Arquivo da categoria: Africanidade!

Quem Sampleou? (02)

Para dar continuação à saga “Quem Sampleou“, iremos hoje ver alguns artistas que samplearam a falecida cantora de Cabo Verde, Cesaria Evora.

– Começamos com uma música de 1989 sampleada dez anos depois por Joe “Joaquin” Claussell, um produtor musical com origens de Porto Rico e  nascido no Brooklyn:

Cesaria Evora

Bia Lulucha (sample utilizado aparece logo no começo da música)

Joe Claussell

Evora (sample aparece aos 0:36 da música)

– Em seguida, vamos descobrir um Mc russo que também sampleou a diva:

Smoky Mo com Cripple

Tiempo Y Silencio (sample aparece aos 0:00 da música)

Cesaria Evora com Pedro Guerra

Tiempo Y Silencio ( Sample utilizado na música acima aparece no começo e aos 0:49 da música abaixo)

Um clássico gravado por Bonga e regravado por Cesaria Evora foi sampleado por um raper francês chamado Oxmo Puccino:

Cesaria Evora

Sodade (sample aparece aos 0:00 da música)

Oxmo Puccino

L’amour Est Mort, Mets (sample utilizado aparece aos 0:00)

Dois outros grupos franceses  e um raper americano utilizaram samples da música Petit Pays:

Cesaria Evora

Petit Pays

Hocus Pocus e Magik Malik

Quitte à T’aimer (encontrem os dois samples utilizados)

Neg’Marrons e Cesaria Evora

Petites Îles (um sample da música Petit Pays utilizado: descubram-no)

John Forté com Destruct e Fat Joe

They Got Me (sample utilizado aparece aos 0:00)

O exemplo da música Petit Pays mostra bem como no processo do sampling, uma só música pode fornecer material para diversos samples diferentes, e que mesmo quando se utiliza o mesmo sample, os resultados podem ser totalmente diferentes.

O fato é que samples são cultura pois representam horas de pesquisa sonora e homenageiam outras músicas. Nesse sentido, o hip-hop sempre foi um dos estilos musicais a mais samplear pois se alimenta de diversas outras culturas para formar a sua própria linguagem.

Viva os Samples e até o próximo “Quem Sampleou?”

Para quem ainda não viu:

o primeiro cápitulo

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Um filme de Rabú Gonzales

Amigo Branco é o nome da música do carioca Thiago Elniño e quem assina o clipe é o nosso já conhecido Rabú Gonzales!

amigo branco

amigo branco (Photo credit: errado_)

Fiquem ligados porque em breve iremos anunciar uma novidade sobre esse realizador cujo nome vocês ainda vão ouvir muito por aqui…

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Podcast Zarpante na Mad Rádio

Screen shot 2013-09-26 at 1.40.41 AM

A MAD_RADIO é uma colaboração entre MADMAG e NOISEstudio (parceiros Zarpante). Nesse sentido, nos juntamos no mês de setembro de 2013 para a tão esperada playlist tropical! Podcast Zarpante 021 na MAD RADIO!

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10 páginas Facebook que merecem suas curtidas!

Hoje em dia dar uma curtida em uma página no Facebook representa uma enorme ajuda para quem quer divulgar o trabalho, e não custa nada para quem dá a curtida! Por isso veja abaixo 10 páginas que estão sempre atrás de fãs e de curtidas e que merecem as suas ! Contamos com sua força: curta e compartilhe!

Aproveitamos para agradecer todo mundo que já curte alguma dessas páginas, e convidamos o pessoal a nos enviar os links de suas páginas ou de páginas interessantes encontradas no Facebook! Quem sabe sua(s) página(s) esteja(m) em nosso próximo artigo!

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Dia Internacional para Relembrar o Tráfico de Escravos e sua Abolição

23 de agosto foi o dia escolhido pela UNESCO para exortar a comunidade internacional a fazer uma reflexão colectiva sobre as causas históricas e as consequências da escravatura, apelando ao diálogo inter-cultural.

ROTAS escravistas

ROTAS escravistas

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição, 23 de agosto de 2012

“A história do tráfico de escravos e de sua abolição moldou o mundo em que vivemos. Somos herdeiros desse passado que transformou o mapa do mundo, suas leis, culturas e relações sociais, e até mesmo criou novos hábitos alimentares, especialmente por meio do comércio de cana-de-açúcar. Acima de tudo, essa história teve efeitos duradouros nas relações entre os

povos. A UNESCO dá máxima importância à celebração do Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição. A divulgação dessa história é central para a luta contra o racismo, para a observância dos direitos humanos e para a construção da paz.

A longa série de levantes de escravos em sua busca por liberdade é fonte de reflexão e ação para a proteção dos direitos humanos e o combate a formas modernas de servidão. Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, um levante iniciou-se em Santo Domingo (atualmente Haiti) que levaria à abolição do tráfico transatlântico de escravos. Por meio de sua luta e seu desejo por dignidade e liberdade, os escravos contribuíram para a universalidade dos direitos humanos. Deve-se ensinar às pessoas os nomes dos heróis da história da escravatura, pois são heróis da humanidade.

Os escravos transcenderam a opressão e presentearam o mundo com um patrimônio cultural infinitamente rico. A África, a Europa, as Américas, o Oriente Médio, o Oceano Índico e a Ásia agora compartilham danças, música, expressões artísticas vivas que são legado direto dessa história. Por meio de seus programas culturais e educacionais, a UNESCO busca salvaguardar e promover esse patrimônio como força de reaproximação e diálogo entre os povos.

Sob seu mandato, a UNESCO apoia a pesquisa científica, o treinamento de professores, a preservação de sítios e arquivos de memória e a promoção de interação cultural para que todos possam compreender o que está em jogo nessa história. O Projeto Rota do Escravo ilustra muito apropriadamente esse ponto e contribui com medidas para conter preconceitos degradantes herdados de um sistema de opressão que ainda macula a imagem de africanos e descendentes de africanos.

O Dia é marco, em 2012, das preparações para a Década das Pessoas de Ascendência Africana, a ser proclamada pelas Nações Unidas neste ano. A iniciativa deve ser um meio de juntar forças de maneira sustentável para alavancar compromissos políticos em favor de pessoas de ascendência africana.

Neste Dia, convoco os governos, as organizações da sociedade civil e os parceiros públicos e privados a redobrarem seus esforços para alcançar reconciliação e solidariedade para com os povos a quem essa história diz respeito, assim como seu desenvolvimento, e a compartilhar suas iniciativas na rede, em www.facebook.com/unesco e http://www.unesco.org/culture/slaveroute. Assim destaca-se a determinação da UNESCO em aperfeiçoar os conhecimentos sobre essa crucial página no grande livro de nossa história universal.” FONTE: Site oficial da UNESCO

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Podcast Zarpante 017

Nosso parceiro de Brásilia, Tekokatu Enitan, preparou o Podcast Zarpante 017. O tema abordado foi a música dos PALOPS na época das independências!

palop

Para escutar clique na foto acima ou neste link!

1-Coral das FPLM (Moçambique) – Moçambique, terra bendita.
2-Os Kiezos (Angola) – Milhoró
3-David Zé (Angola) – O Guerrilheiro
4-Conjunto Merengue (Angola) – 5 de Julho
5-José Carlos Schwarz (Guiné-Bissau) – Estin
6-Grupo Bantu (Moçambique) – Moçambicano
7-Super Mama Djombo (Guiné-Bissau) – Sol Maior para Comandante
8-Bonga (Angola) – Kilumba Dia Ngola
9-Abel Lima e Les Sofas (Cabo Verde) – Corre Riba, Corre Baixo
10-David Zé (Angola) – As cinco sociedades
11-José Carlos Schwarz (Guiné-Bissau) – Djiu de Galinha
12-Santos Junior (Angola) – N’Gui Banza Mama
13-Super Mama Djombo (Guiné-Bissau) – Guiné-Cabral
14-Miriam Makeba (África do Sul) – A Luta Continua

referências: 

Angola 45: http://angola45.wordpress.com.

Ben Redjeb, Samy; Angola Soundtrack – The Unique Sound Of Luanda (1968-1976), 2010.

L’histgeobox: http://lhistgeobox.blogspot.com.br/20…

Lusafrica; Bonga – Angola 72, 1997.

Muzzical Trips: http://muzzicaltrips.blogspot.jp/2011….

Viegas Filipe, Eléusio dos Prazeres, “Where are the Mozambican Musicians?:” Music, Marrabenta, and National Identity in Lourenço Marques, Mozambique, 1950s-1975. 2012.Uploaded 24 minutes ago –

 

Escute também o Podcast Zarpante 018.

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Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva / 2013

INSCRIÇÕES ABERTAS DE 12 DE MARÇO A 26 DE ABRIL DE 2013

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A Fundação Nacional de Artes e o Instituto Camões de Cooperação e da Língua Portuguesa, de Portugal, lançaram, no dia 12 de março de 2013, a sétima edição do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva.

O edital estabelece premiação no valor de 15 mil euros para o autor da obra vencedora.

Podem concorrer cidadãos brasileiros ou estrangeiros naturalizados, com um ou mais textos originais, em língua portuguesa, não editados e não encenados.

O objetivo do Prêmio é impulsionar a escrita dramática em todos os gêneros, reforçar as parcerias de desenvolvimento e cooperação cultural entre Brasil e Portugal e incentivar o surgimento de novos autores. As inscrições estarão abertas de 12 de março a 26 de abril de 2012.

Os textos brasileiros serão selecionados por uma comissão brasileira de especialistas e, as obras portuguesas, por uma comissão de Portugal. De acordo com o edital, a seleção dos projetos ocorrerá em duas etapas. Na primeira, serão escolhidos oito textos: quatro do Brasil e quatro de Portugal. A avaliação final será feita pelas duas comissões, através de uma videoconferência. Após cumprido todo o processo seletivo previsto no edital, a obra premiada será editada nos dois países.

Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva / 2013

Realização
Brasil: Fundação Nacional de Artes – Funarte
Portugal: Camões – Instituto de Cooperação e da Língua, I.P.

Mais informações: teatro@funarte.gov.br

Acesse aqui o edital

Acesse aqui ficha de inscrição

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Boas festas

Zarpante deseja a todos um feliz natal e um próspero ano novo!

Nossos votos para todos os amigos e parceiros!

Nossos votos para todos os amigos e parceiros!

Aproveite para entrar em nosso site e ajudar o projeto Tarrafal – um Campo em Morte Lenta. 

Um projeto sério que vai ajudar a preservar uma parte tão esquecida da história de Cabo Verde!

Tanto o projeto quanto Zarpante precisam realmente de sua ajuda! Natal é época de solidariedade: vamos incentivar a produção artística e cultural de nossos países! Entre no link acima e contribua com o que puder. Sua participação faz toda a diferença!

Que tal agora algumas músicas para o Natal? Tem para todos os gostos:

E para quem goste de ler:

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE – Os Animais do Presépio

Salve, reino animal:
todo o peso celeste
suportas no teu ermo.
Toda a carga terrestre
Carregas como se
fosse feita de vento.
Teus cascos lacerados
na lixa do caminho
e tuas cartilagens
e teu rude focinho
e tua cauda zonza,
teu pelo matizado,
tua escama furtiva
as cores com que iludes
teu negrume geral,
teu vôo limitado,
teu rastro melancólico,
tua pobre verônica
em mim, que nem pastor
soube ser, ou serei,
se incorporam num sopro.
Para tocar o extremo
de minha natureza,
limito-me: sou burro.
Para trazer ao feno
o senso da escultura,
concentro-me: sou burro.
A vária condição
por onde se atropela
essa ânsia de explicar-me
agora se apascenta
à sombra do galpão
neste sinal: sou anjo.

MÁRIO QUINTANA – Poesia de Natal

“Nossa senhora
Na beira do rio
Lavando os paninhos
Do bento filhinho…
São João estendia,
São José enxugava
e a criança chorava
do frio que fazia
Dorme criança
dorme meu amor
que a faca que corta
dá talho sem do”
(de uma cantiga de ninar)
Tudo tão vago…Sei que havia um rio…
Um choro aflito…Alguém cantou, no entanto…
E ao monótono embalo do acalanto
O choro pouco a pouco se extinguiu…
O menino dormira…Mas o canto
Natural como as águas prosseguiu…
E ia purificando como um rio
Meu coração que enegrecera tanto…
E era a voz que eu ouvi em pequenino…
E era Maria junto à correnteza,
Lavando as roupas de Jesus Menino…
Eras tu…que ao me ver neste abandono
Daí do céu cantavas com certeza
Para embalar inda uma vez meu sono!…

VINICIUS DE MORAES – Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

LUIS FERNANDO VERÍSSIMO – Natal

Natal é uma época difícil para cronistas. 
Eles não podem ignorar a data e ao mesmo tempo 
não há mais maneiras originais de tratar do assunto.
Os cronistas, principalmente os que estão no métier há tanto tempo, que ainda usam a palavra métier – já fizeram tudo que havia para fazer com o Natal. Já recontaram a história do nascimento de Jesus de todas as formas: versão moderna (Maria tem o bebê numa fila do SUS), versão coloquial (“Pô, cara, aí Herodes radicalizou e mandou apagá as pinta recém-nascida, baita mauca”), versão socialmente relevante (os três reis magos são detidos pela polícia a caminho da manjedoura, mas só o negro precisa explicar o que tem no saco) versão on-line (jotace@salvad.com.bel conta sua vida num chat sitc), etc.
Papai Noel, então, nem se fala. Eu mesmo já escrevi a história do casal moderno que flagra o Papai Noel deixando presentes sob a árvore de Natal, corre com o Papai Noel e não conta nada da sua visita para o filho porque querem criá-lo sem qualquer tipo de superstição várias vezes.
Poucos cronistas estão inocentes de inventar cartas fictícias com pedidos para o Papai Noel: patéticas (paz para o mundo, bom senso para os governantes), políticas (“Só mais um mandato e eu juro que acerto, ass. Fernando”) ou práticas (“Algo novo para escrever sobre o Natal, por amor de Deus!”).
Já fomos sentimentais, já fomos amargos, já fomos sarcásticos e blasfemos, já fomos simples, já fomos pretensiosos – não há mais nada a escrever sobre o Natal! Espera um pouquinho. Tive uma idéia. Uma reunião de noéis! Noel Rosa, Noel Coward e Papai Noel. Acho que sai alguma coisa.
Noel Rosa, Noel Coward e Papai Noel estão reunidos… onde? Na mesa de um bar? Papai Noel não freqüenta bares para não dar mau exemplo. Pelo menos não com a roupa de trabalho. No Pólo Norte? Noel Coward, acostumado com o inverno de Londres, talvez agüentasse, mas Noel Rosa congelaria. Não interessa onde é o encontro. Uma das primeiras lições da crônica é: não especifica. Noel Rosa, Noel Coward e Papai Noel estão reunidos em algum lugar. Os três conversam. Noel Rosa – Ahm… Sim… Hmm…
Noel Rosa diz o quê?
Noel Rosa – E então?
Noel Coward e Papai Noel se entreolham. Papai Noel cofia a barba. Ninguém sabe, exatamente, o que é “cofiar”, mas é o que Papai Noel faz, enquanto Noel Coward olha em volta com evidente desgosto por estar em algum lugar. Preferia estar em outro. A todas essas eu penso em alguma coisa para eles dizerem.
Noel Rosa (tentando de novo) – E aí?
Papai Noel – Aqui, na luta.
Noel Coward – What?
Esquece. Não há mais nada a escrever sobre o Natal.
Salvo isto, se dão vênia: que seu Natal em nada lembre o da Chechênia.
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Participar coletivamente

Financiamento coletivo em poucas palavras...

Financiamento colectivo em poucas palavras…

Ajude por exemplo o projecto Tarrafal – um campo em morte lenta!
É responsabilidade de todos nós não deixar a história ser esquecida!

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Podcast Zarpante 013

No mês passado, perguntamos aos nossos ouvintes que tema desejavam ver abordado em nosso Podcast de dezembro. O tema escolhido por vocês foi o seguinte: a influência africana na música dos países de língua portuguesa.

Chegou a hora de mostrar  a selecção que  preparamos especialmente para nossos caros ouvintes! Venham zarpar pelos mares dos ritmos africanos  na companhia de Gilberto Gil, Jorge Ben, Clementina de Jesus, Cesária Évora, António do Fumo e muitos outros…

Podcast Zarpante 013

Podcast Zarpante 013

Passaremos por Angola, Cabo Verde, Brasil, Portugal, Estados Unidos e descobriremos a origem do banjo no  Senegal (cujo  território, em parte já fez pertenceu a Guiné- Bissau)

Podcast Zarpante 013 by Zarpante Lda on Mixcloud

Aproveitamos para desejar um bom Natal e um feliz ano novo a todos  os que acompanham nosso Podcast!

Playlist:

  1. Motherland – Madlib
  2. Raízes da Africa – Aniceto e Campolino
  3. Samba do mar – Camafeu de Oxossi
  4. África Nossa – Cesaria Evora
  5. Canto de Xango – Vinícius de Moraes e Baden Powell
  6. Canto Negro – (Interprete desconhecido)
  7. Aclamation des femmes et tambours Ogbon – Pierre Verger e Gilbert Rouget
  8. Retrato da Bahia – Batatinha
  9. África Mamãe – Jovino dos Santos
  10. Filhos de Gandhi – Gilberto Gil e Jorge Ben
  11. Inch’Allah – Terrakota
  12. Akonting – Daniel Jatta
  13. Monami – António do Fumo
  14. Kamba dia umba – António Paulino
  15. Maracangalha – Dorival Caymmi
  16. Memórias de Lamartine – Os Kiezos
  17. Canto XII – Clementina de Jesus
  18. Maria Dia Pambala – Sofia Rosa

– Podcast Zarpante 01

– Podcast Zarpante 02

– Podcast Zarpante 03

– Podcast Zarpante 04

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– Podcast Zarpante 06

– Podcast Zarpante 07

– Podcast Zarpante 08

– Podcast Zarpante 09

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– Podcast Zarpante 015

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