Podcast poético!

É com imenso prazer que disponibilizamos hoje o quinto podcast Zarpante! Muita poesia e algumas músicas neste episódio dedicado a poesia lusófona! Presente de Páscoa!

Logo após a introdução, sejam guiados por Caetano Veloso e Chico Buarque, pelos mares de  Fernando Pessoa! Prosseguimos em terras portuguesas com duas músicas bastante experimentais: O Tempo Passa do grupo Social Smokers e o Rato Roi Roi do grupo Poesia e Percussão!

Passaremos por terras caipiras com Rolando Boldrin , e lembraremos de poemas do norte brasileiro com O funeral de um lavrador.

De Vinicius a Boss Ac passando por Camões e Noémia de Sousa, da cidade ao campo passando por um lindo texto em P do rapper brasileiro, GOG.

Poetas e amantes da musica lusófona ! Venham escutar este episódio dedicado a palavra! Acompanhem logo abaixo, os textos dos poemas apresentados no podcast e a playlist das músicas selecionadas! O play está abaixo da lista completa!

01– Chico Buarque e Caetano Veloso ao vivo – OS Argonautas
02– Fernando Pessoa por Pedro Paulo Colin Gill- Palavras do Pórtico

Palavras de Pórtico

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: “Navegar é preciso; viver não é preciso.”

Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que sou: Viver não é preciso; o que é necessário é criar.

Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) e lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha.

Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça

03– Social Smokers – O tempo Passa
04– Poesia e percussão – Rato roi roi (interludio)
05–                               – Sou poeta sim
06– Rolando Boldrin – Cabocla teresa.mp3
07– Poema de João Cabral de Melo Neto musicado por Chico Buarque – Funeral de um lavrador.

“Funeral de um lavrador”
(de Morte e Vida Severina)

Esta cova em que estás com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida
É de bom tamanho nem largo nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio

Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida
É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho que estavas no mundo

É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo te sentirás largo
É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas a terra dada, não se abre a boca

É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a terra que querias ver dividida
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas a terra dada, não se abre a boca.

João Cabral de Melo Neto
(com alterações de Chico Buarque)

João Cabral de Melo Neto

João Cabral de Melo Neto (Photo credit: Wikipedia)

08– Poema de Fernando Pessoa recitado – Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

27/11/1930

09– Tom Jobim canta “Autopsicografia”
10– De Francisco José Tenreiro- Canção do mestiço (São Tomé e  Príncipe)

Mestiço!

Nasci do negro e do branco
e quem olhar para mim
é como que se olhasse
para um tabuleiro de xadrez:
a vista passando depressa
fica baralhando cor
no olho alumbrado de quem me vê.

Mestiço!

E tenho no peito uma alma grande
uma alma feita de adição

Foi isso que um dia
o branco cheio de raiva
cantou os dedos das mãos
fez uma tabuada e falou grosso:
– mestiço!
a tua conta está errada.
Teu lugar é ao pé do negro.

Ah! Mas eu me danei…
e muito calminho
arrepanhei o meu cabelo para trás
fiz saltar fumo do meu cigarro
cantei do alto
a minha gargalhada livre
que encheu o branco de calor!…

Mestiço!

Quando amo a branca
sou branco…
Quando amo a negra
sou negro.

Pois é…

Francisco José Tenreiro (São Tomé, 1921-1963)
Poeta, ensaísta, contista, colaborador de diversas publicações, integrou a Casa dos Estudantes do Império, foi co-fundador do Centro de Estudos Africanos, professor universitário, doutorado em Ciências Geográficas (FLUL) e em Ciências Sociais (Inglaterra,1961).


11
– Cartola e Nelson cantam “Pranto de Poeta”
12
– Paulo Cesar Pinheiro – Recado de Poeta
13– Vinicius de Moraes – Monologo de Orfeu (Orfeu da Conceição)

Mulher mais adorada!
Agora que não estás,
deixa que rompa o meu peito em soluços
Te enrustiste em minha vida,
e cada hora que passa
É mais por que te amar
a hora derrama o seu óleo de amor em mim, amada.

E sabes de uma coisa?
Cada vez que o sofrimento vem,
essa vontade de estar perto, se longe
ou estar mais perto se perto
Que é que eu sei?
Este sentir-se fraco,
o peito extravasado
o mel correndo,
essa incapacidade de me sentir mais eu, Orfeu;
Tudo isso que é bem capaz
de confundir o espírito de um homem.

Nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga,
esse contentamento, esse corpo
E me dizes essas coisas
que me dão essa força, esse orgulho de rei.

Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música.
Nunca fujas de mim.
Sem ti, sou nada.
Sou coisa sem razão, jogada, sou pedra rolada.
Orfeu menos Eurídice: coisa incompreensível!
A existência sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos.
Tu és a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo,
minha amiga mais querida!

Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura!
Quem poderia pensar que Orfeu,
Orfeu cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres –
que ele, Orfeu,
Ficasse assim rendido aos teus encantos?

Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho
que eu vou te seguindo no pensamento
e aqui me deixo rente quando voltares,
pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo

Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo.

14– Poema de Cecília Meireles interpretado por Música Surda- Cantar
15– Manuela Rodrigues – Vende-se poema
16– Cordel do Fogo Encantado – Quando o Sono Não Chegar
17– Poema de Noémia de Sousa – Deixa passar o meu povo (Moçambique)

DEIXA PASSAR O MEU POVO
Noite morna de Moçambique
e sons longínquos de marimba chegam até mim
— certos e constantes —
vindos nem eu sei donde.
Em minha casa de madeira e zinco,
abro o rádio e deixo-me embalar…
Mas as vozes da América remexem-me a alma e os nervos.
E Robeson e Marian cantam para mim
spirituals negros de Harlem.
«Let my people go»
— oh deixa passar o meu povo,
deixa passar o meu povo —,
dizem.
E eu abro os olhos e já não posso dormir.
Dentro de mim soam-me Anderson e Paul
e não são doces vozes de embalo.
«Let my people go».

Nervosamente,
sento-me à mesa e escrevo…
(Dentro de mim,
deixa passar o meu povo,
«oh let my people go…»)
E já não sou mais que instrumento
do meu sangue em turbilhão
com Marian me ajudando
com sua voz profunda — minha Irmã.

Escrevo…
Na minha mesa, vultos familiares se vêm debruçar.
Minha Mãe de mãos rudes e rosto cansado
e revoltas, dores, humilhações,
tatuando de negro o virgem papel branco.
E Paulo, que não conheço
mas é do mesmo sangue da mesma seiva amada de Moçambique,
e misérias, janelas gradeadas, adeuses de magaíças,
algodoais, e meu inesquecível companheiro branco,
e Zé — meu irmão — e Saul,
e tu, Amigo de doce olhar azul,
pegando na minha mão e me obrigando a escrever
com o fel que me vem da revolta.
Todos se vêm debruçar sobre o meu ombro,
enquanto escrevo, noite adiante,
com Marian e Robeson vigiando pelo olho luminoso do rádio
— «let my people go».
Oh let my people go.

E enquanto me vierem de Harlem
vozes de lamentação
e os meus vultos familiares me visitarem
em longas noites de insónia,
não poderei deixar-me embalar pela música fútil
das valsas de Strauss.
Escreverei, escreverei,
com Robeson e Marian gritando comigo:
Let my people go
OH DEIXA PASSAR O MEU POVO.

Noémia de Sousa (1926-2002), poetisa de Moçambique

18– António Soares Júnior – Anti-Racismo (Guiné)

Vou desfiar
a palavra
e fiar
que atrás
desse rosto
sem cor
lavado pela chuva miúda
a verdade
saltite gulosa
sem o abstracto da reticência
ou a exclamação teimosa
da negra noite
pasmada
com a ternura mansa
do sol vermelho
acariciando a madrugada indistinta

vou subir com a noite
devassa
explodir em cada minuto
da hora que passa
e viver a lucidez
da minha loucura
sem o arco-íris da imaginação

não quero o amargo da cor
porque traz a dor em fatias rácicas
com lascas de ódio
e eu. Assumindo-me
pleito. Todo em mim
recusarei a força da cor
distinguindo homens
diferenciando gentes
ó cor vaidosa
és mentirosa

e vou ordenar
que o vermelho
o preto
o branco
mais
a cor de burro quando foge
só sirvam
sem magoar
na tela imaginária
do poeta
todo ele
trepadeira sem fronteira

Bissau, 1985

19– Sam teh Kid – “thos”. (Sampleando Amália)
20– Boss Ac- Um Brinde À Amizade Feat Gabriel O Pensador
21– Oswaldo Alcântara – Ressaca (Cabo Verde)

Venham todas as vozes, todos os ruídos e todos os gritos
venham os silêncios compadecidos e também os silêncios satisfeitos;  venham todas as coisas que não consigo ver na superfície da sociedade dos homens;venham todas as areias, lodos, fragmentos de rocha
que a sonda recolhe nos oceanos navegáveis;
venham os sermões daqueles que não têm medo do destino das suas palavras venha a resposta captada por aqueles que dispõem de aparelhos detetores                                                                 apropriados;
volte tudo ao ponto de partida,
e venham as odes dos poetas,
casem-se os poetas com a respiração do mundo;
venham todos de braço dado na ronda dos pecadores,
que as criaturas se façam criadores
venha tudo o que sinto que é verdade
além do círculo embaciado da vidraça…
Eu estarei de mãos postas, à espera do tesouro que me vem na onda do mar…
A minha principal certeza é o chão em que se amachucam os meus joelhos doloridos,
mas todos os que vierem me encontrarão agitando a minha lanterna de todas as cores
na linha de todas as batalhas.

22– Camões – Enquanto quis fortuna que tivesse…

Enquanto quis Fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto de um suave pensamento
Me fez que seus efeitos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse
Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Pera que seus enganos não dissesse.

Ó vos que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,

Verdades puras são e não defeitos;
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos

23– Expensive Soul – Contador de historias
24– Fernando Sylvan – Mensagem do terceiro mundo

Não tenhas medo de confessar que me sugaste o sangue
E engravataste chagas no meu corpo
E me tiraste o mar do peixe e o sal do mar
E a água pura e a terra boa
E levantaste a cruz contra os meus deuses
E me calasse nas palavras que eu pensava.

Não tenhas medo de confessar que te inventasse mau
Nas torturas em milhões de mim
E que me cavas só o chão que recusavas
E o fruto que te amargava
E o trabalho que não querias
E menos da metade do alfabeto.

Não tenhas medo de confessar o esforço
De silenciar os meus batuques
E de apagar as queimadas e as fogueiras
E desvendar os segredos e os mistérios
E destruir todos os meus jogos
E também os cantares dos meus avós.

Não tenhas medo, amigo, que te não odeio.
Foi essa a minha história e a tua história.
E eu sobrevivi
Para construir estradas e cidades a teu lado
E inventar fábricas e Ciência,
Que o mundo não pode ser feito só por ti.

Fernando Sylvan
Em POEMAS DO TIMOR LORO SA’E
(Fernando Sylvan nasceu em 1917, na capital, Dili. Faleceu em 1993 na cidade de Cascais, Portugal, onde morou por grande parte da sua vida.)

25– Ed Motta – Samba Azul
26– Manuel Bandeira – Vou me embora pra Passargada

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d’água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.


Texto extraído do livro “
Bandeira a Vida Inteira“, Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

27– Poesia e percussão – Poeta errante
28– Gog – Brasil com p

Pesquisa publicada prova
Preferencialmente preto
Pobre prostituta pra polícia prender
Pare pense por quê?
Prossigo
Pelas periferias praticam perversidades parceiros
Pm’s
Pelos palanques políticos prometem prometem
Pura palhaçada
Proveito próprio
Praias programas piscinas palmas
Pra periferia
Pânico pólvora pa pa pa
Primeira página
Preço pago
Pescoço peitos pulmões perfurados
Parece pouco
Pedro Paulo
Profissão pedreiro
Passatempo predileto, pandeiro
Pandeiro parceiro
Preso portando pó passou pelos piores pesadelos
Presídio porões problemas pessoais
Psicológicos perdeu parceiros passado presente
Pais parentes principais pertences
Pc
Político privilegiado preso
parecia piada (3x)
Pagou propina pro plantão policial
Passou pelo porta principal
Posso parecer psicopata
Pivô pra perseguição
Prevejo populares portando pistolas
Pronunciando palavrões
Promotores públicos pedindo prisões
Pecado!
Pena prisão perpétua
Palavras pronunciadas
Pelo poeta Periferia
Pelo presente pronunciamento pedimos punição para peixes pequenos poderosos
pesos pesados
Pedimos principalmente paixão pela pátria prostituída pelos portugueses
Prevenimos!
Posição parcial poderá provocar
protesto paralisações piquetes
pressão popular
Preocupados?
Promovemos passeatas pacificas
Palestra panfletamos
Passamos perseguições
Perigos por praças palcos
Protestávamos por que privatizaram portos pedágios
Proibido!
Policiais petulantes pressionavam
Pancadas pauladas pontapés
Pangarés pisoteando postulavam premios
Pura pilantragem !
Padres pastores promoveram procissões pedindo piedade paciência Pra população
Parábolas profecias prometiam pétalas paraíso
Predominou o predador
Paramos pensamos profundamente
Por que pobre pesa plástico papel papelão pelo pingado pela passagem pelo pão?
Por que proliferam pragas pelo pais?
Por que presidente por que?
Predominou o predador
Por que?
29– Fernando Vilella canta uma composiçnao do Penna Firme inpirada na obra do Bocage – Tema de Ana Maria
30– Beth Carvalho canta uma composição de Vinicius de Moraes – O nosso amor
31– Viriato da Cruz – Makezu

- "Kuakié!... Makèzú..."
...............................................
O pregão da avó Ximinha
É mesmo como os seus panos
Já não tem a cor berrante
Que tinha nos outros anos.

Avó Xima está velhinha
Mas de manhã, manhãzinha,
Pede licença ao reumático
E num passo nada prático
Rasga estradinhas na areia...

Lá vai para um cajueiro
Que se levanta altaneiro
No cruzeiro dos caminhos
Das gentes que vão p´ra Baixa.

Nem criados, nem pedreiros
Nem alegres lavadeiras
Dessa nova geração
Das "venidas de alcatrão"
Ouvem o fraco pregão
Da velhinha quitandeira.

- "Kuakié!... Makèzú, Makèzú..."
- "Antão, véia, hoje nada?"
- "Nada, mano Filisberto...
Hoje os tempo tá mudado..."

- "Mas tá passá gente perto...
Como é aqui tá fazendo isso?"

- "Não sabe?! Todo esse povo
Pegô num costume novo
Qui diz qué civrização:
Come só pão com chouriço
Ou toma café com pão...

E diz ainda pru cima
(Hum... mbundu Kene muxima...)
Qui o nosso bom makèzú
É pra véios como tu."

- "Eles não sabe o que diz...
Pru qué Qui vivi filiz
E tem cem ano eu e tu?"

- "É pruquê nossas raiz
Tem força do makèzú!..." 

	(No reino de Caliban II -  antologia
	panorâmica de poesia africana de ex-
	pressão portuguesa)




-Podcast Zarpante 01

– Podcast Zarpante 02

– Podcast Zarpante 03

– Podcast Zarpante 04

– Podcast Zarpante 06

– Podcast Zarpante 07

– Podcast Zarpante 08

– Podcast Zarpante 09

– Podcast Zarpante 010

– Podcast Zarpante 011

– Podcast Zarpante 012

– Podcast Zarpante 013

– Podcast Zarpante 014

– Podcast Zarpante 015

Anúncios
Etiquetado , , ,

15 pensamentos sobre “Podcast poético!

  1. […] confidente      Cesaria Evora – Podcast Zarpante 01 – Podcast Zarpante 03 – Podcast Zarpante 04 – Podcast Zarpante 05 – Podcast Zarpante 06 – Podcast Zarpante 07 – Podcast Zarpante 08 – Podcast Zarpante 09 – Podcast […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: