Jovens escritores querem divulgação das suas obras!

“Jovens escritores da capital do país clamam por um maior espaço para a divulgação dos seus trabalhos, particularmente na comunicação social. Esta vontade foi manifestada num sarau cultural realizado no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), sob o lema “A Imprensa como espaço de debate de ideias e literacias. De onde vêm os escritores?” e organizado pelo Movimento Literário Kuphaluxa.
Maputo, Quarta-Feira, 25 de Julho de 2012:: Notícias
O evento foi o mote para a celebração do primeiro aniversário da revista electrónica de literatura moçambicana e lusófona “Literatas”, tendo igualmente servido para uma reflexão sobre os mecanismos de acesso aos meios de comunicação social para publicação das obras literárias feitas pelos jovens escritores, ao mesmo tempo que se discutiu os condimentos necessários para se ser um bom escritor.
O sarau teve como convidados Lucílio Manjate, escritor e docente na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, Nélio Nhamposse, revisor linguístico e escritor. Lucílio Manjate, que este ano lançou o livro “O Contador de Palavras”, sugeriu que os jovens não devem esperar que os meios de comunicação procurem por eles a fim de publicarem os seus trabalhos, mas sim a iniciativa deve, muitas vezes, partir dos próprios escritores, mas só mediante a certeza de que o que escreveram tem o mínimo de qualidade para publicação. “Muitas vezes devem ser os próprios jovens a ir ‘bater à porta’ dos órgãos de comunicação social e apresentar propostas de trabalho a publicar. Ficar sentado não resolve, muito menos desatar em lamúrias”, disse o escritor, que é igualmente editor da revista “Proler”. Ele louvou a iniciativa do Movimento Kuphaluxa de criar uma revista literária, acto que, segundo ele, se assemelha a projectos como “Tempo”, “Charrua”, “Lua Nova”, “Xitende” e “Proler”, que surgiram para a divulgação de escritores emergentes. “Tal como aconteceu no passado, os escritores de hoje são produto de várias inquietações, sobretudo da necessidade de se expressar.
E destas inquietações acabaram surgindo movimentos literários e revistas como forma de divulgar as suas obras, e, ainda da necessidade de afirmação literária”, explicou Lucílio Manjate.
Entretanto, das várias questões levantadas pela plateia, maior preocupação vai para o facto de, segundo eles, a comunicação social privilegiar a publicação de trabalhos de escritores já consagrados em detrimento dos emergentes. Por exemplo, o editor da revista “Literatas”, Eduardo Quive, explicou ao “Notícias” que a sua revista surge justamente para satisfazer a inquietação dos novos escritores, criando, por conseguinte, um espaço para a divulgação de ideias da camada juvenil. “A revista foi criada com o objectivo de trazer novos autores, expor novas ideias e, acima de tudo, divulgar a literatura moçambicana, assente nos novos autores. Esta revista é igualmente um espaço de afirmação da literatura lusófona, na medida em que, também, publica trabalhos de escritores desta comunidade”, para quem o primeiro ano da “Literatas” foi de “sobrevivência, em virtude das várias dificuldades por que tem passado a edição desta publicação electrónica. Aliás, um dos grandes desafios com que se debate o Movimento é a continuidade ou não da revista no actual formato.
Centro Cultural Brasil Moçambique – MaputoFonte
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