo Verde), foi criada pelo Governo português do Estado Novo ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936[1].

Em 18 de Outubro de 1936 partiram de Lisboa os primeiros 152 detidos, entre os quais se contavam participantes do 18 de Janeiro de 1934 na Marinha Grande (37) e alguns dos marinheiros que tinham participado na Revolta dos Marinheiros ocorrida a bordo de navios de guerra no Tejo em 8 de Setembro daquele ano de 1936.

O Campo do Tarrafal, ou Campo de Concentração do Tarrafal, como ficou conhecido, começou a funcionar em 29 de Outubro de 1936, com a chegada dos primeiros prisioneiros.

Objectivos

O Estado Novo, sob a capa da reorganização dos estabelecimentos prisionais, ao criar este campo pretende atingir dois objectivos ligados entre si: afastar da metrópole presos problemáticos, e, através das deliberadas más condições de encarceramento, enviar um sinal de que a repressão dos contestatários será levada ao extremo.

Esta visão está claramente definida nos primeiros parágrafos do Decreto-Lei n.º 26 539, ao afirmar que serve para receber os presos políticos e sociais, sobre quem recai o dever de cumprir o desterro, aqueles que internados em outros estabelecimentos prisionais se mostram refractários à disciplina e ainda os elementos perniciosos para outros reclusos. Este diploma abrange também os condenados a pena maior por crimes praticados com fins políticos, os presos preventivos, e, por fim, os presos por crime de rebelião.

Mortos no Tarrafal

Foram 37 os prisioneiros políticos que morreram no Tarrafal; os seus corpos só depois do 25 de Abril puderam voltar à pátria:

  • Francisco José Pereira: Marinheiro, 28 anos (Lisboa, 1909 – Tarrafal 20 de Setembro de 1937)
  • Pedro de Matos Filipe: Descarregador, 32 anos (Almada, 19 de Junho de 1905 – Tarrafal, 20 de Setembro de 1937)
  • Francisco Domingues Quintas: Industrial, 48 anos (Grijó, Porto, Abril de 1889 – Tarrafal, 22 de Setembro de 1937)
  • Rafael Tobias Pinto da Silva: Relojoeiro, 26 anos (Lisboa, 1911 – Tarrafal 22 de Setembro de 1937)
  • Augusto Costa: Operário vidreiro (Leiria, ? – Tarrafal, 22 de Setembro de 1937)
  • Cândido Alves Barja: Marinheiro, 27 anos (Castro Verde, Abril de 1910 – Tarrafal, 29 (24?) de Setembro de 1937)
  • Abílio Augusto Belchior: Marmorista, 40 anos (?, 1897 – Tarrafal, 29 de Outubro de 1937)
  • Francisco do Nascimento Esteves: Torneiro mecânico, 24 anos (Lisboa, 1914 – Tarrafal, 21 (29?) de Janeiro de 1938)
  • Arnaldo Simões Januário: Barbeiro, 41 anos (Coimbra, 1897 – Tarrafal, 27 de Março de 1938)
  • Alfredo Caldeira: Pintor decorador, 30 anos (Lisboa, 1908 – Tarrafal, 1 de Dezembro de 1938)
  • Fernando Alcobia: Vendedor de jornais, 24 anos (Lisboa, 1915 – Tarrafal, 19 de Dezembro de 1939)
  • Jaime da Fonseca e Sousa: Impressor, 38 anos (Tondela, 1902 – Tarrafal, 7 de Julho de 1940)
  • Albino António de Oliveira Coelho: Motorista, 43 anos (?, 1897 – Tarrafal, 11 de Agosto de 1940)
  • Mário dos Santos Castelhano: Empregado de escritório, 44 anos (Lisboa, Maio de 1896 – Tarrafal, 12 de Outubro de 1936)
  • Jacinto de Melo Faria Vilaça: Marinheiro, 26 anos (?, Maio de 1914 – Tarrafal, 3 de Janeiro de 1941)
  • Casimiro Júlio Ferreira: Funileiro, 32 anos (Lisboa, 4 de Fevereiro de 1909 – Tarrafal, 24 de Setembro de 1941)
  • Albino António de Oliveira de Carvalho: Comerciante, 57 anos (Póvoa do Lanhoso, 1884 – Tarrafal, 22 (23?) de Outubro de 1941)
  • António Guedes de Oliveira e Silva: Motorista, 40 anos (Vila Nova de Gaia, 1 de Maio de 1901 – Tarrafal, 3 de Novembro de 1941)
  • Ernesto José Ribeiro: Padeiro ou servente de pedreiro, 30 anos (Lisboa, Março de 1911 – Tarrafal, 8 de Dezembro de 1941)
  • João Lopes Dinis: Canteiro, 37 anos (Sintra, 1904 – Tarrafal, 12 de Dezembro de 1941)
  • Henrique Vale Domingues Fernandes: Marinheiro, 28 anos (?, Agosto de 1913 – Tarrafal, 7 de Janeiro (Julho?) de 1942)
  • Bento António Gonçalves: Torneiro mecânico, 40 anos (Fiães do Rio (Montalegre), 2 de Março de 1902 – Tarrafal, 11 de Setembro de 1942)
  • Damásio Martins Pereira: Operário (? – Tarrafal, 11 de Novembro de 1942)
  • António de Jesus Branco: Descarregador, 36 anos (Carregosa, 25 de Dezembro de 1906 – Tarrafal, 28 de Dezembro de 1942)
  • Paulo José Dias: Fogueiro marítimo, 39 anos (Lisboa, 24 de Janeiro de 1904 – Tarrafal, 13 de Janeiro de 1943)
  • Joaquim Montes: Operário corticeiro, 30 anos (Almada, 11 de Setembro de 1912 – Tarrafal, 14 de Fevereiro de 1943)
  • Manuel Alves dos Reis (? – Tarrafal, 11 de Junho de 1943)
  • Francisco Nascimento Gomes: Condutor, 34 anos (Vila Nova de Foz Côa, 28 de Agosto de 1909 – Tarrafal, 15 de Novembro de 1943)
  • Edmundo Gonçalves: 44 anos (Lisboa, Fevereiro de 1900 – Tarrafal, 13 de Junho de 1944)
  • Manuel Augusto da Costa: Pedreiro (? – Tarrafal, 3 de Junho de 1945)
  • Joaquim Marreiros: Marinheiro, 38 anos (Lagos, 1910 – Tarrafal, 3 de Novembro de 1948)
  • António Guerra: Empregado de comércio, 35 anos (Marinha Grande, 23 de Junho de 1913 – Tarrafal, 28 de Dezembro de 1948)

