Manifestar ou não manifestar: eis a questão

É sempre bom ver que alguém pensa como nós que não estamos sós no mundo, que fazemos parte de um colectivo!

Afinal, não é novidade para ninguém: juntos somos mais fortes.

Como já diziam os três mosqueteiros: “todos por um e um por todos”.

(Por isso vamos divulgar hoje um texto que encontramos na net. No entanto, falemos um pouco sobre o assunto antes.)

O crowdfunding funciona assim também: graças a colectividade! Por isso entendemos muito bem a força que tem a massa e como é importante que pessoas tenham o direito e a possibilidade de se juntarem em prol de uma ideia ou de um projeto.

No entanto, acreditamos em mobilizações conscientes e articuladas com objetivos claros e acessíveis.

Isso de dizer que a manifestação é para mudar o Brasil, que o povo saiu da letargia e quer erradicar de vez a corrupção do país, que os 20 centavos foram a gota d agua, etc, nada mais é que fazer propaganda de slogans de marketing bem pensados no sentido de “vender” a revolução. Cabe a nós cidadãos pensar e saber quem criou esses slogans, antes de sair por ai manifestando…

Quando por exemplo a Maria Bethânia  recebe um milhão de reais do MINC  para fazer um blog sobre poesia, pouco se manifesta em comparação ao caso dos transportes de ónibus. Mas para nós, isso parece um absurdo, assim como o caso de Ivete Sangalo que recebeu dinheiro público para inaugurar um hospital que desmoronou parcialmente depois…

Mas vejam bem: para manifestar contra isso é preciso que cada vez mais pessoas tenham consciência de como é utilizado o dinheiro público e de como nós podemos todos juntos incentivar uma nova forma de realizar projetos culturais e artísticos que inclua directamente o público e democratize o processo de produção cultural. Todos podem ajudar mas nem todos precisam contribuir para algo que não curtem ou para um gasto com o qual não concordam.

E para voltar ao exemplo da Bethânia, ela com certeza tem mais de um milhão de fãs no Brasil e nesse sentido poderia ter conseguido até captar mais fundos do que o milhão recebido pelo edital… Bastaria que cada fã colocasse um real ou até meio e ela teria ultrapassado essa soma.

Repensar a maneira como consumimos, como nos divertimos, como trabalhamos, criamos e divulgamos arte, como financiamos os projetos, nos parece um tema importante demais! Afinal se o povo conseguir financiar realmente seus desejos (sem depender desse ou daquele governo)  aí sim estaremos falando de uma revolução viável e sustentável!

Acreditamos sim que um dia a corrupção possa acabar mas temos que atacar a raiz de cada problema e não sair por ai gritando que a corrupção vai ser erradicada pois estamos mudando o Brasil de vez!

Coat of arms of Brazil, official version Españ...

Escudo de armas do Brasil, versão oficial (Photo credit: Wikipedia)

E para quem deseja uma “primavera brasileira”assim como aconteceu nos países árabes é importante lembrar que hoje em dia os países árabes encontram-se em condições muito piores do que as que já tinham… Que a ditadura apenas trocou de mão além de abrir uma brecha a uma anarquia violenta seguida de tremendas injustiças e desigualdades sociais. Esses países podem ter evoluído mentalmente mas na pratica, no dia a dia, está tudo pior do que era antes e digo isso porque conheço pessoas no Egipto na Tunísia e os relatos são os mesmos…

Segue abaixo o texto que encontramos na net:

por João Pedro Mello

politica@blogdacomunicacao.com.br

“Esse é um daqueles acontecimentos sobre o qual nem desejando se fica desinformado: com o aumento da passagem de ônibus – “a gota d’água” – jovens insurgiram em São Paulo e no Rio de Janeiro. As manifestações chegaram a parar a Avenida Paulista e a minha primeira reação foi a de compartilhar o sentimento majoritário da juventude brasileira acreditando que os cidadãos tinham – com o perdão do clichê – “acordado” frente aos abusos estatais: uma expressão da força física do povo e do “direito à revolução” de Thomas Jefferson, uma verdadeira primavera brasileira. A alegria durou  pouco. Quando fui convidado para os protestos em Brasília, já tinha compreendido a natureza dessa rebeldia: a população está mais adormecida do que nunca.

Minha crítica não é um conservadorismo vazio – desse reacionarismo, aliás, fico longe. Tampouco uma repulsa às depredações, o que parece ser, aliado ao “mas só por 20 centavos?”,  um dos únicos argumentos dos opositores de senso comum.

O ato de protestar em si é sempre válido, mas os protestos nem sempre. Isso quer dizer basicamente que você tem o direito de sair às ruas pelo que quiser, mas se a sua causa é a opressão de negros e homossexuais, por exemplo, você é um babaca.

A questão-chave desses protestos é que eles não são uma insurreição popular “contra a corrupção”; compõem um movimento organizado pela juventude marxista, o que é evidenciado pelas bandeiras vermelhas tremulantes da extrema esquerda. A maioria dos protestantes exige mais Estado e não sabe identificar as reais causas do problema. Mesmo aqueles que nada têm a ver com esse projeto político estão servindo de trampolim para toda essa propaganda político-partidária-ideológica. Será que ninguém notou que o mensalão e as emendas constitucionais anti-republicanas mal são citadas?

Ainda, o movimento Passe Livre é uma ficção. Querem transporte às custas do governo, parafraseando Fréderic Bastiat, se esquecendo que o governo vive às custas de todos. Adivinha quem pagaria o custo da tarifa zero? Com a desvantagem de que, uma vez financiado por impostos, não se saberia mais quanto se paga pelo transporte.

A solução para o transporte coletivo é, como para quase tudo, abertura de concorrência e desregulamentação.  Empresas caras e ruins seriam simplesmente eliminadas pela soberania dos consumidores.

Meu gosto pela rebeldia não salva as manifestações; assim como não participaria de uma passeata da direita neoconservadora, me recuso a protestar ao lado de bandeiras do PCO, do PSTU, da UNE e do PSOL. Minha causa é a liberdade. Por isso não comparecerei a nenhum protesto.”

Fonte: Blog da Comunicação

Para terminar eu diria que manifestar é  bom mais ainda melhor quando se sabe o porque. Ainda melhor se por trás existir uma estratégia clara e uma alternativa bem pensada e elaborada. Precisamos nos unir sim mas em torno de ideias positivas e realizações concretas!

Solidariedade não é sair por ai gritando slogans um ou dois dias no ano e sim ajudar no dia a dia quem você acha que realmente merece sua ajuda!

Sobre o mesmo assunto:

Violência e manifestações…

Anúncios
Etiquetado , , , , , , , ,

6 pensamentos sobre “Manifestar ou não manifestar: eis a questão

  1. […] – Manifestar ou não manifestar? […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: