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Paz no futebol

Em junho-julho de 2014 assistiremos a mais uma copa do mundo! O país anfitrião da vigésima edição do evento  será o Brasil. Com uma onda de violência cada vez mais presente no futebol brasileiro e em suas torcidas organizadas, devemos, todos juntos, fazer dos estádios, lugares de lazer que sejam  seguros!

Na Europa, racistas ignorantes jogaram uma banana sobre o jogador brasileiro Daniel Alves, que, ao comer ironicamente a banana, mostrou ao mundo que os “macacos brasileiros” são muito evoluídos e civilizados!

Já em Recife, o Santa Cruz Futebol Clube será responsabilizado pela morte do torcedor atingido por um vaso sanitário jogado das arquibancadas do estádio Arruda! Esses torcedores, que jogaram vasos sanitários, são energúmenos e não podem sequer ser comparados a macacos, pois seria um insulto não só a Daniel Alves, mas a todos nós homo sapiens.

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Sem falar do caso “Fred x torcidas organizadas”, que serviu para mostrar mais uma vez que, por falta de uma verdadeira organização e de vozes ativas e unidas contra a violência, muitos torcedores perdem a noção dos limites e perseguem os jogadores,  ameaçam, etc.

O racismo e a violência têm invadido cada vez mais os campos pelo mundo afora.

Agnaldo Pereira Leão se formou em filosofia, jogou futsal e pensou muito sobre o assunto da violência no esporte que ele tanto ama. Por isso, resolveu criar um site, cujo  objetivo é focalizar em debates que vitalizem o esporte e reduzam a violência em torno do futebol. Dessa forma, o futebol torna-se mais vibrante e, graças ao site, será possível interagir com as comunidades e estruturar ações destinadas aos torcedores e às pessoas menos favorecidas que amam o esporte. O site deseja interagir com toda a comunidade em torno do futebol. Assim, os torcedores poderão, por exemplo, enviar mensagens de incentivo aos seus ídolos, comprar artigos esportivos e comercializá-los. Por outro lado, as empresas poderão comercializar suas marcas, e as ONGs (contra o racismo, contra a homofobia…) poderão interagir com as torcidas.

Saiba mais sobre este projeto e contribua para a paz no futebol no link seguinte: Projeto Zarpante Paz no Futebol!

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Contra ou a favor da Copa do Mundo?

Durante a Copa do Mundo passada, na África do Sul, não presenciamos tantos brasileiros manifestando-se contra o evento, o que vimos foram muitos brasileiros que viajaram para ver a Copa do Mundo ao vivo no continente africano, telões nas praias do Rio para que milhares de pessoas acompanhassem os jogos… De forma geral, os brasileiros acompanham as Copas do Mundo com assiduidade. Conhecemos pessoalmente muitos que detestam futebol, mas que ainda assim assistem e torcem durante a Copa do Mundo.

Mas agora que a Copa será no Brasil, os brasileiros parecem ter finalmente lembrado que produzir um evento desses custa dinheiro.

A pergunta que fica é a seguinte: essas pessoas que hoje se manifestam contra a copa não seriam as mesmas que 4 anos atrás se entusiasmaram com as vuvuzelas e companhia na terra de Mandela?

Acontece que, hoje em dia, até mesmo os antigos jogadores de futebol resolveram se juntar a esse movimento anti-Copa do Mundo. O Rai (antigo jogador dos São Paulo e do Paris Saint Germain), por exemplo, é um desses que deve ter  esquecido que, antes de ir para as ruas se “solidarizar” com os manifestos  contra a Copa do Mundo, ele mesmo representou o Brasil em edições anteriores da Copa do Mundo. Na época em que milhões eram gastos para garantir a transferência do jogador de tal clube para tal outro clube, o Raí não parecia estar tão preocupado com o fato de essas somas não estarem sendo aplicadas em hospitais, educação, etc. Agora perguntem se ele tivesse sido um dos jogadores escolhidos para representar a cara da Copa do Mundo, ele estaria incitando as pessoas a se manifestarem contra a Copa em junho? Será que ficou com ciúmes do Cafu e do Ronaldo, que têm sido os representantes oficiais da Copa do Mundo de 2014?

O fato é que, por melhor jogador que tenha sido, o Rai não é nem um pouco representativo do verdadeiro sentimento da grande maioria do povo brasileiro em relação à Copa do Mundo de 2014. Por vermos muitas manifestações acontecendo em diversas cidades do Brasil, acabamos por acreditar que o povo é contra o evento. No entanto, pesquisas indicam exatamente o contrário! Alguns números abaixo:

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 19 e 20 deste mês:

– brasileiros contrários às passeatas pelo país somam 42%; percentual era de 15% em junho do ano passado;

52% apoiam os atos, índice mais baixo desde o início das manifestações, quando 81% eram favoráveis;

52% dos entrevistados são favoráveis às manifestações, contra 81% no final de junho (mês em que os protestos reuniram cerca de 1 milhão de pessoas em 25 capitais do país);

os que se declararam contra os protestos aumentaram de 15% para 42% no mesmo período;

o apoio é ainda menor quando a pergunta aborda especificamente a realização de manifestações durante a Copa do Mundo: apenas 32% em prol, enquanto 63% rechaçam a iniciativa.

Fontes:

Bye bye coxinhas! O povo apoia a Copa do Mundo!

Folha de São Paulo, 

Le petit Journal.

Iremos agora tomar a liberdade de compartilhar alguns trechos de artigos para quem desejar realmente refletir sobre esse assunto com boas ferramentas em mãos:

Começamos com um texto de Laurindo Lalo Leal Filho sobre a “posição esquizofrênica” da mídia em relação à Copa do mundo de 2014!

– Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de fevereiro de 2014

“Encerrei o artigo publicado na edição de janeiro da Revista do Brasil com a expressão “2014 promete”. Escrito em dezembro, chamava a atenção para o desespero da oposição, representada pela mídia, na busca de um candidato para as eleições presidenciais deste ano, alertando sobre o previsível “vale-tudo”.