Encerramento e reactivação

O Campo do Tarrafal encerrou em 1954, tendo sido reactivado em 1961, sob a denominação de Campo de Trabalho do Chão Bom, para receber prisioneiros oriundos das colónias portuguesas[2].

Museu da Resistência

O Museu da Resistência integra-se no projecto de preservação e musealização do ex-Campo de Concentração do Tarrafal, com o objectivo, a longo prazo, da sua declaração como Património da Humanidade.

Campo de Concentração do Tarrafal

Campo de Concentração do Tarrafal (Photo credit: Wikipedia

-Contribua para o projeto em nosso site!

 

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Gosta de ler?

Presentinhos para quem gosta de ler:

Cunha - São Paulo

Cunha – São Paulo (Photo credit: Tadeu Pereira (Ted))

7 livros de Euclides da Cunha para download grátis:

“Euclides Rodrigues da Cunha (1866 – 1909), conhecido comummente como Euclides da Cunha, foi um escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador, geógrafo, poeta e engenheiro brasileiro que ficou conhecido na literatura pelo seu livro “Os Sertões”, relato jornalístico da Guerra de Canudos.

Depois de perder a mãe, aos três anos de idade, Euclides passa a viver com a família e mais tarde ingressa no Exército, de onde é expulso posteriormente por expressar os seus ideais republicanos. Anos depois Euclides é reintegrado, com a proclamação da República.

Durante a fase inicial da Guerra de Canudos o autor escreve dois artigos intitulados “A nossa Vendeia” que lhe rendem um convide do jornal O Estado de S. Paulo para presenciar o final do conflito como correspondente de guerra.

Euclides, no entanto, deixa Canudos quatro dias antes do fim da guerra, não chegando a presenciar o desenlace do conflito. O material coletado durante sua estadia na comunidade, entretanto, foi suficiente para, durante cinco anos, elaborar “Os Serões: campanha de Canudos”, publicado no ano de 1902.

