Arquivo da categoria: Africanidade!

Angola e portugal

Um artigo interessante que encontramos em um jornal francês…

Angola socorre Portugal

Os estrategistas angolanos veem em Portugal a plataforma perfeita para sua internacionalização. Chegam às vezes a se comportar como conquistadores, numa atitude não desprovida de sentimento de vingança

por Augusta Conchiglia

Terceira maior economia da África subsaariana, logo atrás da África do Sul e Nigéria, Angola já se vê como um país emergente.1 Dotada de importantes reservas de hidrocarbonetos, às quais se acrescentam promissoras prospecções – prolongamento geológico das riquíssimas bacias brasileiras já em exploração –, o país é um dos maiores produtores africanos do ouro negro: uma média de 1,8 milhão de barris por dia desde 2008. Graças ao sucesso da reconciliação nacional, após décadas de guerra civil,2 Angola exibe uma estabilidade política que não desagrada aos investidores estrangeiros. O mais inesperado, contudo, é que agora o país passou a ser cortejado por seu antigo colonizador, Portugal, que atravessa uma drástica série de medidas de austeridade: “O capital angolano é bem-vindo aqui!”, lançou o primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho, quando visitava Luanda em novembro de 2011.
Se o entusiasmo da nova burguesia angolana pelo setor imobiliário da antiga metrópole já é lendário – teria até contribuído para o aumento dos preços no setor –, foi a aquisição de ações nos maiores grupos bancários e energéticos que atraiu a maior parte do capital: cerca de US$ 2 bilhões, ou 4% do total do valor em Bolsa. Na verdade, a imbricação dos bancos de ambos os países torna esse cálculo impreciso. No centro desse movimento está a companhia petrolífera angolana Sonangol, a segunda maior empresa africana em 2010, considerados todos os setores.
O movimento de capital em direção a Lisboa aumentou a partir de 2008. A Sonangol tornou-se então o acionista de referência do principal banco privado português, o Millennium BCP. A companhia financeira Santoro, de propriedade de Isabel dos Santos, primogênita do presidente angolano José Eduardo dos Santos, também está envolvida nessas operações. Desse modo, o consórcio Esperanza, formado por Santoro e Sonangol, detém 45% do grupo português Américo Amorim Energia, que por sua vez controla 33,3% da companhia petrolífera nacional portuguesa, a Galp. Ainda mais incomum, bancos privados de Luanda, com destaque para o Banco da Indústria e Comércio (BIC) e o Banco Privado Atlântico, abriram filiais em Portugal.

Em alguns anos, o panorama do setor bancário angolano foi profundamente transformado. O grupo português Espírito Santo teve nisso um papel pioneiro, estabelecendo-se em Lisboa logo após a abertura econômica de 1993 e tecendo relações estreitas com o poder. Aliás, foi por meio de uma parceria com as telecons portuguesas que a empresa de telefonia móvel Unitel, cuja propriedade majoritária é detida por Isabel dos Santos, teve uma expansão fulgurante: 6 milhões de assinantes em 2010.
Em março de 2009, durante a visita do presidente José Eduardo dos Santos a Portugal, mil empresários reunidos no Hotel Ritz de Lisboa discutiram formas de fortalecer ainda mais as relações econômicas e financeiras entre os dois países: “Nossa aposta em Portugal é real e sustentável”, garantiu Manuel Domingo Vicente, então presidente da Sonangol e apresentado como “um dos empresários mais influentes do continente”.3 Recentemente ele surgiu como provável sucessor de José Eduardo dos Santos. Na sequência da visita, um banco de investimentos – sediado em Angola – foi criado pela associação da Caixa Geral de Depósitos de Portugal com a Sonangol, a fim de facilitar o desenvolvimento de infraestrutura e indústria pesada.
Mas a crise financeira internacional freou o ímpeto dos bancos portugueses, que registraram grandes perdas, assim como seus acionistas estrangeiros. Isso não desanimou a Sonangol, que ajudou o Millennium BCP a se recapitalizar, envolvendo na operação o Banco do Brasil e um banco chinês. Muito “exposto à dívida grega”, o Millennium BCP exibe uma perda de 786 milhões de euros em 2011.

