Arquivo da categoria: Artes plásticas

O avião da seleção

Deram asas à imaginação dos Gêmeos!

Como representantes de uma das novas caras da cultura brasileira, os irmãos  Otávio e Gustavo Pandolfo, mais conhecidos sob o nome artístico ” Os Gêmeos”, são figuras cativas no Blog Zarpante. Eles já pintaram murais pelo mundo todo além de expor em diversas galerias ajudando a trazer a arte urbana para dentro do “circuito”.

Desta vez, os irmãos travaram parceria com a companhia aérea Gol e foram incumbidos de pintar o avião que servirá de transporte para a  seleção brasileira de Futebol durante a Copa do Mundo de 2014!

Foi a primeira vez que Os Gêmeos utilizaram um avião como suporte para um grafite, foram necessárias cerca de 1,2 mil latas de spray, e o resultado vocês conferem logo abaixo:

 

 

Vejam também:

– O dia em que os portugueses carimbaram sua vinda ao Brasil

– #Vaitercopa! Ainda é possível fazer um evento que seja positivo em seus diversos aspectos (inclusive no aspecto social e  econômico)

 

 

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Manuel Figueira, um pintor cabo-verdiano

Manuel Figueira é de Cabo Verde, e viveu em Portugal entre 1960 e 1974.

Frequentou o Curso Complementar de Pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Regressou a Cabo Verde em 1975 e colaborou com a revitalização da cultura popular.  Está representado em diversas coleções como por exemplo no Banco de Fomento em Lisboa, no Banco Totta em Açores, e Lisboa; na ONU em Nova Iorque; Palácio da Cultura da Cidade da Praia, além de coleções particulares.  Conheçam abaixo algumas de suas obras:

Vejam também:

– A poesia do Marinheiro

= Paz no futebol

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Grafiteiros Lusófonos 03

Nessa terceira edição do Grafiteiros Lusófonos iremos apresentar os trabalhos de alguns grafiteiros brasileiros!

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Poemas eróticos recheados com ilustrações

Para começar 2014 em alta temperatura, que tal alguns poemas eróticos de Carlos Drummond de Andrade, acompanhados por ilustrações do Italiano Milo Manara?

– Do livro “O Amor Natural”:

“Oh! Sejamos pornográficos
(docemente pornográficos).
Porque seremos mais castos
Que o nosso avô português?”
Manara

Manara

– Mimosa boca errante

Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delícias
que fruto e boca se permitem, dádiva.
Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?
Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a líquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual se fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.
Já sei a eternidade: é puro orgasmo.

– Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça

Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
de magnificar meu membro.
Sem que eu esperasse, ficaste de joelhos
em posição devota.
O que passou não é passado morto.
Para sempre e um dia
o pênis recolhe a piedade osculante de tua boca.
Hoje não estás nem sei onde estarás,
na total impossibilidade de gesto ou comunicação.
Não te vejo não te escuto não te aperto
mas tua boca está presente, adorando.
Adorando.
Nunca pensei ter entre as coxas um deus.

– Sob o chuveiro amar:

Sob o chuveiro amar, sabão e beijos,
ou na banheira amar, de água vestidos,
amor escorregante, foge, prende-se,
torna a fugir, água nos olhos, bocas,
dança, navegação, mergulho, chuva,
essa espuma nos ventres, a brancura
triangular do sexo — é água, esperma,
é amor se esvaindo, ou nos tornamos fonte?

– Sublime Puta

Ó tu, sublime puta encanecida,

que me negas favores dispensados
em rubros tempos, quando nossa vida
eram vagina e fálus entrançados,
agora que estás velha e teus pecados
no rosto se revelam, de saída,
agora te recolhes aos selados
desertos da virtude carcomida.
E eu queria tão pouco desses peitos,
da garupa e da bunda que sorria
em alva aparição no canto escuro
Queria teus encantos já desfeitos
re-sentir ao império do mais puro
tesão, e da mais breve fantasia.

– A castidade com que abria as coxas

A castidade com que abria as coxas
e reluzia a sua flora brava.
Na mansuetude das ovelhas mochas
e tão estreita, como se alargava.
Ah, coito, coito, morte de tão vida,
sepultura na grama, sem dizeres.
Em minha ardente substância esvaída,
eu não era ninguém e era mil seres
em mim ressuscitados. Era Adão,
primeiro gesto nu ante a primeira
negritude de corpo feminino.
Roupa e tempo jaziam pelo chão.
E nem restava mais o mundo, à beira
dessa moita orvalhada, nem destino.

– A lingua lambe

A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.

 

– Sugar e ser sugado pelo amor

Sugar e ser sugado pelo amor
no mesmo instante boca milvalente
o corpo dois em um o gozo pleno
Que não pertence a mim nem te pertence
um gozo de fusão difusa transfusão
o lamber o chupar o ser chupado
no mesmo espasmo
é tudo boca boca boca boca
sessenta e nove vezes boquilíngua.

– No corpo feminino, esse retiro

No corpo feminino, esse retiro
 a doce bunda – é ainda o que prefiro.
A ela, meu mais íntimo suspiro,
pois tanto mais a apalpo quanto a miro.
Que tanto mais a quero, se me firo
em unhas protestantes, e respiro
a brisa dos planetas, no seu giro
lento, violento… Então, se ponho e tiro
a mão em concha – a mão, sábio papiro,
iluminando o gozo, qual lampiro,
ou se, dessedentado, já me estiro,
me penso, me restauro, me confiro,
o sentimento da morte eis que o adquiro:
de rola, a bunda torna-se vampiro.

– A Bunda, que engraçada

A bunda, que engraçada.

Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai

pela frente do corpo. A bunda basta-se.

Existe algo mais? Talvez os seios.

Ora – murmura a bunda – esses garotos

ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas

em rotundo meneio. Anda por si

na cadência mimosa, no milagre

de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte

Por conta própria. E ama.

Na cama agita-se. Montanhas

Avolumam-se, descem. Ondas batendo

Numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz

Na carícia de ser e balançar.

Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,

Redunda.

Vejam também:

– A poesia do Marinheiro

– Paz no Futebol

 

 

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Grafiteiros lusófonos 02

Conheçam mais alguns grafiteiros lusófonos!

Desta vez alguns portugueses:

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Arte vaginal e o tricô ativista

O tricô como você nuca viu! Uma performance artística que não vai lhe deixar insensível…

Pensem no tricô e pensem no ciclo menstrual das mulheres… Agora assistam a uma “artivista” e sua maneira bem especial de fazer tricô.

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Para esquentar um pouco mais seu fim de semana

Dois artistas que vão apimentar o sábado dos adultos!

O brasileiro Francisco Leite, aka Derbyblue e seu compatriota Juarez Machado:

Vejam também:

– Ninfomaníaca

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O Brilho das Cidades. A Rota do Azulejo

Gosta de azulejos? Do dia 25 de outubro de 2013 ao 26 de janeiro de 2014, confira esta exposição inédita, totalmente dedicada ao azulejo, que reúne mais de uma centena de peças produzidas por culturas tão diversas como o Império Otomano, a Pérsia, a Índia, Inglaterra, Espanha, a Itália e a Flandres, a Holanda e, claro, Portugal.

Os módulos temáticos abordam questões como o mito da cerâmica dourada, as conquistas da geometria, a importância da heráldica, o valor da mitologia cristã, a estilização da Natureza, e a representação da utopia e do quotidiano.

Informações

Endereço: Av. de Berna 45A 1067-001 Lisboa Codex

Tel.: (21)7823000 | Fax.: (21)7823032

Email: museu@gulbenkian.pt
Facebook: https://www.facebook.com/fundacaocaloustegulbenkian

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Um quadro pode valer 106 milhões de Euros?

A resposta é sim e em realidade é uma trilogia de Francis Bacon que foi vendida por essa soma em um famoso leilão americano.

Vejam abaixo os quadros em questão:

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O recorde anterior,que já era alto (89 milhões de Euros), foi pulverizado por essa venda de 106 milhões de Euros!

Poderíamos ficar comentando aqui se a obra realmente vale isso tudo ou não e se vale a pena colocar esse valor em uma obra de arte, mas iremos apenas constatar que com ou sem crise, os preços do mercado artístico explodem cada vez mais!

Nos perguntamos até que ponto isso é realmente positivo para os artistas que ainda não são mundialmente conhecidos e que lutam no dia a dia para sobreviver graças a seus trabalhos artísticos.

Vejam também:

– Arte erótica na galeria Zarpante

– Arte para todos os gostos

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