Previsão que, infelizmente, começou a se confirmar antes mesmo do fim do ano com o jornalista Élio Gaspari pedindo na Folha de S.Paulo a volta das manifestações de rua, seguido na mesma linha por vários outros comunicadores, até pelo Faustão, na Globo.

Passadas as festas, a carga prosseguiu com a Globonews mostrando um gráfico sobre inflação que irá para os anais da manipulação jornalística brasileira. Através dele ficamos sabendo que a inflação de 2013, de 5,91%, é maior que as de 2010 (5,92%) e 2011 (6,50%).

Disseram depois que foi “erro”, para mim só comparável ao célebre “boimate” da Veja de tempos atrás, quando a revista da Abril publicou uma nota científica sobre a descoberta da criação de um híbrido formado por boi e tomate.

A diferença entre os dois “erros” está em seus objetivos. O da Veja antiga era mero sensacionalismo. Já o da Globonews faz parte de ação política orquestrada, tendo como referência ideológica o Instituto Millenium, articulador da mídia brasileira em torno do pensamento único de raiz reacionária.

Curiosa, no entanto, é a esquizofrenia dessa mídia diante da Copa do Mundo. Ao mesmo tempo que a defende de acordo com os seus interesses mercadológicos procura incentivar manifestações populares em torno dela, contra o governo, por interesses políticos. Mas pede que sejam feitos de forma pacífica, repetindo os chavões de junho passado.

Creio até que gestores e mentores dessa mídia torçam contra a seleção na esperança de que uma derrota crie o clima capaz de dar à oposição um último alento. Ainda que custem um período de relativas baixas nas receitas publicitárias advindas do ufanismo futebolístico.

Se for assim será mesmo o derradeiro ato de desespero. Foi-se o tempo em que política e futebol contaminavam-se reciprocamente. Não estamos mais em 1950 quando candidatos aos mais diferentes cargos circulavam entre os jogadores da seleção, considerada invencível antes da hora, tentando tirar uma casquinha do prestígio por eles conquistado nos gramados até minutos antes da tragédia do Maracanã diante do Uruguai.

Ou da ditadura, em seu momento mais sinistro durante a Copa de 1970, tentando sufocar os gritos das masmorras com marchinhas do tipo “prá-frente Brasil, salve a seleção”. Chegando ao cúmulo de determinar a saída do técnico do time, João Saldanha, às vésperas da competição devido a sua militância política.

De lá para cá o país mudou muito. Foi campeão do mundo mais duas vezes, passou dos “90 milhões em ação” para mais 200 milhões de habitantes e, na última década, tornou-se uma das mais importantes economias do mundo.

Não há futebol que possa contaminar as conquistas populares como o aumento das redes de proteção social, a universalização do acesso ao ensino fundamental, a expansão do ensino superior e, principalmente, a ampla redução do desemprego.” Para ler o artigo completo clique aqui.

– Em seguida, um texto imperdível de Antonio Lassance, em que descobriremos as verdades em torno dos argumentos de quem tem manifestado contra a Copa:

“Como a desinformação alimenta o festival de besteiras ditas contra a Copa do Mundo de Futebol no Brasil.”

Profetas do pânico: os gupos que patrocinam a campanha anticopa

Existe uma campanha orquestrada contra a Copa do Mundo no Brasil. A torcida para que as coisas deem errado é pequena, mas é barulhenta e até agora tem sido muito bem sucedida em queimar o filme do evento.

Tiveram, para isso, uma mãozinha de alguns governos, como o do estado do Paraná e da prefeitura de Curitiba, que deram o pior de todos exemplos ao abandonarem seus compromissos com as obras da Arena da Baixada, praticamente comprometida como sede.

A arrogância e o elitismo dos cartolas da Fifa também ajudaram. Aliás, a velha palavra “cartola” permanece a mais perfeita designação da arrogância e do elitismo de muitos dirigentes de futebol do mundo inteiro.

Mas a campanha anticopa não seria nada sem o bombardeio de informação podre patrocinado pelos profetas do pânico.

O objetivo desses falsos profetas não é prever nada, mas incendiar a opinião pública contra tudo e contra todos, inclusive contra o bom senso.

Afinal, nada melhor do que o pânico para se assassinar o bom senso.

Como conseguiram azedar o clima da Copa do Mundo no Brasil

O grande problema é quando os profetas do pânico levam consigo muita gente que não é nem virulenta, nem violenta, mas que acaba entrando no clima de replicar desinformações, disseminar raiva e ódio e incutir, em si mesmas, a descrença sobre a capacidade do Brasil dar conta do recado.

Isso azedou o clima. Pela primeira vez em todas as copas, a principal preocupação do brasileiro não é se a nossa seleção irá ganhar ou perder a competição.

A campanha anticopa foi tão forte e, reconheçamos, tão eficiente que provocou algo estranho. Um clima esquisito se alastrou e, justo quando a Copa é no Brasil, até agora não apareceu aquela sensação que, por aqui, sempre foi equivalente à do Carnaval.

Se depender desses Panicopas (os profetas do pânico na Copa), essa será a mais triste de todas as copas.

“Hello!”: já fizemos uma copa antes

Até hoje, os países que recebem uma Copa tornam-se, por um ano, os maiores entusiastas do evento. Foi assim, inclusive, no Brasil, em 1950. Sediamos o mundial com muito menos condições do que temos agora.

Aquela Copa nos deixou três grandes legados. O primeiro foi o Maracanã, o maior estádio do mundo – que só ficou pronto faltando poucos dias para o início dos jogos.

O segundo, graças à derrota para o Uruguai (“El Maracanazo”), foi o eterno medo que muitos brasileiros têm de que as coisas saiam errado no final e de o Brasil dar vexame diante do mundo – o que Nélson Rodrigues apelidou de “complexo de vira-latas”,  a ideia de que o brasileiro nasceu para perder, para errar, para sofrer.