Em compensação, os resultados de suas filiais em Moçambique e Angola registram um salto de 50%. A Sonangol, cuja opacidade de sua gestão é frequentemente apontada pelo FMI, age como um Estado dentro do Estado. Em particular, constituiu um fundo soberano gerido diretamente por seu conglomerado empresarial: 22 filiais que cobrem todos os setores da economia, substituindo abertamente o governo. Sua associação com uma empresa privada chinesa, a China International Fund de Hong Kong, que em 2004 deu origem à China Sonangol, certamente acentuou a diversificação das atividades da companhia petrolífera africana. Sozinha ou com sua parceira asiática, ela está presente em muitos países africanos, na América Latina (Cuba, Equador, Venezuela) e no Oriente Médio (Iraque, Irã).
Os estrategistas angolanos veem em Portugal a plataforma perfeita para sua internacionalização. Chegam às vezes a se comportar como conquistadores, numa atitude não desprovida de sentimento de vingança. Mas os empresários portugueses tiram dessa relação diversas vantagens. Enquanto seu país enfrenta uma grave recessão, a participação no imenso canteiro de reconstrução e desenvolvimento de Angola, geralmente financiado por Luanda, é uma bênção para muitos deles.

Das 532 empresas estrangeiras presentes em Angola – que controlam 40% do PIB –, 38% são portuguesas (e 18,8% chinesas). Com 13% de desemprego em Portugal, o Eldorado angolano atrai dezenas de milhares de trabalhadores, nem sempre qualificados. Esse fenômeno não deixa de inquietar Luanda, que tem denunciado a falta de oportunidades para a juventude do país. Se em 2003 os residentes portugueses em Angola somavam 21 mil, em 2011 eles passavam de 100 mil. De acordo com os serviços consulares angolanos, o número real poderia chegar ao dobro disso. Ao mesmo tempo, cai o número de angolanos vivendo em Portugal. A esperança agora está no Sul…

Augusta Conchiglia é jornalista.

Ilustração: Alves

1 Ler “Après-guerre et or noir en Angola” [Pós-guerra e ouro negro em Angola], Le Monde Diplomatique, maio 2008.
2 A guerra começou imediatamente após a independência, em novembro de 1975. Dois ex-movimentos de libertação, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), lutaram pelo poder, tendo como pano de fundo a Guerra Fria.
3 Expresso, Lisboa, mar. 2009.

Fonte: Le Monde Brésil.

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Podcast Zarpante 025 (Carnaval Tropical)

Porque amor de Carnaval dura pouco, aproveitem e curtam essa seleção preparada especialmente para animar o carnaval! Cansado de escutar sempre os mesmos ritmos de carnaval? Vontade de um Carnaval mais variado? Embarque nesta viagem musical com a Nau Zarpante!

Uma playlist com canções de Guiné-Bissau, de Angola, Cabo Verde, Brasil e muito mais… Para escutar basta clicar na imagem abaixo!

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Cabo Verde perde uma artista

Cabo Verde está de luto por ter perdido uma de suas maiores escritoras! Eis a nossa singela homenagem a Orlanda Amarílis.

– Alguns textos interessantes:

1- Identidade e gênero na diáspora

2- 2- Cais do Sodré té Salamansa: o cabo-verdiano em exílio

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Obama, Raul Castro, Dilma, Bush, e muitos outros, reunidos por Mandela

Hoje uma homenagem ao Madiba está acontecendo em Soweto. Mesmo morto, Mandela e seu legado ainda continuam únicos para o mundo!

Cuba e Estados Unidos sequer tem relações diplomáticas mas seus líderes se reuniram sob a mesma tribuna para homenagear o ex Presidente da África do Sul! Em nome de Mandela, antigos desafetos políticos se encontram sob o mesmo teto.

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Neste exato momento o primeiro presidente negro da história dos USA está fazendo seu discurso ao vivo em Soweto e não poderíamos deixar de perceber o simbolismo nisso tudo! Sem a luta de Mandela, talvez nunca tivéssemos visto  um presidente negro nos Estados Unidos.

Viva Madiba! Ele está olhando de algum lugar e deve estar orgulhoso dos resultados de sua luta!

Para finalizar, uma triste declaração feita por Le Pen, presidente do FN (partido de extrema direita francês). Ao ser perguntado se sentiu algum tipo de emoção ao ver Mandela ser liberado da prisão em que ficou preso durante o apartheid, ele respondeu que não sentiu grande coisa pois nunca teve muita confiança em terroristas… Para nós o terrorismo real é essa liberdade de expressão em que pessoas podem livremente defender o racismo como se fosse apenas uma ideia e não uma doença!

Vejam também:

– Africanidade

– Vinícius de Moraes e o Dia da Consciência Negra

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Seremos eternamente gratos

Uma luz se apagou na terra para deixar o céu mais brilhante! Mandiba nos deixou mas seu legado será eterno! Uma estrela a mais brilha lá no alto e um continente ficou órfão e chora pela partida de Nelson Mandela! Nossos agradecimentos pelo seu combate e a homenagem Zarpante a este homem tão sábio e diferente dos outros!

Algumas frases do mestre:

– “O racismo é algo absurdo”

– “Lutei contra o domínio branco e contra o domínio negro. Persegui o ideal de uma sociedade livre e democrática onde todas as pessoas vivem juntas, em harmonia e com igualdade de oportunidades. É um ideal pelo qual espero viver e atingir. Mas, se for necessário, estou disposto e morrer por ele”.

– “Ninguém nasce a odiar o outro pela cor da pele, pela origem ou pela religião. As pessoas aprendem a odiar e, se podem aprender a odiar, também podem aprender a amar”.

 

– “Nunca, nunca, nunca mais deverá esta terra fantástica voltar a sofrer a opressão de um homem sobre outro”.

 

– “Tanto quanto brancos mataram negros, negros mataram brancos”.

 

– “A supremacia branca implica a inferioridade negra”.

 

– “No meu país, primeiro vai-se para a prisão, mas depois passa-se a presidente”.

 

– “Nunca considerei nenhum homem superior a mim, dentro ou fora da prisão”.

 

– “Aprendi que o valor não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. Um homem valente não é aquele que não sente medo, mas o que se sobrepõe a ele”.

 

– “A grandeza da vida não consiste em não cair nunca, mas em levantarmo-nos de cada vez que caímos”.

 

– “Parece sempre impossível até que ser feito”.

 

– “Depois de subirmos uma grande montanha, descobrimos que há muito mais montanhas para escalar”.

 

– “Sempre soube que um dia voltaria a sentir a relva debaixo dos meus pés e que caminharia ao sol, livre”.

 

– “Estou apaixonado por uma mulher notável. Ela mudou a minha vida” (sobre Graça Machel).

 

– “A imprensa é um dos pilares da democracia”.

 

– “Lutar contra a pobreza não é um assunto de caridade, mas de justiça”.

 

– “A morte é algo inevitável. Quando um homem fez o que acreditava necessário pelo seu povo e pelo seu país, pode descansar em paz. Creio ter cumprido

esse dever e, por isso, descansarei para a eternidade”.

 

– “Haverá vida depois de Mandela”.

 – “As mulheres são complicadas. Eu amo alguem e quando a paquero ela não me aceita como namorado. Mas ela esta sempre olhando para mim e não consegue me encarar.”

– “Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em todos nós. E conforme deixamos a nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros.”

“O conhecimento é força intocável de qualquer Homem. A liberdade pode ser retirada, mas a capacidade de pensar, reflectir e aprender é unica e exclusiva. Educar-se é mudar o destino a cada nova aprendizagem.”

– “O BRAVO NÃO É QUEM NÃO SENTE MEDO, MAS QUEM VENCE ESSE MEDO”

– “Medo nos bravos representa energia, representa mais energia para dobrar obstáculos. O medo é saudável, motivador e despertador da atitude positiva, do empenho e da persistência.”

– “A educação e os valores juntos são invencíveis. Defensores da superação e excelência. O coração é justo a mente racional, o resultado será racionalmente justo.”

– “DEVEMOS PROMOVER A CORAGEM ONDE HÁ O MEDO, PROMOVER O ACORDO ONDE EXISTE CONFLITO, E INSPIRAR A ESPERANÇA ONDE HÁ DESESPERO”

– “Uma vida de superação, excelência, mudança e de propósito. Viver com o propósito é viver para liberdade, para a esperança, para o sucesso, para a dignidade. É preciso não ter medo, mas coragem, não desesperar mas inspirar, não criar conflito mas acordar, pois só assim será possivel mudar o mundo.   Seja Maior.”

Agora vejamos algumas imagens do Madiba:

E algumas músicas em homenagem ao eterno Mandela:

Para terminar:

Obrigado por tudo Mandiba!

 

 

 

 

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Em homenagem ao dia do samba

O Samba de roda, assim como o Fado, foi declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade! O Samba é nacionalmente celebrado no Brasil no dia 2 de dezembro!

Roda de Samba

Eis a nossa homenagem ao Dia do Samba: coloquem suas sandálias de prata e lembrem-se bem que “quem não gosta de Samba, bom sujeito não é: é ruim da cabeça ou doente do pé.”

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Sugestões Literárias #1

Compartilhar nossas leituras é o objetivo de nossas Sugestões Literárias e começamos com um escritor angolano cuja pluma, com o perdão do trocadilho, desliza como água da fonte ao resgatar nossa raiz lusa. Com vocês, José Eduardo Agualusa e seu cativante romance “A Vida no Céu” .

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Vinícius de Moraes e o Dia da Consciência Negra

Como ele mesmo dizia ser o branco mais negro do Brasil, nada mais natural que relembrar o Dia da Consciência Negra em companhia do Poetinha e de alguns clássicos:

– Para começar, o filme completo, Orfeu Negro, do francês Marcel Camus, com trilha sonora composta por Vininha:

O filme foi filmado no morro da Babilônia, no Rio de Janeiro, e não é uma coincidência se hoje, um projeto maravilhoso de crowdfunding para poder arrecadar os fundos necessários para pagar os direitos autorais do Poeta, viu nascer o dia no site Zarpante. Clique aqui para saber mais e participar do projeto Lamento no Morro.

– Continuamos com o Samba Da Benção:

“Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração”

“Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!”

Notam-se diversas palavras do vocabulário Afro – Xangô, ialorixá, Saravá, etc, que dão um ritmo e um estilo afro-samba à música e revelam a versatilidade de Vinícius, passando do léxico bossa-nova ao tipicamente usado pelos negros.

– Em seguida tem Zambi:

Compartilhamos em seguida, um podcast feito há alguns anos por nós, para que o público francês se familiarizasse com Zumbi e com o Dia da Consciência Negra. As músicas são todas em homenagem ao tema! Escutem abaixo enquanto leem este artigo:

– Para terminar tem um Poema interessante do Vininha:

Balada negra, Vinícius de Moraes

Éramos meu pai e eu
E um negro, negro cavalo
Ele montado na sela,
Eu na garupa enganchado.
Quando? eu nem sabia ler
Por quê? saber não me foi dado
Só sei que era o alto da serra
Nas cercanias de Barra.
Ao negro corpo paterno
Eu vinha muito abraçado
Enquanto o cavalo lerdo
Negramente caminhava.
Meus olhos escancarados
De medo e negra friagem
Eram buracos na treva
Totalmente impenetrável.
Às vezes sem dizer nada
O grupo eqüestre estacava
E havia um negro silêncio
Seguido de outros mais vastos.
O animal apavorado
Fremia as ancas molhadas
Do negro orvalho pendente
De negras, negras ramadas.
Eu ausente de mim mesmo
Pelo negrume em que estava
Recitava padre-nossos
Exorcizando os fantasmas.
As mãos da brisa silvestre
Vinham de luto enluvadas
Acarinhar-me os cabelos
Que se me punham eriçados.
As estrelas nessa noite
Dormiam num negro claustro
E a lua morta jazia
Envolta em negra mortalha.
Os pássaros da desgraça
Negros no escuro piavam
E a floresta crepitava
De um negror irremediável.
As vozes que me falavam
Eram vozes sepulcrais
E o corpo a que eu me abraçava
Era o de um morto a cavalo.
O cavalo era um fantasma
Condenado a caminhar
No negro bojo da noite
Sem destino e a nunca mais.
Era eu o negro infante
Condenado ao eterno báratro
Para expiar por todo o sempre
Os meus pecados da carne.
Uma coorte de padres
Para a treva me apontava
Murmurando vade-retros
Soletrando breviários.
Ah, que pavor negregado
Ah, que angústia desvairada
Naquele túnel sem termo
Cavalgando sem cavalo!

Foi quando meu pai me disse:
– Vem nascendo a madrugada…
E eu embora não a visse
Pressenti-a nas palavras
De meu pai ressuscitado
Pela luz da realidade.

E assim foi. Logo na mata
O seu rosa imponderável
Aos poucos se insinuava
Revelando coisas mágicas.
A sombra se desfazendo
Em entretons de cinza e opala
Abria um claro na treva
Para o mundo vegetal.
O cavalo pôs-se esperto
Como um cavalo de fato
Trotando de rédea curta
Pela úmida picada.
Ah, que doçura dolente
Naquela aurora raiada
Meu pai montando na frente
Eu na garupa enganchado!
Apertei-o fortemente
Cheio de amor e cansaço
Enquanto o bosque se abria
Sobre o luminoso vale…
E assim fui-me ao sono, certo
De que meu pai estava perto
E a manhã se anunciava.
Hoje que conheço a aurora
E sei onde caminhar
Hoje sem medo da treva
Sem medo de não me achar
Hoje que morto meu pai
Não tenho em quem me apoiar
Ah, quantas vezes com ele
Vou ao túmulo deitar
E ficamos cara a cara
Na mais doce intimidade
Certos que a morte não leva:
Certos de que toda treva
Tem a sua madrugada.

 

 

 

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Países africanos classificados para a Copa Do mundo de 2014!

No Mês da Consciência Negra, que tal descobrirmos os 5 países africanos que irão ao Brasil em 2014?

Enquanto Portugal trava sua última batalha contra a Suécia, rumo ao Brasil, podemos apresentar os países africanos classificados para a Copa de 2014:

Lamentamos a ausência dos PALOPs como Angola, Cabo Verde, …

Vejam também:

– Paz no Futebol

– O avião da seleção

 

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FESTAFILM sur Paris

Du 8 au 10 novembre 2013 ne ratez pas le premier volet du FESTAFILM sur Paris!

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Lisez en dessous une présentation du Festival préparée par les responsables:

“Depuis 2008, le FESTAFILM festival du cinéma lusophone et francophone a pris ses quartiers à Montpellier. Cette année il s’invite aussi à Paris.
Un festival dont les objectifs sont de promouvoir la culture lusophone par le biais du cinéma et de créer des contacts entre francophones et lusophones à travers le cinéma. Nous souhaitons aussi développer et mettre en place une approche pédagogique, ludique et artistique des divers aspects de la profession cinématographique.”

“CRÉER, ÉCHANGER, COMPRENDRE, voilà les maîtres mots du festival. Une rencontre cinématographique entre les caméras luso- phones et francophones. Un lieu d’échange, de débat, de confrontation avec, pour nerf central, l’amour du cinéma, des cinémas ; un lieu où lusophonie et francophonie pour- raient communier devant les écrans noirs.”

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Voilà l’aventure à laquelle La maison du Portugal et l’équipe du Festafilm vous convieront du 8 au 10 novembre à Paris avec le soutien de l’Institut Camoes, la CIC Iberbanco, Cap Magellan et Lusojornal.

Pour ce qui est de la programmation:

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