Aqui você pode escutar nossos diversos episódios podcast.
Sons lusófonos e temas variados. Sabores de Angola, perfumes do Brasil, temperos de Cabo-Verde e Guiné-Bissau, misturas de Macau ou de Moçambique, pitadas de Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Uma viagem sonora por mares de nossa língua. Prontos para zarpar?
- Podcast Zarpante 01
Clique no link abaixo para escutar:
http://www.mixcloud.com/zarpante-lda/zarpante-podcast-n-1/
Zarpante Podcast N 1 by Zarpante Lda on Mixcloud
- Podcast Zarpante 02
Zarpante tem o prazer de divulgar o nosso episódio podcast do mês de janeiro de 2012!!
Para escutar clique aqui!
Homenageamos a Grande Cesaria Evora que nos deixou no fim de 2011 mas que estará para sempre em nossas vidas por meio de suas músicas. Por isso selecionamos para vocês 3 músicas da grande cantora cabo-verdiana. Faremos também uma pequena homenagem a uma cantora que, apesar de não ser lusófona, se aventurou no registo da bossa nova e merece nosso carinho. Um Podcast saudoso, porém cheio de novidades.
No mais, vamos navegar por portos de Moçambique, Angola, Brasil e, claro, Cabo Verde. Uma seleção menos Hip-hop que a primeira, e consequentemente bem mais eclética. Um destaque para a música Little Johnny do projeto Bamba dois, álbum produzido pelo Bid, que reúne jamaicanos e brasileiros, e a feliz descoberta da Cotonete Records representando Moçambique. Sons diferentes, vindos de terras variadas e com sabor lusófono! Venham degustar esta bolacha
!
Lista de músicas: 1 Falso Testemunho Maria Alice 2 Angola Cesaria Evora 3 Angola 3 Cores feat Kanda 4 Capulana Hip-Hop Iveth 5 O escolhido Haikaiss 6 Little Johnny Chico Cesar e Jah Marcus 7 Dança Ma Mi Criola Martinho Da Vila 8 Morrer no mar Marisa Monte e Cesaria Evora 9 Moçambique João Maria Tudella 10 Lusofonia Martinho Da Vila 11 Garota de Ipanema Amy Winhehouse 12 Mar Nha confidente Cesaria Evora
- Podcast Zarpante 03
É carnaval pessoal! Por isso aproveitem para escutar o Podcast Zarpante de número 3! Neste mês de fevereiro de 2012 a palavra é carnaval! Músicas de Angola, Cabo-Verde, Brasil…Novidades, raridades, e clássicos carnavalescos!
Venham escutar e entrar em clima de festa! clique aqui!
- Pot pourri de sambas por Armandos Trio
- Ulungu Wami de Zé Da Lua
- Na madrugada por Jovens do Prenda
- Carnaval de São Vicente pela saudosa Cesaria Evora
- O Carnaval quem é que faz? Baiana system
- Baiana me da o seu amor por Raul Marques
- Som do Carnaval por Badden Powell
- Rio capital do samba de Walter Rosa
- Amanhecer por Coral Samba Livre
- Toalha da saudade por Batatinha
- Malandragem por Márcio Lott
- Meu fim de carnaval não foi ruim por Dona Ivone Lara
- Sonho de carnaval por Wilson Simonal
- Mestiço por Saravah Soul
- Os surdos das escolas de samba Wado
- Gafieira da maré Junio Baretto
- Carnaval por Angela Teta
- Podcast Zarpante 04!
É com imenso prazer que disponibilizamos hoje o Podcast Zarpante de número 4! Um episódio dedicado à cena musical carioca cuja primeira parte foi editada pelo parceiro Penna Firme! Ele nos mostra, por meio de uma seleção eclética e cheia de pedradas, que o som do Rio e de seus compositores continua presenteando o mundo com músicas saborosamente cariocas! O som de Aleh Ferreira abre as portas para a seleção Zarpante da cena carioca! De B-Negão a Guinga, passando por André Ramiro (o Matias do Tropa de Elite)!
Falando em Rio de Janeiro, aproveitem para dar uma olhada no projeto Barreras que está em nosso site e precisa da ajuda de todos para mudar a sociedade em que vivemos!
O Podcast Zarpante 04 vocês escutam logo abaixo:
- Podcast Zarpante 05!