A obra se divide em três partes: A terra, O homem e A luta e nelas o autor analisa as características geológicas, botânicas, zoológicas e hidrográficas da região, bem como a vida, os costumes e a religiosidade sertaneja. O livro narra, ainda, os fatos ocorridos nas quatro expedições enviadas ao arraial liderado por Antônio Conselheiro, líder da revolta.

A publicação rendeu a Euclides da Cunha, inclusive, uma vaga para a ABL (Academia Brasileira de Letras). O escritor foi eleito em 21 de setembro de 1903 para a cadeira 7 da ABL, na sucessão de Valentim Magalhães e recebido em 1906 pelo acadêmico Sílvio Romero. Graças à obra, Euclides conseguiu também uma vaga para o IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro).”

Fonte: Universia

Baixe grátis 7 obras de Euclides da Cunha, famoso escritor de Os Sertões:

1. » À Margem da História

2. » Canudos e Outros Temas

3. » Os Sertões

4. » Contrastes e Confrontos

5. » Ondas e Outros Poemas Esparsos

6. » Peru versus Bolívia

7. » Um Paraíso Perdido

Mais de um milhão de livros grátis para baixar:

O Open Library disponibiliza mais de um milhão de obras em cerca de 50 idiomas para download ou leitura on-line nos formatos PDF, ePub, Plain text, DAISY, ePub, MOBI e DjVu.

No acervo, é possível encontrar desde clássicos como “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carrol, “Macbeth” de William Shakespeare e “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes a publicações históricas de museus, universidades, instituições religiosas, além de textos jurídicos.

Desenvolvido sem fins lucrativos pela Internet Archive, a ideia é que o software funcione como uma rede aberta em que os usuários adicionem livros, programem e colaborem com a revisão. Mais de 20 milhões de títulos já foram catalogados e o objetivo é que todas as obras publicadas ao redor do mundo estejam no catálogo digitalizadas. Para baixar ou ler online não é necessário cadastro.

Acesse o Open Library

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Para ouvidos curiosos

Este artigo é para quem tem ouvidos, como os nossos, sempre a procura de novidades!

Para começar, Adnet visita a floresta de sons de Jobim e Villa-Lobos no CD ‘Amazônia’

Em um registro completamente diferente, continuamos com Baiana System:

“Inspirados pelo bandolim elétrico, Dodô e Osmar deram vida, na década de 40, a guitarra baiana. Mais de 70 anos depois, damos de cara e de ouvidos com o “Baiana System”, uma banda de dub-experimental-latino que mistura o que tem de mais tradicional na Bahia com o que existe de mais contemporâneo na música.

As influências passeiam pelas culturas brasileira, africana e jamaicana. Mas, acima de qualquer coisa, é música urbana: “Eu não gosto da ideia de resgate, porque referencia o passado. A guitarrinha precisa dialogar com o que está se produzindo hoje”, justifica Robertinho Barreto – o idealizador do projeto.

É ele quem comanda as cordas e, ao lado das bases trabalhadas e mixadas do DJ João Meirelles, faz nascer uma infinidade de possibilidades de improviso para os ritmos do sound system’s e para o vocal de Russo Passapusso. No baixo, o produtor do disco Marcelo Seco e, para trazer todas as lembranças da Bahia, o percussionista Wilton Batata.

Para reforçar as referências às manifestações populares da terra de Caymmi e Jorge Amado, como o Carnaval e as demais festas tradicionais baianas, Filipe Cartaxo ficou encarregado pelos grafismos que “cantam” a cidade e suas nuances cotidianas. E para florear ainda mais, o disco conta com a participação de Chico Corrêa, Lucas Santtana, Gerônimo, Roberto Mendes, Buguinha Dub e o mais constante parceiro do grupo, BNegão.

Fonte: Catraca Livre

Para terminar vamos de Yuri da Cunha:

Yuri da Cunha. O choro do semba que virou alegria

“A ligação à música era quase inevitável. É como se o destino fosse assim uma coisa escrita e certa, infalível e cheia de personalidade. Não é, mas como a excepção confirma a regra, então o Yuri da Cunha estava destinado a ser uma figura do universo musical.

O seu trajecto iniciou-se ainda na infância enquanto assistia aos ensaios do conjunto “Os Kwanzas”, onde o seu pai, Henrique da Cunha “Riquito”, era guitarrista. Mais tarde em Luanda, no bairro Rocha Pinto, em companhia dos seus primos e irmãos foi aperfeiçoando técnicas de voz e interpretação com o professor Manuel Costa “Makanha”.

