Arquivo da categoria: Manifesto

Contra ou a favor da Copa do Mundo?

Durante a Copa do Mundo passada, na África do Sul, não presenciamos tantos brasileiros manifestando-se contra o evento, o que vimos foram muitos brasileiros que viajaram para ver a Copa do Mundo ao vivo no continente africano, telões nas praias do Rio para que milhares de pessoas acompanhassem os jogos… De forma geral, os brasileiros acompanham as Copas do Mundo com assiduidade. Conhecemos pessoalmente muitos que detestam futebol, mas que ainda assim assistem e torcem durante a Copa do Mundo.

Mas agora que a Copa será no Brasil, os brasileiros parecem ter finalmente lembrado que produzir um evento desses custa dinheiro.

A pergunta que fica é a seguinte: essas pessoas que hoje se manifestam contra a copa não seriam as mesmas que 4 anos atrás se entusiasmaram com as vuvuzelas e companhia na terra de Mandela?

Acontece que, hoje em dia, até mesmo os antigos jogadores de futebol resolveram se juntar a esse movimento anti-Copa do Mundo. O Rai (antigo jogador dos São Paulo e do Paris Saint Germain), por exemplo, é um desses que deve ter  esquecido que, antes de ir para as ruas se “solidarizar” com os manifestos  contra a Copa do Mundo, ele mesmo representou o Brasil em edições anteriores da Copa do Mundo. Na época em que milhões eram gastos para garantir a transferência do jogador de tal clube para tal outro clube, o Raí não parecia estar tão preocupado com o fato de essas somas não estarem sendo aplicadas em hospitais, educação, etc. Agora perguntem se ele tivesse sido um dos jogadores escolhidos para representar a cara da Copa do Mundo, ele estaria incitando as pessoas a se manifestarem contra a Copa em junho? Será que ficou com ciúmes do Cafu e do Ronaldo, que têm sido os representantes oficiais da Copa do Mundo de 2014?

O fato é que, por melhor jogador que tenha sido, o Rai não é nem um pouco representativo do verdadeiro sentimento da grande maioria do povo brasileiro em relação à Copa do Mundo de 2014. Por vermos muitas manifestações acontecendo em diversas cidades do Brasil, acabamos por acreditar que o povo é contra o evento. No entanto, pesquisas indicam exatamente o contrário! Alguns números abaixo:

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 19 e 20 deste mês:

– brasileiros contrários às passeatas pelo país somam 42%; percentual era de 15% em junho do ano passado;

52% apoiam os atos, índice mais baixo desde o início das manifestações, quando 81% eram favoráveis;

52% dos entrevistados são favoráveis às manifestações, contra 81% no final de junho (mês em que os protestos reuniram cerca de 1 milhão de pessoas em 25 capitais do país);

os que se declararam contra os protestos aumentaram de 15% para 42% no mesmo período;

o apoio é ainda menor quando a pergunta aborda especificamente a realização de manifestações durante a Copa do Mundo: apenas 32% em prol, enquanto 63% rechaçam a iniciativa.

Fontes:

Bye bye coxinhas! O povo apoia a Copa do Mundo!

Folha de São Paulo, 

Le petit Journal.

Iremos agora tomar a liberdade de compartilhar alguns trechos de artigos para quem desejar realmente refletir sobre esse assunto com boas ferramentas em mãos:

Começamos com um texto de Laurindo Lalo Leal Filho sobre a “posição esquizofrênica” da mídia em relação à Copa do mundo de 2014!

– Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de fevereiro de 2014

“Encerrei o artigo publicado na edição de janeiro da Revista do Brasil com a expressão “2014 promete”. Escrito em dezembro, chamava a atenção para o desespero da oposição, representada pela mídia, na busca de um candidato para as eleições presidenciais deste ano, alertando sobre o previsível “vale-tudo”.

Previsão que, infelizmente, começou a se confirmar antes mesmo do fim do ano com o jornalista Élio Gaspari pedindo na Folha de S.Paulo a volta das manifestações de rua, seguido na mesma linha por vários outros comunicadores, até pelo Faustão, na Globo.

Passadas as festas, a carga prosseguiu com a Globonews mostrando um gráfico sobre inflação que irá para os anais da manipulação jornalística brasileira. Através dele ficamos sabendo que a inflação de 2013, de 5,91%, é maior que as de 2010 (5,92%) e 2011 (6,50%).

Disseram depois que foi “erro”, para mim só comparável ao célebre “boimate” da Veja de tempos atrás, quando a revista da Abril publicou uma nota científica sobre a descoberta da criação de um híbrido formado por boi e tomate.

A diferença entre os dois “erros” está em seus objetivos. O da Veja antiga era mero sensacionalismo. Já o da Globonews faz parte de ação política orquestrada, tendo como referência ideológica o Instituto Millenium, articulador da mídia brasileira em torno do pensamento único de raiz reacionária.

Curiosa, no entanto, é a esquizofrenia dessa mídia diante da Copa do Mundo. Ao mesmo tempo que a defende de acordo com os seus interesses mercadológicos procura incentivar manifestações populares em torno dela, contra o governo, por interesses políticos. Mas pede que sejam feitos de forma pacífica, repetindo os chavões de junho passado.

Creio até que gestores e mentores dessa mídia torçam contra a seleção na esperança de que uma derrota crie o clima capaz de dar à oposição um último alento. Ainda que custem um período de relativas baixas nas receitas publicitárias advindas do ufanismo futebolístico.

Se for assim será mesmo o derradeiro ato de desespero. Foi-se o tempo em que política e futebol contaminavam-se reciprocamente. Não estamos mais em 1950 quando candidatos aos mais diferentes cargos circulavam entre os jogadores da seleção, considerada invencível antes da hora, tentando tirar uma casquinha do prestígio por eles conquistado nos gramados até minutos antes da tragédia do Maracanã diante do Uruguai.

Ou da ditadura, em seu momento mais sinistro durante a Copa de 1970, tentando sufocar os gritos das masmorras com marchinhas do tipo “prá-frente Brasil, salve a seleção”. Chegando ao cúmulo de determinar a saída do técnico do time, João Saldanha, às vésperas da competição devido a sua militância política.

De lá para cá o país mudou muito. Foi campeão do mundo mais duas vezes, passou dos “90 milhões em ação” para mais 200 milhões de habitantes e, na última década, tornou-se uma das mais importantes economias do mundo.

Não há futebol que possa contaminar as conquistas populares como o aumento das redes de proteção social, a universalização do acesso ao ensino fundamental, a expansão do ensino superior e, principalmente, a ampla redução do desemprego.” Para ler o artigo completo clique aqui.

– Em seguida, um texto imperdível de Antonio Lassance, em que descobriremos as verdades em torno dos argumentos de quem tem manifestado contra a Copa:

“Como a desinformação alimenta o festival de besteiras ditas contra a Copa do Mundo de Futebol no Brasil.”

Profetas do pânico: os gupos que patrocinam a campanha anticopa

Existe uma campanha orquestrada contra a Copa do Mundo no Brasil. A torcida para que as coisas deem errado é pequena, mas é barulhenta e até agora tem sido muito bem sucedida em queimar o filme do evento.

Tiveram, para isso, uma mãozinha de alguns governos, como o do estado do Paraná e da prefeitura de Curitiba, que deram o pior de todos exemplos ao abandonarem seus compromissos com as obras da Arena da Baixada, praticamente comprometida como sede.

A arrogância e o elitismo dos cartolas da Fifa também ajudaram. Aliás, a velha palavra “cartola” permanece a mais perfeita designação da arrogância e do elitismo de muitos dirigentes de futebol do mundo inteiro.

Mas a campanha anticopa não seria nada sem o bombardeio de informação podre patrocinado pelos profetas do pânico.

O objetivo desses falsos profetas não é prever nada, mas incendiar a opinião pública contra tudo e contra todos, inclusive contra o bom senso.

Afinal, nada melhor do que o pânico para se assassinar o bom senso.

Como conseguiram azedar o clima da Copa do Mundo no Brasil

O grande problema é quando os profetas do pânico levam consigo muita gente que não é nem virulenta, nem violenta, mas que acaba entrando no clima de replicar desinformações, disseminar raiva e ódio e incutir, em si mesmas, a descrença sobre a capacidade do Brasil dar conta do recado.

Isso azedou o clima. Pela primeira vez em todas as copas, a principal preocupação do brasileiro não é se a nossa seleção irá ganhar ou perder a competição.

A campanha anticopa foi tão forte e, reconheçamos, tão eficiente que provocou algo estranho. Um clima esquisito se alastrou e, justo quando a Copa é no Brasil, até agora não apareceu aquela sensação que, por aqui, sempre foi equivalente à do Carnaval.

Se depender desses Panicopas (os profetas do pânico na Copa), essa será a mais triste de todas as copas.

“Hello!”: já fizemos uma copa antes

Até hoje, os países que recebem uma Copa tornam-se, por um ano, os maiores entusiastas do evento. Foi assim, inclusive, no Brasil, em 1950. Sediamos o mundial com muito menos condições do que temos agora.

Aquela Copa nos deixou três grandes legados. O primeiro foi o Maracanã, o maior estádio do mundo – que só ficou pronto faltando poucos dias para o início dos jogos.

O segundo, graças à derrota para o Uruguai (“El Maracanazo”), foi o eterno medo que muitos brasileiros têm de que as coisas saiam errado no final e de o Brasil dar vexame diante do mundo – o que Nélson Rodrigues apelidou de “complexo de vira-latas”,  a ideia de que o brasileiro nasceu para perder, para errar, para sofrer.

O terceiro legado, inestimável, foi a associação cada vez mais profunda entre o futebol e a imagem do país. O futebol continua sendo o principal cartão de visitas do Brasil – imbatível nesse aspecto.

O cartunista Henfil, quando foi à China, em 1977, foi recebido com sorrisos no rosto e com a única palavra que os chineses sabiam do Português: “Pelé” (está no livro “Henfil na China”, de 1978).

O valor dessa imagem para o Brasil, se for calculada em campanhas publicitárias para se gerar o mesmo efeito, vale uma centena de Maracanãs.

Desinformação #1: o dinheiro da Copa vai ser gasto em estádios e em jogos de futebol, e isso não é importante

O pior sobre a Copa é a desinformação. É da desinformação que se alimenta o festival de besteiras que são ditas contra a Copa.

Não conheço uma única pessoa que fale dos gastos da Copa e saiba dizer quanto isso custará para o Brasil. Ou, pelo menos, quanto custarão só os estádios. Ou que tenha visto uma planilha de gastos da copa.

A “Copa” vai consumir quase 26 bilhões de reais.

A construção de estádios (8 bi) é cerca de 30% desse valor.

Cerca de 70% dos gastos da Copa não são em estádios, mas em infraestrutura, serviços e formação de mão de obra.

Os gastos com mobilidade urbana praticamente empatam com o dos estádios.

O gastos em aeroportos (6,7 bi), somados ao que será investido pela iniciativa privada (2,8 bi até 2014) é maior que o gasto com estádios.

O ministério que teve o maior crescimento do volume de recursos, de 2012 para 2013, não foi o dos Esportes (que cuida da Copa), mas sim a Secretaria da Aviação Civil (que cuida de aeroportos).

Quase 2 bi serão gastos em segurança pública, formação de mão de obra e outros serviços.

Ou seja, o maior gasto da Copa não é em estádios. Quem acha o contrário está desinformado e, provavelmente, desinformando outras pessoas.

Desinformação #2: se deu mais atenção à Copa do que a questões mais importantes

Os atrasos nas obras pelo menos serviram para mostrar que a organização do evento não está isenta de problemas que afetam também outras áreas. De todo modo, não dá para se dizer que a organização da Copa teve mais colher de chá que outras áreas.

Certamente, os recursos a serem gastos em estádios seriam úteis a outras áreas. Mas se os problemas do Brasil pudessem ser resolvidos com 8 bi, já teriam sido.

Em 2013, os recursos destinados à educação e à saúde cresceram. Em 2014, vão crescer de novo.

Portanto, o Brasil não irá gastar menos com saúde e educação por causa da Copa. Ao contrário, vai gastar mais. Não por causa da Copa, mas independentemente dela.

No que se refere à segurança pública, também haverá mais recursos para a área. Aqui, uma das razões é, sim, a Copa.

Dados como esses estão disponíveis na proposta orçamentária enviada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso (nas referências ao final está indicado onde encontrar mais detalhes).

Se alguém quiser ajudar de verdade a melhorar a saúde e a educação do país, ao invés de protestar contra a Copa, o alvo certo é lutar pela aprovação do Plano Nacional de Educação, pelo cumprimento do piso salarial nacional dos professores, pela fixação de percentuais mais elevados e progressivos de financiamento público para a saúde e pela regulação mais firme sobre os planos de saúde.

Se quiserem lutar contra a corrupção, sugiro protestos em frente às instâncias do Poder Judiciário, que andam deixando prescrever crimes sem o devido julgamento, e rolezinhos diante das sedes do Ministério Público em alguns estados, que andam com as gavetas cheias de processos, sem dar a eles qualquer andamento.

Marchar em frente aos estádios, quebrar orelhões públicos e pichar veículos em concessionárias não tem nada a ver com lutar pela saúde e pela educação.

Os estádios, que foram malhados como Judas e tratados como ícones do desperdício, geraram, até a Copa das Confederações, 24,5 mil empregos diretos. Alto lá quando alguém falar que isso não é importante.

Será que o raciocínio contra os estádios vale também para a Praça da Apoteose e para todos os monumentos de Niemeyer? Vale para a estátua do Cristo Redentor? Vale para as igrejas de Ouro Preto e Mariana?

Havia coisas mais importantes a serem feitas no Brasil, antes desses monumentos extraordinários. Mas o que não foi feito de importante deixou de ser feito porque construíram o bondinho do Pão-de-Açúcar?

Até mesmo para o futebol, o jogo e o estádio são, para dizer a verdade, um detalhe menos importante. No fundo, estádios e jogos são apenas formas para se juntar as pessoas. Isso sim é muito importante. Mais do que alguns imaginam.

Desinformação #3: O Brasil não está preparado para sediar o mundial e vai passar vexame

Se o Brasil deu conta da Copa do Mundo em 1950, por que não daria conta agora?

Se realizou a Copa das Confederações no ano passado, por que não daria conta da Copa do Mundo?

Se recebeu muito mais gente na Jornada Mundial da Juventude, em uma só cidade, porque teria dificuldades para receber um evento com menos turistas, e espalhados em mais de uma cidade?

O Brasil não vai dar vexame, quando o assunto for segurança, nem diante da Alemanha, que se viu rendida quando dos atentados terroristas em Munique, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972; nem diante dos Estados Unidos, que sofreram atentados na Maratona Internacional de Boston, no ano passado.

O Brasil não vai dar vexame diante da Itália, quando o assunto for a maneira como tratamos estrangeiros, sejam eles europeus, americanos ou africanos.

O Brasil não vai dar vexame diante da Inglaterra e da França, quando o assunto for racismo no futebol. Ninguém vai jogar bananas para nenhum jogador, a não ser que haja um Panicopa no meio da torcida.

O Brasil não vai dar vexame diante da Rússia, quando o assunto for respeito à diversidade e combate à homofobia.

O Brasil não vai dar vexame diante de ninguém quando o assunto for manifestações populares, desde que os governadores de cada estado convençam seus comandantes da PM a usarem a inteligência antes do spray de pimenta e a evitar a farra das balas de borracha.

Podem ocorrer problemas? Podem. Certamente ocorrerão. Eles ocorrem todos os dias. Por que na Copa seria diferente? A grande questão não é se haverá problemas. É de que forma nós, brasileiros, iremos lidar com tais problemas.

Desinformação #4: os turistas estrangeiros estão com medo de vir ao Brasil

De tanto medo do Brasil, o turismo para o Brasil cresceu 5,6% em 2013, acima da média mundial. Foi um recorde histórico (a última maior marca havia sido em 2005).

Recebemos mais de 6 milhões de estrangeiros. Em 2014, só a Copa deve trazer meio milhão de pessoas.

De quebra, o Brasil ainda foi colocado em primeiro lugar entre os melhores países para se visitar em 2014, conforme o prestigiado guia turístico Lonely Planet (“Best in Travel 2014”, citado nas referências ao final).

Adivinhe qual uma das principais razões para a sugestão? Pois é, a Copa.

Desinformação #5: a Copa é uma forma de enganar o povo e desviá-lo de seus reais problemas

O Brasil tem de problemas que não foram causados e nem serão resolvidos pela Copa.

O Brasil tem futebol sem precisar, para isso, fazer uma copa do mundo. E a maioria assiste aos jogos da seleção sem ir a estádios.

Quem quiser torcer contra o Brasil que torça. Há quem não goste de futebol, é um direito a ser respeitado. Mas daí querer dar ares de “visão crítica” é piada.

Desinformação #6: muitas coisas não ficarão prontas antes da Copa, o que é um grave problema

É verdade, muitas coisas não ficarão prontas antes da Copa, mas isso não é um grave problema. Tem até um nome: chama-se “legado”.

Mas, além do legado em infraestrutura para o país, a Copa provocou um outro, imaterial, mas que pode fazer uma boa diferença.

Trata-se da medida provisória enviada por Dilma e aprovada pelo Congresso (entrará em vigor em abril deste ano), que limita o tempo de mandato de dirigentes esportivos.

A lei ainda obrigará as entidades (não apenas de futebol) a fazer o que nunca fizeram: prestar contas, em meios eletrônicos, sobre dados econômicos e financeiros, contratos, patrocínios, direitos de imagem e outros aspectos de gestão. Os atletas também terão direito a voto e participação na direção. Seria bom se o aclamado Barcelona, de Neymar, fizesse o mesmo.

Estresse de 2013 virou o jogo contra a Copa

Foi o estresse de 2013 que virou o jogo contra a Copa. Principalmente quando aos protestos se misturaram os críticos mascarados e os descarados.

Os mascarados acompanharam os protestos de perto e neles pegaram carona, quebrando e botando fogo. Os descarados ficaram bem de longe, noticiando o que não viam e nem ouviam; dando cartaz ao que não tinha cartaz; fingindo dublar a “voz das ruas”, enquanto as ruas hostilizavam as emissoras, os jornalões, as revistinhas e até as coitadas das bancas.

O fato é que um sentimento estranho tomou conta dos brasileiros. Diferentemente de outras copas, o que mais as pessoas querem hoje saber não é a data dos jogos, nem os grupos, nem a escalação dos times de cada seleção.

A maioria quer saber se o país irá funcionar bem e se terá paz durante a competição. Estranho.

É quase um termômetro, ou um teste do grau de envenenamento a que uma pessoa está acometida. Pergunte a alguém sobre a Copa e ouça se ela fala dos jogos ou de algo que tenha a ver com medo. Assim se descobre se ela está empolgada ou se sentou em uma flecha envenenada deixada por um profeta do apocalipse.

Todo mundo em pânico: esse filme de comédia a gente já viu

Funciona assim: os profetas do pânico rogam uma praga e marcam a data para a tragédia acontecer. E esperam para ver o que acontece. Se algo “previsto” não acontece, não tem problema. A intenção era só disseminar o pânico e o baixo astral mesmo.

O que diziam os profetas do pânico sobre o Brasil em 2013?  Entre outras coisas:

Que estávamos à beira de um sério apagão elétrico.

Que o Brasil não conseguiria cumprir sua meta de inflação e nem de superávit primário.

Que o preço dos alimentos estava fora de controle.

Que não se conseguiria aprontar todos os estádios para a Copa das Confederações.

O apagão não veio e as termelétricas foram desligadas antes do previsto. A inflação ficou dentro da meta. A inflação de alimentos retrocedeu. Todos os estádios previstos para a Copa das Confederações foram entregues.

Essas foram as profecias de 2013. Todas furadas.

Cada ano tem suas previsões malditas mais badaladas. Em 2007 e 2008, a mesma turma do pânico dizia que o Brasil estava tendo uma grande epidemia de febre amarela. Acabou morrendo mais gente de overdose de vacina do que de febre amarela, graças aos profetas do pânico.

Em 2009 e 2010, os agourentos diziam que o Brasil não estava preparado para enfrentar a gripe aviária e nem a gripe “suína”, o H1N1. Segundo esses especialistas em catástrofes, os brasileiros não tinham competência nem estrutura para lidar com um problema daquele tamanho. Soa parecido com o discurso anticopa, não?

O cataclismo do H1N1 seria gravíssimo. Os videntes falavam aos quatro cantos que não se poderia pegar ônibus, metrô ou trem, tal o contágio. Não se poderia ir à escola, ao trabalho, ao supermercado. Resultado? Não houve epidemia de coisa alguma.

Mas os profetas do pânico não se dão por vencidos. Eles são insistentes (e chatos também). Quando uma de suas profecias furadas não acontece, eles simplesmente adiam a data do juízo final, ou trocam de praga.

Agora, atenção todos, o próximo fim do mundo é a Copa. “Imagina na Copa” é o slogan. E há muita gente boa que não só reproduz tal slogan como perde seu tempo e sua paciência acreditando nisso, pela enésima vez.

Para enfrentar o pessoal que é ruim da cabeça ou doente do pé

O pânico é a bomba criada pelos covardes e pulhas para abater os incautos, os ingênuos e os desinformados.

Só existe um antídoto para se enfrentar os profetas do pânico. É combater a desinformação com dados, argumentos e, sobretudo, bom senso, a principal vítima da campanha contra a Copa.

Informação é para ser usada. É para se fazer o enfrentamento do debate. Na escola, no trabalho, na família, na mesa de bar.

É preciso que cada um seja mais veemente, mais incisivo e mais altivo que os profetas do pânico. Eles gostam de falar grosso? Vamos ver como se comportam se forem jogados contra a parede, desmascarados por uma informação que desmonta sua desinformação.

As pessoas precisam tomar consciência de que deixar uma informação errada e uma opinião maldosa se disseminar é como jogar lixo na rua.

Deixar envenenar o ambiente não é um bom caminho para melhorar o país.

A essa altura do campeonato, faltando poucos meses para a abertura do evento, já não se trata mais de Fifa. É do Brasil que estamos falando.

É claro que as informações deste texto só fazem sentido para quem as palavras “Brasil” e “brasileiros” significam alguma coisa.

Há quem por aqui nasceu, mas não nutre qualquer sentimento nacional, qualquer brasilidade; sequer acreditam que isso existe. Paciência. São os que pensam diferente que têm que mostrar que isso existe sim.

Ter orgulho do país e torcer para que as coisas deem certo não deve ser confundido com compactuar com as mazelas que persistem e precisam ser superadas. É simplesmente tentar colocar cada coisa em seu lugar.

Uma das maneiras de se colocar as coisas no lugar é desmascarar oportunistas que querem usar da pregação anticopa para atingir objetivos que nunca foram o de melhorar o país.

O pior dessa campanha fúnebre não é a tentativa de se desmoralizar governos, mas a tentativa de desmoralizar o Brasil.

É preciso enfrentar, confrontar e vencer esse debate. É preciso mostrar que esse pessoal que é profeta do pânico é ruim da cabeça ou doente do pé.”

Fonte: Carta Maior

Outros artigos sobre o assunto:

– Imagina na Copa!

– O Caos Fabricado e o Brasil Real

– Paz no futebol

O avião da seleção

Etiquetado , , , , , , , , , , ,

Conhecem o Virtuose Marketing?

O Virtuose Marketing é um blogue francês cujo conteúdo está quase que totalmente sob copyleft. Isso significa que esse conteúdo pode ser livremente copiado, modificado e redistribuído. 

Copyleft - Orange


As pessoas sempre foram possessivas em relação aos seus direitos autorais mas hoje em dia surge uma nova perceção do assunto e muitas pessoas percebem os benefícios evidentes de recorrer ao copyleft.

Os artigos podem ser utilizados para fins lucrativos ou não, em todo local, site, etc…

Não é sequer necessário avisar ao autor do blogue, ou pedir qualquer tipo de autorização (o autor informa que todas as autorizações já estão automaticamente garantidas)

Por que estamos 100% de acordo com o texto do blogueiro francês, traduziremos abaixo um artigo do blogue Virtuose Marketing em que o autor explica as razões que o levaram a escolher esse tipo de licença para seu blogue.

“Foi como uma evidência”:

“Era a coisa mais lógica a ser feita para dar seguimento a essa mentalidade de compartilhar que venho tentando desenvolver no Virtuose Marketing.”

“Penso que a licença livre seja a melhor maneira para incentivar o ato de partilhar, e por consequência, ajudar a criatividade. A explosão do Open source está ai para provar (o Wordpressteria se transformado no que é hoje se não tivesse sido em Open Source?).”

“Acredito também que toda a criação intelectual deveria se liberar das barreiras do copyright. Porque o copyright protege somente a indústria e não a cultura ou os artistas. Tenho a convicção que somente na partilha a cultura poderá florescer e que de tanto impor barreiras ao compartilhamento, impedimos justamente o desabrochar da cultura.”

“Por isso precisamos criar uma cultura livre que possa ser apropriada por todos.

Um material que poderia ser utilizado por todos para criar algo novo. Aliás, isso é o que os artistas têm feito desde o começo da humanidade: copiam, modificam e aperfeiçoam o que já existe, para executar novas criações.” Tudo o que conhecemos foi de uma forma ou de outra inspirado por algo que já existe.

“Se alguém se apropriar de meu trabalho, e aperfeiçoá-lo, então eu terei orgulho e todo mundo sairá ganhando.”

«Você não tem medo de incentivar a cópia, o plágio, a pirataria, e que isso possa trazer problemas?»

“É impossível impedir totalmente a cópia na internet. Nesse sentido mais vale autorizá-la.”

Cory Doctorow, autor de SF e do blogue Boing Boing, dizia:

«Se amanhã acabássemos com a cópia na internet, terminaríamos também com a cultura na net. Sem sua mina de vídeos considerados em infração de direitos autorais, YouTube desapareceria…”

Todo o trabalho de Cory Doctorow está em copyleft. Até mesmo seus livros.

“Penso também que o principal dos escritores e dos blogueiros” (Zarpante diria também dos músicos, dos pintores, cineastas, e outros criativos) “não seja o plágio, mas sim o fato de permanecerem desconhecidos e anónimos”. “Tenho a convicção que o copyleft é a solução ideal para sair da escuridão e ver seu trabalho sendo divulgado.”

“Leo Babauta é um outro bom exemplo.”

“Seu blogue Zen Habits está em copyleft. Isso permitiu que Olivier Roland criasse seu blogueHabitudes Zen, no qual ele pública as traduções dos artigos de Leo Babauta que passa a poder ser lido e conhecido por pessoas francesas que não falam inglês.”

“Por essas e por outras acredito que a cópia não esteja aqui para frear a produção cultural, mas para alavancá-la.”

“Aliás, não foi permitindo a todos a cópia ilegal de windows que o Bill Gates fez seu software ficar mundialmente conhecido?”

« Você não tem medo que o Google te penalize

“Google não é meu deus!”

“Nunca me preocupei muito com o referenciamento e isso nunca impediu ao Marketing Virtuose de ter visibilidade

Prefiro agir no sentido de agradar a todos meus leitores, não um robot. Prefiro privilegiar o humano e até hoje isso se revelou ser uma boa estratégia para mim.

Prefiro privilegiar o humano porque dessa forma incentivamos a troca, o “boca a orelha”, e favorecemos a criatividade.

Isso para mim é muito mais importante que um posicionamento Google.”

Saibam que se pensam assim, já deveríamos estar trabalhando juntos, porque na nossa perceção, um dos grandes problemas dos artistas de hoje em dia é a obsessão que eles tem por seus direitos autorais e consequentemente o fato de que poucas pessoas acabam conhecendo os trabalhos de tanta gente mais preocupada com os direitos autorais do que com seus talentos. Se você tem um talento, não é porque te “roubaram” uma música ou um texto, que você não pode compor uma música ainda melhor ou escrever algo ainda mais completo. O que vocês acham pessoal? Suas opiniões nos interessam!

Não sabemos quantos artistas irão realmente ler este artigo mas gostaríamos que compartilhassem seus pontos de vista sobre o assunto com Zarpante. Deixem comentários, criticas, artigos relacionados, etc…

 

 

 

 

 

Etiquetado , , , , ,

Copyleft: a arte de compartilhar

Não tenha medo do copyleft! Descubra abaixo um artigo sobre o copyleft publicado em um dos sites pioneiros no assunto.