É com imenso prazer que disponibilizamos hoje o quinto podcast Zarpante! Muita poesia e algumas músicas neste episódio dedicado a poesia lusófona! Presente de Páscoa!
Logo após a introdução, sejam guiados por Caetano Veloso e Chico Buarque, pelos mares de Fernando Pessoa! Prosseguimos em terras portuguesas com duas músicas bastante experimentais: O Tempo Passa do grupo Social Smokers e o Rato Roi Roi do grupo Poesia e Percussão!
http://www.mixcloud.com/zarpante-lda/podcast-zarpante-05/
Passaremos por terras caipiras com Rolando Boldrin , e lembraremos de poemas do norte brasileiro com O funeral de um lavrador.
De Vinicius a Boss Ac passando por Camões e Noémia de Sousa, da cidade ao campo passando por um lindo texto em P do rapper brasileiro, GOG.
Poetas e amantes da musica lusófona ! Venham escutar este episódio dedicado a palavra! Acompanhem logo abaixo, os textos dos poemas apresentados no podcast e a playlist das músicas selecionadas! O play está abaixo da lista completa!
01- Chico Buarque e Caetano Veloso ao vivo – OS Argonautas
02- Fernando Pessoa por Pedro Paulo Colin Gill- Palavras do Pórtico
Palavras de Pórtico
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: “Navegar é preciso; viver não é preciso.”
Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que sou: Viver não é preciso; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) e lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça
03- Social Smokers – O tempo Passa
04- Poesia e percussão – Rato roi roi (interludio)
05- – Sou poeta sim
06- Rolando Boldrin – Cabocla teresa.mp3
07- Poema de João Cabral de Melo Neto musicado por Chico Buarque – Funeral de um lavrador.
“Funeral de um lavrador”
(de Morte e Vida Severina)
Esta cova em que estás com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida
É de bom tamanho nem largo nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio
Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida
É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho que estavas no mundo
É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo te sentirás largo
É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas a terra dada, não se abre a boca
É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a terra que querias ver dividida
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas a terra dada, não se abre a boca.
João Cabral de Melo Neto
(com alterações de Chico Buarque)
08- Poema de Fernando Pessoa recitado – Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
27/11/1930
09- Tom Jobim canta “Autopsicografia”
10- De Francisco José Tenreiro- Canção do mestiço (São Tomé e Príncipe)
Mestiço!
Nasci do negro e do branco
e quem olhar para mim
é como que se olhasse
para um tabuleiro de xadrez:
a vista passando depressa
fica baralhando cor
no olho alumbrado de quem me vê.
Mestiço!
E tenho no peito uma alma grande
uma alma feita de adição
Foi isso que um dia
o branco cheio de raiva
cantou os dedos das mãos
fez uma tabuada e falou grosso:
- mestiço!
a tua conta está errada.
Teu lugar é ao pé do negro.
Ah! Mas eu me danei…
e muito calminho
arrepanhei o meu cabelo para trás
fiz saltar fumo do meu cigarro
cantei do alto
a minha gargalhada livre
que encheu o branco de calor!…
Mestiço!
Quando amo a branca
sou branco…
Quando amo a negra
sou negro.
Pois é…
Francisco José Tenreiro (São Tomé, 1921-1963)
Poeta, ensaísta, contista, colaborador de diversas publicações, integrou a Casa dos Estudantes do Império, foi co-fundador do Centro de Estudos Africanos, professor universitário, doutorado em Ciências Geográficas (FLUL) e em Ciências Sociais (Inglaterra,1961).
11- Cartola e Nelson cantam “Pranto de Poeta”
12- Paulo Cesar Pinheiro – Recado de Poeta
13- Vinicius de Moraes – Monologo de Orfeu (Orfeu da Conceição)
Mulher mais adorada!
Agora que não estás,
deixa que rompa o meu peito em soluços
Te enrustiste em minha vida,
e cada hora que passa
É mais por que te amar
a hora derrama o seu óleo de amor em mim, amada.
E sabes de uma coisa?
Cada vez que o sofrimento vem,
essa vontade de estar perto, se longe
ou estar mais perto se perto
Que é que eu sei?
Este sentir-se fraco,
o peito extravasado
o mel correndo,
essa incapacidade de me sentir mais eu, Orfeu;
Tudo isso que é bem capaz
de confundir o espírito de um homem.
Nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga,
esse contentamento, esse corpo
E me dizes essas coisas
que me dão essa força, esse orgulho de rei.
Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música.
Nunca fujas de mim.
Sem ti, sou nada.
Sou coisa sem razão, jogada, sou pedra rolada.
Orfeu menos Eurídice: coisa incompreensível!
A existência sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos.
Tu és a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo,
minha amiga mais querida!
Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura!
Quem poderia pensar que Orfeu,
Orfeu cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres -
que ele, Orfeu,
Ficasse assim rendido aos teus encantos?
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho
que eu vou te seguindo no pensamento
e aqui me deixo rente quando voltares,
pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo.
14- Poema de Cecília Meireles interpretado por Música Surda- Cantar
15- Manuela Rodrigues – Vende-se poema
16- Cordel do Fogo Encantado – Quando o Sono Não Chegar
17- Poema de Noémia de Sousa – Deixa passar o meu povo (Moçambique)
DEIXA PASSAR O MEU POVO
Noite morna de Moçambique
e sons longínquos de marimba chegam até mim
— certos e constantes —
vindos nem eu sei donde.
Em minha casa de madeira e zinco,
abro o rádio e deixo-me embalar…
Mas as vozes da América remexem-me a alma e os nervos.
E Robeson e Marian cantam para mim
spirituals negros de Harlem.
«Let my people go»
— oh deixa passar o meu povo,
deixa passar o meu povo —,
dizem.
E eu abro os olhos e já não posso dormir.
Dentro de mim soam-me Anderson e Paul
e não são doces vozes de embalo.
«Let my people go».
Nervosamente,
sento-me à mesa e escrevo…
(Dentro de mim,
deixa passar o meu povo,
«oh let my people go…»)
E já não sou mais que instrumento
do meu sangue em turbilhão
com Marian me ajudando
com sua voz profunda — minha Irmã.
Escrevo…
Na minha mesa, vultos familiares se vêm debruçar.
Minha Mãe de mãos rudes e rosto cansado
e revoltas, dores, humilhações,
tatuando de negro o virgem papel branco.
E Paulo, que não conheço
mas é do mesmo sangue da mesma seiva amada de Moçambique,
e misérias, janelas gradeadas, adeuses de magaíças,
algodoais, e meu inesquecível companheiro branco,
e Zé — meu irmão — e Saul,
e tu, Amigo de doce olhar azul,
pegando na minha mão e me obrigando a escrever
com o fel que me vem da revolta.
Todos se vêm debruçar sobre o meu ombro,
enquanto escrevo, noite adiante,
com Marian e Robeson vigiando pelo olho luminoso do rádio
— «let my people go».
Oh let my people go.
E enquanto me vierem de Harlem
vozes de lamentação
e os meus vultos familiares me visitarem
em longas noites de insónia,
não poderei deixar-me embalar pela música fútil
das valsas de Strauss.
Escreverei, escreverei,
com Robeson e Marian gritando comigo:
Let my people go
OH DEIXA PASSAR O MEU POVO.
Noémia de Sousa (1926-2002), poetisa de Moçambique
18- António Soares Júnior – Anti-Racismo (Guiné)
Vou desfiar
a palavra
e fiar
que atrás
desse rosto
sem cor
lavado pela chuva miúda
a verdade
saltite gulosa
sem o abstracto da reticência
ou a exclamação teimosa
da negra noite
pasmada
com a ternura mansa
do sol vermelho
acariciando a madrugada indistinta
vou subir com a noite
devassa
explodir em cada minuto
da hora que passa
e viver a lucidez
da minha loucura
sem o arco-íris da imaginação
não quero o amargo da cor
porque traz a dor em fatias rácicas
com lascas de ódio
e eu. Assumindo-me
pleito. Todo em mim
recusarei a força da cor
distinguindo homens
diferenciando gentes
ó cor vaidosa
és mentirosa
e vou ordenar
que o vermelho
o preto
o branco
mais
a cor de burro quando foge
só sirvam
sem magoar
na tela imaginária
do poeta
todo ele
trepadeira sem fronteira
Bissau, 1985
19- Sam teh Kid – “thos”. (Sampleando Amália)
20- Boss Ac- Um Brinde À Amizade Feat Gabriel O Pensador
21- Oswaldo Alcântara – Ressaca (Cabo Verde)
Venham todas as vozes, todos os ruídos e todos os gritos
venham os silêncios compadecidos e também os silêncios satisfeitos; venham todas as coisas que não consigo ver na superfície da sociedade dos homens;venham todas as areias, lodos, fragmentos de rocha
que a sonda recolhe nos oceanos navegáveis;
venham os sermões daqueles que não têm medo do destino das suas palavras venha a resposta captada por aqueles que dispõem de aparelhos detetores apropriados;
volte tudo ao ponto de partida,
e venham as odes dos poetas,
casem-se os poetas com a respiração do mundo;
venham todos de braço dado na ronda dos pecadores,
que as criaturas se façam criadores
venha tudo o que sinto que é verdade
além do círculo embaciado da vidraça…
Eu estarei de mãos postas, à espera do tesouro que me vem na onda do mar…
A minha principal certeza é o chão em que se amachucam os meus joelhos doloridos,
mas todos os que vierem me encontrarão agitando a minha lanterna de todas as cores
na linha de todas as batalhas.