O terceiro legado, inestimável, foi a associação cada vez mais profunda entre o futebol e a imagem do país. O futebol continua sendo o principal cartão de visitas do Brasil – imbatível nesse aspecto.

O cartunista Henfil, quando foi à China, em 1977, foi recebido com sorrisos no rosto e com a única palavra que os chineses sabiam do Português: “Pelé” (está no livro “Henfil na China”, de 1978).

O valor dessa imagem para o Brasil, se for calculada em campanhas publicitárias para se gerar o mesmo efeito, vale uma centena de Maracanãs.

Desinformação #1: o dinheiro da Copa vai ser gasto em estádios e em jogos de futebol, e isso não é importante

O pior sobre a Copa é a desinformação. É da desinformação que se alimenta o festival de besteiras que são ditas contra a Copa.

Não conheço uma única pessoa que fale dos gastos da Copa e saiba dizer quanto isso custará para o Brasil. Ou, pelo menos, quanto custarão só os estádios. Ou que tenha visto uma planilha de gastos da copa.

A “Copa” vai consumir quase 26 bilhões de reais.

A construção de estádios (8 bi) é cerca de 30% desse valor.

Cerca de 70% dos gastos da Copa não são em estádios, mas em infraestrutura, serviços e formação de mão de obra.

Os gastos com mobilidade urbana praticamente empatam com o dos estádios.

O gastos em aeroportos (6,7 bi), somados ao que será investido pela iniciativa privada (2,8 bi até 2014) é maior que o gasto com estádios.

O ministério que teve o maior crescimento do volume de recursos, de 2012 para 2013, não foi o dos Esportes (que cuida da Copa), mas sim a Secretaria da Aviação Civil (que cuida de aeroportos).

Quase 2 bi serão gastos em segurança pública, formação de mão de obra e outros serviços.

Ou seja, o maior gasto da Copa não é em estádios. Quem acha o contrário está desinformado e, provavelmente, desinformando outras pessoas.

Desinformação #2: se deu mais atenção à Copa do que a questões mais importantes

Os atrasos nas obras pelo menos serviram para mostrar que a organização do evento não está isenta de problemas que afetam também outras áreas. De todo modo, não dá para se dizer que a organização da Copa teve mais colher de chá que outras áreas.

Certamente, os recursos a serem gastos em estádios seriam úteis a outras áreas. Mas se os problemas do Brasil pudessem ser resolvidos com 8 bi, já teriam sido.

Em 2013, os recursos destinados à educação e à saúde cresceram. Em 2014, vão crescer de novo.

Portanto, o Brasil não irá gastar menos com saúde e educação por causa da Copa. Ao contrário, vai gastar mais. Não por causa da Copa, mas independentemente dela.

No que se refere à segurança pública, também haverá mais recursos para a área. Aqui, uma das razões é, sim, a Copa.

Dados como esses estão disponíveis na proposta orçamentária enviada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso (nas referências ao final está indicado onde encontrar mais detalhes).

Se alguém quiser ajudar de verdade a melhorar a saúde e a educação do país, ao invés de protestar contra a Copa, o alvo certo é lutar pela aprovação do Plano Nacional de Educação, pelo cumprimento do piso salarial nacional dos professores, pela fixação de percentuais mais elevados e progressivos de financiamento público para a saúde e pela regulação mais firme sobre os planos de saúde.

Se quiserem lutar contra a corrupção, sugiro protestos em frente às instâncias do Poder Judiciário, que andam deixando prescrever crimes sem o devido julgamento, e rolezinhos diante das sedes do Ministério Público em alguns estados, que andam com as gavetas cheias de processos, sem dar a eles qualquer andamento.

Marchar em frente aos estádios, quebrar orelhões públicos e pichar veículos em concessionárias não tem nada a ver com lutar pela saúde e pela educação.

Os estádios, que foram malhados como Judas e tratados como ícones do desperdício, geraram, até a Copa das Confederações, 24,5 mil empregos diretos. Alto lá quando alguém falar que isso não é importante.

Será que o raciocínio contra os estádios vale também para a Praça da Apoteose e para todos os monumentos de Niemeyer? Vale para a estátua do Cristo Redentor? Vale para as igrejas de Ouro Preto e Mariana?

Havia coisas mais importantes a serem feitas no Brasil, antes desses monumentos extraordinários. Mas o que não foi feito de importante deixou de ser feito porque construíram o bondinho do Pão-de-Açúcar?

Até mesmo para o futebol, o jogo e o estádio são, para dizer a verdade, um detalhe menos importante. No fundo, estádios e jogos são apenas formas para se juntar as pessoas. Isso sim é muito importante. Mais do que alguns imaginam.

Desinformação #3: O Brasil não está preparado para sediar o mundial e vai passar vexame

Se o Brasil deu conta da Copa do Mundo em 1950, por que não daria conta agora?

Se realizou a Copa das Confederações no ano passado, por que não daria conta da Copa do Mundo?

Se recebeu muito mais gente na Jornada Mundial da Juventude, em uma só cidade, porque teria dificuldades para receber um evento com menos turistas, e espalhados em mais de uma cidade?

O Brasil não vai dar vexame, quando o assunto for segurança, nem diante da Alemanha, que se viu rendida quando dos atentados terroristas em Munique, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972; nem diante dos Estados Unidos, que sofreram atentados na Maratona Internacional de Boston, no ano passado.

O Brasil não vai dar vexame diante da Itália, quando o assunto for a maneira como tratamos estrangeiros, sejam eles europeus, americanos ou africanos.

O Brasil não vai dar vexame diante da Inglaterra e da França, quando o assunto for racismo no futebol. Ninguém vai jogar bananas para nenhum jogador, a não ser que haja um Panicopa no meio da torcida.

O Brasil não vai dar vexame diante da Rússia, quando o assunto for respeito à diversidade e combate à homofobia.