O símbolo de copyleft é um “c revertido”. (um © invertido) Como existem várias licenças de copyleft, as implicações do símbolo decopyleft não são tão precisas como as do símbolo de copyright, a não ser que se indique também qual a licença aplicável

Copyleft é uma forma de usar a legislação de proteção dos direitos autorais com o objetivo de retirar barreiras à utilização, difusão e modificação de uma obra criativa devido à aplicação clássica das normas de propriedade intelectual, exigindo que as mesmas liberdades sejam preservadas em versões modificadas. Ele difere assim do domínio público, que não apresenta tais exigências; enquanto o domínio público permite qualquer utilização de uma obra, o copyleft, tem, via de regra, a única exigência de se poder copiar e distribuir uma obra.1 O copylefttambém não proíbe a venda da obra pelo autor, mas implica a liberdade de qualquer pessoa fazer a distribuição não comercial da obra.2

O copyleft denomina genericamente uma ampla variedade de licenças que permitem diferentes modos de liberdades em relação a uma obra intelectual. Seu nome se origina do trocadilho com o termo “copyright“; literalmente, copyleft pode ser traduzido como “esquerdo de cópia” ou “permitida a cópia”.3

Richard Stallman foi um dos responsáveis pela popularização inicial do o termo copyleft, ao associá-lo, em 1988, à licença GPL. De acordo com Stallman 4 , o termo foi-lhe sugerido pelo artista e programador Don Hopkins, que incluiu a expressão “Copyleft – all rights reversed.” numa carta que lhe enviou. A frase é um trocadilho com expressão “Copyright – all rights reserved.” usada para afirmar os direitos de autor.

Uma obra, seja de software ou outros trabalhos livres, sob uma licença copyleft requer que suas modificações, ou extensões da mesma, sejam livres, passando adiante a liberdade de copiá-la e modificá-la novamente.

Uma das razões mais fortes para os autores e criadores aplicarem copyleft aos seus trabalhos é porque desse modo esperam criar as condições mais favoráveis para que mais pessoas se sintam livres para contribuir com melhoramentos e alterações a essa obra, num processo continuado.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre. (clique aqui para ler o artigo completo)

Zarpante, acredita que esse seja um dos melhores meios para que novos artistas conquistem um público e possam ir criando uma mailing list sólida de fãs e colaboradores. Claro que todo artista tem que viver e merece poder fazê-lo graças ao seu trabalho artístico, mas o mais importante pode ser simplesmente ter muitas pessoas que escutam e acompanham seu trabalho, e para isso, nada melhor que deixar às pessoas a liberdade de compartilhar seu trabalho.

Vale ressaltar que todo o conteudo em nosso blog pode ser livremente re-utilizado em outros blogs sob uma liçença Creative Commons:

Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

Etiquetado , , ,

Arte vaginal e o tricô ativista

O tricô como você nuca viu! Uma performance artística que não vai lhe deixar insensível…

Pensem no tricô e pensem no ciclo menstrual das mulheres… Agora assistam a uma “artivista” e sua maneira bem especial de fazer tricô.

Etiquetado , , , , , ,

Canalizar a violência

As imagens a seguir sao imagens de Hooligans bárbaros! Mas não pensem que é na Inglaterra porque aconteceu no Brasil, futura sede da Copa do Mundo, e os bárbaros são brasileiros estúpidos que mancharam os nomes de seus times, de suas torcidas, e, principalmente, o de todo um país!

Aproveitamos esse triste incidente para falar dessa moda que vem se estabelecendo no Brasil e no mundo: esportes de combate. Vale lembrar que o futebol não faz parte desses esportes e que mesmo que fizesse, não caberia a torcida brigar mas sim aos atletas. Infelizmente, o povo brasileiro de maneira geral, ainda não está preparado para fazer a diferença entre um esporte e uma feramente mortal! Porque o que cada vez mais jovens brasileiros está aprendendo nas aulas de MMA e companhia, não é para ser utilizado fora dos ringues!

Mandela já dizia que a melhor arma que existe é a cultura e nós temos certeza que gente culta não faz o que esses trogloditas “torcedores” fizeram no jogo entre Atlético Paranaense e Vasco da Gama!

Repudiamos todos os envolvidos nesse triste acontecimento e convocamos a sociedade a parar para pensar em vez de gritar por gritar e bater por bater…

Essas pessoas que estiveram brigando no estádio, são pessoas limitadas e muito mal supervisionadas. Não importa se a responsabilidade é do estádio, do clube, ou da polícia, o que importa é que tiremos uma lição do acontecido para que nunca voltemos a ver cenas como as seguinte:

Pouco tempo antes já tínhamos visto a torcida do Vasco mais uma vez envolvida em baixarias…

Etiquetado , , , , , , , ,

Seremos eternamente gratos

Uma luz se apagou na terra para deixar o céu mais brilhante! Mandiba nos deixou mas seu legado será eterno! Uma estrela a mais brilha lá no alto e um continente ficou órfão e chora pela partida de Nelson Mandela! Nossos agradecimentos pelo seu combate e a homenagem Zarpante a este homem tão sábio e diferente dos outros!

Algumas frases do mestre:

– “O racismo é algo absurdo”

– “Lutei contra o domínio branco e contra o domínio negro. Persegui o ideal de uma sociedade livre e democrática onde todas as pessoas vivem juntas, em harmonia e com igualdade de oportunidades. É um ideal pelo qual espero viver e atingir. Mas, se for necessário, estou disposto e morrer por ele”.

– “Ninguém nasce a odiar o outro pela cor da pele, pela origem ou pela religião. As pessoas aprendem a odiar e, se podem aprender a odiar, também podem aprender a amar”.

 

– “Nunca, nunca, nunca mais deverá esta terra fantástica voltar a sofrer a opressão de um homem sobre outro”.

 

– “Tanto quanto brancos mataram negros, negros mataram brancos”.

 

– “A supremacia branca implica a inferioridade negra”.

 

– “No meu país, primeiro vai-se para a prisão, mas depois passa-se a presidente”.

 

– “Nunca considerei nenhum homem superior a mim, dentro ou fora da prisão”.

 

– “Aprendi que o valor não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. Um homem valente não é aquele que não sente medo, mas o que se sobrepõe a ele”.

 

– “A grandeza da vida não consiste em não cair nunca, mas em levantarmo-nos de cada vez que caímos”.

 

– “Parece sempre impossível até que ser feito”.

 

– “Depois de subirmos uma grande montanha, descobrimos que há muito mais montanhas para escalar”.

 

– “Sempre soube que um dia voltaria a sentir a relva debaixo dos meus pés e que caminharia ao sol, livre”.

 

– “Estou apaixonado por uma mulher notável. Ela mudou a minha vida” (sobre Graça Machel).

 

– “A imprensa é um dos pilares da democracia”.

 

– “Lutar contra a pobreza não é um assunto de caridade, mas de justiça”.

 

– “A morte é algo inevitável. Quando um homem fez o que acreditava necessário pelo seu povo e pelo seu país, pode descansar em paz. Creio ter cumprido

esse dever e, por isso, descansarei para a eternidade”.

 

– “Haverá vida depois de Mandela”.

 – “As mulheres são complicadas. Eu amo alguem e quando a paquero ela não me aceita como namorado. Mas ela esta sempre olhando para mim e não consegue me encarar.”

– “Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em todos nós. E conforme deixamos a nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros.”

“O conhecimento é força intocável de qualquer Homem. A liberdade pode ser retirada, mas a capacidade de pensar, reflectir e aprender é unica e exclusiva. Educar-se é mudar o destino a cada nova aprendizagem.”

– “O BRAVO NÃO É QUEM NÃO SENTE MEDO, MAS QUEM VENCE ESSE MEDO”

– “Medo nos bravos representa energia, representa mais energia para dobrar obstáculos. O medo é saudável, motivador e despertador da atitude positiva, do empenho e da persistência.”

– “A educação e os valores juntos são invencíveis. Defensores da superação e excelência. O coração é justo a mente racional, o resultado será racionalmente justo.”

– “DEVEMOS PROMOVER A CORAGEM ONDE HÁ O MEDO, PROMOVER O ACORDO ONDE EXISTE CONFLITO, E INSPIRAR A ESPERANÇA ONDE HÁ DESESPERO”

– “Uma vida de superação, excelência, mudança e de propósito. Viver com o propósito é viver para liberdade, para a esperança, para o sucesso, para a dignidade. É preciso não ter medo, mas coragem, não desesperar mas inspirar, não criar conflito mas acordar, pois só assim será possivel mudar o mundo.   Seja Maior.”

Agora vejamos algumas imagens do Madiba:

E algumas músicas em homenagem ao eterno Mandela:

Para terminar:

Obrigado por tudo Mandiba!

 

 

 

 

Etiquetado , , , , ,

Zarpante e a Conexão Lusófona

Vejam o vídeo gentilmente enviado pelos parceiros da Conexão Lusófona, para apresentar o “Eu falo Zarpante”!

Agradecemos aos parceiros da Conexão Lusófona e aproveitamos para pedir a todos nossos leitores, amigos, seguidores, clientes, etc, que nos enviem os seus, para que possamos continuar essa  série do “Eu Falo Zarpante”!

Basta enviar um curto vídeo para o nosso email zarpante@gmail.com, e explicar rapidamente de onde vem e porque acompanha nossas atividades.

Etiquetado , , , , , , , ,

A Internet serve para muito mais do que apenas dar “likes” e “retweets”

Hoje voltamos a falar sobre a “doença da era digital”, ou, como “curtir” artigos sem sequer parar para lê-los?

Para ilustrar o poder de propagação que pode ter a internet se a utilizarmos em prol de nossas causas, iremos voltar a um tempo em que não existia internet. Voltamos também ao polêmico assunto do ditador Salazar e vamos utilizar um texto encontrado no Jornal De Notícias.

No que diz respeito ao Salazar, alguns “iluminados” nos  perguntaram porque não falamos da ditadura Marxista e a resposta é simples: no Brasil e em Portugal, os regimes ditatoriais que tivemos não foram Marxistas. Bem, agora que demos uma pequena atenção aos Salazaristas conservadores que vem nos atacando diariamente, passemos ao texto de Alfredo Maia! Um texto que nos mostra claramente como poderíamos todos juntos, dar um imenso impacto ao projeto Morte Súbita graças à internet. O problema é que muita gente prefere divulgar fotos de gatinhos, de “gostosas”, e outras mil futilidades.

A internet pode e deve ser utilizada como uma ferramenta  alternativa para divulgar campanhas e propagar cultura. Para isso, bastaria que passássemos a utilizá-la de forma consciente. Afinal, seria muito preocupante se com as novas tecnologias não conseguíssemos fazer melhor do que fizeram há 50 anos atrás.

image4

“Do ‘Santa Maria’ para o mundo o “maior comício” anti-Salazar”

“Há 50 anos, não havia redes sociais, mas a tomada de um paquete com 600 passageiros e 350 tripulantes por um punhado de 23 revolucionários mal armados teve o efeito de um comício à escala planetária: a comunidade internacional virou as costas a Salazar.”

“Se não foi outra coisa”, o assalto ao paquete português “Santa Maria”, na madrugada de 22 de Janeiro de 1961, no mar das Caraíbas “foi o maior comício do mundo contra Salazar, foi um comício à escala planetária, foi um sufrágio mundial à credibilidade do regime fascista”. Camilo Mortágua, então com 27 anos, foi um dos 12 exilados políticos portugueses em Caracas, Venezuela, a embarcar na aventura do Directório Revolucionário Ibérico de Libertação (DRIL). Com 11 espanhóis, idealizaram apossar-se do navio, rumar à ilha de Fernando Pó, apoderar-se de uma canhoneira e de armas da guarnição militar espanhola, apontar a Luanda, assumir o poder na colónia portuguesa, instalar um governo provisório e irradiar a sublevação armada contra as ditaduras peninsulares.”

“Liderados pelo capitão Henrique Galvão, importante quadro dissidente do regime e delegado plenipotenciário do general Humberto Delgado (outro dissidente, depois de ter ocupado destacados cargos), derrotado na farsa das eleições presidenciais de 1958,  os revolucionários acabariam por ver frustrados os seus objectivos. Mas não completamente os políticos imediatos. “Pretendia-se uma operação com impacto”, conta Mortágua [ler entrevista]. E teve: a “Operação Dulcineia” – em alusão à quimérica dama do D. Quixote (“D. Quixote de la Mancha”) de Cervantes – convocou a imediata atenção dos média de todo o Mundo, que se precipitaram a enviar repórteres.”

“Com os jornais do país submetidos a férrea censura e manipulados pelas notas oficiosas do Governo, apenas os estrangeiros podiam narrar o acontecimento (a primeira captura de um navio por razões políticas, como viria a sê-lo o desvio de um avião da TAP 11 meses depois) e  colocar na agenda internacional a ditadura. Foi através da cadeia de televisão norte-americana NBC que Galvão, que partilhava a liderança da operação com o comandante “Jorge Soutomaior” (nome de guerra do galego José Hernánez Vasquez, ex-combatente comunista na Guerra Civil de Espanha), invocou a condição de combatente político e neutralizou a arma diplomática de Salazar. Acusando os revolucionários de pirataria, o ditador pretendia que os aliados na NATO, com a frota norte-americana no Atlântico à frente, recapturassem o paquete. França e Holanda não reagiram; a Inglaterra desistiu face à pressão trabalhista. Só os Estados Unidos se fizeram ao mar, com cinco vasos de guerra e uma esquadrilha de aviões.”

“A esquadra aeronaval dos EUA localizou o “Santa Maria” cinco dias após a aventura começar.  O barco zarpara no dia 20 do porto venezuelano de La Guaira, com destino a Miami. Dissimulada entre os 600 passageiros seguia uma parte do comando revolucionário; a outra embarcou clandestinamente e acoitou-se com armas. Três outros homens, Galvão entre eles, entrariam no dia seguinte em Curaçao.”

“A acção foi desencadeada cerca da 1.10 horas do dia 22. Foi rápida – coisa de dez ou 15 minutos. Na tomada da ponte de comando, um oficial de bordo é morto e outro gravemente ferido. O desembarque humanitário de feridos, no dia 23, na ilha de Santa Lucia – decisão controversa na liderança –  foi fatal: denunciou a presença do navio, atrasando a navegação para África.”

“Só no dia 25 foi avistado, mas não abordado. Galvão insistiu com os EUA que se tratava de um acto político e não de pirataria vulgar. John Kennedy, recentemente eleito, cede. Entre 27 e 31 de Janeiro, decorrem conversações entre os líderes do comando e o contra-almirante Allen Smith, em representação dos EUA, atentas à alteração política no Brasil: hostil aos revolucionários, o presidente cessante, Kubitchek de Oliveira, seria substituído no dia 1 de Fevereiro por Jânio Quadros, democrata amigo de Delgado. No dia 2, o navio chega a Recife e os revolucionários recebem asilo político.
Mas já nada será como dantes. “O governo fascista de Salazar está menos seguro no poder do que julga”, sentencia o clandestino “Avante!”, classificando a operação do “Santa Maria” como “uma séria derrota” e anunciando “um novo período de ascenso revolucionário”. E 1961 foi muito agitado.”

social-net

Hoje em dia não é necessário sequestrar um navio para transmitir uma mensagem e reter a atenção! Basta utilizar a Internet para que mensagens conscientes se espalhem pela rede e além da rede.

Nós já fizemos nossa parte e contamos com vocês! Quem ainda não participou do projeto Morte Súbita tem alguns últimos dias para fazê-lo! Cliquem aqui e ajudem o teatro independente de língua portuguesa a combater os resquícios de nossas ditaduras.

Etiquetado , , , , , , , , , , ,

Apoie o cinema de língua portuguesa!

Hoje em dia, com a presença da internet, cada vez menos pessoas pagam para ver um filme. Quem nunca assistiu a um filme baixado pela internet? A questão é que se continuarmos a fazer unicamente isso, cedo ou tarde os filmes e quem trabalha com isso, vão precisar parar por não receberem pelo que fazem.

530528_10151610960811402_1001397946_n

Nesse sentido, o cinema de língua portuguesa, ainda menos contemplado nas salas que o cinema hollywoodiano, precisa mais do que nunca da ajuda de todos os cinéfilos!

O Fundo de Apoio ao Cinema funciona como um instrumento complementar de apoio à produção de filmes portugueses ou de outros países da comunidade lusófona (CPLP), ao qual apenas se podem candidatar projectos de filmes que não obtiveram nenhum subsídio público de relevo, embora possam ter obtido outros apoios ou financiamentos.

Criado em 2011, tem vindo a consolidar a sua actuação, quer pelo aumento do número de candidaturas, quer pela adesão de novos parceiros a cada edição.

O número de candidaturas desta 3.ª edição do Fundo de Apoio ao Cinema superou o número da edição anterior. Este ano foram contabilizadas 65 candidaturas, 58 das quais foram aprovadas. A origem dos projectos é maioritariamente portuguesa, havendo 4 oriundos do Brasil e 1 de Angola.

Para saber mais sobre o projeto organizado pelo Festival de cinema Indie Lisboa, e principalmente, para contribuir, cliquem aqui!

Vejam também:

– A Internet serve para muito mais do que apenas dar “likes” e “retweets”

Etiquetado , , , , , , , , , , ,
%d blogueiros gostam disto: