Arquivo da categoria: Curte Curtas?

Amigos e crimes

Duas histórias sobre amizade e solidão:

– Procura-se Amigo, de Vitor Moreira

Sangue Frio, de António Corte-Real

 

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Sexo e outras loucuras…

Histórias curtas em torno do sexo, dos desejos e de outras “loucuras”…

Vejam também:

– A poesia do Marinheiro

– Paz no Futebol

 

 

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O amor e suas diversas caras

Se você está em casa com seu companheiro ou sua namorada, (quem sabe ainda mais se estiver só), não deixe de ver estes curtos filmes cujos roteiros tem todos algo relacionado ao amor.

– “Alambamento”, de Mário Bastos

“Alambamento” Teaser Trailer [English] from ALAMBAMENTO on Vimeo.

– I’m Here (Estou Aqui) – de Spike Jonze

– Handmade, de Denis Kamioka

Short film …HANDMADE… from oliviahelena on Vimeo.

Ana, de Rui Costa e Paulo Varela

– Amor em 4 Partes – de Fernando Figueiredo

A Costura de Clemente, de João Bordeira

A Costura de Clemente from Tiago Gil Batista on Vimeo.

– AMOR NO CALHAU, um filme de Celso Prudente

– O Céu no Andar de Baixo – Leonardo Cata

– Eu Também Prometo, de Vitor Moreira

– Surf Surf – de Wellington Sari

Surf Surf (Wellington Sari, 2012) from O Quadro on Vimeo.

Coisa Hindu, de Luís Campos

Coisa Hindu (Hindu Thing) from Luis Campos on Vimeo.

– Charizard, de leonardo Moura Mateus

Charizard from leonardo mouramateus on Vimeo.

– Eu Não Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro.

Vejam também:

– Amor de Perdição (Completo), de Camilo Castelo Branco

Música para o dia dos namorados

– Filmes variados com temáticas das mais diversas.

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Alguns filmes para o seu fim de semana

Sugestões de filmes para quem estiver descansando em casa neste sábado ou no domingo. Filmes variados com temáticas das mais diversas.

Alguns melancólicos, outros alegres, alguns críticos, outros cheios de esperança…

– Começamos com uma pitada de melancolia do filme Borboleta realizado em 2010 pelo português João Marco.

– Continuamos com “Sadness”, um filme sobre um pai dedicado realizado em 2010 pelo brasileiro Andre Schuck.

– Vejam em seguida um filme português inspirado pelo poema Autopsicografia de Fernando Pessoa.

– Para quem sente falta do ser amado:

– Para repensar nossa forma de agir:

Fiquem ligados pois em breve teremos mais sugestões de curtas e filmes para vocês!

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7 dias para que Vinicius de Moraes ressuscite no Morro da Babilônia

Você que mora no Rio de Janeiro: já foi ao Morro da Babilônia? Ainda não? Esta é sua chance de conhecer uma das mais belas vistas da cidade!

São prémios como este que esperam pelas almas (sensíveis à poesia nossa de cada dia), que contribuírem para este projeto! Uma poesia com a  cara do Vinicius de Moraes, que gostava tanto de encontrar poesia nas pequenas coisas do dia a dia.

Com alguns minutos de seu tempo e mais alguns cliques, você pode ajudar a levar os nome de Vinicius de Moraes, do Morro da Babilônia, e do realizador Rafael Gomez! São poucos cliques, mas mudam a vida de muitas pessoas. O projeto leva cultura ao morro e paralelamente, leva a cultura brasileira ao mundo! Mas para que tudo isso possa acontecer, precisamos de sua ajuda já!

Faltam somente 7 dias e o projeto pode atingir em poucas horas o valor necessário, mas para isso precisamos que todos os amantes de Vinicius, todas as almas poéticas, todos os apreciadores de cultura, companhias ou empresas (interessadas por marketing cultural a um preço acessível), todos os amigos, familiares, etc, participem de forma ativa dessa reta final! Clique aqui e faça sua parte! Contamos com cada um de vocês e agradecemos antecipadamente aos que já participaram e aos que irão se mobilizar!

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4 minutos na pele dos adultos

Tente passar quatro minutos na pele de uma criança…

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Assim chegaremos lá

15% do projeto Lamento No Morro já foram financiados!

Ultimamente, o projeto que mais tem recebido apoios no site Zarpante é o projeto Lamento no Morro! Um projeto que realmente engloba poesia, cinema, música, consciência social e muito mais! Tanta coisa que realmente, só poderia agradar! Além disso tudo, um projeto que chega no ano do centenário de um dos maiores poetas brasileiros! Saravah Vinícius de Moraes!

Capture d’écran 2013-12-08 à 01.54.31

Bem agora queremos saber: você que está lendo este artigo, já fez sua contribuição para o projeto?Está esperando o que? Junte-se ao grupo de dez pessoas que participaram e que juntas, já financiaram 15% desse belo projeto! Faça sua parte para que a cultura brasileira possa ser cada vez mais apreciada pelo resto do mundo!

O link para quem quiser saber mais sobre o projeto e contribuir é este aqui: Projeto Lamento No Morro

 

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Animação pessoal!

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O  Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho atribuiu o Grande Prémio a Plug & Play, do realizador suíço Michael Frei. Uma curta de seis minutos sobre criaturas, com tomadas em vez de cabeças!

Tivemos ainda uma Menção Honrosa para Antigamente Tudo Era Diferente, feito por alunos das escolas locais das freguesias rurais de Montemor-o-Novo, sob a orientação de Joana Torgal e Rodolfo Pimenta.

“O Prémio Jovem Cineasta Português para maiores de 18 anos foi para Três Semanas em Dezembro, de Laura Gonçalves, e, para menores de 18 anos, atribuído a Brincar, feito por crianças e jovens de Guimarães, sob a orientação de Joana Torgal e Rodolfo Pimenta. Foi ainda entregue uma Menção Honrosa a Dona Fúnfia, de Margarida Madeira.

Ainda na competição nacional, o Prémio António Gaio foi atribuído a Ana – A Palíndrome, de Joana Toste, e ainda uma Menção Honrosa para Carrotrope, de Paulo D´Alva.” fonte: Jornal Público.

Vejam também:

– Fundo de apoio ao cinema

– Lamento no Morro (curta Vinícius de Moraes)

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Lamento no morro

Quem não conhece a música “Lamento no morro” de Vinícius de Moraes, tem agora 14 oportunidades para descobrir ou redescobrir essa pérola da cultura brasileira.

Aproveite para descobrir o belo projeto logo abaixo:

Contribua seja como for! Não fique fora dessa! A participação de cada uma das pessoas que acessar este artigo fará toda a diferença! Unidos por esse projeto podemos ressuscitar a alma de Vinícius no Morro da Babilônia. O famoso morro do Orfeu Negro! Clique aqui para participar!

Veja abaixo algumas fotos do projeto Lamento no morro:

Agora vamos às versões de Lamento no morro! Algumas brasileiras, outras do Japão ou dos USA, algumas caseiras outras profissionais, com cantores, cantoras ou simplesmente instrumentais!

Bethânia:

Vinícius de Moraes:

Quarteto Maogani:

Roberto Paiva:

Milton Nascimento:

Vittor Santos:

Coqueirais:

Vanessa da Mata:

Nara Leão:

Nilson Matta (Black Orpheus):

BossaCapybara:

Sambosseros:

Paul Sonnenberg:

Veja também:

– Poeta, Poetinha

– Assim chegaremos lá!

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Vinícius de Moraes e o Dia da Consciência Negra

Como ele mesmo dizia ser o branco mais negro do Brasil, nada mais natural que relembrar o Dia da Consciência Negra em companhia do Poetinha e de alguns clássicos:

– Para começar, o filme completo, Orfeu Negro, do francês Marcel Camus, com trilha sonora composta por Vininha:

O filme foi filmado no morro da Babilônia, no Rio de Janeiro, e não é uma coincidência se hoje, um projeto maravilhoso de crowdfunding para poder arrecadar os fundos necessários para pagar os direitos autorais do Poeta, viu nascer o dia no site Zarpante. Clique aqui para saber mais e participar do projeto Lamento no Morro.

– Continuamos com o Samba Da Benção:

“Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração”

“Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!”

Notam-se diversas palavras do vocabulário Afro – Xangô, ialorixá, Saravá, etc, que dão um ritmo e um estilo afro-samba à música e revelam a versatilidade de Vinícius, passando do léxico bossa-nova ao tipicamente usado pelos negros.

– Em seguida tem Zambi:

Compartilhamos em seguida, um podcast feito há alguns anos por nós, para que o público francês se familiarizasse com Zumbi e com o Dia da Consciência Negra. As músicas são todas em homenagem ao tema! Escutem abaixo enquanto leem este artigo:

– Para terminar tem um Poema interessante do Vininha:

Balada negra, Vinícius de Moraes

Éramos meu pai e eu
E um negro, negro cavalo
Ele montado na sela,
Eu na garupa enganchado.
Quando? eu nem sabia ler
Por quê? saber não me foi dado
Só sei que era o alto da serra
Nas cercanias de Barra.
Ao negro corpo paterno
Eu vinha muito abraçado
Enquanto o cavalo lerdo
Negramente caminhava.
Meus olhos escancarados
De medo e negra friagem
Eram buracos na treva
Totalmente impenetrável.
Às vezes sem dizer nada
O grupo eqüestre estacava
E havia um negro silêncio
Seguido de outros mais vastos.
O animal apavorado
Fremia as ancas molhadas
Do negro orvalho pendente
De negras, negras ramadas.
Eu ausente de mim mesmo
Pelo negrume em que estava
Recitava padre-nossos
Exorcizando os fantasmas.
As mãos da brisa silvestre
Vinham de luto enluvadas
Acarinhar-me os cabelos
Que se me punham eriçados.
As estrelas nessa noite
Dormiam num negro claustro
E a lua morta jazia
Envolta em negra mortalha.
Os pássaros da desgraça
Negros no escuro piavam
E a floresta crepitava
De um negror irremediável.
As vozes que me falavam
Eram vozes sepulcrais
E o corpo a que eu me abraçava
Era o de um morto a cavalo.
O cavalo era um fantasma
Condenado a caminhar
No negro bojo da noite
Sem destino e a nunca mais.
Era eu o negro infante
Condenado ao eterno báratro
Para expiar por todo o sempre
Os meus pecados da carne.
Uma coorte de padres
Para a treva me apontava
Murmurando vade-retros
Soletrando breviários.
Ah, que pavor negregado
Ah, que angústia desvairada
Naquele túnel sem termo
Cavalgando sem cavalo!

Foi quando meu pai me disse:
– Vem nascendo a madrugada…
E eu embora não a visse
Pressenti-a nas palavras
De meu pai ressuscitado
Pela luz da realidade.

E assim foi. Logo na mata
O seu rosa imponderável
Aos poucos se insinuava
Revelando coisas mágicas.
A sombra se desfazendo
Em entretons de cinza e opala
Abria um claro na treva
Para o mundo vegetal.
O cavalo pôs-se esperto
Como um cavalo de fato
Trotando de rédea curta
Pela úmida picada.
Ah, que doçura dolente
Naquela aurora raiada
Meu pai montando na frente
Eu na garupa enganchado!
Apertei-o fortemente
Cheio de amor e cansaço
Enquanto o bosque se abria
Sobre o luminoso vale…
E assim fui-me ao sono, certo
De que meu pai estava perto
E a manhã se anunciava.
Hoje que conheço a aurora
E sei onde caminhar
Hoje sem medo da treva
Sem medo de não me achar
Hoje que morto meu pai
Não tenho em quem me apoiar
Ah, quantas vezes com ele
Vou ao túmulo deitar
E ficamos cara a cara
Na mais doce intimidade
Certos que a morte não leva:
Certos de que toda treva
Tem a sua madrugada.

 

 

 

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