Arquivo da categoria: Angola

Em homenagem à dança

Dia 29 de Abril foi o Dia Mundial da Dança! Eis a nossa singela homenagem: alguns vídeos de danças lusófonas e dois vídeos de um dançarino que parece o Robocop!

 

 

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Angola e portugal

Um artigo interessante que encontramos em um jornal francês…

Angola socorre Portugal

Os estrategistas angolanos veem em Portugal a plataforma perfeita para sua internacionalização. Chegam às vezes a se comportar como conquistadores, numa atitude não desprovida de sentimento de vingança

por Augusta Conchiglia

Terceira maior economia da África subsaariana, logo atrás da África do Sul e Nigéria, Angola já se vê como um país emergente.1 Dotada de importantes reservas de hidrocarbonetos, às quais se acrescentam promissoras prospecções – prolongamento geológico das riquíssimas bacias brasileiras já em exploração –, o país é um dos maiores produtores africanos do ouro negro: uma média de 1,8 milhão de barris por dia desde 2008. Graças ao sucesso da reconciliação nacional, após décadas de guerra civil,2 Angola exibe uma estabilidade política que não desagrada aos investidores estrangeiros. O mais inesperado, contudo, é que agora o país passou a ser cortejado por seu antigo colonizador, Portugal, que atravessa uma drástica série de medidas de austeridade: “O capital angolano é bem-vindo aqui!”, lançou o primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho, quando visitava Luanda em novembro de 2011.
Se o entusiasmo da nova burguesia angolana pelo setor imobiliário da antiga metrópole já é lendário – teria até contribuído para o aumento dos preços no setor –, foi a aquisição de ações nos maiores grupos bancários e energéticos que atraiu a maior parte do capital: cerca de US$ 2 bilhões, ou 4% do total do valor em Bolsa. Na verdade, a imbricação dos bancos de ambos os países torna esse cálculo impreciso. No centro desse movimento está a companhia petrolífera angolana Sonangol, a segunda maior empresa africana em 2010, considerados todos os setores.
O movimento de capital em direção a Lisboa aumentou a partir de 2008. A Sonangol tornou-se então o acionista de referência do principal banco privado português, o Millennium BCP. A companhia financeira Santoro, de propriedade de Isabel dos Santos, primogênita do presidente angolano José Eduardo dos Santos, também está envolvida nessas operações. Desse modo, o consórcio Esperanza, formado por Santoro e Sonangol, detém 45% do grupo português Américo Amorim Energia, que por sua vez controla 33,3% da companhia petrolífera nacional portuguesa, a Galp. Ainda mais incomum, bancos privados de Luanda, com destaque para o Banco da Indústria e Comércio (BIC) e o Banco Privado Atlântico, abriram filiais em Portugal.

Em alguns anos, o panorama do setor bancário angolano foi profundamente transformado. O grupo português Espírito Santo teve nisso um papel pioneiro, estabelecendo-se em Lisboa logo após a abertura econômica de 1993 e tecendo relações estreitas com o poder. Aliás, foi por meio de uma parceria com as telecons portuguesas que a empresa de telefonia móvel Unitel, cuja propriedade majoritária é detida por Isabel dos Santos, teve uma expansão fulgurante: 6 milhões de assinantes em 2010.
Em março de 2009, durante a visita do presidente José Eduardo dos Santos a Portugal, mil empresários reunidos no Hotel Ritz de Lisboa discutiram formas de fortalecer ainda mais as relações econômicas e financeiras entre os dois países: “Nossa aposta em Portugal é real e sustentável”, garantiu Manuel Domingo Vicente, então presidente da Sonangol e apresentado como “um dos empresários mais influentes do continente”.3 Recentemente ele surgiu como provável sucessor de José Eduardo dos Santos. Na sequência da visita, um banco de investimentos – sediado em Angola – foi criado pela associação da Caixa Geral de Depósitos de Portugal com a Sonangol, a fim de facilitar o desenvolvimento de infraestrutura e indústria pesada.
Mas a crise financeira internacional freou o ímpeto dos bancos portugueses, que registraram grandes perdas, assim como seus acionistas estrangeiros. Isso não desanimou a Sonangol, que ajudou o Millennium BCP a se recapitalizar, envolvendo na operação o Banco do Brasil e um banco chinês. Muito “exposto à dívida grega”, o Millennium BCP exibe uma perda de 786 milhões de euros em 2011.

Em compensação, os resultados de suas filiais em Moçambique e Angola registram um salto de 50%. A Sonangol, cuja opacidade de sua gestão é frequentemente apontada pelo FMI, age como um Estado dentro do Estado. Em particular, constituiu um fundo soberano gerido diretamente por seu conglomerado empresarial: 22 filiais que cobrem todos os setores da economia, substituindo abertamente o governo. Sua associação com uma empresa privada chinesa, a China International Fund de Hong Kong, que em 2004 deu origem à China Sonangol, certamente acentuou a diversificação das atividades da companhia petrolífera africana. Sozinha ou com sua parceira asiática, ela está presente em muitos países africanos, na América Latina (Cuba, Equador, Venezuela) e no Oriente Médio (Iraque, Irã).
Os estrategistas angolanos veem em Portugal a plataforma perfeita para sua internacionalização. Chegam às vezes a se comportar como conquistadores, numa atitude não desprovida de sentimento de vingança. Mas os empresários portugueses tiram dessa relação diversas vantagens. Enquanto seu país enfrenta uma grave recessão, a participação no imenso canteiro de reconstrução e desenvolvimento de Angola, geralmente financiado por Luanda, é uma bênção para muitos deles.

Das 532 empresas estrangeiras presentes em Angola – que controlam 40% do PIB –, 38% são portuguesas (e 18,8% chinesas). Com 13% de desemprego em Portugal, o Eldorado angolano atrai dezenas de milhares de trabalhadores, nem sempre qualificados. Esse fenômeno não deixa de inquietar Luanda, que tem denunciado a falta de oportunidades para a juventude do país. Se em 2003 os residentes portugueses em Angola somavam 21 mil, em 2011 eles passavam de 100 mil. De acordo com os serviços consulares angolanos, o número real poderia chegar ao dobro disso. Ao mesmo tempo, cai o número de angolanos vivendo em Portugal. A esperança agora está no Sul…

Augusta Conchiglia é jornalista.

Ilustração: Alves

1 Ler “Après-guerre et or noir en Angola” [Pós-guerra e ouro negro em Angola], Le Monde Diplomatique, maio 2008.
2 A guerra começou imediatamente após a independência, em novembro de 1975. Dois ex-movimentos de libertação, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), lutaram pelo poder, tendo como pano de fundo a Guerra Fria.
3 Expresso, Lisboa, mar. 2009.

Fonte: Le Monde Brésil.

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Podcast Zarpante 025 (Carnaval Tropical)

Porque amor de Carnaval dura pouco, aproveitem e curtam essa seleção preparada especialmente para animar o carnaval! Cansado de escutar sempre os mesmos ritmos de carnaval? Vontade de um Carnaval mais variado? Embarque nesta viagem musical com a Nau Zarpante!

Uma playlist com canções de Guiné-Bissau, de Angola, Cabo Verde, Brasil e muito mais… Para escutar basta clicar na imagem abaixo!

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D2, o amor e os angolanos

Novo clipe do D2 filmado em Angola!

Screen Shot 2014-02-06 at 15.54.40Dedicamos esse artigo a todos os corações machucados…

 

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Mais um jornal interessado por crowdfunding

Mais um jornal português demonstra interesse pelo crowdfunding! Como não poderia deixar de ser, falou-se de Zarpante!

Vejam abaixo o parágrafo que nos diz respeito na interessante matéria do jornal Negócios:

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Ditados populares

Queremos descobrir os ditados populares de cada um dos países lusófonos! Contamos com cada um de nossos leitores para enviar-nos ditos populares, nacionais, regionais ou locais de seus países.

Por hora, ponham suas barbas de molho e descubram alguns ditos populares!

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Começaremos com alguns ditos brasileiros: afinal a Copa do Mundo está chegando e nenhum dos turistas que vai visitar o Brasil quer pagar o pato!

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Aproveitamos para perguntar se esses ditos são utilizados em outros países lusófonos.

o1. Se o gato não come o bife, ou o gato não é gato, ou o bife não é bife.

02. Touro em pasto alheio é vaca.

03. Se os “ses” fossem feijões, ninguém morria de fome.

04. Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei.

05. Sempre existe um chinelo velho para um pé torto.

06. Se Deus o marcou, defeito lhe achou.

07. Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota.
08. Se Maomé não vai até a montanha,a montanha vai até Maomé.
09. Se não tens o que gostas, gosta do que tens.
10. Se o trabalho dá saúde, que trabalhem os doentes.
11. Só trabalha quem não sabe fazer mais nada.
12. Semeia e cria, (viverás com|terás)alegria.
13. Tempo é dinheiro.
14. Todo o homem tem o seu preço.
15. Todo o burro come palha, a questão é saber dar.
16. Trabalhando só pelos bens materiais construímos nós mesmos nossa prisão.
17.  Trabalhar para aquecer, é melhor que morrer de frio.
18. Trabalho de menino é pouco, quem não o aproveita é louco.
19. Vamos em frente que atrás vem gente.
20. Sempre se espera pela pior figura.
21. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
22. Sentir-se como peixe fora d’água.
23. Uma andorinha só não faz verão
24. Ser mãe é padecer no paraíso.
25. Tal pai, tal filho.
26. Sou homem e tudo o que é humano me diz respeito
27. Só a morte não tem remédio
28. Sol e chuva, casamento de viúva.
29. Um burro carregado de livros não é doutor
30. Um olho no burro e outro no cigano
31. Um homem prevenido vale por dois.
32. Tanto é ladrão o que vai à vinha como o que fica à porta.
33. Traste que não parece com o dono é furtado.
34. Só vemos os argueiros nos olhos dos outros.
35. Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade.
36. Todos os caminhos vão dar a Roma.
37. Um dia da caça, o outro do caçador.
38. Camarão que dorme a onda leva.
39. Trigo e gratidão só crescem em boa terra e em boa alma.
40. Tristezas não pagam dívidas.
41. Tudo que não mata engorda.
42. Tudo se perdeu.
43. Um gambá cheira o outro.
44. Um é pouco, dois é bom, três é demais.
45. Uma desgraça nunca vem só.
46. Vozes de burro não chegam aos céus.
47. Zebra sem lista é cavalo.
48. Você levou gato por lebre.
49. Uma mão lava a outra e ambas lavam a cara.
50. Viver é como desenhar sem borracha.
51. Vassoura nova é que varre bem.
52. Uma mão lava a outra.
53. Velhos são os trapos.
54. Vaso ruim não quebra.
55. Vai muito do dizer ao fazer.
56. Vão-se os anéis e ficam-se os dedos
57. Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
58. Voz do povo é voz de Deus.
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Kuduro para o mundo 02

Tirem as crianças da sala, empurrem os moveis e as cadeiras para os cantos do aposento e preparem-se para dançar kuduro!

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Continuamos explorando os vastos caminhos do kuduro e da cultura angolana, e nesse sentido, apresentamos a nossa mais recente playlist no Youtube: “Kuduristas”

Mandem suas dicas e sugestões de grupos e de “kuduristas” ou músicas que ainda não estejam na lista.

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O português é o idioma mais musical

Mose hayward é um escritor norte-americano que viveu em Barcelona, no Brasil, em Nova York, Berlim, Tirana, Edinburgh, Belgrado, São Petersburgo e Istambul, e vive atualmente em Paris. Apesar de falar diversas línguas, prefere a utilização do português na música.

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Fomos gentilmente proibidos por ele de compartilhar uma linha que seja do texto dele. Então, como nosso interesse maior é informar nossos leitores, sempre a procura de artigos sobre arte e cultura dos países lusófonos, compartilharemos ainda assim o link de um artigo interessante que deveria ser mais livremente compartilhado pelo seu autor para que mais pessoas diretamente interessadas pelo assunto tivessem acesso ao artigo.
Fica a dica!
Artigo completo neste link: http://tipsypilgrim.com/portugues

Escutem nossas seleções de músicas dos países de língua portuguesa:

– PODCASTS ZARPANTE

– Leiam este artigo interessante sobre direitos autorais

– Escutem nossas seleções sonoras

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Kuduro para o mundo

Chegou a hora de Zarpante começar a fazer um repertório dos diferentes grupos e criativos que trabalham com o Kuduro!

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Em 2014, gostaríamos de estabelecer mais parcerias em Angola, e nesse sentido convidamos os nossos leitores e seguidores a enviar-nos suas dicas e suas demos ou seus vídeos para que possamos colocá-los neste repertório orgánico do kuduro pelo Mundo!

Por hora, enquanto aguardamos suas dicas, começamos com 3 grandes nomes desse ritmo angolano tão moderno.

– Buraka Som Sistema:

– Dj Killamu:

http://killamu.bandcamp.com/releases

– Os Lambas:

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Angola tem música electrónica

Alguns djs angolanos que gostaríamos de apresentar a quem ainda não os conhece.

– Dj silyvi:

– Dj Djeff:

Vejam também:

– 19 músicos angolanos faleceram em 2012

– Black Josie

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