22- Camões – Enquanto quis fortuna que tivesse…
Enquanto quis Fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto de um suave pensamento
Me fez que seus efeitos escrevesse.
Porém, temendo Amor que aviso desse
Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Pera que seus enganos não dissesse.
Ó vos que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,
Verdades puras são e não defeitos;
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos
23- Expensive Soul – Contador de historias
24- Fernando Sylvan – Mensagem do terceiro mundo
Não tenhas medo de confessar que me sugaste o sangue
E engravataste chagas no meu corpo
E me tiraste o mar do peixe e o sal do mar
E a água pura e a terra boa
E levantaste a cruz contra os meus deuses
E me calasse nas palavras que eu pensava.
Não tenhas medo de confessar que te inventasse mau
Nas torturas em milhões de mim
E que me cavas só o chão que recusavas
E o fruto que te amargava
E o trabalho que não querias
E menos da metade do alfabeto.
Não tenhas medo de confessar o esforço
De silenciar os meus batuques
E de apagar as queimadas e as fogueiras
E desvendar os segredos e os mistérios
E destruir todos os meus jogos
E também os cantares dos meus avós.
Não tenhas medo, amigo, que te não odeio.
Foi essa a minha história e a tua história.
E eu sobrevivi
Para construir estradas e cidades a teu lado
E inventar fábricas e Ciência,
Que o mundo não pode ser feito só por ti.
Fernando Sylvan
Em POEMAS DO TIMOR LORO SA’E
(Fernando Sylvan nasceu em 1917, na capital, Dili. Faleceu em 1993 na cidade de Cascais, Portugal, onde morou por grande parte da sua vida.)
25- Ed Motta – Samba Azul
26- Manuel Bandeira – Vou me embora pra Passargada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Texto extraído do livro “Bandeira a Vida Inteira“, Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90
27- Poesia e percussão – Poeta errante
28- Gog – Brasil com p
Pesquisa publicada prova
Preferencialmente preto
Pobre prostituta pra polícia prender
Pare pense por quê?
Prossigo
Pelas periferias praticam perversidades parceiros
Pm’s
Pelos palanques políticos prometem prometem
Pura palhaçada
Proveito próprio
Praias programas piscinas palmas
Pra periferia
Pânico pólvora pa pa pa
Primeira página
Preço pago
Pescoço peitos pulmões perfurados
Parece pouco
Pedro Paulo
Profissão pedreiro
Passatempo predileto, pandeiro
Pandeiro parceiro
Preso portando pó passou pelos piores pesadelos
Presídio porões problemas pessoais
Psicológicos perdeu parceiros passado presente
Pais parentes principais pertences
Pc
Político privilegiado preso
parecia piada (3x)
Pagou propina pro plantão policial
Passou pelo porta principal
Posso parecer psicopata
Pivô pra perseguição
Prevejo populares portando pistolas
Pronunciando palavrões
Promotores públicos pedindo prisões
Pecado!
Pena prisão perpétua
Palavras pronunciadas
Pelo poeta Periferia
Pelo presente pronunciamento pedimos punição para peixes pequenos poderosos
pesos pesados
Pedimos principalmente paixão pela pátria prostituída pelos portugueses
Prevenimos!
Posição parcial poderá provocar
protesto paralisações piquetes
pressão popular
Preocupados?
Promovemos passeatas pacificas
Palestra panfletamos
Passamos perseguições
Perigos por praças palcos
Protestávamos por que privatizaram portos pedágios
Proibido!
Policiais petulantes pressionavam
Pancadas pauladas pontapés
Pangarés pisoteando postulavam premios
Pura pilantragem !
Padres pastores promoveram procissões pedindo piedade paciência Pra população
Parábolas profecias prometiam pétalas paraíso
Predominou o predador
Paramos pensamos profundamente
Por que pobre pesa plástico papel papelão pelo pingado pela passagem pelo pão?
Por que proliferam pragas pelo pais?
Por que presidente por que?
Predominou o predador
Por que?
29- Fernando Vilella canta uma composiçnao do Penna Firme inpirada na obra do Bocage – Tema de Ana Maria
30- Beth Carvalho canta uma composição de Vinicius de Moraes – O nosso amor
31- Viriato da Cruz – Makezu
- “Kuakié!… Makèzú…” ……………………………………….. O pregão da avó Ximinha É mesmo como os seus panos Já não tem a cor berrante Que tinha nos outros anos. Avó Xima está velhinha Mas de manhã, manhãzinha, Pede licença ao reumático E num passo nada prático Rasga estradinhas na areia… Lá vai para um cajueiro Que se levanta altaneiro No cruzeiro dos caminhos Das gentes que vão p´ra Baixa. Nem criados, nem pedreiros Nem alegres lavadeiras Dessa nova geração Das “venidas de alcatrão” Ouvem o fraco pregão Da velhinha quitandeira. – “Kuakié!… Makèzú, Makèzú…” – “Antão, véia, hoje nada?” – “Nada, mano Filisberto… Hoje os tempo tá mudado…” – “Mas tá passá gente perto… Como é aqui tá fazendo isso?” – “Não sabe?! Todo esse povo Pegô num costume novo Qui diz qué civrização: Come só pão com chouriço Ou toma café com pão… E diz ainda pru cima (Hum… mbundu Kene muxima…) Qui o nosso bom makèzú É pra véios como tu.” – “Eles não sabe o que diz… Pru qué Qui vivi filiz E tem cem ano eu e tu?”- “É pruquê nossas raiz Tem força do makèzú!…” (No reino de Caliban II – antologia panorâmica de poesia africana de ex- pressão portuguesa)
- PODCAST ZARPANTE 06!
Um episódio em contacto com as raízes mas também voltado para o futuro!
De tudo um pouco nesse Podcast Zarpante cheio de feijão e de cachaça!
Músicas de Angola, Brasil, Portugal, São Tomé e Príncipe e França!
Podcast Zarpante 07! Sonoridades de Angola!
Uma viagem por novas sonoridades de Angola, onde Cláudio Silva do Caipirinha Lounge, nos conta um pouco mais sobre alguns artistas angolanos! Aline Frazão, Coca F.S.M., Leonardo Wavuti… Venham escutar esse Podcast Zarpante feito pelos parceiros do Caipirinha Lounge!
1) Coca o FSM – O Ano Q Vem
2) Coca o FSM – Só Sou Faray Ninguém Acreditou
3) Aline Frazão – Olhar Adiante
4) Aline Frazão – Primeiro Mundo
5) Leonardo Wawuti – Sintam-se
6) Leonardo Wawuti – Entre o Mim e o Eu
7) Keita Mayanda – Exist¬ência
8) Keita Mayanda – A Idade da Razão
9) Nástio Mosquito – Bebi Beberei Bebendo
10) Nástio Mosquito – Não sei se vou te amar
- Podcast Zarpante 08!
Convidamos nossos parceiros, nosso público e todos os amantes da boa música a subirem a bordo da nau Zarpante para mais uma viagem por sonoridades de terras lusófonas! Podcast Zarpante do mês de Julho de 2012 está no ar! A viagem começa no Brasil, passa por Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique, Angola, São Tomé e até pela Galicia! Manecas Costa, Narf, Aline Frazão, Biru , Mike el Nite, Rubinho Jacobina e sua música inédita, Jack Nkanga e muitos outros artistas! 
Estão servidos? Acaba de sair do forno!
1- Calango Mindelo de Rodrigo Lessa
2- Bom Dia Cabo Verde De Patalino
3- Palavra D honra por Mabulu
4- Vento Lento Inédita de Rubinho Jacobina
5- Cabeludos de Mike el Nite
6- Dissa na M bera por Super Mama Djombo
7- Antonia de Manecas Costa
8- Sikama ft Jack Nkanga
9- Todo fado é vadio por Biru
10- From Maputo to Detroit por Moçambique producers
11- 24-7 por Orelha Negra
12- Radinho por Pipo Pegoraro
13- Funchal 23 por S.A.R.L.
14- O sonhador de Aleh Ferreira
15- S-Tomé por Aline Frazão
16- Tira a mão da minha Xuxa! Pelo grupo Os Untues
17- Esta Noite de Manecas Costa e Narf!
18- Sonhador! De Jack Nkanga ( Em breve um projeto de captação para clipe desta música em nosso site!)
- Podcast Zarpante 09
O Podcast Zarpante do mês de Agosto de 2012 já está no ar pessoal!Um episódio especialmente preparado para quem gosta de cinema! Músicas de artistas lusófonos em filmes nacionais e internacionais, e alguns trechos desses filmes!
A ocasião de conhecer curiosidades como por exemplo, Cesaria Evora cantando uma música escrita para ela por Goran Bregovic, Seu Jorge cantando David Bowie e muito mais!
Tropa de Elite, Cidade de Deus, Habla con ella e muitos outros filmes com músicas em nossa língua!
Clique abaixo para escutar!
Podcast Zarpante 09 by Zarpante Lda on Mixcloud
- Podcast Zarpante 010!
O Podcast Zarpante do mês de setembro está recheado com muita música boa! Para quem voltou de férias repleto de saudades de agosto, resolvemos preparar um episódio sobre esse sentimento tão lusófono!
Para falar da Saudade começamos com uma leve dose de tristeza, e logo adicionamos bastante alegria, amor, amizade, ritmo, poesia e felicidade!
O resultado é o Podcast Zarpante de número 10!
Venham navegar pelos mares musicais desse sentimento tão característico de nossa língua!
- 01- Matias Damásio – Saudade (Mal dele é esse)
- 02- Otto – Saudade
- 03- Pena Branca e Xavantinho – Saudades
- 03- Marcelo D2 & Zéca Pagodinho – Saudade
- 04- BroadG – A Saudade (Com D-tox)
- 05- Prince Wadada – Saudades da maṃã
- 06- ZÉ MANEL MARTINS – “SEMBA DA SAUDADE”
- 07- Djavan – Tanta Saudade
- 08- Lupicínio Rodrigues e As Três Marias – Felicidade (música original)
- 09- Caman̩é – Ciúmes da Saudade
- 10- Bana - Saudades de Cabo Verde
- 11- Neu Lopes – Poema Mindelense
- 12- Luiz Gonzaga – Minha Vida é andar por esse País
- 13- Juliano Juba – Reencontro
- 14- João Donato – Minha saudade
- 15- João Gilberto - Chega de Saudade (1959)
- 16- José Afonso - Saudades de Coimbra
- 17- Gilberto Gil – Saudade da Bahia
- 18- Aline Frazão – Babel
- 19- Los Hermanos – Veja bem meu bem
- 20- Cássia Eller (saudades dessa voz maravilhosa) – Saudade fez um samba
- 26- Bernard Lavilliers – La Saudade
- 27- Moacyr Luz – Saudades da Guanabara
- 28- Luísa Salgado – Mar Eterno
- 29- Legião Urbana – Vento No Litoral
- Podcast Zarpante 011
Esse é para quem gosta de Rock & roll!
Preparem seus vestidos de couro, seus brincos, suas tatuagens, e não esqueçam de mexer as cabeleiras ao ritmo das guitarras!
Rock em português ou inglês, em performances de bandas oriundas de países de linguá portuguesa!
Tem até um cover imperdível dos Beatles pelos angolanos do Duo Ouro Negro!
Venham descobrir um pouco do rock de Angola, do Brasil, de Moçambique e de Portugal…
O lema é “sexo, drogas, e rock and roll”…. Sem exageros pessoal!
Lista das músicas:
01- Parteum: BJ Rock+
02- Arnaud Rodrigues: Rock de Minas Gerais
03- Jack Nkanga: Its-so-hot
04- RAUL SEIXAS: Metamorfose ambulante
05- Roquivarios: Cristina.