Yuri da Cunha confirma a influência do contexto familiar. “Eu era pequeno e o meu pai levava-me aos concertos que eles faziam. Então desde essa altura comecei a perceber que gostava daquilo e foi por causa da ilusão, ou amor, que ganhei naquela altura com o meu pai, os amigos e o apoio da minha mãe e das minhas avós, que me tornei um pouco do que sou hoje”, recorda.

E deixa também uma revelação. A força do semba entrou na vida do artista… à força. Na força da obrigação familiar. “Nós (eu e os meus irmãos) éramos obrigados a ouvir o semba em casa. De outra forma ninguém ouvia música! Ou o semba ou o silêncio. Então hoje eu agradeço pelo que me fazia chorar naquela altura”.

Parece ter sido uma coisa meio paternalista, aquele conselho do mais-velho que termina sempre com um encolher de ombros juvenil, e com um adágio simples mas mais real do que o sol. “Um dia vais-te lembrar daquilo que estou a dizer”. É clássico. Mas o amor ficou. O semba é um caso de amor.

“Como disse atrás nós éramos obrigados a ouvir o semba. Então ficou o hábito”, reafirma o cantor. Hoje tem orgulho em dizer que foi “educado a gostar de semba”, frisa Yuri da Cunha, enquanto lembra o momento em que percebeu que a sua vida na música seria feita em comunhão de bens com um estilo que diz muito no coração dos angolanos. “Daí em diante comecei a trabalhar em volta disso e fui pegando as minhas maiores influências musicais que são ainda hoje Bonga, Artur Nunes, David Zé, Teta Lando, Carlos Burity e André Mingas e um pouco depois Bangão, Lulas da Paixão e hoje Paulo Flores. Muitos artistas né? (risos)”.

Yuri decidiu então juntar todas as referências, que acabaram por formar aquilo que chama “uma aquarela musical”. É nesta aquarela, neste conjunto de cores que identificam diferentes gerações de um país, que ousou se juntar aos estilistas angolanos Tekassala e Shunozz para criar um estilo de roupa para usar nas apresentações públicas.

“É desta conexão criativa que vem a ideia da roupa colorida. Como o semba era considerado a música dos kotas, e que não ficava bem aos jovens, eu quis contrariar a ideia – então juntei a dança moderna de Angola, que é o kuduro, e danças oriundas do Congo Democrático. Como sempre fui fã do Michael Jackson resolvi acrescentar algumas coisas do rei do Pop na área da dança”, explica.

A mistura, diga-se em abono da verdade, chega a ser explosiva. É quase impossível ignorar a força do ritmo batido de um semba-kuduro-com-congo-democrático-e-Michael-Jackson. Será também uma singularidade e um factor de distinção no cenário da “world music” – se quisermos fugir um pouco ao consumo interno.

Em 1994, Yuri da Cunha inscreve-se nos concursos de música infantil da Rádio Nacional de Angola (RNA) onde se destacou com a canção “Amigo”, da autoria do professor “Makanha”, tendo vencido o prémio de melhor canção infantil.

Divertido e bem-humorado, o cantor angolano destaca que “o princípio foi muito difícil”. “Era insultado, chamado de palhaço – que hoje acho que sou um pouco; comecei a reparar nisso com a ajuda do Paulo flores. Era chamado de provinciano (risos). Mas a intenção e a minha perspectiva era maior do que qualquer insulto. Acreditava que o semba não era música de velhos e que eu tinha uma missão a cumprir. Foram várias as vezes que chorei mas sabia que sorriria mais adiante”, assume sem titubear.

Esse sorriso aumentou na medida do reconhecimento nacional e internacional. A força do talento ajudou o crescimento daquele que é, hoje em dia, considerado o estilo musical angolano mais respeitado em todo o mundo. “Pode, eventualmente, não ser o mais ouvido”, continua, mas “é o mais respeitado – e ver jovens a falar e até a cantar o semba com emoção é uma grande alegria”.

Em 1996, seguiu para Lisboa (Portugal), onde gravou o seu primeiro trabalho discográfico intitulado “É tudo Amor”, nos estúdios da produtora Valentim de Carvalho. Nesse ano arrebatou o prémio da Rádio Televisão Portuguesa (RTP) para o melhor vídeoclip e de melhor música do ano dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) na Holanda. O lançamento do seu segundo disco intitulado “Eu”, em Janeiro de 2005, permitiu-lhe confirmar o sucesso de temas que o colocaram na ribalta.

No disco “Eu”, Yuri da Cunha apresenta treze temas em estilos como o semba, rumba e kizomba, cantados em português e kimbundo, dos quais as músicas “Homem é bom”,” Njila”,” Simão”, “Kalundu” e “Está doer” foram grandes sucessos na rádio e discotecas, atingindo vendas muito significativas. “Eu” venceu o “Top Rádio Luanda 2006” nas categorias de disco do ano, melhor produção discográfica , melhor semba e melhor kizomba 2006 e ficou em segundo lugar no Top dos Mais Queridos realizado pela Rádio Nacional de Angola.

Nos últimos anos começou o assalto, no bom sentido, aos ouvidos internacionais. Eros Ramazzoti, o famoso romântico italiano não ficou indiferente. E convidou-o para participar na sua digressão mundial, em 2009. Também nessa altura assinou um acordo com a Sony Music para a comercialização e divulgação da sua música. Em Portugal, encheu salas históricas como o Coliseu dos Recreios e o Campo Pequeno, em Lisboa.

O que recorda com mais saudades destas apresentações? – perguntámos. “O carinho de cada momento que aquela gente me dá com a sua presença, a vibração de todo o público e o facto de eu perceber, quando estou em palco, que aquela gente gosta de mim”.

Também ganhou reconhecimento no Brasil, um país irmão que tem grande consideração pelos ritmos agitados, pela dança e pela alegria da vida. Uma descrição que, mesmo contra alguns cépticos (e ressalvando as naturais distâncias), assenta bem no povo angolano. O cantor já participou por diversas vezes no Carnaval da Bahia onde actuou com artistas locais. Yuri da Cunha recorda esses momentos com afecto.

“Para mim, tocar na Bahia é estar perto de gente que eu gosto. E que há muitos anos tem uma ligação cultural com Angola muito forte. Eles vibram com aquilo que sai de Angola. Não saberei dizer porque os outros artistas angolanos se sentem à vontade lá mas eu sinto-me super bem. Cada vez mais. Também porque fiz amigos maravilhosos como a Daniela Mercury, o pessoal do Olodum, entre outros”.

“Kuma Kwa Kie”, o terceiro e último disco de Yuri da Cunha (o próximo será lançado ainda durante 2012, em princípio), comporta 13 músicas, gravadas em Angola, Portugal e França. O álbum contou com a participação inédita do falecido músico Man-Ré e de Gabriel Tchiema. Na produção, contou com a colaboração de Carlitos Chiemba, Lito Graça, Quintino, Heavy C, Hélio Cruz e Pitchou, e conta com temas na linha melódica do semba, kizomba e kintuene numa grande fusão musical. “Kuma Kwa Kié “ tornou-se rapidamente num dos álbuns mais comercializados em Angola, tendo vendido mais de vinte mil cópias num só dia. Foi, de facto, um enorme sucesso que ainda hoje agita facilmente as pistas de dança.

Por outro lado, o artista nunca escondeu o seu gosto pelo kuduro. É verdade que as características deste estilo musical angolano assentam bem na imagem de Yuri da Cunha. Fazem um bom casamento. Mas ele foi mais adiante – tem sido um grande divulgador da juventude.

“Sou angolano”, começa por dizer, “por isso” se sentir que pode contribuir em algo que venha a beneficiar o pais então vai fazê-lo. “A atracção pelo kuduro está na forma como a malta recria o estilo e como contagia quem o ouve. Só acho que pela dinâmica que tem, o espaço que ganhou deve ser mais musical: para que músicos e pessoas com outra instrução musical possam também gostar do kuduro como eu gosto. Acho que é chegado o momento de parar e usar a ciência musical junto deste estilo para que não sejamos vistos simplesmente como animadores de um conteúdo percussivo”, reconhece.

Ganhando cada vez mais maturidade e experiência internacional, Yuri da Cunha participou no Festival África Day, em Joanesburgo (África do Sul), onde foi considerado um dos melhores momentos do evento, tendo até merecido honras de capa no jornal sul-africano City Press.”

Artigo publicado na Revista Austral.

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