Arquivo da categoria: Lisboa

Paz no futebol

Em junho-julho de 2014 assistiremos a mais uma copa do mundo! O país anfitrião da vigésima edição do evento  será o Brasil. Com uma onda de violência cada vez mais presente no futebol brasileiro e em suas torcidas organizadas, devemos, todos juntos, fazer dos estádios, lugares de lazer que sejam  seguros!

Na Europa, racistas ignorantes jogaram uma banana sobre o jogador brasileiro Daniel Alves, que, ao comer ironicamente a banana, mostrou ao mundo que os “macacos brasileiros” são muito evoluídos e civilizados!

Já em Recife, o Santa Cruz Futebol Clube será responsabilizado pela morte do torcedor atingido por um vaso sanitário jogado das arquibancadas do estádio Arruda! Esses torcedores, que jogaram vasos sanitários, são energúmenos e não podem sequer ser comparados a macacos, pois seria um insulto não só a Daniel Alves, mas a todos nós homo sapiens.

PAzfutebol

Sem falar do caso “Fred x torcidas organizadas”, que serviu para mostrar mais uma vez que, por falta de uma verdadeira organização e de vozes ativas e unidas contra a violência, muitos torcedores perdem a noção dos limites e perseguem os jogadores,  ameaçam, etc.

O racismo e a violência têm invadido cada vez mais os campos pelo mundo afora.

Agnaldo Pereira Leão se formou em filosofia, jogou futsal e pensou muito sobre o assunto da violência no esporte que ele tanto ama. Por isso, resolveu criar um site, cujo  objetivo é focalizar em debates que vitalizem o esporte e reduzam a violência em torno do futebol. Dessa forma, o futebol torna-se mais vibrante e, graças ao site, será possível interagir com as comunidades e estruturar ações destinadas aos torcedores e às pessoas menos favorecidas que amam o esporte. O site deseja interagir com toda a comunidade em torno do futebol. Assim, os torcedores poderão, por exemplo, enviar mensagens de incentivo aos seus ídolos, comprar artigos esportivos e comercializá-los. Por outro lado, as empresas poderão comercializar suas marcas, e as ONGs (contra o racismo, contra a homofobia…) poderão interagir com as torcidas.

Saiba mais sobre este projeto e contribua para a paz no futebol no link seguinte: Projeto Zarpante Paz no Futebol!

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Podcast Zarpante nº 26 (Franceses e Brasileiros)

France-Bresil

Para escutar o Podcast Zarpante de número 26 basta clicar na imagem acima!

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Snoop na tuga

O famoso rapper americano Snoop Dog, esteve em Lisboa para filmar um clipe em que canta com o português David Carreira!

A música vocês conferem abaixo:

 

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Fadoando

Os fadistas se reuniram por uma causa e decidiram fazer um evento para arrecadar fundos! A união dos fadistas é exemplar e todos deveriam seguir o mesmo exemplo pelas causas nas quais acreditamos!

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Mais infos sobre o evento no link seguinte: Gala Solidária

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O som de Portugal

Alguns artistas portugueses, para quem andava com saudades de nossas descobertas e nossas sugestões musicais da terrinha !

BANDEIRA PORTUGAL

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Novos músicos agenciados por Zarpante

Anteriormente, já havíamos apresentado alguns dos artistas agenciados por Zarpante. Como o tempo não para e que estamos sempre navegando pelos mares da cultura de língua portuguesa, temos hoje o prazer de apresentar alguns novos artistas presentes no portfólio Zarpante.

– Comecemos com um português bem tribal e seu Espetáculo de World Music, Winga Kan:

Como podem ver o set de instrumentos contem diversos instrumentos percussivos!

Como podem ver o set de instrumentos contem diversos instrumentos percussivos!

Um espetáculo de percussão Tribal, criado pelo carismático Nuno Patrício, percussionista da reconhecida banda Blasted Mechanism.

Para saber mais sobre o espetáculo e para contratar os serviços de Winga Kan, clique aqui e acesse a página de agenciamento do artista no site Zarpante.

– Conheçam também o brasileiro Jim Porto:

O cantor, autor e músico brasileiro Jim Porto teve seu primeiro contacto com a música aos 10 anos de idade – fascinado pelas mãos de um amigo que deslizava sobre os teclados. Iniciou a estudar piano em sua cidade natal do Rio Grande do Sul, misturando a música clássica com o Samba e a Bossa-Nova, ganhando notoriedade quase que imediatamente.

Jim desenvolveu seus talentos com artistas internacionais de nome, como o músico de jazz Chet Baker, de cujo primeiro álbum participou em 1983, mas também de músicos brasileiros como Gilberto Gil, além de participar em programas televisivos e saborosas “Jam Sessions” com Djavan.

Para saber mais sobre Jim Porto e para contratar os serviços do artista, clique aqui e acesse a página de agenciamento de Jim Porto no site Zarpante.

– Em seguida façamos uma viagem musical com o grupo Symbiose:

Logo Symbiose Lettres

Symbiose nasceu de um feliz encontro entre 3 músicos do cenário “World Music”. Inspirado pela sonoridade moderna do inglês Fink e alimentado por universos musicais brasileiros como os de João Bosco, Gilberto Gil e Nana Vasconcelos, o grupo cria uma symbiose de estilos ecléticos.

As influências africanas e brasileiras se associam à poesia urbana para criar um som único que reúne dois mundos aparentemente  contraditórios: a tradição acústica da música brasileira e a energia do rock.

Para saber mais sobre Symbiose e para contratar os serviços do grupo, clique aqui e acesse a página de agenciamento do Symbiose no site Zarpante.

– Continuemos com o saboroso som do Quarteto Maracuja:

Maracuja cover art

Maracuja, é o fruto da paixão de 4 músicos pelo ritmos endiabrados da música brasileira. O quarteto surgiu em outubro de 2011 sob o impulso da flautista Amina Mezaache.

O quarteto nos mergulha em um universo repleto de fusões culturais e de influencias diversas, em que cada ritmo nos conta uma história que nos remete ao continente africano, ao Blues, ou ao Caribe.

O repertório do grupo é composto por diversas reprises de Sivuca, ou de Hermeto Pascoal, além de ser fortemente inspirado por músicas de baile e de carnaval (forro, frevo, baiao, maracatu).

Para saber mais sobre o Quarteto Maracuja e para contratar os serviços do grupo, clique aqui e acesse a página de agenciamento do Maracuja no site Zarpante.

– Por hoje, terminaremos com a voz sensual da bela Carolina Ferrer:

“Her tone is warm and welcoming and she has the ability to convey the emotions of every word, in her unique phrasing. Living in Paris, France,Caro Ferrer is the best kept secret in brazilian music.” The NewYork Jazztimes

Receita elaborada entre Rio e Paris, ela traz os aromas de um groove brejeiro (marca de fabricação de Caro), e da delicadeza da MPB, mas revela a veia pop da artista. Composições de grande sensibilidade, arranjos entrelaçados, com toques de reggae, de rap, de inglês e de alguns efeitos eletrônicos. Tudo na medida. Tablas, berimbau, citara, acordeom e uma guitarra havaiana à serviço da originalidade que se renova à cada faixa.

Para saber mais sobre Carolina Ferrer e para contratar os serviços da artista, clique aqui e acesse a página de agenciamento de Carolina Ferrer no site Zarpante.

Quem estiver em Paris, poderá ver Carolina Ferrer ao vivo no primeiro dia de fevereiro de 2014!

Mais infos e bilhetes mais baratos aqui!

Veja também:

– Novo Podcast Zarpante!

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Uma Morte Súbita cheia de vida

Custou mas chegou lá! Mais um projeto de crowdfunding que atinge a meta no site Zarpante!

O projeto Morte Súbita atingiu a meta de 1630 Euros que serão utilizados para a compra de materiais cênicos para a peça de teatro.Agradecemos a todos os que contribuíram para que o projeto se consolidasse, seja com aportes financeiros, ou ainda divulgando em redes sociais e na mídia. Lamentamos a falta de visão de tantas entidades e pessoas jurídicas que poderiam ter consolidado um marketing cultural positivo e financeiramente acessível se tivessem contribuído para essa peça que ainda vai dar muito o que falar.

Projeto 100% financiado

Projeto 100% financiado

Felicitamos todos os membros da Companhia 33 Ânimos pelo esforço e pela dedicação que deram à campanha de crowdfunding inscrita no site Zarpante e agradecemos pela confiança.

Finalmente, lembramos que todos os atores, diretores, às companhias, às salas de teatro, etc, que tiverem projetos para os quais precisem captar fundos, podem contar com o nosso apoio!

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Um cálculo simples

O cálculo abaixo é tão simples que até uma criança entenderia! A diferença entre você a criança é que a criança não tem sequer como apoiar o projeto com um Euro. Mas você tem não tem?

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Retire da meta total de 1630 Euros os 307 Euros de contribuições já feitas ao projeto Morte Súbita: faltam 1323 Euros é o que falta ser arrecadado nestes 3 últimos dias de projeto!

Parece muito para 3 dias? Pois veja bem: a peça será apresentada no teatro A Barraca que conta com duas salas. A sala número um tem uma lotação de 162 lugares e a segunda de 153 lugares. Por consequência, seja qual for a sala em que será representada a peça, teremos mais de 100 lugares a disposição do público!

Agora imaginemos o seguinte: se cada pessoa que for assistir a peça, fizer um gesto simbólico a mais, poderemos atingir a meta e a Companhia 33 Ânimos terá como apresentar a peça com  todos os recursos desejados. Em resumo quem acaba ganhando com isso é o próprio espetáculo e, claro, o público.

O cálculo é o seguinte:

– Lotação sala 1 = 162 lugares. Suponhamos que dos 162 lugares apenas 110 tenham sido comprados! Se dividirmos 1323 por 110 o resultado é de 12 euros por pessoa! Esse é o valor que seria necessário por pessoa se 110 pessoas participassem do projeto! E não é exagerado pensar em 110 pessoas já que a sala em que a peça será apresentada pode conter ao menos 50 pessoas a mais.

Pois é vendo assim, é realmente algo acessível contanto que as pessoas parem de procrastinar e percebam a importância que tem a participação ativa da sociedade no financiamento artístico e cultural.

Última chamada: clique aqui e participe!

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O Brilho das Cidades. A Rota do Azulejo

Gosta de azulejos? Do dia 25 de outubro de 2013 ao 26 de janeiro de 2014, confira esta exposição inédita, totalmente dedicada ao azulejo, que reúne mais de uma centena de peças produzidas por culturas tão diversas como o Império Otomano, a Pérsia, a Índia, Inglaterra, Espanha, a Itália e a Flandres, a Holanda e, claro, Portugal.

Os módulos temáticos abordam questões como o mito da cerâmica dourada, as conquistas da geometria, a importância da heráldica, o valor da mitologia cristã, a estilização da Natureza, e a representação da utopia e do quotidiano.

Informações

Endereço: Av. de Berna 45A 1067-001 Lisboa Codex

Tel.: (21)7823000 | Fax.: (21)7823032

Email: museu@gulbenkian.pt
Facebook: https://www.facebook.com/fundacaocaloustegulbenkian

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A Internet serve para muito mais do que apenas dar “likes” e “retweets”

Hoje voltamos a falar sobre a “doença da era digital”, ou, como “curtir” artigos sem sequer parar para lê-los?

Para ilustrar o poder de propagação que pode ter a internet se a utilizarmos em prol de nossas causas, iremos voltar a um tempo em que não existia internet. Voltamos também ao polêmico assunto do ditador Salazar e vamos utilizar um texto encontrado no Jornal De Notícias.

No que diz respeito ao Salazar, alguns “iluminados” nos  perguntaram porque não falamos da ditadura Marxista e a resposta é simples: no Brasil e em Portugal, os regimes ditatoriais que tivemos não foram Marxistas. Bem, agora que demos uma pequena atenção aos Salazaristas conservadores que vem nos atacando diariamente, passemos ao texto de Alfredo Maia! Um texto que nos mostra claramente como poderíamos todos juntos, dar um imenso impacto ao projeto Morte Súbita graças à internet. O problema é que muita gente prefere divulgar fotos de gatinhos, de “gostosas”, e outras mil futilidades.

A internet pode e deve ser utilizada como uma ferramenta  alternativa para divulgar campanhas e propagar cultura. Para isso, bastaria que passássemos a utilizá-la de forma consciente. Afinal, seria muito preocupante se com as novas tecnologias não conseguíssemos fazer melhor do que fizeram há 50 anos atrás.

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“Do ‘Santa Maria’ para o mundo o “maior comício” anti-Salazar”

“Há 50 anos, não havia redes sociais, mas a tomada de um paquete com 600 passageiros e 350 tripulantes por um punhado de 23 revolucionários mal armados teve o efeito de um comício à escala planetária: a comunidade internacional virou as costas a Salazar.”

