Farofa com cozido

A farofa de hoje será servida com um belo cozido a moda portuguesa.

Para preparar essa bela mistura, vamos precisar de ingredientes luso-brasileiros!

– Antes de começar, para já ir entrando no clima, sugerimos que vista sua roupa de marujo gastrônomo e aperte play na música seguinte:

 

– Deixe de lado o “sabor das marés” e adicione desde já a única pitada africana que teremos nesta preparação. Diretamente de Angola:

Um lugar

Era um lugar no telhado da cidade
com
senhoras de olhos calmos
e moscas gordas.
um sino abençoou o silêncio.
uma nuvem roçou a igreja
cumprimentando árvores
velhos e
pássaros.
era um lugar onde as sombras
se afogam – náufragas
e regressavam ao mundo em silêncio – sobreviventes
dali
as pessoas emprestavam os pés às pombas
e elas roçavam os telhados
para cumprimentar as casas.
certa manhã
ali sentado
ouvi o sino falar.
não decifrei o murmúrio
[não tenho o dom da quietude]
mas embebi-me do essencial:
aquele era também um deslugar
– chão apropriado para repousar os dedos
e esperar uma formiga passar;
esperar a mordidela também
sabendo-me vivo
em corpo de sangue.
 
Ondjaki
– Em seguida abram alas para o ingrediente mais expressivo da farofa de hoje: um bamba do samba e um jovem MC nos presenteiam com hip-hop, samba, jazz e um pouco mais, nesta homenagem a tantos grandes artistas brasileiros.
– No que diz respeito ao cozido, comece por colocar na panela uma boa porção de Rua da Saudade cantando o poeta Ary dos Santos:
– Para finalizar, misture a farofa com seus ingredientes na frigideira enquanto leva ao forno o cozido com uma ultima pitada de um clássico infantil:

Zé Carioca 70 anos

A editora Abril lançará a revista comemorativa ZÉ CARIOCA 70 ANOS em dois volumes, o volume foi lançado no dia 29 de Outubro, com 308 páginas, com preço de R$16,00. O volume 2, será lançado no fim de novembro, e continuará a seleção cronológica de histórias e se encerrará com duas revistas brasileiras com histórias inéditas. No preview, destaque para os textos do jornalista Marcelo Alencar e para o cartunista Fernando Ventura que fez a restauração da revista.
“Sensacional esta edição comemorativa de 70 anos do Zé Carioca. Além da capa deslumbrante – verde espelhado e auto relevo ( desenho de Luiz Podavin e cores de Noriatsu Yoshikawa) – a equipe responsável conseguiu reunir todas as tiras dominicais do papagaio malandro publicadas entre 1942 e 1944 nos EUA ( finalmente com as cores originais) e histórias raras das décadas de 50 e 60. De quebra, textos muito esclarecedores e bem conduzidos por Marcelo Alencar, Celbi Vagner Pegoraro e Fernando Ventura (colecionador responsável pela garimpagem completa aos originais dos jornais). O último, junto ao sempre presente Paulo Maffia, também pesquisou e selecionou as histórias presentes na edição. Um volume para se destacar na estante. E no final de novembro, vem o volume 2, com mais raridades. Homenagem à altura.” Fonte hospedagem de site grátis

 

 

 

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