Arquivo da categoria: Cultura

Ele não é bom, ele é bom demais!

Esse cara já deveria estar em todas as paradas musicais: poucos são os que representam tão bem nosso Hip-Hop!  Vejam abaixo mais um artista que trabalha com Zarpante: Sorry Drummer mandando ver na bateria com o parceiro dele Erick Jay nas carrapetas. Está imperdível o mix!

Digam lá: eles mandaram muito bem né? Para quem se interessou e deseja contratar o Sorry Drummer e seus parceiros para agitar sua balada ou seu bar ou sua casa de shows, basta acessar o link abaixo.

Agenciamento Sorry Drummer – Zarpante.

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Bossa Nova ou Hip-hop?

Qual dos dois estilos faz mais sucesso entre os nossos leitores?

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Manuel Figueira, um pintor cabo-verdiano

Manuel Figueira é de Cabo Verde, e viveu em Portugal entre 1960 e 1974.

Frequentou o Curso Complementar de Pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Regressou a Cabo Verde em 1975 e colaborou com a revitalização da cultura popular.  Está representado em diversas coleções como por exemplo no Banco de Fomento em Lisboa, no Banco Totta em Açores, e Lisboa; na ONU em Nova Iorque; Palácio da Cultura da Cidade da Praia, além de coleções particulares.  Conheçam abaixo algumas de suas obras:

Vejam também:

– A poesia do Marinheiro

= Paz no futebol

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Lusofonia em Budapeste

O artista Charlie Mancini esteve em Budapeste para mostrar ao povo de lá um pouco mais da cultura cinemática e musical portuguesa!

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Black Josie nas caixas

Cliquem na foto abaixo e descubram o que Black Josie

faz!

Black Josie

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A poesia do Marinheiro

Filipe Marinheiro é um poeta português nascido em Coimbra, 30 de Julho de 1982. Tem publicadas 2 obras poéticas pela Chiado Editora e conta com a ajuda de todos os interessados para lançar seu terceiro livro: “Noutros Rostos”.

Conheçam um pouco mais a obra do poeta logo abaixo:

Leiam agora 4 poemas que estarão no livro “Noutros Rostos”:

 

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Agora contamos com vocês para editar o livro completo! Acessem o link seguinte e participem: Noutros Rostos

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Em homenagem à dança

Dia 29 de Abril foi o Dia Mundial da Dança! Eis a nossa singela homenagem: alguns vídeos de danças lusófonas e dois vídeos de um dançarino que parece o Robocop!

 

 

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Um grande medico na prisão!

Drauzio inicia seu livro com uma foto da Casa de Detenção, mostrando suas dependências. Ele nos conta que quando menino assistia eletrizado filmes de cadeia em branco e preto e quando em 1989, vinte anos depois de formado médico cancerologista, foi gravar um vídeo sobre Aids na enfermaria da penitenciária do Estado. Quando entrou e a porta fechou-se atrás de si, sentiu a mesma emoção de quando assistia às matinês no cine Rialto no Brás. Algumas semanas depois, ofereceu seu trabalho ao Dr. Manoel Schechtman, responsável pelo departamento médico prisional, para fazer um trabalho voluntário de prevenção à Aids, iniciando-o em 1989.

Em seu livro nos fala o horror daquele espaço “minúsculo” para tanta gente, como vivem, como aliciam os que querem ser seus parceiros (homossexuais), o problema das drogas, a destilaria de pinga de milho, etc. “A perda da liberdade e a restrição do espaço físico não conduzem à barbárie, ao contrário dos que muitos pensam”, homens quando presos criam sua próprias regras de comportamento com o objetivo de preservar o seu grupo seja ele dominante ou dominado.

No meio onde tudo transcorre a palavra de um homem seja ele cozinheiro,enfermeiro, varredor ou….. a lei, é “lei” é respeitada, quando não respeitada é punido com o desprezo social, castigo físico ou pena de morte.

Drauzio descreve os lugares, estados emocionais, a vida que eles levam no dia a dia. Também nos mostra cada personagem, Mario Cachorro, seu Jeremias, Alfinete, Deusdete, seu Luis, Claudiomiro, sua convivência com os colegas, com familiares e visitantes.

A casa de Detenção é um Casarão dividido em pavilhões, onde a entrada é como uma gaiola, que se fecha e abre conforme as pessoas passam. A Divineia é a entrada, que fica em frente para o pavilhão Seis central. Da entrada para o fundo à esquerda, vêm os pavilhões Dois, Cinco e Oito. À direita, em posição simétrica, o Quatro e depois o Sete e o Nove.

Para mim, o livro todo, ao contar a história vivida por aqueles homens, tem momentos que causaram náuseas e desejo de largá-lo e não ler mais, mas a leitura é tão envolvente que não desisti e cheguei ao final. É uma realidade dura, mas “real”, vivida e sofrida por muitos. Gostei de ler, de conhecer aquele mundo, há também fotos que comprovam a realidade lá existente.

O que mais chamou minha atenção foi exatamente a condição humana vivida por aqueles homens, condição sub humana e sua resistência a todas as incertezas da vida.

Quanto ao autor, além de médico cancerologista formado em 1967, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, escreve sobre ciência na Gazeta Mercantil e é o articulista da Folha de São Paulo. Publicou Macacos(Publifolha 2000), Rua do Brás (2000). Em 1999, foi lançada a obra Estação Carandiru,  que recebeu o prêmio Jabuti do livro do ano e não ficção.

O livro Estação Carandiru, publicado em 1999, é resultado da experiência do próprio autor, Dr. Draúzio Varella, no maior presídio do país. A convivência com os presidiários e funcionários do presídio teve início quando foi desenvolvido o seu trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Esta convivência proporcionou o conteúdo do livro, onde o autor descreve desde a divisão física da Casa de Detenção, os pavilhões, até a sociedade carcerária e relatos de detentos e funcionários.

Dráuzio Varella, num movimento simples e “clínico”, escreve um livro onde a simplicidade de suas habilidades literárias funcionam para realçar um aspecto central em sua escrita: o assumir-se testemunha estranha, o aceitar-se como contador de histórias alheias, aberto às suas narrativas, mas não íntimo. E embora a obra tenha sido escrita por um médico, e não por um detento, os personagens ali retratados falam com sua própria voz, ou, pelo menos, estão a ponto de apropriar-se da narração.

O nome do livro, Estação Carandiru, é uma referência à estação em que Dráuzio desembarcava para ir ao presídio, ressaltando a visão particular do autor. Apesar de ser definido como obra de ficção pelo autor, o livro permanece na lista dos mais vendidos, desde seu lançamento, na categoria “não-ficção”.

Dráuzio Varella reuniu cerca de sessenta pequenas histórias sobre a vida daqueles que cumpriam pena no Carandiru. Talvez sem ter noção exata da importância do que estava fazendo, Drauzio escreveu um livro fundamental, leitura obrigatória para quem quer conhecer o exato significado da marginalização social.

Varella usa recursos literários para descrever o ambiente da cadeia. A ênfase não é na violência, mas sim no cotidiano – como os presos arrumam suas celas, como se alimentam e se divertem, as relações amorosas que se formam dentro da cadeia, os dias de visita, o comportamento dos funcionários e dos policiais… Frases dos detentos, são espalhadas ao longo do livro, uma linguagem rica em gírias e malandragem que funciona como contraponto à prosa culta do médico.

O encarte de fotos, muitas feitas pelo próprio Varella, mostra um paralelo surpreendente com o autor João do Rio que utilizava técnicas narrativas da ficção em reportagens. O jornalista e o médico se concentram em temas como as tatuagens dos presos, que não mudaram tanto assim nos quase cem anos que separam as duas reportagens.

Enredo

O complexo penitenciário do Carandiru foi o maior da América Latina. Nos tempos de maior lotação, chegou a ter mais de sete mil pessoas encarceradas dentro de seus muros.

Mas o Carandiru não podia ser considerado apenas um presídio, era uma sociedade à parte, um microcosmo auto-sustentável sem precedentes no sistema carcerário do Brasil.

Foi com a intenção de desvendar esse mundo que o médico Dráuzio Varella escreveu o livro Estação Carandiru. Usando como base histórias dos próprios presos, Varella reconstrói a história e a vida deste local tão marcante da cidade de São Paulo.

O doutor Dráuzio Varella foi o médico responsável do presídio por mais de 10 anos, ou seja, quase ninguém lá dentro tinha experiência o suficiente para contar o que ele sabia. Sua idéia era realmente explicitar o funcionamento do local, mas acabou contando a história de vida de muitos presos, permeada com sua própria vida na cadeia.

Dizer que o presídio era auto-sustentável, significa que ninguém precisava intervir para o seu bom funcionamento. Cada um tinha sua função, o respeito hierárquico era grande, existia uma política de compra de local para dormir, ninguém mexia com a mulher dos outros em dia de visita. Tudo isso e muito mais foi organizado sem a ajuda do governo. Foi feito pelos próprios presos durante muitas décadas.

Escrito em forma de memórias, mas em ordem não cronológica e com muitas digressões, a vida de Varella se mistura com a vida dos presidiários. Em sua função com médico, ele se torna amigo dos presos. Ele começa fazer parte da vida deles, muitas vezes como ouvinte de suas confidências, tanto de dentro e como de fora da cadeia.

A história começa quando Dráuzio resolve fazer um trabalho de prevenção a Aids na Casa de Detenção de São Paulo. Ele iniciou sua vida lá dentro com muito medo, por estar no meio dos maiores bandidos do Brasil. Foi enganado algumas vezes, mas com o tempo ele foi ganhando a confiança dos detentos.

O livro termina com a passagem mais marcante da história do Carandiru: o massacre de 1992. Ele deixa claro em seu relato que não procurou nenhuma fonte oficial, como a Policia Militar de São Paulo. O que ele escreveu é inteiramente baseado em relatos de presidiários que sobreviveram ao massacre, podendo deixar um certo ar de parcialidade, de defesa dos presos.

Com uma história humana e humanitária, Estação Carandiru surpreende por mostrar um lado antes não conhecido de um lugar tão escondido de nossa sociedade. É um balde de água fria em todos aqueles que acham que só tem bandido na cadeia, ou que todo bandido não presta.

Por: Mara Lucia de Abreu

outros links:

http://www.leituracritica.com.br/apoioprof/aprecia/002varela_carandiru.asp

http://paulodays-paulodias.blogspot.fr/2007/10/carandiru.html

http://stravaganzastravaganza.blogspot.fr/2011/10/estacao-carandiru-o-livro-estacao.html


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Para os argentinos e os amigos hispano-latinos

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Podcast Zarpante nº 26 (Franceses e Brasileiros)

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