O poder da transformação e o médico dos cárceres!

Ta vendo esse rapaz ai? O nome dele é Wagner e nos o conhecemos quando fazíamos um show na Penitenciária Plácido Sá Carvalho - Bangu, 2007. No evento ele se aproximou de nós e em especial do nosso amigo e tec de som Roberto Reis e logo quando ele deixou a cadeia o Roberto lhe deu uma oportunidade para trabalhar em sua equipe; Hoje, Wagner é engenheiro de som, mora em sua resi... dência com sua esposa e tem uma filha e é um cara exemplar, dedicado, honesto e trabalhador. Não é teoria, é fato, da para mudar as coisas sim!!!!" Rafael Kalil

Ta vendo esse rapaz ai? O nome dele é Wagner e nos o conhecemos quando fazíamos um show na Penitenciária Plácido Sá Carvalho – Bangu, 2007. No evento ele se aproximou de nós e em especial do nosso amigo e tec de som Roberto Reis e logo quando ele deixou a cadeia o Roberto lhe deu uma oportunidade para trabalhar em sua equipe; Hoje, Wagner é engenheiro de som, mora em sua residência com sua esposa, tem uma filha e é um cara exemplar, dedicado, honesto e trabalhador. Não é teoria, é fato, da para mudar as coisas sim!!!!” Rafael Kalil

Já faz mais de um mês que Zarpante vem trabalhando pelo projeto Barreras, (sem i mesmo)! Aliás, o termo exato deveria ser batalhando pelo projeto…Sim isso mesmo uma batalha cotidiana para conscientizar as pessoas da importância de contribuir para este projeto!

Existem aqueles que percebem totalmente a importância do projeto mas não tem “tempo” ou paciência para contribuir, existem também aqueles que nos abordam com pérolas cheias de prejuízo, dizendo que ” bandido bom é bandido morto”, ou que os “presos só deveriam sair das prisões dentro de caixões” e por ai vai…. E assim vamos navegando e percebendo que uma certa mentalidade, de uma certa parcela do povo brasileiro, ainda tem muito que evoluir!

Apesar disso tudo ainda acreditamos no bom senso das pessoas, e principalmente agradecemos os 32 mecenas que já contribuíram para este projeto. 32 mecenas, em uma nação com mais de 190 milhões de habitantes, não chega a ser um número expressivo mas o que conta é que com a ajuda dessas generosas pessoas ou entidades, já alcançamos 79% da meta financeira a ser angariada! Isso representa 11025 Euros que teremos que devolver aos mecenas caso não atingirmos a meta no prazo de 7 dias!

Agora o negocio é o seguinte, contamos com a ajuda de todos vocês para atingir essa meta financeira!

Para contribuir existem várias possibilidades:

1- Por facebook pagando em Reais na página dos parceiros da Diálogo: clicando aqui!

2- Por nosso site em Euros: clicando aqui! ( Contribuindo por aqui você poderá receber recompensas exclusivas)

3- Comparecendo a festa SoulCial no Rio de Janeiro para dançar ao som da Orquestra Voadora e muitas outras surpresas musicais por dez Reais! A Bilheteria será revertida ao projeto Barreras! Saiba mais no link seguinte: Festa SoulCial!

Contribuindo para este filme, estarão também ajudando o Rafael Kalil e sua equipe a levarem o cinema independente brasileiro para o mundo e participando assim na mudança positiva de nossas sociedades!

Se tiverem alguma pergunta a fazer pessoalmente a Rafael Kalil, podem acessar o Facebook dele no link seguinte: Rafael Kalil

Abaixo gostaríamos de compartilhar com nossos leitores, um texto que encontramos navegando pela net: trata-se de um artigo escrito pelo Doutor Drauzio Varella para a Folha de São Paulo. Marcamos os pontos que nos pareciam mais interessantes em negrito ou com a cor vermelha!

Drauzio Varella – Superpopulação carcerária

O lema “lugar de bandido é na cadeia” é vazio e demagógico. Não temos prisões suficientes

As fábricas de ladrões e traficantes jogam mais profissionais no mercado do que sonha nossa vã pretensão de aprisioná-los.

Levantamento produzido pela Folha, com base nos censos realizados nas 150 penitenciárias e nas 171 cadeias públicas e delegacias de polícia, mostra que o Estado de São Paulo precisaria construir imediatamente mais 93 penitenciárias, apenas para reduzir a superlotação atual e retirar os presos detidos em delegacias e cadeias impróprias para funcionar como presídios.

Para Lourival Gomes, o atual secretário da Administração Penitenciária, cuja carreira acompanho desde os tempos do Carandiru, profissional a quem não faltam credenciais técnicas e a experiência que os anos trazem, o problema da falta de vagas não será resolvido com a construção de prisões.

Tem razão, é guerra perdida: no mês passado, o sistema prisional paulista recebeu a média diária de 121 novos detentos, enquanto foram libertados apenas 100. Ficaram encarcerados 21 a mais todos os dias.
Como os presídios novos têm capacidade para albergar 768 detentos, seria necessário construir mais um a cada 36 dias, ou seja, 10 por ano.

Esse cálculo não leva em conta o aprimoramento técnico da polícia. Segundo o mesmo levantamento, a taxa de encarceramento, que há oito meses era de 413 pessoas para cada 100 mil habitantes, aumentou para 444. Se a PM e a Polícia Civil conseguissem prender marginais com a eficiência dos policiais americanos (743 para cada 100 mil habitantes), seria preciso construir uma penitenciária a cada 21 dias.

Agora, analisemos as despesas. A construção de uma cadeia consome R$ 37 milhões, o que dá perto de R$ 48 mil por vaga. Para criar uma única vaga gastamos mais da metade do valor de uma casa popular com sala, cozinha, banheiro e dois quartos, por meio da qual é possível retirar uma família da favela.

Esse custo, no entanto, é irrisório quando comparado aos de manutenção. Quantos funcionários públicos há que contratar para cumprir os três turnos diários? Quanto sai por mês fornecer três refeições por dia? E as contas de luz, água, material de limpeza, transporte, assistência médica, jurídica e os gastos envolvidos na administração?

Não sejamos ridículos, caro leitor. Se nossa polícia fosse bem paga, treinada e aparelhada de modo a mandar para atrás das grades todos os bandidos que nos infernizam nas ruas, estaríamos em maus lençóis. Os recursos para mantê-los viriam do aumento dos impostos? Dos cortes nos orçamentos da educação e da saúde?

Então, o que fazer? É preciso agir em duas frentes. A primeira é tornar a Justiça mais ágil, de modo a aplicar penas alternativas e facilitar a progressão para o regime semiaberto, no caso dos que não oferecem perigo à sociedade, e colocar em liberdade os que já pagaram por seus crimes, mas que não têm recursos para contratar advogado.

A segunda, muito mais trabalhosa, envolve a prevenção. Sem diminuir a produção das fábricas de bandidos, jamais haverá paz nas ruas. Na periferia de nossas cidades, milhões de crianças e adolescentes vivem em condições de risco para a violência. São tantas que é de estranhar o pequeno número que envereda pelo crime.

Nossa única saída é oferecer-lhes qualificação profissional e trabalho decente, antes que sejam cooptados pelos marginais para trabalhar em regime de semiescravidão.

Há iniciativas bem-sucedidas nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da tragédia social. É necessário um grande esforço nacional que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize a sociedade inteira.

Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos. Negar-lhes o acesso à lei federal que lhes dá direito ao controle da fertilidade é a violência mais torpe que a sociedade brasileira comete contra a mulher pobre.

O lema “lugar de bandido é na cadeia” é vazio e demagógico. Não temos nem teremos prisões suficientes. Reduzir a população carcerária é imperativo urgente. Não cabe discutir se estamos a favor ou contra, não existe alternativa. Empilhar homens em espaços cada vez mais exíguos, não é mera questão de direitos humanos, é um perigo que ameaça todos nós. Um dia eles voltarão para as ruas.Fonte

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