Seja solidário no Dia Internacional da Solidariedade

Desculpem a redundância do título do artigo, mas o que realmente acontece, é que por mais redundante que seja, apesar de todos nós sabermos a importância da solidariedade, nem sempre agimos em consequência!

O fato é que Zarpante aproveita que hoje, 31 de agosto, se celebra o Dia Internacional da Solidariedade, para convocar todos os leitores de nosso blog, também os músicos, artistas, criativos, apreciadores, fãs, curiosos, jovens, adultos, ricos ou pobres, etc, a participar mais interativamente do nosso site, redes sociais, blog…

Queremos mais união e solidariedade para todos!

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Agora vejamos uma definição da palavra solidariedade:

1 Qualidade de solidário. 2 Estado ou condição de duas ou mais pessoas que repartem entre si igualmente as responsabilidades de uma ação, empresa ou de um negócio, respondendo todas por uma e cada uma por todas. 3 Mutualidade de interesses e deveres. 4 Laço ou ligação mútua entre duas ou muitas coisas dependentes umas das outras. 5 Dir Compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas pelas outras e cada uma delas por todas. 6 Sociol Condição grupal resultante da comunhão de atitudes e sentimentos, de modo a constituir o grupo unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face da oposição vinda de fora. Fonte: Dicionário Michaeli

s.f. Dependência mútua entre os homens. / Sentimento que leva os homens a se auxiliarem mutuamente. / Relação mútua entre coisas dependentes. / Direito Compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas pelas outras. Fonte: Dicionário Aurélio

A origem da palavra “solidariedade” é muito interessante: vem do latim “solidare”, que significa, etimologicamente, “solidificar”, “confirmar”. A origem é a mesma do adjetivo “sólido”, significando “que tem consistência, que não é oco, que não se deixa destruir facilmente”.

O Dia Internacional da Solidariedade foi instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A data tem como objectivo promover e fortalecer os ideais de solidariedade entre as nações, povos e indivíduos.
Na Declaração do Milénio das Nações Unidas, a solidariedade foi reconhecida como um dos valores fundamentais essenciais para as relações internacionais no século XXI.

Por isso é imperativo recordar a Declaração do Milénio das Nações Unidas, um documento histórico para o novo século. Aprovada na Cimeira do Milénio – realizada de 6 a 8 de Setembro de 2000, em Nova Iorque –, reflete as preocupações de 147 Chefes de Estado e de Governo e de 191 países, que participaram na maior reunião de dirigentes mundiais que já tenha acontecido.

Esta Declaração foi elaborada ao longo de meses de conversações, em que foram tomadas em consideração as reuniões regionais e o Fórum do Milénio, que permitiram que as vozes das pessoas fossem ouvidas

Para baixar a Declaração do Milénio das Nações Unidas clique aqui

O dia foi escolhido por representar o aniversário do Movimento Social Independente “Solidariedade” (31 de Agosto de 1980, Polónia), cuja importância mundial foi reconhecida, em particular, com a concessão do Prémio Nobel da Paz ao seu líder Lech Walesa.
Numa mensagem por ocasião da data, as Nações Unidas solicita a união de esforços, em um ano, em que 100 milhões de pessoas se tornaram pobres devido à crise econômica e financeira.
A ONU lembra que a data tem raiz na declaração adoptada na Cúpula do Milénio, em 2000, quando os governos incluíram a solidariedade entre os valores fundamentais para as relações internacionais do século 21.
Ressalta que as mudanças climáticas representam uma ameaça urgente e universal, colocando em risco a segurança alimentar e o acesso à água, assim como aumenta a ocorrência de tragédias climáticas.
Solicita aos países que renovem o “compromisso com a solidariedade humana e a ação colectiva para construir um mundo melhor e mais seguro para todos”.

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Antropologia da Solidariedade

João Carlos Almeida

“A “solidariedade” é a grife do momento. Políticos e marketeiros elegeram esta palavra como o adjetivo preferido para os seus projetos. Fala­se de Alfabetização Solidária, Comunidade Solidária, Universidade Solidária, Ação Solidária (contra o câncer infantil), Economia Popular Solidária, Empresa Solidária, apenas para citar algumas iniciativas mais conhecidas. É muito comum o uso estético de expressões que caem no gosto do povo. Em outros tempos este tipo de populismo de mercado fez a mesma coisa com palavras como amor, liberdade, igualdade, fraternidade, cidadania e paz. Hoje, dificilmente alguém seria ouvido se falasse de “alfabetização amorosa, libertadora, igualitária, fraterna, cidadã ou pacífica”. Soaria estranho e até antiquado. Alguém deveria estudar o mecanismo psicológico de recepção ativa que leva as coletividades a elegerem padrões estéticos. Seria uma espécie de inconsciente coletivo que provoca uma espécie de consenso espontâneo? Ou existiria algo parecido com a “conspiração aquariana”, onde muitos co­inspirariam os mesmos ideais por uma espécie de ligação espiritual?2 Deixamos este estudo para os psicólogos e psicólogas. Vamos abandonar o uso adjetivado da solidariedade para procurar seu significado substantivo nas suas raízes antropológicas.

Ultrapassando o senso comum e este uso instrumentalizado da solidariedade, encontramos algumas indicações mais lúcidas do conceito que apontam na direção de uma superação do individualismo moderno. Parece que nas sociedades tribais e no monolitismo político­cultural da Idade Média havia pouco espaço para a subjetividade. A sociedade era um corpo sólido. Neste sentido poderíamos identificar aí uma espécie de solidariedade cultural. Se voltássemos à filosofia grega clássica, encontraríamos a humanidade compreendida cosmologicamente. O ser humano, portanto, fazia corpo sólido com o cosmos. Era literalmente “humano”; porção humanizada da terra. Estes valores cosmológicos e culturais parecem entrar em crise com o advento da modernidade e com a descoberta cartesiana do sujeito que pensa e deseja, logo existe. As instituições que permaneciam como receptáculos da solidificação social começam, aos poucos a entrar em crise. Ultimamente podemos perceber, sem muitas pesquisas, esta crise chegando a instituições aparentemente sólidas como é o caso da família, ou mesmo do Estado, sem falar das religiões.”

[…]

“Neste enquadramento histórico do conceito de solidariedade é importante fazer um lembrete de cunho etimológico. Quando falamos de solidariedade sempre temos como pano de fundo as palavras latinas solidum (totalidade, soma total, segurança) e solidus (sólido, maciço, inteiro). A definição sociológica de solidariedade do Dicionário Michaelis parece caminhar nesta direção: “Condição grupal resultante da comunhão de atitudes e sentimentos, de modo a constituir o grupo unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar­se ainda mais firme em face da oposição vinda de fora”. Este tipo de “corporativismo social” é diferente da solidariedade cosmológica, tribal ou cultural. A diferença é que passa pela crítica do sujeito e não anula o indivíduo. Há uma espécie de interdependência. O Dicionário Aurélio falará de “vínculo recíproco”, que nos parece uma expressão muito feliz para um ensaio de definição.
Do ponto de vista da nomenclatura a expressão “solidariedade” certamente foi popularizada, a partir da década de oitenta, pelo Sindicato Solidariedade (Solidarnosc) da Polônia.

Não podemos esquecer que, no mesmo período, em 1978, um polonês, Karol Wojtyla, foi eleito papa na Igreja Católica, assumindo o nome de João Paulo II. Uma de suas primeiras encíclicas é justamente “Sollicitudo Rei Socialis”.

 Ali a doutrina social da Igreja Católica é nitidamente construída a partir do conceito de solidariedade que é definido como a “determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos

Seguindo esta linha poderíamos definir a solidariedade como determinação pessoal de responsabilidade mútua.
Para o senso comum a solidariedade está fortemente ligada ao campo das emoções. Seria uma sensibilidade para com os menos favorecidos que leva a uma atitude de caridade. A fragilidade desta concepção está em sua unilateralidade. Os ricos deveriam ser solidários com os pobres. Mas é possível solidariedade sem reciprocidade? Parece­nos que o equívoco está em colocar o significado da solidariedade imediatamente no campo do agir, da ética, dos resultados. Sabemos que o agir segue o ser. Portanto, somente podemos tomar atitudes solidárias porque existe uma solidariedade essencial em nossa identidade humana. Aqui entramos no âmago da nossa questão: quais seriam os pressupostos antropológicos da solidariedade?

[…]
Antes de ser uma atitude desejável em uma sociedade civilizada, a solidariedade é o parâmetro mais profundo que define a individualidade humana como o resultado criativo da relação com outras individualidades. A realização desta identidade é estimulada pela prática da solidariedade. Ou seja, o humano solidário tende a se realizar como pessoa. Desejo e culpa poderiam ser entendidos neste contexto. O desejo é uma força natural, muitas vezes selvagem e irracional, que indica o caminho da sobrevivência, da subsistência, da vida. E o que dizer da culpa? Precisamos aqui da contribuição dos psicólogos(as). Aliás, cada uma destas relações constitutivas do humano poderia ser aprofundada em autores que se dedicaram de modo mais intenso a uma delas. Vejamos brevemente as quatro relações constitutivas do humano.

Relação com a materialidade: Somos fundamentalmente “humanos”, feitos de barro, presos ao chão, obedientes à lei da gravidade. Neste vínculo incluímos todos os recentes apelos de sensibilidade ecológica. É preciso reconciliar­se com o cosmos e reconhecer que somos parte de uma materialidade maior. Insere­se aqui toda uma mística do “cuidado”, que denuncia as feridas que a lógica do mercado impõe aos rios, às matas, às cidades, aos ares, às pessoas, ao mar, aos animais.

É aqui que devemos pensar na relação solidária com o alimento, com a água, com todo tipo de corpo. É preciso redescobrir a dignidade corporal. Os dualismos de toda espécie criaram um pessimismo em relação ao corpo que confeccionaram uma moral rígida e mesquinha ou uma promiscuidade infantil, que, afinal, são duas faces da mesma moeda. É necessário redescobrir a beleza do toque, da sensação, a dignidade erótica do ser humano. Precisamos reescrever o poema do corpo e da matéria. Mas não nos referimos ao corpo individual singular. Este praticamente não existe. Estamos falando do corpo de corpos; do corpo individual plural. Sou um pouco do que comi ontem. Mas não sou exatamente aquilo que como, porque esta é apenas uma primeira e fundamental relação humana. Sou mais que matéria animada.

[…] É preciso exercitar a solidariedade consigo mesmo; uma espécie de corporativismo pessoal. Poderíamos dizer, neste contexto, que é preciso ter uma “sólida vida interior”. É nesta relação que normalmente agem com mais força os argumentos religiosos. O silêncio e o culto, a prece e o rito são alimento da interioridade. É neste diálogo pessoal que vai tornando­-se consciente a identidade. Interessante como hoje em dia temos cópias clonadas de pessoas famosas. O resultado é a frustração, pois cada humano é original, criativo.”

[…] Fonte: Leia o texto completo aqui!

Agora sinceramente, se você chegou até esta parte do texto, é porque o assunto lhe interessa e sensibiliza! Então aproveite o dia de hoje e seja solidário com alguma causa ou projeto! Não importa qual, apenas seja solidário!

Agora, cá entre nós, se você está sem ideias, acesse os link seguintes e não esqueça, seja solidário!

Estimulação do desenvolvimento infantil

– Violeiros do Brasil

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