O Brasil não vai dar vexame diante de ninguém quando o assunto for manifestações populares, desde que os governadores de cada estado convençam seus comandantes da PM a usarem a inteligência antes do spray de pimenta e a evitar a farra das balas de borracha.

Podem ocorrer problemas? Podem. Certamente ocorrerão. Eles ocorrem todos os dias. Por que na Copa seria diferente? A grande questão não é se haverá problemas. É de que forma nós, brasileiros, iremos lidar com tais problemas.

Desinformação #4: os turistas estrangeiros estão com medo de vir ao Brasil

De tanto medo do Brasil, o turismo para o Brasil cresceu 5,6% em 2013, acima da média mundial. Foi um recorde histórico (a última maior marca havia sido em 2005).

Recebemos mais de 6 milhões de estrangeiros. Em 2014, só a Copa deve trazer meio milhão de pessoas.

De quebra, o Brasil ainda foi colocado em primeiro lugar entre os melhores países para se visitar em 2014, conforme o prestigiado guia turístico Lonely Planet (“Best in Travel 2014”, citado nas referências ao final).

Adivinhe qual uma das principais razões para a sugestão? Pois é, a Copa.

Desinformação #5: a Copa é uma forma de enganar o povo e desviá-lo de seus reais problemas

O Brasil tem de problemas que não foram causados e nem serão resolvidos pela Copa.

O Brasil tem futebol sem precisar, para isso, fazer uma copa do mundo. E a maioria assiste aos jogos da seleção sem ir a estádios.

Quem quiser torcer contra o Brasil que torça. Há quem não goste de futebol, é um direito a ser respeitado. Mas daí querer dar ares de “visão crítica” é piada.

Desinformação #6: muitas coisas não ficarão prontas antes da Copa, o que é um grave problema

É verdade, muitas coisas não ficarão prontas antes da Copa, mas isso não é um grave problema. Tem até um nome: chama-se “legado”.

Mas, além do legado em infraestrutura para o país, a Copa provocou um outro, imaterial, mas que pode fazer uma boa diferença.

Trata-se da medida provisória enviada por Dilma e aprovada pelo Congresso (entrará em vigor em abril deste ano), que limita o tempo de mandato de dirigentes esportivos.

A lei ainda obrigará as entidades (não apenas de futebol) a fazer o que nunca fizeram: prestar contas, em meios eletrônicos, sobre dados econômicos e financeiros, contratos, patrocínios, direitos de imagem e outros aspectos de gestão. Os atletas também terão direito a voto e participação na direção. Seria bom se o aclamado Barcelona, de Neymar, fizesse o mesmo.

Estresse de 2013 virou o jogo contra a Copa

Foi o estresse de 2013 que virou o jogo contra a Copa. Principalmente quando aos protestos se misturaram os críticos mascarados e os descarados.

Os mascarados acompanharam os protestos de perto e neles pegaram carona, quebrando e botando fogo. Os descarados ficaram bem de longe, noticiando o que não viam e nem ouviam; dando cartaz ao que não tinha cartaz; fingindo dublar a “voz das ruas”, enquanto as ruas hostilizavam as emissoras, os jornalões, as revistinhas e até as coitadas das bancas.

O fato é que um sentimento estranho tomou conta dos brasileiros. Diferentemente de outras copas, o que mais as pessoas querem hoje saber não é a data dos jogos, nem os grupos, nem a escalação dos times de cada seleção.

A maioria quer saber se o país irá funcionar bem e se terá paz durante a competição. Estranho.

É quase um termômetro, ou um teste do grau de envenenamento a que uma pessoa está acometida. Pergunte a alguém sobre a Copa e ouça se ela fala dos jogos ou de algo que tenha a ver com medo. Assim se descobre se ela está empolgada ou se sentou em uma flecha envenenada deixada por um profeta do apocalipse.

Todo mundo em pânico: esse filme de comédia a gente já viu

Funciona assim: os profetas do pânico rogam uma praga e marcam a data para a tragédia acontecer. E esperam para ver o que acontece. Se algo “previsto” não acontece, não tem problema. A intenção era só disseminar o pânico e o baixo astral mesmo.

O que diziam os profetas do pânico sobre o Brasil em 2013?  Entre outras coisas:

Que estávamos à beira de um sério apagão elétrico.

Que o Brasil não conseguiria cumprir sua meta de inflação e nem de superávit primário.

Que o preço dos alimentos estava fora de controle.

Que não se conseguiria aprontar todos os estádios para a Copa das Confederações.

O apagão não veio e as termelétricas foram desligadas antes do previsto. A inflação ficou dentro da meta. A inflação de alimentos retrocedeu. Todos os estádios previstos para a Copa das Confederações foram entregues.

Essas foram as profecias de 2013. Todas furadas.

Cada ano tem suas previsões malditas mais badaladas. Em 2007 e 2008, a mesma turma do pânico dizia que o Brasil estava tendo uma grande epidemia de febre amarela. Acabou morrendo mais gente de overdose de vacina do que de febre amarela, graças aos profetas do pânico.

Em 2009 e 2010, os agourentos diziam que o Brasil não estava preparado para enfrentar a gripe aviária e nem a gripe “suína”, o H1N1. Segundo esses especialistas em catástrofes, os brasileiros não tinham competência nem estrutura para lidar com um problema daquele tamanho. Soa parecido com o discurso anticopa, não?

O cataclismo do H1N1 seria gravíssimo. Os videntes falavam aos quatro cantos que não se poderia pegar ônibus, metrô ou trem, tal o contágio. Não se poderia ir à escola, ao trabalho, ao supermercado. Resultado? Não houve epidemia de coisa alguma.

Mas os profetas do pânico não se dão por vencidos. Eles são insistentes (e chatos também). Quando uma de suas profecias furadas não acontece, eles simplesmente adiam a data do juízo final, ou trocam de praga.

Agora, atenção todos, o próximo fim do mundo é a Copa. “Imagina na Copa” é o slogan. E há muita gente boa que não só reproduz tal slogan como perde seu tempo e sua paciência acreditando nisso, pela enésima vez.