“Se não foi outra coisa”, o assalto ao paquete português “Santa Maria”, na madrugada de 22 de Janeiro de 1961, no mar das Caraíbas “foi o maior comício do mundo contra Salazar, foi um comício à escala planetária, foi um sufrágio mundial à credibilidade do regime fascista”. Camilo Mortágua, então com 27 anos, foi um dos 12 exilados políticos portugueses em Caracas, Venezuela, a embarcar na aventura do Directório Revolucionário Ibérico de Libertação (DRIL). Com 11 espanhóis, idealizaram apossar-se do navio, rumar à ilha de Fernando Pó, apoderar-se de uma canhoneira e de armas da guarnição militar espanhola, apontar a Luanda, assumir o poder na colónia portuguesa, instalar um governo provisório e irradiar a sublevação armada contra as ditaduras peninsulares.”

“Liderados pelo capitão Henrique Galvão, importante quadro dissidente do regime e delegado plenipotenciário do general Humberto Delgado (outro dissidente, depois de ter ocupado destacados cargos), derrotado na farsa das eleições presidenciais de 1958,  os revolucionários acabariam por ver frustrados os seus objectivos. Mas não completamente os políticos imediatos. “Pretendia-se uma operação com impacto”, conta Mortágua [ler entrevista]. E teve: a “Operação Dulcineia” – em alusão à quimérica dama do D. Quixote (“D. Quixote de la Mancha”) de Cervantes – convocou a imediata atenção dos média de todo o Mundo, que se precipitaram a enviar repórteres.”

“Com os jornais do país submetidos a férrea censura e manipulados pelas notas oficiosas do Governo, apenas os estrangeiros podiam narrar o acontecimento (a primeira captura de um navio por razões políticas, como viria a sê-lo o desvio de um avião da TAP 11 meses depois) e  colocar na agenda internacional a ditadura. Foi através da cadeia de televisão norte-americana NBC que Galvão, que partilhava a liderança da operação com o comandante “Jorge Soutomaior” (nome de guerra do galego José Hernánez Vasquez, ex-combatente comunista na Guerra Civil de Espanha), invocou a condição de combatente político e neutralizou a arma diplomática de Salazar. Acusando os revolucionários de pirataria, o ditador pretendia que os aliados na NATO, com a frota norte-americana no Atlântico à frente, recapturassem o paquete. França e Holanda não reagiram; a Inglaterra desistiu face à pressão trabalhista. Só os Estados Unidos se fizeram ao mar, com cinco vasos de guerra e uma esquadrilha de aviões.”

“A esquadra aeronaval dos EUA localizou o “Santa Maria” cinco dias após a aventura começar.  O barco zarpara no dia 20 do porto venezuelano de La Guaira, com destino a Miami. Dissimulada entre os 600 passageiros seguia uma parte do comando revolucionário; a outra embarcou clandestinamente e acoitou-se com armas. Três outros homens, Galvão entre eles, entrariam no dia seguinte em Curaçao.”

“A acção foi desencadeada cerca da 1.10 horas do dia 22. Foi rápida – coisa de dez ou 15 minutos. Na tomada da ponte de comando, um oficial de bordo é morto e outro gravemente ferido. O desembarque humanitário de feridos, no dia 23, na ilha de Santa Lucia – decisão controversa na liderança –  foi fatal: denunciou a presença do navio, atrasando a navegação para África.”

“Só no dia 25 foi avistado, mas não abordado. Galvão insistiu com os EUA que se tratava de um acto político e não de pirataria vulgar. John Kennedy, recentemente eleito, cede. Entre 27 e 31 de Janeiro, decorrem conversações entre os líderes do comando e o contra-almirante Allen Smith, em representação dos EUA, atentas à alteração política no Brasil: hostil aos revolucionários, o presidente cessante, Kubitchek de Oliveira, seria substituído no dia 1 de Fevereiro por Jânio Quadros, democrata amigo de Delgado. No dia 2, o navio chega a Recife e os revolucionários recebem asilo político.
Mas já nada será como dantes. “O governo fascista de Salazar está menos seguro no poder do que julga”, sentencia o clandestino “Avante!”, classificando a operação do “Santa Maria” como “uma séria derrota” e anunciando “um novo período de ascenso revolucionário”. E 1961 foi muito agitado.”

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Hoje em dia não é necessário sequestrar um navio para transmitir uma mensagem e reter a atenção! Basta utilizar a Internet para que mensagens conscientes se espalhem pela rede e além da rede.

Nós já fizemos nossa parte e contamos com vocês! Quem ainda não participou do projeto Morte Súbita tem alguns últimos dias para fazê-lo! Cliquem aqui e ajudem o teatro independente de língua portuguesa a combater os resquícios de nossas ditaduras.

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