Portugal sai às ruas antes que o país se esvazie

No dia dois de março de 2013, os portugueses saíram às ruas para manifestar mais uma vez contra a austeridade enfatizada pela crise e pela Troika.

Em 40 cidades portuguesas e também no exterior, em frente a embaixadas e consulados lusitanos e nas representações da União Europeia, os portugueses pediram a demissão do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Os manifestantes também querem o fim das medidas que diminuíram os recursos públicos da seguridade social, da saúde e da educação, agravando as condições do país, que enfrenta recessão.

A mobilização neste sábado foi articulada pelas redes sociais e liderada pelo movimento “Que Se Lixe a Troika! Queremos Nossas Vidas.” Fala-se de centenas de milhares de manifestantes por todo o país!

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Em Lisboa, os organizadores avaliam que a manifestação terá superado o ato de protesto realizado em setembro do ano passado, quando 500 mil pessoas teriam ido às ruas. Segundo os dados da organização, os protestos “superaram as expectativas”. Em todo o país, estiveram a manifestar-se contra as políticas de austeridade um milhão e quinhentas mil pessoas.

 Foram cerca de 800 mil na capital,  mais de 400 mil pessoas no Porto, na Guarda 500, em Braga sete mil pessoas e mil em Castelo Branco.

Uma das canções entoadas em couro durante a manifestação foi Grândola, Vila Morena, que já havia sido o hino da revolução anti-Salazar em 1974!

E como esquecer as ondas de emigrantes que partiram de suas terras com destino à Bélgica, Luxemburgo, Inglaterra e França? Foram centenas de milhares de portugueses que fugiram da terrinha  para procurar um futuro melhor em algum outro país! De 2011 para cá, Portugal tem novamente assistido a uma forte emigração de seu povo que, cansado de sofrer a precariedade, a falta de emprego, etc, tem saído do país em busca de melhores perspectivas económicas.

Acreditamos que seja indispensável manter isso em nossas memórias para que tentemos juntos entender  as razões que afastam um povo de seu próprio lar! Precisamos entender melhor os emigrantes e suas trajectórias, para que no futuro consigamos manter todas essas mentes criativas e trabalhadoras em atividade em seu país!

Por isso, temos a honra de apresentar em nosso site os livros da autora portuguesa, criada na França, Altina Ribeiro. São dois livros em françês e um em português, que tratam do tema da emigração portuguesa, e da época de Salazar! Saiba mais sobre a autora e adquira seus livros no site Zarpante! Basta clicar aqui.

Se você se interessa pela época de Salazar e quer saber mais sobre o campo de concentração construído em Cabo Verde, a mando do ditador (para exilar seus adversários), clique aqui, conheça  o projeto Tarrafal e contribua para ele!

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