Para enfrentar o pessoal que é ruim da cabeça ou doente do pé

O pânico é a bomba criada pelos covardes e pulhas para abater os incautos, os ingênuos e os desinformados.

Só existe um antídoto para se enfrentar os profetas do pânico. É combater a desinformação com dados, argumentos e, sobretudo, bom senso, a principal vítima da campanha contra a Copa.

Informação é para ser usada. É para se fazer o enfrentamento do debate. Na escola, no trabalho, na família, na mesa de bar.

É preciso que cada um seja mais veemente, mais incisivo e mais altivo que os profetas do pânico. Eles gostam de falar grosso? Vamos ver como se comportam se forem jogados contra a parede, desmascarados por uma informação que desmonta sua desinformação.

As pessoas precisam tomar consciência de que deixar uma informação errada e uma opinião maldosa se disseminar é como jogar lixo na rua.

Deixar envenenar o ambiente não é um bom caminho para melhorar o país.

A essa altura do campeonato, faltando poucos meses para a abertura do evento, já não se trata mais de Fifa. É do Brasil que estamos falando.

É claro que as informações deste texto só fazem sentido para quem as palavras “Brasil” e “brasileiros” significam alguma coisa.

Há quem por aqui nasceu, mas não nutre qualquer sentimento nacional, qualquer brasilidade; sequer acreditam que isso existe. Paciência. São os que pensam diferente que têm que mostrar que isso existe sim.

Ter orgulho do país e torcer para que as coisas deem certo não deve ser confundido com compactuar com as mazelas que persistem e precisam ser superadas. É simplesmente tentar colocar cada coisa em seu lugar.

Uma das maneiras de se colocar as coisas no lugar é desmascarar oportunistas que querem usar da pregação anticopa para atingir objetivos que nunca foram o de melhorar o país.

O pior dessa campanha fúnebre não é a tentativa de se desmoralizar governos, mas a tentativa de desmoralizar o Brasil.

É preciso enfrentar, confrontar e vencer esse debate. É preciso mostrar que esse pessoal que é profeta do pânico é ruim da cabeça ou doente do pé.”

Fonte: Carta Maior

Outros artigos sobre o assunto:

– Imagina na Copa!

– O Caos Fabricado e o Brasil Real

– Paz no futebol

O avião da seleção

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Fadoando

Os fadistas se reuniram por uma causa e decidiram fazer um evento para arrecadar fundos! A união dos fadistas é exemplar e todos deveriam seguir o mesmo exemplo pelas causas nas quais acreditamos!

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Mais infos sobre o evento no link seguinte: Gala Solidária

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Podemos rir juntos!

Aproveitando que em 12 de outubro se comemorou o Dia da Criança no Brasil, que tal lembrarmos juntos do bem que faz sorrir?

O vídeo abaixo nos mergulha na infância novamente e, além disso, nos mostra como um simples gesto positivo pode alavancar uma avalanche de gestos similares!

Gostaram do vídeo? Pois é, nós acreditamos que esse exemplo possa ser utilizado para construir e levar adiante projetos culturais por meio do Crowdfunding!

Se, por exemplo, cada pessoa que acessar este artigo compartilhá-lo (ainda que seja somente com uma outra pessoa), por e-mail ou redes sociais, imaginem a viralidade que nosso artigo poderá ganhar!

E se, de cada 5 pessoas que compartilharem a notícia, uma realmente se interessar pelos projetos e contribuir, de quantos compartilhamentos precisamos para atingir nossas metas financeiras?

Bem, vocês já entenderam a ideia, não é? Acessem, contribuam e/ou compartilhem…

crainçada

Já que todo dia deveria ser Dia da Criança, aproveitem para fortalecer o sonho de algumas crianças de comunidades carentes de Fortaleza. Ajudem a divulgar o projeto de Estimulação do desenvolvimento infantil e/ou contribuam com o que puderem. As crianças agradecem e todos os fundos arrecadados serão revertidos para o projeto, atinja este ou não a meta financeira desejada.

As duas palavras-chave são estas: Compartilhem e Contribuam, pois, se cada um fizer igual, por menor que seja a contribuição, poderemos juntos atingir as metas financeiras necessárias para os projetos!

Sejamos  também solidários com a Companhia de teatro 33 Ânimos e participemos do projeto Morte Súbita, que conta com pouco mais de um mês de captação até o fim do prazo!

Lembrem-se: um sorriso pode contagiar múltiplos sorrisos.

Vejam também:

– Vamos dar vida à Morte Súbita

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Gisele Bündchen canta por uma boa causa

O rosto da rede de lojas H&M, antes era representado por Beyonce, está agora em mãos brasileiras! A modelo Gisele Bündchen representa o novo rosto da H&M.

A brasileira já começa seu reinado em alto estilo: cantando para arrecadar fundos para a Unicef!

UNICEF

UNICEF (Photo credit: UNICEF Ethiopia)

Uma Bela ação humanitária, e principalmente uma grande tacada de marketing lançada pela H&M, que tendo perdido a cantora Beyonce, encontrou uma nova representante, e mostrou que além de ter um lindo rosto, a modelo brasileira canta (apesar de não cantar  como a Beyonce).

A música fará parte da nova campanha publicitária da rede H&M, e estará no I-Tunes para quem quiser comprá-la. Toda a renda arrecadada será doada à Unicef.

Não conhecemos ainda o valor que poderá ser arrecadado para ser doado a Unicef, más uma pergunta não quer calar: quanto será que a modelo foi paga para fazer isso tudo?

Gisele Bündchen

Gisele Bündchen (Photo credit: jccchou)

Marketing também é isso: fazer você acreditar que é tudo pelo bem dos outros, que a campanha é puramente altruísta, que tudo isso é unicamente pela vontade de ajudar a Unicef, quando na verdade o único objetivo aqui, é dar ainda mais visibilidade a marca, que parece assim estar abrindo mão de seus benefícios para doá-los a Unicef. A realidade é que isso tudo é friamente calculado, e que se a marca fez isso, foi por saber que a campanha trará um bom retorno em termos de imagem, e consequentemente, de vendas.

Será que a H&M teria a transparência de nos dizer qual foi a remuneração da modelo Gisele pela sua participação na campanha? Ou quanto eles pagam para que ela seja o rosto da marca? E será que podem nos explicar porque não doam diretamente esses fundos a Unicef em vez de passar pela campanha com a Gisele Bündchen?

Tirem suas próprias conclusões!

Em um mundo em que nem todos tem o peso monetário da H&M, como arrecadar fundos para um projeto social que seja desenvolvido por uma ONG que não tem o mesmo calibre que a Unicef?

Indo a luta: e foi assim que a ONG francesa ESSOR, iniciou um projeto de crowdfunding no site Zarpante. A técnica é basicamente a mesma só que nós não temos nenhuma Gisele Bündchen para nos ajudar. Quem quiser ajudar a Unicef, paga um valor x e recebe como recompensa a música da modelo. O crowdfunding é assim mesmo: você coloca um valor x para ajudar um projeto e recebe recompensas por isso.

Claro que tendo uma recompensa que seja uma música cantada pela Gisele, fica tudo mais fácil, mas parando para pensar, percebemos rapidamente, que no caso da H&M, quem realmente desejar ter essa música, provavelmente vá baixá-la gratuitamente pela net… Certamente a Unicef fará uma boa utilização dos fundos arrecadados, mas o fato, é que por meio da campanha da H&M, não foi dada nenhuma informação detalhada sobre como serão utilizados os fundos pela Unicef. Já no projeto Estimulação do desenvolvimento infantil, isso está detalhadamente descrito. No entanto, precisamos dizer quem vai arrecadar mais?

Se fizerem parte dessas pessoas que querem inverter o rumo do barco, sejam bem-vindos ao Zarpante, e por favor, não esqueçam que toda contribuição financeira, por menor que seja, é essencial para que possamos ajudar as crianças carentes de Fortaleza! E por mais, que os tempos não sejam de nacionalismo, é bom lembrar que as crianças carentes de Fortaleza precisam muito mais desses fundos que a H&M…

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Seja solidário no Dia Internacional da Solidariedade

Desculpem a redundância do título do artigo, mas o que realmente acontece, é que por mais redundante que seja, apesar de todos nós sabermos a importância da solidariedade, nem sempre agimos em consequência!

O fato é que Zarpante aproveita que hoje, 31 de agosto, se celebra o Dia Internacional da Solidariedade, para convocar todos os leitores de nosso blog, também os músicos, artistas, criativos, apreciadores, fãs, curiosos, jovens, adultos, ricos ou pobres, etc, a participar mais interativamente do nosso site, redes sociais, blog…

Queremos mais união e solidariedade para todos!

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Agora vejamos uma definição da palavra solidariedade:

1 Qualidade de solidário. 2 Estado ou condição de duas ou mais pessoas que repartem entre si igualmente as responsabilidades de uma ação, empresa ou de um negócio, respondendo todas por uma e cada uma por todas. 3 Mutualidade de interesses e deveres. 4 Laço ou ligação mútua entre duas ou muitas coisas dependentes umas das outras. 5 Dir Compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas pelas outras e cada uma delas por todas. 6 Sociol Condição grupal resultante da comunhão de atitudes e sentimentos, de modo a constituir o grupo unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face da oposição vinda de fora. Fonte: Dicionário Michaeli

s.f. Dependência mútua entre os homens. / Sentimento que leva os homens a se auxiliarem mutuamente. / Relação mútua entre coisas dependentes. / Direito Compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas pelas outras. Fonte: Dicionário Aurélio

A origem da palavra “solidariedade” é muito interessante: vem do latim “solidare”, que significa, etimologicamente, “solidificar”, “confirmar”. A origem é a mesma do adjetivo “sólido”, significando “que tem consistência, que não é oco, que não se deixa destruir facilmente”.

O Dia Internacional da Solidariedade foi instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A data tem como objectivo promover e fortalecer os ideais de solidariedade entre as nações, povos e indivíduos.
Na Declaração do Milénio das Nações Unidas, a solidariedade foi reconhecida como um dos valores fundamentais essenciais para as relações internacionais no século XXI.

Por isso é imperativo recordar a Declaração do Milénio das Nações Unidas, um documento histórico para o novo século. Aprovada na Cimeira do Milénio – realizada de 6 a 8 de Setembro de 2000, em Nova Iorque –, reflete as preocupações de 147 Chefes de Estado e de Governo e de 191 países, que participaram na maior reunião de dirigentes mundiais que já tenha acontecido.

Esta Declaração foi elaborada ao longo de meses de conversações, em que foram tomadas em consideração as reuniões regionais e o Fórum do Milénio, que permitiram que as vozes das pessoas fossem ouvidas

Para baixar a Declaração do Milénio das Nações Unidas clique aqui

O dia foi escolhido por representar o aniversário do Movimento Social Independente “Solidariedade” (31 de Agosto de 1980, Polónia), cuja importância mundial foi reconhecida, em particular, com a concessão do Prémio Nobel da Paz ao seu líder Lech Walesa.
Numa mensagem por ocasião da data, as Nações Unidas solicita a união de esforços, em um ano, em que 100 milhões de pessoas se tornaram pobres devido à crise econômica e financeira.
A ONU lembra que a data tem raiz na declaração adoptada na Cúpula do Milénio, em 2000, quando os governos incluíram a solidariedade entre os valores fundamentais para as relações internacionais do século 21.
Ressalta que as mudanças climáticas representam uma ameaça urgente e universal, colocando em risco a segurança alimentar e o acesso à água, assim como aumenta a ocorrência de tragédias climáticas.
Solicita aos países que renovem o “compromisso com a solidariedade humana e a ação colectiva para construir um mundo melhor e mais seguro para todos”.

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Antropologia da Solidariedade

João Carlos Almeida

“A “solidariedade” é a grife do momento. Políticos e marketeiros elegeram esta palavra como o adjetivo preferido para os seus projetos. Fala­se de Alfabetização Solidária, Comunidade Solidária, Universidade Solidária, Ação Solidária (contra o câncer infantil), Economia Popular Solidária, Empresa Solidária, apenas para citar algumas iniciativas mais conhecidas. É muito comum o uso estético de expressões que caem no gosto do povo. Em outros tempos este tipo de populismo de mercado fez a mesma coisa com palavras como amor, liberdade, igualdade, fraternidade, cidadania e paz. Hoje, dificilmente alguém seria ouvido se falasse de “alfabetização amorosa, libertadora, igualitária, fraterna, cidadã ou pacífica”. Soaria estranho e até antiquado. Alguém deveria estudar o mecanismo psicológico de recepção ativa que leva as coletividades a elegerem padrões estéticos. Seria uma espécie de inconsciente coletivo que provoca uma espécie de consenso espontâneo? Ou existiria algo parecido com a “conspiração aquariana”, onde muitos co­inspirariam os mesmos ideais por uma espécie de ligação espiritual?2 Deixamos este estudo para os psicólogos e psicólogas. Vamos abandonar o uso adjetivado da solidariedade para procurar seu significado substantivo nas suas raízes antropológicas.

Ultrapassando o senso comum e este uso instrumentalizado da solidariedade, encontramos algumas indicações mais lúcidas do conceito que apontam na direção de uma superação do individualismo moderno. Parece que nas sociedades tribais e no monolitismo político­cultural da Idade Média havia pouco espaço para a subjetividade. A sociedade era um corpo sólido. Neste sentido poderíamos identificar aí uma espécie de solidariedade cultural. Se voltássemos à filosofia grega clássica, encontraríamos a humanidade compreendida cosmologicamente. O ser humano, portanto, fazia corpo sólido com o cosmos. Era literalmente “humano”; porção humanizada da terra. Estes valores cosmológicos e culturais parecem entrar em crise com o advento da modernidade e com a descoberta cartesiana do sujeito que pensa e deseja, logo existe. As instituições que permaneciam como receptáculos da solidificação social começam, aos poucos a entrar em crise. Ultimamente podemos perceber, sem muitas pesquisas, esta crise chegando a instituições aparentemente sólidas como é o caso da família, ou mesmo do Estado, sem falar das religiões.”

[…]

“Neste enquadramento histórico do conceito de solidariedade é importante fazer um lembrete de cunho etimológico. Quando falamos de solidariedade sempre temos como pano de fundo as palavras latinas solidum (totalidade, soma total, segurança) e solidus (sólido, maciço, inteiro). A definição sociológica de solidariedade do Dicionário Michaelis parece caminhar nesta direção: “Condição grupal resultante da comunhão de atitudes e sentimentos, de modo a constituir o grupo unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar­se ainda mais firme em face da oposição vinda de fora”. Este tipo de “corporativismo social” é diferente da solidariedade cosmológica, tribal ou cultural. A diferença é que passa pela crítica do sujeito e não anula o indivíduo. Há uma espécie de interdependência. O Dicionário Aurélio falará de “vínculo recíproco”, que nos parece uma expressão muito feliz para um ensaio de definição.
Do ponto de vista da nomenclatura a expressão “solidariedade” certamente foi popularizada, a partir da década de oitenta, pelo Sindicato Solidariedade (Solidarnosc) da Polônia.

Não podemos esquecer que, no mesmo período, em 1978, um polonês, Karol Wojtyla, foi eleito papa na Igreja Católica, assumindo o nome de João Paulo II. Uma de suas primeiras encíclicas é justamente “Sollicitudo Rei Socialis”.

 Ali a doutrina social da Igreja Católica é nitidamente construída a partir do conceito de solidariedade que é definido como a “determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos

Seguindo esta linha poderíamos definir a solidariedade como determinação pessoal de responsabilidade mútua.
Para o senso comum a solidariedade está fortemente ligada ao campo das emoções. Seria uma sensibilidade para com os menos favorecidos que leva a uma atitude de caridade. A fragilidade desta concepção está em sua unilateralidade. Os ricos deveriam ser solidários com os pobres. Mas é possível solidariedade sem reciprocidade? Parece­nos que o equívoco está em colocar o significado da solidariedade imediatamente no campo do agir, da ética, dos resultados. Sabemos que o agir segue o ser. Portanto, somente podemos tomar atitudes solidárias porque existe uma solidariedade essencial em nossa identidade humana. Aqui entramos no âmago da nossa questão: quais seriam os pressupostos antropológicos da solidariedade?

[…]
Antes de ser uma atitude desejável em uma sociedade civilizada, a solidariedade é o parâmetro mais profundo que define a individualidade humana como o resultado criativo da relação com outras individualidades. A realização desta identidade é estimulada pela prática da solidariedade. Ou seja, o humano solidário tende a se realizar como pessoa. Desejo e culpa poderiam ser entendidos neste contexto. O desejo é uma força natural, muitas vezes selvagem e irracional, que indica o caminho da sobrevivência, da subsistência, da vida. E o que dizer da culpa? Precisamos aqui da contribuição dos psicólogos(as). Aliás, cada uma destas relações constitutivas do humano poderia ser aprofundada em autores que se dedicaram de modo mais intenso a uma delas. Vejamos brevemente as quatro relações constitutivas do humano.

Relação com a materialidade: Somos fundamentalmente “humanos”, feitos de barro, presos ao chão, obedientes à lei da gravidade. Neste vínculo incluímos todos os recentes apelos de sensibilidade ecológica. É preciso reconciliar­se com o cosmos e reconhecer que somos parte de uma materialidade maior. Insere­se aqui toda uma mística do “cuidado”, que denuncia as feridas que a lógica do mercado impõe aos rios, às matas, às cidades, aos ares, às pessoas, ao mar, aos animais.

É aqui que devemos pensar na relação solidária com o alimento, com a água, com todo tipo de corpo. É preciso redescobrir a dignidade corporal. Os dualismos de toda espécie criaram um pessimismo em relação ao corpo que confeccionaram uma moral rígida e mesquinha ou uma promiscuidade infantil, que, afinal, são duas faces da mesma moeda. É necessário redescobrir a beleza do toque, da sensação, a dignidade erótica do ser humano. Precisamos reescrever o poema do corpo e da matéria. Mas não nos referimos ao corpo individual singular. Este praticamente não existe. Estamos falando do corpo de corpos; do corpo individual plural. Sou um pouco do que comi ontem. Mas não sou exatamente aquilo que como, porque esta é apenas uma primeira e fundamental relação humana. Sou mais que matéria animada.

[…] É preciso exercitar a solidariedade consigo mesmo; uma espécie de corporativismo pessoal. Poderíamos dizer, neste contexto, que é preciso ter uma “sólida vida interior”. É nesta relação que normalmente agem com mais força os argumentos religiosos. O silêncio e o culto, a prece e o rito são alimento da interioridade. É neste diálogo pessoal que vai tornando­-se consciente a identidade. Interessante como hoje em dia temos cópias clonadas de pessoas famosas. O resultado é a frustração, pois cada humano é original, criativo.”

[…] Fonte: Leia o texto completo aqui!

Agora sinceramente, se você chegou até esta parte do texto, é porque o assunto lhe interessa e sensibiliza! Então aproveite o dia de hoje e seja solidário com alguma causa ou projeto! Não importa qual, apenas seja solidário!

Agora, cá entre nós, se você está sem ideias, acesse os link seguintes e não esqueça, seja solidário!

Estimulação do desenvolvimento infantil

– Violeiros do Brasil

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Uma história que dispensa palavras…

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Nem sempre precisamos de palavras para contar as melhores histórias!

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Concursos criativos exclusivos

Este post vai para todos os criativos:

Fotógrafos, escritores, realizadores, músicos, estudantes, pintores, escultores…

Todo mundo vai querer descobrir a nossas dicas exclusivas de concursos criativos, editais, bolsas de estudo…!

Logo abaixo poderão encontrar as primeiras dicas.

Para receber o resto da lista, por favor, envie seu email para zarpante@gmail.com sob o assunto: concursos criativos pdf. Ou deixe seu email clicando aqui.

Dessa forma poderemos enviar a lista completa em formato pdf para seu email.

Prêmio Literário João José Cochofel:

 Este prêmio, promovido bianualmente pela Câmara Municipal de Coimbra, Portugal,recebe inscrições de obras nos gêneros poesia, ficção narrativa e ensaio até 30 de abril. O vencedor ganha 2 mil euros!

  Mais infos: Clique aqui

– Vila de Rei: Concurso Literário 2013

– Fundação selecciona artistas para residências em três países

divulgação

Espaço de exposição do MAMbo, um dos museus participantes

Foi lançado o edital da Bolsa Iberê Camargo de 2013, de residência artística. Serão selecionados projetos a serem realizados no MAMbo, em Bolonha (Itália), no CRAC, em Valparaíso (Chile) ou no Kiosko, em Santa Cruz de La Sierra (Bolívia).

Além da bolsa, a Fundação Iberê Camargo escolherá um artista para participar do Programa Artista Convidado do Ateliê de Gravura e produzir obras em metal na prensa que pertenceu a Iberê Camargo. Outros 10 selecionados ganharão destaque no site da instituição.

Os projetos podem ser encaminhados até 31 de julho pelo site da Bolsa Iberê Camargo 2013. As inscrições são gratuitas.

– Inscrições abertas para o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios:

reprodução

O Prêmio SEBRAE Mulher de Negócios tem como objetivo identificar, selecionar e premiar os relatos de vida de mulheres empreendedoras de todo o país, as quais transformaram seus sonhos em realidade e cuja história de vida hoje é exemplo para outras que possuem o mesmo sonho.

Para concorrer ao prêmio, é necessário ter mais de 18 anos.

O prêmio é dividido em três categorias:

Pequenos Negócios: microempresas e empresas de pequeno porte, e que estejam estabelecidas formalmente há pelo menos um ano (data de abertura anterior a 01/03/2012, conforme consta no CNPJ);

Produtor Rural: mulheres que explorem atividades agrícolas, pecuárias e/ou pesqueiras nas quais não sejam alteradas a composição e as características do produto in natura, e que estejam estabelecidas formalmente á, no mínimo, um ano. (data de abertura anterior a 01/03/2012, conforme documento de registro legal pertinente: Inscrição Estadual de Produtor, ou Declaração de Aptidão ao PRONAF, (DAP) ou CNPJ, ou Registro no Ministério da Pesca);

Micro Empreendedor Individual: mulheres que trabalhem por conta própria que tenha seu empreendimento legalizado, com faturamento máximo anual de até R$ 60.000,00 por ano, e não tenham participação em outra empresa como sócias ou titulares, e tenham até um (a) empregado(a) contratado(a) que receba o salário mínimo, ou o piso da categoria. (data de abertura anterior a 01/03/ 2012, conforme consta no CNPJ).

As inscrições para 10ª edição do Prêmio seguem abertas até o dia 31 de julho pelo site oficial ou nos escritórios regionais do Sebrae-SP espalhados pelo Estado.

As vencedoras estaduais em cada categoria recebem troféu, certificado, selo de premiação e curso de empreendedorismo, além de irem a Brasília para disputarem a final nacional. Na segunda fase, as empreendedoras concorrem a uma viagem internacional.

Mais informações no site: www.mulherdenegocios.sebrae.com.br.

 

Veja também nosso Dicas Zarpante 02!

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Um 25 de abril musicalmente livre

Que tal celebrar os 39 anos da revolução dos cravos com música? Que o Dia da Liberdade seja cheio de esperanças para todos! Viva Portugal!

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