06- Erasmo Carlos: Deixa de banca
07- Memória de peixe: Estrela Morena
08- Os Inflexos: Working on a Good Thing
09- Os Mutantes: Baby
10- Tata Aeroplano: Cão sem dono
011- Duo Ouro Negro: “Agora Vou Ser Feliz”
13- Roberto Carlos: Quero Que Vá Tudo Pro Inferno
013- Xarhanga: Viva a Guiné-Bissau livre e independente.
014- Kilapanga do orfão: café negro
015- Legião Urbana: Índios
016- Titãs: Comida
017- Novos baianos: Tinindo, trincando.
018- Jafumega: Ribeira
- Podcast Zarpante 012
A temática do nosso podcast de número 12 não poderia deixar de ser a festa!
Festejemos todos juntos o nosso primeiro ano de vida!
Obrigado a todos os músicos e a todos os ouvintes que prestigiam!
Nossa festa é uma mistura de músicas e ritmos oriundos de vários países de língua portuguesa! Passamos por Angola, Cabo-Verde, Brasil, Guiné- Bissau, Portugal…
baile-popular-di-cavalcanti
Celebrando, e dançando, eis o clima deste podcast, ideal para quem vai sair curtir o fim de semana ou para quem precisa dançar de frente pro espelho, ou quem quer mexer a cintura e esquecer o peso da semana! Ligue o stroboscopio, chame os amigos e aumente o som!
Playlist:
- Azymuth: Os cara lá
- Banda Black Rio: Chega mais (imaginei você dançando)
- Pentágono: Caminho
- La Mc Malcriado e Mayra Andrade: Mais amor
- Wawé Mwangolé
- Homenagem a recife
- Vivo sonhando
- Super Mama Djombo: Pamaparid
- Buraka Som Sistema
- Kalibrados: Ressaca
- Siba e Fuloresta: A Bagaceira
- Black Power: Nho Anton Escaderon
- Tim Maia: Rodésia
- Lurdez da Luz: Ela é favela
- Thiago Phetit: Estrela Decadente
- Jorge ben: Take it easy my brother Charles
- Caetano Veloso: Odara
- Haikaiss: Mulheres paqueram mulheres
- Os Mutantes: A Minha menina
- Pornô de Bolso: Minissaia
- David Zé: Rumba Zatukine
- Meno Pecha: Pilon Pilon
- Bruno V Azevedo: Hillside
- Podcast Zarpante 013
Chegou a hora de mostrar a selecção que preparamos especialmente para nossos caros ouvintes! Venham zarpar pelos mares dos ritmos africanos na companhia de Gilberto Gil, Jorge Ben, Clementina de Jesus, Cesária Évora, António do Fumo e muitos outros…
Passaremos por Angola, Cabo Verde, Brasil, Portugal, Estados Unidos e descobriremos a origem do banjo no Senegal (cujo território, em parte já fez pertenceu a Guiné- Bissau)
Clique aqui para escutar o Podcast Zarpante 013 by Zarpante Lda on Mixcloud
Playlist:
- Motherland – Madlib
- Raízes da Africa – Aniceto e Campolino
- Samba do mar – Camafeu de Oxossi
- África Nossa – Cesaria Evora
- Canto de Xango – Vinícius de Moraes e Baden Powell
- Canto Negro – (Interprete desconhecido)
- Aclamation des femmes et tambours Ogbon – Pierre Verger e Gilbert Rouget
- Retrato da Bahia – Batatinha
- África Mamãe – Jovino dos Santos
- Filhos de Gandhi – Gilberto Gil e Jorge Ben
- Inch’Allah – Terrakota
- Akonting – Daniel Jatta
- Monami – António do Fumo
- Kamba dia umba – António Paulino
- Maracangalha – Dorival Caymmi
- Memórias de Lamartine – Os Kiezos
- Canto XII – Clementina de Jesus
- Maria Dia Pambala – Sofia Rosa
- Podcast Zarpante 014
O tema do 14º episódio do Podcast Zarpante foi escolhido por vocês e se intitula “Perfumes marítimos”!
Sejam bem-vindos ao nosso veleiro e preparem-se para uma bela viagem pelos sons dos mares e de seus habitantes!
Pescadores, sereias, marinheiros e filhos de Iemanjá estão convidados a embarcar nesta volta ao mundo lusófono em companhia de Cesaria Evora, Lulu Santos, Tim Maia, Os Tubarões, Lura, Martín Códax, Fernando Pessoa, Heróis do Mar, e muitos outros…












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