Em breve no nosso site!

Français : Samuel Beckett.

Image via Wikipedia

É uma honra para Zarpante anunciar que em breve um projeto inscrito pelo grande Teatro Nacional São João (Porto),estará em nosso site. Um lindo projeto que envolve culturas diferentes e que poderá levar ao Brasil um trabalho teatral de alta qualidade!

Fiquem atentos e façam acontecer!

em breve no : www.zarpante.com

“Todos os que Falam” é um espetáculo encenado por Nuno Carinhas, diretor Artístico do TNSJ, baseado em Quatro “dramatículos” de Samuel Beckett – Ir e Vir (Come and Go, 1967 / Va-et-vient, 1966), Um Fragmento de Monólogo (A Piece of Monologue, 1979 / Solo, 1982), Baloiço (Rockaby, 1981 / Berceuse, 1982) Não Eu (Not I, 1973 / Pas moi, 1975). É uma co-produção do TNSJ (Porto) com ASSéDIO–Associação de Ideias Obscuras e Ensemble – Sociedade de Actores.

 

A digressão deste espectáculo a diversas cidades brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Porto Alegre,Salvador, Ribeirão Preto, Santos ou Recife) em Setembro/Outubro de 2012, apenas será possivel caso se consiga o financiamento necessário.

 

“Este é um espectáculo austero e duro, ao qual são bem-vindos “todos os que falam” e escutam, os resistentes deste “buraco abandonado por Deus”. É difícil de perceber porque demora tanto tempo até que alguma imagem se produza para além das palavras do autor. Até onde e quando devemos escavar, como Beckett escavou dentro de si. As palavras, há que torná-las nossas para revelar a carnação do corpo vivo perecível, atento, expressivo, falante. É dentro do fundo da mina escura que encontramos a essência destes segredos partilhados pelo autor. Segredos sobre si próprio mais do que sobre a genérica e estafada condição humana. O seu ser humano que ele reproduziu como ninguém nestes “dramatículos”. Ecos sacudidos das inquietações de um melancólico crónico. (A melancronia sistematizada à exaustão até à ultrapassagem do sofrimento incomensurável, incomensarável, que só um sobrevivente é capaz de transpor para outro sobrevivente, dizendo de si, falando de si, “a boca em chamas”.) Aos actores é-lhes pedido que sejam, mais do que pareçam. Que pereçam para renascer, dando nome a estas personagens sem nome. A carnação é a deles, o corpo com voz, a disciplina, o gozo de resgatarem a nossa atenção mano-a-mano.”

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